Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

A antiguidade do Grupo de Forcados Amadores de Évora

Emblema do Grupo de Forcados Amadores de Évora.jp

 

1963 - 2017

Grupo de Forcados Amadores de Évora

54 anos

 

A antiguidade de um Grupo de Forcados tem a ver com a sua permanência ao longo dos anos em contínuas actuações e em épocas seguidas.

Tal tem acontecido ao Grupo de Forcados Amadores de Évora que de 1963 a 2017 actuou em todos os anos mantendo portanto a data da sua Fundação como data de Antiguidade: 11 de Agosto de 1963.

Este conceito parece estar esquecido em alguns Grupos que estiveram parados alguns anos e que querem fazer passar a ideia de que é igual pegar ou ver pegar toiros e que portanto acrescentam a um suposto historial anos de jaquetas nos armários, confundido o cheiro de naftalina com o das arenas.

Porém, o cheiro da naftalina nas jaquetas não conta, nem pode contar, não obstante a Associação Nacional de Grupos de Forcados (ANGF) saber isso perfeitamente – porque tem um estudo sobre o assunto, elaborado nos anos de 2006/08 sob a orientação de Tiago Prestes e com a colaboração de uma comissão constituída por antigos forcados que analisou todos os casos duvidosos – havendo um Relatório que só não foi divulgado publicamente porque a Associação assim não entendeu.

Porém, têm sido anunciadas antiguidades de Grupos que nem os próprios cabos saberão justificar porque há temporadas onde simplesmente não existiram e outras onde por qualquer motivo esses Grupos não tiveram elementos suficientes para pegar toiros durante mais de uma época. O Relatório está feito. A Associação deveria dar esse esclarecimento para se evitar o aparecimento de falsas informações de antiguidades publicitadas em cartazes de corridas de toiros.

Ora o historial de qualquer Grupo de Forcados só se faz nas arenas, não obstante no imaginário dos responsáveis desses Grupos o passado estar de tal modo esbatido que nem saberão explicar perfeitamente onde está o histórico, quem foram os cabos e os elementos que constituíram os Grupos em anos duvidosos e actuações inexistentes.

Assim e para que fique registado no que diz respeito ao Grupo de Forcados Amadores de Évora, desde 1963 e nestes 54 anos e sem interrupções os cabos foram os seguintes: João Nunes Patinhas, João Pedro Soares Oliveira, João Pedro Murteira Rosado, Bernardo Salgueiro Patinhas, António Vaz Freire Alfacinha e João Pedro Nunes Oliveira.

GFAE-foto de Carlos Cazalis.jpg

Pega de caras do Grupo de Forcados Amadores de Évora - Excelente foto do fotógrafo mexicano Carlos Cazalis 

A propósito das bandarilhas

bandarilheiro.png

 

 

“Los aplausos cuando coge las banderillas nada valen. Los que valen son los aplausos cuando termina de banderillar.”

Gregorio Corrochano (1882-1961)

 

 

Esta pequena frase é uma grande lição e se pode aplicar a tudo na vida. Alguns dos nossos cavaleiros tauromáquicos bem a poderiam repetir até a memorizarem e evitar-se o triste espectáculo de se virarem para o público pedindo os aplausos indevidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ser aficionado dá muito trabalho

Revista Sanjoaninas2017.jpg

 

“(…) Respeito de fato os anti-taurinos, compreendo a sua ignorância pois em boa verdade o mundo da festa de toiros é tão fechado e egoísta, que o que parece e é simples não transparece para toda a gente”

José Paulo Pacheco Lima

“Porque sim”

Sanjoaninas 2017

 

 

Na verdade o meio aficionado é um pouco fechado e os conceitos tauromáquicos não são divulgados como seria desejado no sentido da difusão da Festa ser mais aberta ao conhecimento.

