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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Toiros de Morte

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Em Portugal nunca houve uma tradição de toiros de morte não obstante algumas tentativas da sua regularização e manutenção em festas regionais sendo excepção o caso de Barrancos.

Assim, a União dos Criadores de Toiros de Lide, que teve Sede na vila da Golegã, apresentou em 1921 uma exposição ao Governo da República, pedindo que fosse permitida a lide à espanhola com toiros de morte nos últimos dois toiros de cada corrida. Essa pretensão não foi aceite.

Mais tarde, em 1930, uma Comissão de Senhoras acompanhadas por José Van-Zeller Pereira Palha e por Bernardo José da Costa de Sousa de Macedo (Mesquitella), foi recebida pelo Presidente do Ministério – general Domingos Augusto Alves da Costa Oliveira – que solicitou ao governo da Ditadura Nacional a criação, em Vila Franca de Xira, de uma zona exclusiva para a realização de corridas de toiros de morte, chamando à atenção do que se passava no sul de França, revertendo as receitas líquidas a favor da Assistência Nacional aos Tuberculosos. Apresentado o pedido ao Conselho de Ministros, não mereceu a sua aprovação.

Após a revolução de 25 de Abril de 1974 e na confusão completa de ideias e políticas que se seguiram no país, houve tentativas de se implementarem corridas de toiros de morte e com a sua realização em Vila Franca de Xira e Salvaterra de Magos onde, apesar de não terem sido anunciadas como tal, os toiros foram lidados a pé e estoqueados nessas arenas com a aceitação geral do público que encheu as respectivas Praças de Toiros.

 

Dom Miguel I e a Praça de Sant'Anna

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A Praça de Toiros do Campo de Sant’Anna, em Lisboa, foi mandada construir por Dom Miguel, infante de Portugal, ainda durante o reinado do seu pai o rei Dom João VI e projectada pelo arquitecto Ferreira Leal. Tinha capacidade para cerca de 6.000 espectadores.

Porém, só foi inaugurada em 3 de Julho de 1831 na presença de Dom Miguel I, rei de Portugal, com uma corrida de 16 toiros da ganadaria real para os cavaleiros João Ferreira Grillo e António Máximo de Amorim Velloso e para um grupo de forcados oriundo do Ribatejo. Os toiros destinados ao toureio a pé foram lidados pelos espadas Sebastião Garcia e Pedro José Rodrigues.

Até à sua demolição em 1891, todos os resultados das touradas realizadas nessa praça foram destinados à Real Casa Pia de Lisboa.

O rei D. Miguel I que foi sempre contrário aos ideais e práticas da Maçonaria, foi deposto e expulso de Portugal pelo seu irmão – D. Pedro I, imperador do Brasil – após a Batalha da Asseiceira e a Convenção de Évoramonte em 1834.

Em 20 de Setembro de 1834 a filha do primeiro imperador do Brasil, Dona Maria da Glória, realizou o seu juramento em Lisboa, no palácio de São Bento, como rainha de Portugal (Dona Maria II).

Ainda em 1834, em 19 de Dezembro, a rainha Dona Maria II – então com 15 anos de idade – promulgou a Lei do Banimento que destituiu o seu tio Dom Miguel I do estatuto de realeza e dos direitos de sucessão de todos os seus descendentes ao trono de Portugal.

Dom Miguel I faleceu exilado na Alemanha, em 14 de Novembro de 1866.

 

Torga e os castradores

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Não obstante as teorias baseadas em estudos e pesquisas antigas que admitem que o toiro bravo teria sido enfrentado na Europa em tempos imemoriais como provam algumas gravuras da Grécia antiga, foi nos povos da Península Ibérica que a tauromaquia teve origem, onde os cavaleiros lanceavam toiros bravos aproveitando as condições de acometer dessa raça de bovinos.

