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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Fabulosas de Verão

C.Pequeno-12.08.1964.jpg

O tempo passa

Há quem diga que a melhor empresa que conduziu a Praça Monumental do Campo Pequeno foi a que foi dirigida pelo antigo matador de toiros Manuel dos Santos nos anos 60 do século passado, denominada Sociedade Campo Pequeno, Ldª.

Na realidade com a experiência da sua anterior gestão da Praça de Toiros de Algés, Manuel dos Santos conseguiu uma administração exemplar na principal Praça do país, trazendo ao Campo Pequeno excelentes ganadarias, toureiros e forcados e as célebres “Fabulosas Corridas de Verão”.

Aqui está um antigo cartaz de 12 de Agosto de 1964 de uma “Extraordinária Corrida de Toiros” como foi apelidada pela Empresa e que teve o aliciante de apresentar dois pilares do toureio a a cavalo: João Núncio e Mestre Batista, numa corrida mista com 4 toiros para a lide a cavalo e mais 4 toiros para a lide a pé e o Grupo de Forcados Amadores de Évora comandado por João Nunes Patinhas.

Praça cheia!

O público gostava de corridas mistas. Gostava de ver tourear a cavalo e tourear a pé. Gostava de ver um grupo de forcados pegar 4 toiros.

Penso que hoje também gostaria. Não há é empresas que apresentem 8 toiros por corrida.

 

Dificuldades da pega

G.Lisbo na P. Varzim 1964.jpg

 

A pega de caras nem sempre corre bem e à primeira tentativa, por o forcado não estar bem durante o cite ou na reunião na cara do toiro, por falta de ajudas atempadas, por atraso da entrada do rabejador, por enorme poder e força do toiro ou por este ter sido mal colocado, etc.

Mas o que distingue o forcado amador é que o Grupo fará as tentativas necessárias para o toiro ser pegado.

Na foto, de 1964, na Praça de Toiros da Póvoa de Varzim, o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa numa das tentativas a um poderoso toiro de Paulino da Cunha e Silva.

Foto Studio – Póvoa de Varzim

 

Viva o toiro!

A lide dos toiros a pé, ao uso de Espanha, divide-se em três partes distintas que se chamam “tercios”. Sendo o primeiro o “toureio de capote e a sorte de varas; o segundo a “sorte de bandarilhas” e o terceiro – provavelmente o mais exigente – o “toureio de muleta e a sorte de matar”.

Se para os toureiros há prémios relacionados com a qualidade da lide, sendo-lhes concedidas a orelha ou orelhas do toiro e a volta à arena, para o ganadero é importante que algum dos seus toiros seja aplaudido durante o arraste, em volta lenta à arena. Ou, o mais glorioso dos prémios, o indulto do toiro que lhe permite a sua devolução ao campo e a sua utilização como semental.

Porém, é frequente a presença de aficionados nas praças que raramente concordam com a concessão de troféus e que não aplaudem seja o que for, que gostariam que só fossem atribuídas orelhas em casos de excepcional lide e que o indulto fosse praticamente impossível de conceder.

São os aficionados super exigentes, nunca satisfeitos com o que estão a ver e saudosos do que dizem ter visto em tempos mais ou menos remotos.

Se um crítico taurino “deve ser um aficionado rigorosamente silencioso”, como disse Gregorio Corrochano, já o aficionado normal não terá que ser assim porque, se assim fosse o espectáculo dos toiros mais pareceria um velório, uma câmara-ardente.

Por isso mesmo, os espectadores vibram de emoção, aplaudem, pedem as orelhas dos toiros como troféus para os matadores, tal como aconteceu ontem em Valencia, no último festejo da “Feria de Fallas” de 2017.

O último toiro da corrida de Domingo Hernández, “Pasmoso” de nome e com 532 Kg. e que foi lidado por López Simón foi indultado a pedido do público.

O público satisfeito com a bravura do toiro pediu o indulto. O Presidente da Corrida concedeu.