 

Parece um contra-senso, quando a Festa Brava é um espectáculo de agrado e adesão popular ao longo dos séculos. Porém, a tourada nunca foi um espectáculo barato se bem que era aproveitado pelo povo em geral que em datas tradicionais assistia regularmente e onde ia e vai a família numa diversão muito ao gosto dos povos da Península Ibérica e do Sul da França.

 

Eram e são esses espectadores aficionados?

 

Não. Não no sentido que o aficionado é um entendedor do que se passa na arena e a maioria dos espectadores aprecia mais a valentia de quem serenamente se coloca em frente de um toiro do que propriamente a apreciação técnica do toureio.

 

Essa apreciação não é fácil e necessita de uma aprendizagem que é feita gradualmente desde a juventude, não só na verificação atenta do toureio mas também nas conversas de tertúlia, nas leituras de crónicas de revistas e jornais da especialidade, da leitura atenta de livros taurinos, na audição de debates taurinos na rádio e televisão, etc.

 

Portanto, a tal elite taurina existe mas não tanto por ser um mundo fechado mas porque ser aficionado requer um interesse e uma atenção que só alguns querem atingir. Quem quiser atinge, mas precisa querer, saber ouvir, ler, estudar. E, como em tudo, esses são a elite. Na mesma família uns são aficionados e outros podem não ser. Ser aficionado não tem a ver com o berço mas com o interesse pelos assuntos tauromáquicos.

 

Não conheço nenhum aficionado que saiba tudo da tauromaquia, mas os que sabem alguma coisa tiveram que aprender. Aprender e muito.

 

E o saber dá muito trabalho.

 

livroa++.JPG

 

 

"Festa na Ilha"

Revista da Tert.Tauromáquica Terceirense.jpg

Festa na Ilha é uma excelente revista que a Tertúlia Tauromáquica Terceirense publica anualmente e com muito bom aspecto gráfico. Esta, deste ano, tem o número 21.

Pedro Correia, Arlindo Teles, José de Castro Parreira, José Alpoim Bruges, José Paulo Pacheco de Lima, Alberto Lobão, Fátima Ferreira, Denise Coelho, André Cunha, Joaquim Ávila, Isabel Coelho da Silva, Carlos João Ávila, Bruno Bettencourt, Alberto Jesús, Miguel de Sousa Azevedo, Francisco Miguel Nogueira, Maria do Rosário Faria, Paulina García Eusebi, Silveirinha, José Henrique Pimpão e Evaristo Silva assinam artigos taurinos do maior interesse nesta revista.

Também uma interessante entrevista ao antigo forcado Simão Nunes Comenda se destaca nesta publicação e que pode e deve ficar no historial da tauromaquia portuguesa.

Difícil nomear aqui uma frase, um pensamento isolado, de tantos e tão bons artigos. Porém, de notar – por ser pertinente – um pequeno extracto de “Dom Gato” de José de Castro Parreira:

“Se nós pegarmos nestes ingredientes históricos, liberalismo, racionalismo, evolucionismo, antropomorfismo, retirarmos a sua contextualização, aproveitamos a rama, juntarmos tudo no caldeirão da globalização, misturamos com noções deturpadas de ecologia e ambientalismo, uma pitada de radicalismo, duas colheres de extremismo e um fio de anarquismo e…voilá, temos a base teórica do animalista anti taurino.”

Gato.jpg

 

 

 

 

 

Terceira - A aficionada

 

Tert.Tauromáquica Eborense - Ilha Tercerira.JPG

Elementos da Tertúlia Tauromáquica Eborense na viagem que fizeram durante as Sanjoaninas 2017 à aficionada Ilha Terceira para assistirem a duas corridas de toiros e visitarem as afamadas ganadarias da Casa Agrícola  José Albino Fernandes e de Rego Botelho e conhecerem as belas instalações da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.

