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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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12 Toiros 12

Para o dia 1 de Junho de 1972 esteve anunciada para a Monumental do Campo Pequeno a famosa Corrida a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro e no programa constava que os 6 poderosos toiros de Dom Luís Passanha seriam pegados pelos Forcados Amadores de Santarém e de Montemor, mas cerca de uma semana antes foi divulgada a notícia de que José Manuel Souto Barreiros, cabo do Grupo de Santarém, teria rejeitado a corrida.

Assim, foi anunciado que sozinho o Grupo de Montemor pegaria os 6 toiros. Uma encerrona!

Foi uma corrida duríssima e cinco dos poderosos toiros foram valorosamente pegados de caras e com o significativo reaparecimento de forcados já retirados, como Simão Comenda e Zita Cortes que se voltaram a fardar à pressa para completar o Grupo que já estava desfalcado por alguns terem recolhido à enfermaria e o Cabo António José Zuzarte para o hospital.

A pega de João Caixinha, ao segundo da ordem, foi uma maravilha. Marcou os tempos do toureio – Parar, Mandar e Templar – e realizou a melhor pega da noite.

Um toiro não foi pegado, não obstante as diversas tentativas de vários forcados. Porém o público reconheceu o enorme esforço e valentia e a imprensa taurina manifestou nas crónicas a dignidade e ética do Grupo de Forcados Amadores de Montemor.

Entretanto o Grupo de Santarém não demorou a dar resposta e para o dia 29 de Junho de 1972 anunciou-se para pegar 12 toiros, sendo 8 em Évora na corrida de São Pedro (4 de Veiga Teixeira e 4 de Murteira Grave) e mais 4 na corrida nocturna do Campo Pequeno (da ganadaria de Dona Maria Ana Passanha).

12 toiros para o Grupo comandado por José Manuel Souto Barreiros.

Cerca de 6. 000 Kgs. de toiros para um só Grupo e em menos de 24 horas nunca tal tinha acontecido! Provavelmente nunca mais aconteceu.

José Manuel S. Barreiros.jpg

 

Na foto José Manuel Souto Barreiros, cabo do Grupo de Forcados Amadores de Santarém no período de 1 de Junho de 1969 a 17 de Junho de 1979.

 

Conceito de Forcado Amador

Tertúlia 4deDez.2017.png

Quem estiver a apreciar a tourada à portuguesa e tiver o mínimo de conhecimento sobre o forcado amador, sabe o que pode esperar do grupo ou grupos que se apresentam em praça e pode rapidamente verificar pela postura se existe ou não algum conceito de ética e saber estar.

Há conceitos que foram passando ao longo dos anos que caracterizam o forcado amador e esses conceitos deverão ser assegurados e transmitidos pelo cabo do grupo aos seus elementos.

Para além da atitude do forcado em praça de forma a dignificar a jaqueta do seu grupo essa dignidade deverá ser mantida fora da praça e para isso os elementos do grupo devem receber os exemplos de conduta que lhes são transmitidos pelo cabo.

Ontem, na Pousada dos Loios em Évora, no jantar de Dezembro de 2017 da Tertúlia Tauromáquica Eborense esteve presente e como Convidado de Honra o Dr. Pedro Coelho dos Reis, cabo do Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Chamusca, que se referiu a estes assuntos com grande interesse demonstrando o seu cuidado pelos fundamentos da tradição, ética e saber estar do forcado amador e na necessidade de serem preservados esses valores.

Foi uma agradável reunião de aficionados e excelente troca de ideias sobre diversos assuntos relacionados com a tauromaquia em geral e com o conceito do forcado amador em particular.

Tertúlia 4.Dez.2017.jpg

 

 

 

Ganadaria do Infantado

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O rei de Portugal Dom Miguel I (1802-1866) foi um apaixonado pela festa brava, sendo cognominado como “Rei toureiro”, tendo toureado a cavalo e pegado toiros de caras. O seu tio Dom Fernando VII de Espanha, irmão de sua mãe, ofereceu-lhe umas vacas bravas de pura “casta vasquenha”, dando assim origem à ganadaria do Infantado.

Mais tarde, quando o imperador do Brasil Dom Pedro I derrotou o rei de Portugal depois de violenta e dolorosa guerra civil e obrigou Dom Miguel I ao exílio, a Casa do Infantado foi extinta em 1834 e a vacada foi repartida e vendida dando origem às ganadarias de Rafael da Cunha, Máximo Falcão, Condessa da Junqueira, etc.

 

Rabejador

Rabejador de Montemor.png

Neste final de época quero expressar o meu reconhecimento e homenagem ao jovem forcado Francisco Godinho – dos Amadores de Montemor – que é um dos melhores rabejadores das últimas épocas.

