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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Incêndio medonho

Incêndio em Pedrogão Grande.jpg

Penso que não deve haver aproveitamento político da desgraça que assolou o pais, nestes últimos dias, com fogos de dimensões medonhas e com extensão tal como não há registos anteriores.

Nas dezenas de mortos e centenas de feridos há a destacar o nome de Gonçalo Correia bombeiro da Corporação de Castanheira de Pêra e que ficou ferido de morte no combate a este enorme incêndio em Pedrógão Grande.

O que não diriam os habituais comentadores se o bombeiro falecido fosse de outro local distante…não faltaria quem quisesse acusar alguém do comando de que o bombeiro estaria a actuar em local desconhecido e sem uma ideia concreta da topografia do terreno. Mas não, o infeliz bombeiro estava bem perto de casa e numa região que conhecia.

Por isso, uma palavra de apreço aos bombeiros portugueses de outras zonas do país e também de Espanha que de imediato se dirigiram a combater tamanha desgraça.

O país agora não tem tempo para discursos políticos. Precisa é de ordenamento do território florestal e de um efectiva prevenção a situações semelhantes.

Luto na tauromaquia

Colhida de Ivan Fandiño-17.06.2017.jpg

 

Faleceu hoje o matador de toiros Ivan Fandiño na Praça francesa de Aire-sur-l’Adour.

Fandiño que já tinha sido premiado com uma orelha pela lide do seu primeiro toiro, foi colhido quando saiu ao quite no toiro de Juan del Alamo. Sofreu uma cornada no pulmão.

O matador basco, de 36 anos, alternava com Juan del Alamo e com Thomas Dufau e lidavam toiros da ganadaria espanhola de Baltazar Ibán.

Paz à sua alma.

Ivan Fandiño.jpg

 

Corpus Christi

Praça de Santarém.jpg

 

Evento católico que se realiza na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade e conhecido em Portugal como Dia do Corpo de Deus.

Aproveitando o feriado, este dia tem sido assinalado com inúmeras corridas de toiros na Península Ibérica ao longo dos anos.

Também no historial taurino de Santarém se pode verificar que desde o começo do século XX se realizaram touradas nesse dia santo e há registos nos jornais de curiosas notícias relacionadas com os festejos executados nas Praças de Toiros de Santarém, como por exemplo a de 21 de Maio de 1910 onde se relata que um dos toiros saltou as duas trincheiras e no sector do sol investiu no público, depois voltou para a arena e novamente saltou para as bancadas, desta vez da sombra, tendo colhido o espectador Alfredo Senna Azevedo que era o Administrador da Casa Cadaval “que ficou muito danificado”.

Ultimamente o feriado do Dia do Corpo de Deus não tem sido aproveitado pelas Empresas para a realização de corridas na Praça Monumental de Santarém – propriedade da Santa Casa da Misericórdia – e tal bem poderia ter sido neste ano de 2017 porque coincidiu no período da Feira Nacional de Agricultura, Feira que alguns ainda a querem chamar “do Ribatejo” não obstante os organizadores do Ribatejo estarem esquecidos.

Livro Praças de Toiros de Santarém.png

 

Brinde ao rei

Juan Carlos I.jpg

 

Hoje em Las Ventas houve vivas ao rei Juan Carlos I após um dos brindes dos matadores.

Como é natural José María Manzanares, Cayetano e o peruano Joaquín Galdós brindaram o rei emérito.

Porém na tarde do dia de Santo Isidro só Curro Díaz é que brindou o rei emérito. Nem Paco Ureña nem López Simón tiveram esse gesto de simpatia com o ex-Chefe de Estado.

Fizeram mal, porque Juan Carlos I tem sido um grande defensor da tauromaquia.

 

O cartaz de Santarém

Cartaz-10.06.2017.jpg

Há tradições na tauromaquia que parece que podem perfeitamente ser mantidas para não se descaracterizar a corrida de toiros.

No caso português recordo, entre outras, os acordes do Hino da Maria da Fonte no início das corridas, os grupos de forcados entrarem em primeiro lugar nas cortesias e na volta à arena o forcado dar a direita ao cavaleiro.

Também nos cartazes se tem mantido a tradição ao anunciar primeiro os cavaleiros e depois os espadas, no caso das corridas mistas.

Porém, por vezes há a tentação de se colocar em destaque no cartaz o nome de um toureiro especial, isso aconteceu no passado e irá certamente acontecer no futuro.