Antes de surgirem os reinos que deram origem a Portugal e Espanha, já os historiadores romanos se referiam aos povos da Lusitânia dizendo que estes costumavam “combater a cavalo os toiros que têm fúria”. Esses cavaleiros, nesses combates, faziam exercícios para adestrar os cavalos, treinar os seus reflexos e prepara-los para as batalhas na defesa das populações e do território.

Mais tarde desenvolveu-se o toureio a cavalo, como espectáculo, tendo sempre por base as regras da cavalaria ao enfrentar os toiros de frente e dando-lhes a vantagem de permitir a investida de largo.

Passados alguns séculos, quando em Espanha o francês duque de Anjou se fez coroar como Filipe V, a tauromaquia teve uma paragem nesse país porque o toureio a cavalo desenvolvido pelos nobres não tinha o agrado daquele monarca. Porém o povo espanhol não se conformou com essa proibição e desenvolveu-se o toureio a pé.

“Toureio a pé” e não toureio apeado, porque não foram os nobres que se apearam dos cavalos para tourear mas sim os homens do povo que a pé e com a capa dominavam os toiros e lhes davam a morte com a espada.

Enquanto que em Espanha se desenvolveu o toureio a pé - com a sorte de varas executada pelo picador – e com a lide a cargo do matador e da sua quadrilha, com o capote, as bandarilhas, a muleta e a estocada final para dar morte ao toiro. Em Portugal continuou o toureio a cavalo e mais tarde a introdução nas arenas do moço de forcado para executar as pegas de caras e de cernelha. Têm portanto estas diferentes tauromaquias fortes tradições nos povos peninsulares e elas fazem parte das suas raízes, sendo hoje manifestações culturais das nações ibéricas, dos povos do sul de França e de alguns países americanos com destaque para o México. Manifestações essas que contém um conjunto de símbolos, conceitos e significados que foram sendo construídos ao longo da História. O toureiro, tal como o aficionado, tem pelo toiro admiração e respeito e para todos o toiro é o principal e indispensável elemento da Festa.

Filósofos e pensadores à tauromaquia se têm referido e se, por exemplo, José Ortega y Gasset se expressou como “não ser possível entender a História de Espanha sem ter em conta a festa dos toiros”, em Portugal o nosso Miguel Torga referiu-se à triologia campino-cavalo-toiro como “as últimas forças viris da Criação, das eras selvagens e testiculares que a civilização castrou”.

Na verdade a Festa Brava tem sido ultimamente muito perseguida e atacada. Bruxelas dá o mote e os nossos políticos obedientes aceitam as diabruras dos animalistas anti-taurinos que se enquadram na figura dos tais castradores a que Torga se referiu.

 

Desistiram

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De França uma boa notícia, os movimentos animalistas e antitaurinos “Comité Radical Anticorrida” e “Comité Radical Anticorrida Europa” – dada a legislação que os obrigou a não poderem fazer as manifestações a menos de um quilómetro das Praças de Toiros – e porque assim deixaram de ter o protagonismo de aparecerem nas fotos e imagens da televisão, verificaram que passaram a ter cada vez menos interessados.

Ultimamente essas tristes manifestações no sul de França tinham pouco mais de uma dúzia de contestatários que tinham que gritar muito mais para serem ouvidos, não obstante irem mascarados e sujos de cores avermelhadas a fingir sangue na espectativa de alguém olhar para el@s.

Assim, resolveram por fim a estas associações e desistiram de aparecer nas imediações das Praças de Toiros. Fizeram bem!

Mas como são “veganos” e “ditos amigos dos animais”, resolveram passar a exercer a sua acção junto dos matadouros para se manifestarem e contestar a criação de animais para abate e consumo de carne.

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No Monte da Caravela

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No Monte da Caravela

Raramente o jantar mensal da Tertúlia Tauromáquica Eborense se realiza fora de Évora e tal só acontece quando há um evento especial e assim foi neste mês de Outubro de 2017.

A convite de Simão Nunes Comenda o jantar realizou-se ontem na Monte da Caravela, em Montemor-o-Novo.