Zona de Lazer N.Senhora da Ajuda-Angra do Heroismo

 

 

 

Os motivos taurinos encontram-se com facilidade na Terceira e os aficionados da Tertúlia Tauromáquica Eborense ficaram agradavelmente surpreendidos em vários locais da ilha, como aconteceu quando visitaram a Zona de Lazer de Nossa Senhora da Ajuda, no concelho de Angra do Heroísmo, num projecto que tem vindo a ser realizado por influência do padre João de Brito e que inclui, para além de um miradouro, um excelente parque de estacionamento para muitas viaturas, fornos de lenha, mesas para piquenique, instalações sanitárias e uma bela praça de tentas onde se realizam “tentaderos públicos” que podem ser vistos num anfiteatro para mais de 2.000 pessoas interessadas na tauromaquia.

 

 

DSCF1147.JPG

 Olé Ilha Terceira!

Ilha Terceira-ganadaria de bravo.jpg

 

Incêndio medonho

Incêndio em Pedrogão Grande.jpg

Penso que não deve haver aproveitamento político da desgraça que assolou o pais, nestes últimos dias, com fogos de dimensões medonhas e com extensão tal como não há registos anteriores.

Nas dezenas de mortos e centenas de feridos há a destacar o nome de Gonçalo Correia bombeiro da Corporação de Castanheira de Pêra e que ficou ferido de morte no combate a este enorme incêndio em Pedrógão Grande.

O que não diriam os habituais comentadores se o bombeiro falecido fosse de outro local distante…não faltaria quem quisesse acusar alguém do comando de que o bombeiro estaria a actuar em local desconhecido e sem uma ideia concreta da topografia do terreno. Mas não, o infeliz bombeiro estava bem perto de casa e numa região que conhecia.

Por isso, uma palavra de apreço aos bombeiros portugueses de outras zonas do país e também de Espanha que de imediato se dirigiram a combater tamanha desgraça.

O país agora não tem tempo para discursos políticos. Precisa é de ordenamento do território florestal e de um efectiva prevenção a situações semelhantes.

Luto na tauromaquia

Colhida de Ivan Fandiño-17.06.2017.jpg

 

Faleceu hoje o matador de toiros Ivan Fandiño na Praça francesa de Aire-sur-l’Adour.

Fandiño que já tinha sido premiado com uma orelha pela lide do seu primeiro toiro, foi colhido quando saiu ao quite no toiro de Juan del Alamo. Sofreu uma cornada no pulmão.

O matador basco, de 36 anos, alternava com Juan del Alamo e com Thomas Dufau e lidavam toiros da ganadaria espanhola de Baltazar Ibán.

Paz à sua alma.

Ivan Fandiño.jpg

 

Corpus Christi

Praça de Santarém.jpg

 

Evento católico que se realiza na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade e conhecido em Portugal como Dia do Corpo de Deus.

Aproveitando o feriado, este dia tem sido assinalado com inúmeras corridas de toiros na Península Ibérica ao longo dos anos.

Também no historial taurino de Santarém se pode verificar que desde o começo do século XX se realizaram touradas nesse dia santo e há registos nos jornais de curiosas notícias relacionadas com os festejos executados nas Praças de Toiros de Santarém, como por exemplo a de 21 de Maio de 1910 onde se relata que um dos toiros saltou as duas trincheiras e no sector do sol investiu no público, depois voltou para a arena e novamente saltou para as bancadas, desta vez da sombra, tendo colhido o espectador Alfredo Senna Azevedo que era o Administrador da Casa Cadaval “que ficou muito danificado”.

Ultimamente o feriado do Dia do Corpo de Deus não tem sido aproveitado pelas Empresas para a realização de corridas na Praça Monumental de Santarém – propriedade da Santa Casa da Misericórdia – e tal bem poderia ter sido neste ano de 2017 porque coincidiu no período da Feira Nacional de Agricultura, Feira que alguns ainda a querem chamar “do Ribatejo” não obstante os organizadores do Ribatejo estarem esquecidos.

Livro Praças de Toiros de Santarém.png

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D