Este cartaz de uma corrida para o dia 10 de Junho de 2017 na Praça Monumental de Santarém tem a particularidade de vermos anunciado um cavaleiro (rejoneador) em segundo lugar e entre os matadores o que é, para alguns observadores, uma estranha inovação que não destacando nada, provavelmente não trará mais público.

 

 

 

Um cartaz de toiros

Cartaz de Toros.png

 

El Tiemblo é uma pequena povoação espanhola, situada na parte oriental da província de Ávila – comunidade autónoma de Castela e Leão – e onde se irão realizar 3 festejos taurinos durante o próximo mês de Junho, estado anunciada para o dia 13 a cavaleira portuguesa Ana Rita.

Este bonito cartaz sobressai pelo bom gosto da gravura toureira, nas Festas em Honra de Santo António de Pádua.

Escudo_de_El_Tiemblo_svg.png

 

Saber estar

Tourada no Cartaxo.png

Nota-se cada vez mais nos jovens que lidam a cavalo nas nossas Praças umas atitudes despropositadas de agressividade quando recebem os ferros e nos gestos bruscos quando se viram para o público pedindo os aplausos. Não têm senhorio.

Pena, não verem filmes antigos de João Núncio, Dr. Fernando Salgueiro, David Ribeiro Telles e outros SENHORES na História da nossa tauromaquia. Se vissem, talvez se portassem melhor.

Neste cartaz, mostra-se os rostos agressivos dos cavaleiros. Não sei se para meterem medo ao toiro ou ao público…

Forcados no México

Cartaz de Néxico.jpg

Longe vão os tempos em que João d’Orey Pinheiro (Arnoso) pegou o primeiro toiro em terras mexicanas, em Guadalajara em 1 de Fevereiro de 1970.

O Grupo era comandado por Simão Malta e constituído por Simão Nunes Comenda, Manuel Augusto Ramalho, João Cortes, Armando Félix e Francisco Chaveiro, do Grupo de Montemor; João d'Orey Pinheiro (Arnoso), do Grupo de Lisboa; António Oleiro Maltez e Francisco Picão Caldeira, do Grupo de Évora. Nesse Grupo fardou-se também de forcado o peão de brega Ludovino Bacatum.

Anos depois outros forcados amadores actuaram na República Mexicana, sendo o Grupo de Évora, comandado por João Nunes Patinhas, o primeiro a pisar a arena da Plaza Monumental de México em Março de 1976.

No México houve continuadores locais e hoje são alguns grupos de forcados amadores desse país que executam a mais autêntica arte da tauromaquia portuguesa: a pega. Fardam-se à portuguesa e mantêm os conceitos do Forcado Amador.

O cartaz aqui exposto de uma corrida que se vai realizar no dia 27 deste mês na “Plaza de Toros de Santa María” e relacionado com os 35 anos do Grupo de Forcados Queretanos, marca a extensão da portugalidade nesse enorme país da América do Norte.

Viva México!

Viva o Grupo de Forcados Queretanos!

 

 

Fotógrafos fora de sítio

Em Sevilha.jpg

O início do espectáculo tauromáquico começa com a abertura das portas do pátio das quadrilhas e o desfile dos intervenientes ao som de música que em Portugal tem o nome de “cortesias” e em Espanha “paseíllo”. Sendo diferentes, têm a mesma finalidade que é a apresentação ao público dos artistas que irão actuar, sendo de grande agrado popular pelas cores e brilho dos trajes.

A foto é do início do “paseíllo” da tarde do dia 5 de Maio de 2017 na Praça de Sevilha e tal como em muitas corridas em Espanha estão diversos fotógrafos taurinos querendo registar imagens dos toureiros num corrupio desordenado que, visto das bancadas, desfeia um aspecto do espectáculo que não deve perder a dignidade.

Não havendo dúvida sobre a inestimável valia dos registos fotográficos nem da sua continuação, porém, com o avanço da tecnologia que se tem verificado em todo o material utilizado para fotografar, hoje não há a necessidade da presença dos fotógrafos naquele local da arena e em frente dos toureiros.

Um hábito feio e que deslustra uma imagem que poderia ser bonita e que hoje não tem razão de ser.

Continuariam a aparecer as fotos porque há material suficiente e capaz para isso e muito mais.

É  de Simon Casas, empresário da Praça de Toiros de Las Ventas, a frase lapidar:

«La ecuación para velar por la tauromaquia es adaptarse a la modernidad respetando la esencia y lo ancestral: lo que no evoluciona desaparece».

 

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