Excelente convívio de aficionados, um óptimo jantar com quase todos os elementos da Tertúlia, em animadas conversas taurinas, que se prolongou pela noite e sempre com o extraordinário acolhimento e simpatia do anfitrião. Uma noite de ambiente taurino a não esquecer.

Simão Comenda recordou diversos momentos da sua vida. Interessantes momentos passados nas arenas e também na sua casa agrícola. Excelentes recordações de uma vida taurina e de lavoura.

Foram também analisadas as propostas de alguns dos presentes para fazerem parte desta Tertúlia os seguintes aficionados: Luís Miguel da Veiga, João Maria Roque dos Santos, Diamantino Sarrabulho e Manuel Cabral da Silveira. Admitidos por unanimidade.

O próximo jantar da Tertúlia Tauromáquica Eborense será em Novembro e como é habitual em Évora e na Pousada dos Loios.

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Questão das antiguidades

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Para a noite de 12 de Outubro de 2017 está anunciada uma corrida de toiros à Antiga Portuguesa na Praça Monumental do Campo Pequeno e os cartazes que estão distribuídos são ligeiramente diferentes daqueles que circulam na internet. Diferença que para os forcados têm muita importância.

Assim, nos cartazes em papel vêm anunciados os Amadores de Vila Franca em primeiro lugar. Já nos cartazes que estão a circular na internet, a situação está corrigida e o primeiro Grupo anunciado é o dos Amadores de Évora.

O conceito de antiguidade é muito importante na tauromaquia e é essa antiguidade que é considerada na corrida de toiros à portuguesa quando actua mais do que um grupo de forcados, sendo que nas cortesias o grupo mais antigo forma à direita e pega o primeiro toiro.

Alguns Grupos querendo dar a parecer que são muito antigos invocam datas da fundação de outros agrupamentos que pegaram toiros em épocas muito anteriores e como têm o mesmo nome da terra dos tais mais antigos confundem as empresas aquando da elaboração dos cartazes.

O Grupo de Forcados Amadores de Évora é mais antigo do que o Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca porque se apresentou em 1963 quando Vila Franca de Xira não tinha nenhum Grupo em actividade.

11 de Agosto de 1963 é a data de fundação do Grupo de Évora e é essa a sua antiguidade porque durante estes 54 anos – 55 épocas – actou regularmente de 1963 a 2017.

No antanho Évora teve outros grupos de forcados amadores. Recordamos, por exemplo aquando da apresentação do Grupo de Forcados Amadores de Montemor, comandado por Simão Malta, em 4 de Setembro de 1939, actuou também o Grupo de Forcados Amadores de Évora comandado por António Vaz Freire. Porém o actual Grupo de Forcados Amadores de Évora comandado por João Pedro Nunes Oliveira, não considera no seu historial essa antiguidade, nem data de fundação, porque são grupos de Évora que não tiveram qualquer relação de continuidade. Assim deve ser.

Como existem outros casos sobre pretensas datas de fundação e antiguidade, seria interessante e para se evitarem confusões que a Associação Nacional de Grupos de Forcados se pronunciasse sobre o assunto.

É muito diferente pegar ou ver pegar toiros.

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Setembro de luto

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Pedro Miguel Primo - Forcados Amadores de Cuba

 

Os Amadores de Cuba e os Amadores de Alcochete estão de luto. A tauromaquia está de luto.

O mês de Setembro de 2017 ficou assinalado por colhidas mortais nas arenas de Cuba e da Moita.

Na tarde de sábado, dia 2, depois de ter tentado a pega de caras a um toiro na Praça de Cuba (Alentejo) faleceu uns dias depois num hospital em Lisboa o forcado Pedro Miguel Primo, dos Amadores de Cuba. Tinha dito que seria a sua última actuação como forcado e que se iria despedir das arenas.

