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O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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1982 – Plaza de Toros de Las Ventas del Espíritu Santo

Victorino Martín.jpg

O ano de 1982 foi muito importante para a ganadaria de Victorino Martín.

 

-- Em 1 de Junho, na Praça de Madrid realizou-se uma excelente corrida, que mais tarde foi considerada “A Corrida do Século”.

Saíram em ombros pela Porta Grande: Francisco Ruíz Miguel, Luís Francisco Esplá e José Luís Palomar e também o ganadero Victorino Martín.

Para Luís Francisco Esplá o triunfo ainda foi maior, porque foi-lhe atribuído o troféu “Andanada” por ter colocado o melhor par de bandarilhas da Feira de Santo Isidro desse ano.

 

-- Em 19 de Julho, também em Las Ventas, na tradicional Corrida da Imprensa – Concurso de Ganadarias – foram lidados toiros de Eduardo Miura, Hernandez Plá, Victorino Martín, Salvador Guardiola, Fermín Bohórquez e Celestino Cuadri.

“Belador” lidado pelo matador José Ortega Cano foi, até hoje, o único toiro indultado em Madrid e regressou ao campo tendo ficado como semental da ganadaria de Victotino Martín durante 8 anos.

 

 

Na foto, o ganadero Victorino Martín Andrés

 

 

Tourada à portuguesa

Toureiro-Quadro de Simão da Veiga.jpg

 

As touradas à portuguesa que hoje são apresentadas com cavaleiros e forcados nem sempre assim foram, nomeadamente no século XIX e começo do século XX, onde os cartazes anunciavam os nomes dos artistas, muitas vezes com a indicação da ordem de actuação, sendo uns toiros para os cavaleiros e outros para os capinhas.

Portanto alguns toiros eram lidados a cavalo e outros a pé e com toiros embolados.

Esse toureio a pé resumia-se a uns lances da capote e bandarilhas, não obstante um ou outro bandarilheiro utilizar a muleta para dar alguns passes. No final destas lides a pé, os toiros eram pegados pelos forcados se o Inteligente o ordenasse.

Assim, em 4 de Julho de 1875 realizou-se uma tourada ao uso da época na Praça da Junqueira, em Lisboa, com 13 toiros da Excelentíssima Senhora Condessa de Belmonte, mas com a informação, no respectivo cartaz, que um dos toiros tinha a bonita idade de 9 anos.

Dois toiros seriam lidados a cavalo por João Miguel Salgado e os restantes lidados a pé pelos capinhas João da Cruz Calabaça, João dos Reis Sancho, Manuel Botas, António Ribeiro Santareno e José Garcia.

Para pegar os toiros que o Inteligente indicasse estariam em Praça os Moços de Forcado, anunciados como “Um aguerrido, corajoso, simpático, valentíssimo e denodado Grupo dos mais atrevidos pegadores de Vila Franca de Xira.”

Outros tempos.

 

 

“Toureiro” - A pintura aqui exposta é da autoria de Simão Luís da Veiga (1878-1963)

Os bons costumes

Corrida de Gala Ant.Portuguesa.jpg

Têm as tauromaquias diversas tradições que têm sido mantidas nas arenas ao longo dos anos, tanto na corrida de toiros ao uso de Espanha como na corrida à portuguesa.

Digamos que é um espectáculo onde essas tradições gerais são mantidas com grande apreço pelos intervenientes, não obstante haver algumas diferenças de índole regional ou local dependendo de Praça para Praça, como em Las Ventas em Madrid, onde não se ouve música durante as lides.

Alguns exemplos das tradições de Portugal se podem aqui referir, como é o caso de se ouvirem os acordes do Hino da Maria da Fonte antes do começo do espectáculo; nas cortesias entrarem oito moços de forcado de cada grupo e os cavaleiros fazerem os “quartos” para saudarem o público; o grupo de forcados mais antigo pegar o primeiro toiro; a pega de caras ser executada por oito elementos do grupo de forcados, etc. São costumes que não precisam estar no Regulamento Tauromáquico.

Quando dos agradecimentos também é uma tradição habitual o forcado dar a direita ao cavaleiro e a volta ser efectuada no sentido dos ponteiros do relógio (no México, essa volta é no sentido inverso).

Nessas voltas de agradecimento é um uso tradicional o cavaleiro ser acompanhado pelos elementos da sua “quadrilha” e esses peões de brega irem cobertos com as “monteras”. Tal não aconteceu na Corrida de Gala à Antiga Portuguesa que se realizou em 13 de Outubro de 2016 na Praça de Toiros do Campo Pequeno, quando o cavaleiro Miguel Moura deu a volta de agradecimento e os seus peões de brega João Ganhão e Benito Moura, desconhecendo as regras, foram descobertos.

O peão de brega só se deve descobrir se tiver uma chamada especial. Aí os aplausos do público são para ele. Não foi o caso.

Será bom que todos os intervenientes da Festa não desconheçam os bons costumes.

É uma questão de cultura taurina.

É uma questão de saber estar. De ética taurina.

Uma palavra final a dois elementos do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, Manuel Guerreiro e João Lucas, que tanto deram à Festa Portuguesa e que se despediram nesta corrida. Para eles, que tão bem honraram a jaqueta de forcado amador e sempre souberam estar nas arenas, o nosso especial agradecimento.

Tourada de Gala-C.Peq.2016.jpg

 

 

Zeca Pereira

TTE - Outubro 2016.jpg

José Jorge Pereira, que foi aluno do Instituto dos Pupilos do Exército, militar de carreira e empresário de sucesso, é um enorme aficionado, conhecido nos meios taurinos como ZECA PEREIRA.

Antigo forcado amador, foi o único que se fardou sucessivamente – e sempre com grande dignidade – nos Grupos de Montemor, Lisboa e Santarém. Aí angariou grandes amizades que se têm prolongado na sua vida.

É sempre reconhecida a sua presença nas praças de toiros e é com agrado que os aficionados o encontram em diversas reuniões taurinas, sempre defendendo a tauromaquia e preocupado com a verdade na Festa.

Pertence à Tertúlia Tauromáquica Eborense e o jantar mensal foi realizado ontem, segunda-feira 3 de Outubro de 2016, na sua casa em São Manços. Jantar onde estavam cerca de 50 convidados, não só os elementos desta Tertúlia mas também alguns dos seus amigos pessoais.

Assim, foi uma noite muito agradável com a presença de Rui Casqueiro – presidente da Direção da Tertúlia Festa Brava, da Azambuja, que fez uma detalhada informação sobre a formação da Associação das Tertúlias Tauromáquicas de Portugal.

Houve diversas intervenções e troca de ideias dos aficionados presentes neste excelente jantar taurino, com destaque para António Mexia de Almeida,Simão Nunes Comenda, Luís Miguel da Veiga, Manuel Jorge de Oliveira, David Leandro, Bernardo Salgueiro Patinhas e Marcos Lopes.

 

Pupilos do Exército.jpg

 

 

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