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O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Jantar da Tertúlia Tauromáquica Eborense – Julho de 2016

Tert.Tauromáquica Eborense-04.07.2016.jpg

Emídio Pinto – filho do prestigiado jogador internacional de hóquei em patins com o mesmo nome, da célebre seleção nacional dos anos 40, composta também por António Raio, Edgar Soares, Jesus Correia e Correia dos Santos – iniciou a carreira de cavaleiro tauromáquico aos 13 anos na temporada de 1966 e em 1975 recebeu a alternativa concedida por Alfredo Conde na Praça Monumental do Campo Pequeno.

Foi o iniciador de uma dinastia de toureiros e presentemente o seu filho Duarte e o seu sobrinho Tomás são os continuadores na família da Arte de Marialva.

Foi Emídio Pinto que esteve no jantar de Julho de 2016 da Tertúlia Tauromáquica Eborense como convidado de honra e deliciou os participantes com uma descrição pormenorizada de toda a sua actividade taurina e dos cavalos mais importantes na sua quadra, dos outros cavaleiros que com ele alternaram nessas temporadas – com destaque para José Mestre Batista – e o realce para os cartazes de corridas que lhe ficaram de memória.

Não fui um grande cavaleiro, mas gostei de ter sido cavaleiro tauromáquico” disse com a simplicidade que o caracteriza.

Diremos que além de cavaleiro é um excelente aficionado, defensor da nossa Festa e que a Tertúlia Tauromáquica Eborense teve o prazer de receber neste jantar de Julho que se realizou, como habitualmente, na Pousada dos Loios em Évora.

Tert.Tauromáq.Eborense.jpg

 

 

O bom aficionado

castella.jpg

Ser aficionado tauromáquico quer dizer mais do que estar interessado em presenciar uma tourada.

Quer dizer ter um sentimento especial por todo o ambiente relacionado com o toiro bravo, com os toureiros e demais intervenientes na tourada ou “corrida de toiros”, como muitos gostam mais de a chamar.

Como a tauromaquia não é uma ciência exacta, os aficionados em geral poderão ter pontos de vista diferentes, não só pela sua cultura taurina mas também porque o entendimento e modo de ver a mesma “faena”, de observar a lide em ângulos diferentes da praça poderá provocar diferentes opiniões. Opiniões que muitas vezes são corrigidas depois de se verem filmes e fotos de uma lide que foi presenciada na praça de toiros.

Assim, poderemos considerar que aficionado está acima de espectador e que “bom aficionado” está mais além do que aficionado. Direi, ainda mais acima.

Poderá dizer-se que o “bom aficionado” é aquele que vê com atenção este seu espectáculo preferido, o que vê muitas corridas de toiros e em diversas praças, que conhece o vocabulário taurino e que sabe estar mais silencioso do que opinativo quando sentado a observar a lide. Enfim, o que se contém sem estar dando recados desnecessários para o toureiro ou forcado que não o pode ouvir e para os outros que no mesmo sector estão sentados a seu lado e que gostariam de assistir ao espectáculo sem serem incomodados com pretensas teorias mais ou menos pedantes e convencidas.

O “bom aficionado” chega com facilidade à conclusão que sabe pouco e considera com apreço todo aquele que serenamente se coloca em frente de um toiro.

O “bom aficionado” não deixa de olhar o toiro durante toda a corrida e considera que tudo tem a ver com a sua bravura, maior ou menor. Com as dificuldades que este apresenta ao lidador e como essas dificuldades são superadas com arte e valentia.

Os conhecimentos do “bom aficionado” são adquiridos ao longo da vida, com muitas conversas de tertúlia, com leituras de crónicas e criticas das corridas a que assistiu. Com leituras e meditação dos textos de livros taurinos, independentemente de concordar ou não com os autores.

O “bom aficionado” deve ler e reflectir no que leu. Ler com atenção.

O “bom aficionado” chega facilmente à conclusão que sabe pouco. Muito pouco.

 

 

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