Concordo com o empresário Simón Casas: “Nesta arte concedemos a vida eterna aos toiros bravos.” Para mal agrado dos super exigentes que acham que o “Pasmoso” foi “desafortunadamente indultado”, fez e não fez qualquer coisa e já deveria estar morto!

Viva a Festa! Viva o toiro!

Toiro Pasmoso indultado em Valência.png

 

"Pasmoso" - toiro indultado em Valencia.

 

46º. Concurso de Ganadarias da Praça de Toiros de Évora

C.Ganadarias 2005.jpg

O tempo passa

Foto de 14 de Maio de 2005 aquando do 46º. Concurso de Ganadarias da Praça de Toiros de Évora onde se podem ver alguns aficionados “de solera”.

Nessa Corrida tourearam os cavaleiros João Moura, António Ribeiro Telles e Rui Salvador.

Pelo Grupo de Forcados Amadores de Montemor, comandado por Rodrigo Corrêa de Sá, pegaram de caras Francisco Mira, José Maria Cortes e João Mantas.

Pelo Grupo de Forcados Amadores de Évora, comandados por João Pedro Rosado, pegaram de caras Francisco Tadeu Garcia, Bernardo Salgueiro Patinhas e Manuel Rovisco Pais.

O júri concedeu o Prémio de Bravura ao toiro “Ébolo” da ganadaria de Luís Rocha” (divisa azul, branco e ouro).

Depois a Praça entrou em obras de renovação e reabriu em 2007 denominada Arena d’Évora.

"Fallas de Valencia"

Fallas.jpg

 

Durante este mês de Março – do dia 10 a 19 – decorre em Espanha a tradicional Feira de Valencia com reses de Aída Jovani, Alcurrucén, Fuente Ymbro, El Parralejo, José Vázquez, Jandilla, Victorino del Rio, Cuvillo, Juan Pedro Domecq, Fermín Bohórquez e Graciagrande.

Onze espectáculos.

A Festa está viva!

Faleceu Joaquim Fialho

Joaquim Serrão Fialho.png

Ontem, 5 de Março de 2017, faleceu subitamente em Lisboa Joaquim Augusto Serrão Fialho.

Natural de Viana do Alentejo onde nasceu em 8 de Janeiro de 1944. No ano lectivo de 1963/64 terminou o curso na Escola de Regentes Agrícolas de Évora tendo sido contemporâneo de João Manuel Vacas de Carvalho, José Manuel Braga de Carvalho, Joaquim António Fernandes Abreu, Estevam Maria de Sá Coutinho de Lancastre, João Bonneville Franco, João Mário Rosazza Ferraris de Saldanha e José Eduardo Martinho Colaço, entre outros.

Cumpriu o Serviço Militar como Furriel Miliciano de Artilharia.

Foi técnico comercial da empresa Sapec, donde estava aposentado há alguns anos.

Foi um dos iniciadores da Feira Ovibeja em 1983, certame que se tem apresentado ao longo dos anos da responsabilidade da Associação de Criadores de Ovinos do Sul e que é a maior mostra dos produtos agro-pecuários do Alentejo.

Foi um dos Presidentes da Assembleia Geral da Associação de Criadores do Rafeiro do Alentejo (ACRA) e um dos principais impulsionadores na protecção e divulgação desta raça de cães.

Em 1963 foi um dos fundadores do Grupo de Forcados Amadores de Évora, comandado por João António Nunes Patinhas.

Grande aficionado à Festa Brava era membro da Tertúlia Tauromáquica Eborense.

Como principal responsável pelo Círculo Taurino do Alentejo promoveu em Beja diversos colóquios e reuniões com diversos aficionados e figuras ilustres da tauromaquia, tendo editado em 2016 o livro “Arenas”.

Paz à sua alma.

Joaquim Fialho.jpg                                                                                                   Gravura do livro de Fim de Cuso da Escola de Regentes Agrícolas de Évora - 1963/64

 

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