Na corrida – concurso de ganadarias – que se realizou na Moita na noite sexta-feira 15, também neste mês de Setembro, aquando da segunda tentativa da pega de caras ao quarto toiro, da ganadaria Prudêncio, o experiente forcado Fernando Reynolds Quintela, dos Amadores de Alcochete, foi violentamente colhido e faleceu no Hospital de São José em Lisboa.

Estão de luto os forcados portugueses. Está de luto a tauromaquia.

Momentos de enorme tristeza e angustia que envolve a nossa Festa. Festa Brava que tem sempre um mesclado de glória e perigo e que no caso português tem esta figura singular que é o forcado amador, que arrisca a vida quando se coloca em frente do toiro para a mais portuguesa manifestação tauromáquica, a pega.

Forcados Amadores que pisam as arenas por aficion e sem qualquer interesse económico, que gostam de pegar toiros e que diferenciam a nossa das outras tauromaquias com a pega. Pega que é da tauromaquia portuguesa desde tempos imemoriais e que caracteriza o nosso povo.

Este mês de Setembro, um Setembro carregado de luto, uma tragédia para a enorme família dos forcados de Portugal.

 

Fernando Quintela - brinde 15.09.2017.png

Fernando Reynolds Quintela - Forcados Amadores de Alcochete 

Bela pega!

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Com toiros das ganadarias de São Marcos e Falé Filipe realizou-se a nocturna de 9 de Setembro de 2017 na Arena d’Évora. Toiros que não saíram fáceis nem boiantes para os cavaleiros João Moura, Luís Rouxinol e Manuel Telles Bastos que se viram confrontados com ferragem deficiente que dificultou a colocação dos ferros.

Os cavaleiros sentiram alguma dificuldade na lide dos toiros mas, não obstante os toques das montadas, todos ouviram música amavelmente distribuída pelo Sr. Agostinho Borges, Director da Corrida, que certamente não a considerou como prémio aos artistas mas sim um alegre complemento do espectáculo.

Haja música!

Toiros duros que não foram fáceis para os cavaleiros e forcados e saímos da Praça com a grata recordação da vistosa pega de João Fortunato – cabo dos Amadores de São Manços – que durante o cite marcou os tempos do toureio tão bem definidos por Juan Belmonte: PARAR, MANDAR e TEMPLAR e que realizou uma valorosa pega à primeira tentativa, num toiro que o forcado não conseguiu tapar bem a cara quando se fechou, que se defendeu com força até às tábuas e que foi rabejado atempadamente e bem por Paulo Gomes, como se pode verificar na imagem bem oportuna do fotógrafo João Silva. Na pega de caras o rabejador pode evitar o pior, como foi o caso, permitindo aos ajudas fechar e concretizar a pega. Uma bela pega!

Depois recordámos as três pegas ao primeiro toiro realizadas por João Madeira, que só contou a última, quando o Grupo de Évora conseguiu ajudar. Porque da parte de João Madeira foi tudo feito e bem. Tal como do jovem Miguel Direito, ao quinto da ordem, que também esteve bem em frente do toiro e que realizou a pega à terceira tentativa por situações idênticas.

Gostámos do silêncio que se sentiu durante os cites nas seis pegas. Silêncio que demonstra o respeito que o público de Évora tem pelo forcado amador.

Pena a Arena d’Évora não ter estado esgotada, não por falta da aficion desta cidade mas sim pelos elevados preços dos bilhetes. Foi uma boa e agradavel noite taurina.

A Empresa Toiros e Tauromaquia já anunciou uma próxima corrida para 29 deste mês de Setembro com a informação que é "o maior curro da temporada". Aproveitamos para recomendar que se nessa noite tiver que ser substituído algum dos toiros a Empresa deverá fazer o favor de informar de quem é a ganadaria, o peso e a idade do toiro, coisa que não aconteceu desta vez. É uma questão de respeito pelo público e pelo ganadero e que não se deve perder.

Aguardamos.