Dá gosto vê-lo a rabejar na pega de caras.

Quando se inventou a moda recente do rabejador andar envolvido no meios dos ajudas e só depois ir rabejar, Francisco Godinho faz, e bem, o que se deve fazer: rabejar e antes das terceiras ajudas.

Alguns que se preocupam em ajudar e só depois rabejam, podem ser eficazes. Porém Francisco Godinho é eficiente.

E a eficiência está acima da eficácia.

Há muitos anos que o Grupo de Forcados Amadores de Montemor tem tido bons rabejadores. Este é mais um…e excelente!

 

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Toureio a cavalo e as cortesias

Cortesias.png

Portugal é o último reduto do toureio clássico a cavalo e muitos foram os cavaleiros portugueses que ao longo dos séculos, com extraordinário valor, enfrentaram toiros. Famílias, de dinastias toureiras, marcaram na nossa tauromaquia nomes que ficarão sempre ligados à tauromaquia portuguesa: Casimiros, Barahonas, Mascarenhas, Veigas, Núncios, Salgueiros, Telles, etc.

Um dos primeiros cavaleiros a profissionalizar-se terá sido José Casimiro Monteiro – cerca do ano de 1875 – mas é no final do séc. XIX que o moderno toureio a cavalo começa a notabilizar-se com Alfredo Tinoco da Silva, Alfredo Marreca, José Bento d’Araújo, Victorino Froes, Fernando Oliveira, etc.

A maior exigência desses tempos era que os cavaleiros se apresentassem aprumados nas selas, dominadores dos cavalos, mandando mais com as pernas do que com as rédeas. O perfeito conhecimento da equitação era condicionante para quem desejava tourear a cavalo e os aficionados apreciavam muito as cortesias para verificarem como os cavaleiros desempenhavam os “quartos”, ladeavam e recuavam.

Em algumas corridas de 1948 e também em 1951 e 1952 na Praça de Santarém durante as cortesias os cavaleiros não realizaram os “quartos”, o que não agradou ao público e motivou enormes protestos na Praça e motivos dos críticos nas suas crónicas nos jornais.

Porque em Portugal as cortesias devem ser à portuguesa!

 

Cartazes de toiros

Cartaz de 1900.jpg

Para alguns aficionados os cartazes das corridas têm uma importância acrescida. Quer dizer, servem naturalmente para dar a informação da data e hora da realização do espectáculo, da ganadaria ou ganadarias a apresentar, dos nomes dos toureiros, do grupo de forcados, etc., mas também para guardar como recordação. Alguns têm autênticas colecções e com anotações curiosas sobre cada cartaz.

Também os intervenientes das corridas gostam de guardar os cartazes que muitas vezes são emoldurados e ficam patentes como recordações extremamente importantes e sendo relíquias de família.

Ora, na óptica do coleccionador, uma das principais informações que o cartaz deve ter é a data da corrida e essa é procurada um primeiro lugar quando alguém interessado olha para um cartaz que está exposto em casa, numa tertúlia ou num museu taurino.

Aqui podemos observar um cartaz da Praça de Setúbal e verificar facilmente que é do ano de 1900.

Tal não acontece no segundo cartaz aqui exposto e relacionado com a corrida que se realizou no passado dia 29 de Outubro na Arena d’Évora. Na verdade o ano não está visível. Para a empresa isso não foi importante.

Quem trabalha com assuntos relacionados com a tauromaquia deveria ter em atenção este pormenor da data do espectáculo, porque não é a mesma coisa anunciar uma corrida de toiros ou uma promoção semanal de qualquer produto num supermercado.

Admitindo que a gráfica não tenha essa sensibilidade e não entenda nada do assunto, a empresa deveria ter esse cuidado. Não só cuidado de divulgar o festejo taurino com fins comerciais mas também de preservar a sua memória.

 

Cartaz ArenaEvora.jpg

 

 

 

Antigos empresários tauromáquicos

Em Portugal têm sido imensos os empresários tauromáquicos e com dificuldade se poderá mencionar os nomes do melhor ou dos melhores. Não obstante, será de elementar justiça realçar o valor de José Vidal Guerra, empresário de prestígio e excelente aficionado; Alfredo da Silva Ovelha, que a partir de 1949 organizou, por mais de 40 anos festivais e corridas de toiros; Américo Pena que a partir de 1951 e durante vários anos foi o responsável por diversas corridas de toiros, principalmente na Praça da Nazaré; Manuel dos Santos, matador de toiros, que foi empresário da Praça de Toiros de Algés e, mais tarde, o melhor empresário da Praça de Toiros do Campo Pequeno, dando à primeira Praça do país um novo dinamismo e organização até ali não alcançados. Também o forcado Nuno Salvação Barreto se notabilizou como empresário da Praça de Toiros da Póvoa de Varzim nos anos 60 do século passado, levando ao norte do país excelentes cartazes e também a realização de corridas de toiros à portuguesa do sul de França.