Pega de João Fortunato-S.Manços-9.09.2017.png

 

Na bela foto do fotógrafo João Silva à pega do 4º toro da ordem, cheio de força e poder para derrotar próximo das tábuas e pegado pelo cabo João Fortunato, pode verificar-se a intervenção oportuna do rabejador Paulo Gomes e a correcta colocação dos ajudas, três de cada lado, do Grupo de Forcados Amadores de São Manços.

 

 

O quinto foi indultado

Indulto em Málaga-18.08.2017.jpg

Ao quinto toiro da ordem, terceiro para Enrique Ponce na Praça de Toiros de Málaga, o presidente da corrida, Ildefonso Dell’Olmo, colocou o lenço cor de laranja que indica o indulto do toiro. O público, delirante, aplaudiu de pé uma belíssima faena e um excelente toiro.

A Corrida Picassiana, que se realizou em 18 de Agosto de 2017 ficou assim assinalada para a História da Tauromaquia com a devolução ao campo do toiro “Jaraiz”. Toiro bravo e com provas dadas na arena para ser mais um semental da ganadaria de Juan Pedro Domecq.

Corrida diferente, um espectáculo de música e toiros que agradou ao público presente e a uns bons milhares de telespectadores do Canal Toros, em distintas partes do mundo.

Dois matadores de prestígio: Enrique Ponce e Javier Conde e as vozes de Estrella Morente, Pitingo e Alba Chantar acompanhadas, e bem, pela banda de música Miraflores transformada em orquestra sinfónica.

Porém, alguns aficionados e cronistas mais “puristas” consideraram este tipo de espectáculo um desvio da tauromaquia. Mas na verdade não é um espectaculo taurino/musical que aparece para substituir a corrida tradicional mas um que pode completar o calendário taurino espanhol e com agrado geral do público. Talvez até um motivo para atrair novos interessados na tauromaquia. Um espectáculo do século XXI.

E como já tinha dito o empresário francês Simón Casas:

“Yo me considero produtor de emociones, de estética y sueños”

E essas emoções e estética tiveram oportunidade de ver e sentir os que assistiram a este espectáculo. Fica o sonho de um dia se repetir.

                                                  

Estrella Morente-.png

 

Uma mulher sem medo

 

 

Valente pega de caras.png

Fernanda Serrano disse, muito naturalmente, que gosta de touradas e foi vista a assistir, acompanhada pelo seu marido, na última corrida transmitida pela TVI.

Naturalmente que terá o direito de assistir aos espectáculos que entender e é uma manifestação da sua parte de bom gosto e sensibilidade pela arte e cultura. O facto de ter dito que gosta de corridas de toiros, como uma grande parte dos portugueses, pôs umas dezenas de animalistas a gesticular e em bicos dos pés fazendo comentários de tipo mais ou menos insultuoso contra a artista. Os inscritos no partido dos animais e de outras associações animalescas não gostam de toiros, toureiros e forcados e querem que os outros também não gostem. Pensam que têm o exclusivo da razão. Atitude um pouco disparatada. tipo pensamento único e fora de moda.

Quando se verifica em Portugal uma parte dos políticos, artistas e personagens públicas terem receio de serem vistos próximo de uma praça de toiros para estarem à moda do “politicamente correcto”, quando esses de braço dado com os anti-touradas admitem a destruição da ganadaria brava e de toda a economia que envolve o espectáculo tauromáquico, desejo enaltecer e manifestar a minha admiração e respeito pela artista Fernanda Serrano que, sem medos, disse para a quem a quis ouvir que gosta de assistir às corridas de toiros. Tem esse direito!

Quando não gostamos de um espectáculo basta não estarmos presente, o que me acontece quando vejo anunciados artistas que não aprecio. Simplesmente não vou, mas não arregimento uns amigos para protestar à porta. Nada disso. Não vou, mas aceito perfeitamente que haja alguém que queira ir, nomeadamente aqueles que não pagam e entram nos espectáculos sem comprar o bilhete. Esses vão a todas, nem sempre para verem mas mais para serem vistos.

Fernanda Serrano-aficionada.png

 

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