Nuno Salvação Barreto.png

 

 

 

 

 

 

 

 Nuno Salvação Barreto

O Leão do Alentejo

José Trincheira - TTE-2017.jpg

Em 1935 nasceu um menino que quis ser toureiro. Terá nascido em Espanha, ou talvez na vila alentejana de Borba nunca o soube bem, nunca lhe explicaram completamente, mas provavelmente em Espanha onde os seus pais trabalhavam sazonalmente no campo, tendo sido registado em Portugal uns dias depois e com o nome de José.

Muito novo foi viver com os pais e irmãos para Vila Viçosa e muito cedo o José começou com a fixa ideia de ser toureiro. Ele que nunca gostou de ir à escola, com todas as dificuldades de um rapazinho oriundo de uma família com escassos recursos, faltava às aulas e preferia apascentar o gado, trabalhar no campo e enfrentar vacas bravas sempre que possível.

Em 1947 e sem ter possibilidade de comprar o bilhete, conseguiu entrar na Praça de Toiros de Vila Viçosa e assistir à corrida onde foi colhido de morte o valoroso matador José González López “Carnicerito de México”. Nunca se esqueceu dessa trágica imagem…O toureiro mexicano gravemente ferido a ser levado para o hospital e a cavaleira peruana Conchita Citrón correndo atrás, preocupada, prevendo o pior.

Aparecia nos “tentaderos” sem ser convidado e uma ou outra vez teve a possibilidade de dar uns passes, com improvisada “muleta” a vacas que ficaram de refugo e que os toureiros convidados não queriam lidar. Fez-se notar.

Foi ao campo durante a noite em algumas ganadarias. A pé e saltando as cercas. Chamou alguns toiros. Provocou. Citou. Voltou a citar. Por sorte os toiros nunca se arrancaram, não vinham à voz e fugiam. Não conseguiu tourear ao luar…

Auxiliado por alguns amigos e principalmente por António Pombeiro, um grande aficionado de Vila Viçosa que o recomendou para a escola de toureio da Golegã do mestre Patrício Cecílio mas onde não foi aceite, tendo tido, algum tempo depois, a possibilidade de seguir para Lisboa para frequentar em 1954 a escola Arena, que era dirigida pelos toureiros Júlio Procópio, Augusto Gomes e Sebastião Saraiva.

Sempre com enormes dificuldades financeiras e com ajuda de algumas pessoas que se cotizavam em Vila Viçosa para lhe custearem as despesas em Lisboa e com a ajuda de uma tia que lhe concedeu alojamento, destacou-se com valor entre todos alunos e conseguiu em Junho de 1955 apresentar-se como aspirante a novilheiro na Praça de Santa Eulália e alcançou enorme êxito. Como novilheiro alternou muito com Amadeu dos Anjos e José Júlio. Apresentou-se pela primeira vez em Espanha na Praça de Olivença em 1956 frente a novilhos da ganadaria de Guardiola. Já com novo apoderado toureou em Sevilha em 1957 e teve um novo êxito. Uniformes crónicas taurinas a reconhecerem-lhe grande valor. Mais um português no toureio a pé, determinado e valentíssimo que aparecia ao lado das principais figuras. Frente a toiros da afamada ganadaria de Pablo Romero e tendo como testemunha Manolo Segura, recebeu a alternativa de matador em Setembro de 1958 em Cáceres, concedida por Cesar Girón. Depois muitos êxitos e colhidas em Espanha e América, teve um grande triunfo na Praça El Toreo no México. Alternou com os melhores matadores de toiros nas principais praças do mundo taurino. Ganhou o respeito dos aficionados, dos toureiros e dos empresários. Novamente em Espanha – onde José Trincheira mais gostava de tourear – foi gravemente colhido na Praça de La Linea del Concepcion em 1959. Admitiram que morria, mas voltou às arenas e sempre com determinação e enorme vontade.

Falou com o tal professor de Vila Viçosa dizendo que precisava do diploma da quarta classe para poder tirar a carta de condução. Explicou que era só para isso. Teve umas explicações apressadas. Fez um exame especial. Só ele. Com ditado e tudo. Passou!

Ganhou dinheiro, muito dinheiro. Auxiliou a família, divertiu-se, namorou muito e voltou a namorar. Comprou um carro blindado e com todos os requisitos que tinha sido na Presidência do Conselho…Um luxo.

-- Do Salazar, carago!

Confirmou a alternativa em Madrid em Agosto de 1966, sendo seu padrinho o matador José Luís Barreto.

Depois de casamento atribulado e demasiadamente prolongado por três anos com uma cantora, o divórcio e várias namoradas, resolveu suspender a vida de toureiro e foi para Angola onde teve diversas actividades mas conseguindo realizar algumas touradas em praças desmontáveis e ganhar muito dinheiro. Voltou a casar.

Com a revolução de 1974 em Lisboa e depois a independência de Angola e a confusão que se seguiu teve que regressar, tal como muitos milhares de retornados, numa situação dificílima. Conseguiu fazer a reaparição como toureiro e em 1976 o chamado “Leão do Alentejo” toureou no Campo Pequeno demonstrando o seu valor e garra e depois em algumas praças desmontáveis em diversos locais do país. O tempo foi passando. A idade era outra. Despediu-se do toureio em 1989.

Um toureiro assim, merecia uma outra despedida e o reconhecimento da aficion. Mas aconteceu simplesmente em praça desmontável, com poucos amigos. Quase esquecido.

Nasceu pobre, foi um homem rico e hoje vive com algumas dificuldades económicas mas feliz na sua actividade de pastor de ovelhas.

Este homem contou estas e outras facetas na sua vida no jantar que se realizou em 6 de Novembro de 2017 na Pousada dos Loios em Évora e foi um enorme prazer a Tertúlia Tauromáquica Eborense o ter recebido como convidado de honra. Excelente!

Quando terminou o jantar e na despedida disse:

-- Telefonei-me quando quiserem e a melhor hora é numa hora qualquer.

Olé José Trincheira! Olé Leão do Alentejo!

T.T.Eborense 6.11.2017.jpg

 

Tentativas

Quando na pega de caras o forcado faz as tentativas necessárias para pegar o toiro há uma demonstração da alma portuguesa, da garra, da determinação das gentes lusitanas que não viram a cara às dificuldades.

Quem se coloca sereno em frente de um toiro para o pegar de caras recebendo simplesmente um sorriso de mulher, demonstra a grandiosidade do coração de um povo.

Povo de Portugal que assiste ao cite na pega de caras em silêncio – o silêncio de respeito. O respeito ao forcado. O respeito à manifestação mais portuguesa de toda a tauromaquia: a pega.

 

 

J.M.Passanha-4 tentativa-29.10.2017.png

José Maria Passanha, do Grupo de Forcados Amadores de Évora, na 4ª. tentativa da pega de caras ao toiro da ganadaria de São Torcato lidado em quarto lugar na Arena d’Évora em 29 de Outubro de 2017

 

 

Intolerância

Bandeiras da Catalunha.png

 

O caso da independência da Catalunha, não sendo um problema a que a Portugal diga respeito é, muito naturalmente, um assunto da Europa e o que lá se passa terá reflexos em todo o território peninsular.

Os Partidos apoiantes da independência, que não se sabe se têm a maioria dos eleitores da Catalunha, são em muitos casos pouco tolerantes e têm querido apagar todos os símbolos que possam ligar a Catalunha a Madrid.

Recordamos, por exemplo, o que resolveram os parlamentares da Catalunha, em Julho de 2010, quando proibiram os aficionados daquela região de poderem assistir ao seu espectáculo preferido e ao encerramento das Praças para as corridas de toiros, com especial incidência na emblemática Praça Monumental de Barcelona que foi inaugurada em 1916.

Nessa votação anti-taurina onde teve grande influência a “Esquerra Republicana de Catalunya” votaram a favor da proibição das corridas de toiros 68 deputados, 55 contra e houve 9 abstenções. Portanto foram 4 deputados a votarem a mais do que os que não queriam ou não sabiam se queriam a abolição da tauromaquia. Quatro! O suficiente para se tentar apagar um histórico taurino nas terras da Catalunha. Quatro votos a favor de se esconder um passado de 118 alternativas de matador de toiros na arena de Barcelona no período de 1864 a 2009, desde Pedro Aixelà “Peroy” até Enrique Guillén…Porém os registos de festejos taurinos em Barcelona remontam ao ano de 1387.

Democraticamente é suficiente um voto a mais em muitas votações, porém uma escassa maioria não deveria ter a possibilidade de proibir a cultura e tradição catalã ligada ao toiro e ao toureio.

Muitos catalães não concordaram com a decisão e para assistirem às corridas de toiros tiveram que passar a se deslocar a outras regiões de Espanha ou ao sul de França.

Em termos económicos a Catalunha beneficiou com a abolição das corridas de toiros ou foi só mais uma demonstração de alguns contra uma Espanha unida?

Monumental de Barcelona.jpg

 

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