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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

Pensamento imposto?

animalista estúpido.jpg

Gosto dos excelentes e ponderados artigos de Cristina Miranda e acabei agora de ler com atenção “A Estupidez da Igualdade de Género”, onde faz uma análise da formatação de opinião muito ao gosto dos marxistas que defendem a ideologia de pensamento único. Publicado no “Blasfémias”, recomenda-se a sua leitura.

Neste artigo verifica-se uma boa análise à tal “igualdade de género”, aos tais que defendem que não tem nada que haver meninos e meninas, homens e mulheres, mas só géneros.

Portanto a criança nascer com pilinha não quer dizer que seja menino e ter pipi já não quer dizer que seja menina. Parece que teremos que evitar esse “erro de distinção à nascença” e permitir que mais tarde a criatura se defina. Os papéis de género tradicionais estão ultrapassados, dizem el@s. A criatura é que deve dizer se gosta mais de ser o que não é ou manter o que é.

Este um dos tipos de pensamento único que as minorias pretendem confrontar a maioria. Maioria que tem mais que fazer do que pensar na “estupidez da igualdade de género” e que já é bem assediada por outras minorias que se intitulam de vegetarianos, de veganos, de gays, de animalistas e que tais, sempre pront@s a estar presentes em manifestações mais ou menos coloridas e extravagantes como aquela gente que apita, grita e esbraceja em bicos dos pés nas imediações da Monumental do Campo Pequeno e de outras Praças de Toiros quando se realizam as touradas.

Claro que essa gente tem todo o direito de não gostar de touradas. Porém, deveria manifestar-se sim num outro local qualquer e não criar complicações à Polícia que tem que tomar conta deles. Polícia paga pelos contribuintes e que nesse preciso momento estará a fazer falta noutros pontos da cidade onde se verificam roubos, estupros, violações, agressões, confusões no trânsito, etc.

Parece que caminhamos, cada vez mais, para uma sociedade mal estruturada, pseudo intelectual e estupidificante. A tal sociedade da “ideologia do pensamento único e formatação dos indivíduos” que aparece abusivamente nas democracias.

animalista salvo por toureiro.png

Aqui está uma curiosa fotografia que mostra um toureiro salvando a vida de um animalista que saltou à arena de Carcassonne para se manifestar contra as touradas e que foi gravemente colhido por um novilho da ganadaria de Miura.

 

Brinde da pega

Brinde.png

 

É frequente o brinde da pega a alguém em particular ou ao público em geral.

Esse oferecimento cortês da pega deve ser efectuado pelos oito forcados que irão pegar o toiro mas deve ser o forcado da cara que se deverá destacar, empunhando o barrete em direcção da pessoa a que se vai brindar e elevando a voz dedicando-lhe algumas palavras de agradecimento ou de cortesia. Agradecimento se o brinde for para alguém amigo do Grupo ou de cortesia se for uma entidade que está a ser homenageada ou em representação oficial.

Quando a pega é de cernelha, o brinde é efectuado só pelos dois elementos que a irão realizar – cernelheiro e rebejador – devendo as palavras ser proferidas pelo cernelheiro.

 A pessoa  a quem lhe é dedicada a pega deverá levantar-se para agradecer, mesmo que seja uma senhora ou um Chefe de Estado.

 No caso de estar a assistir ao espectáculo o Chefe de Estado, o forcado que vai abrir a corrida deverá dedicar-lhe essa primeira pega do Grupo.

 

Bilbau - a cor das bandarilhas

bandarilhas espanholas em Bilbau.png

 

Gostaria de ter estado hoje em Bilbau, na Praça de Vista Alegre, para ver e aplaudir o veteraníssimo Enrique Ponce a cortar duas orelhas no seu segundo toiro, depois de uma bela faena e uma estocada imponente; gostaria de ver e aplaudir também o pundonor de Cayetano Rivera a reivindicar as cores da bandeira de Espanha nas bandarilhas; presenciar a determinação do jovem Ginés Marín num poderio de arte que o irá, certamente, situar ao lado das maiores figuras do toureio num futuro muito próximo.

Uma corrida de Victoriano del Rio com toiros bem apresentados, encastados mas díficeis.

A Espanha é um país de várias nações com lutas nacionalistas em determinadas regiões e com um passado de triste memória no País Basco numa luta armada traiçoeira encabeçada por uma ETA criminosa que deixou abertas feridas de medo difíceis de esquecer. E lá, muitos a favor de uma independência, não aceitam a cores da Espanha como unidade nacional. Muitos outros querem uma Espanha unida. Não é a primeira vez que as cores espanholas são contestadas nas bandarilhas na Praça de Toiros de Bilbau. Cayetano teve essa coragem ao ordenar que dois dos pares de bandarilhas fossem com o adorno de encarnado e amarelo e foi aplaudido de pé pela maioria dos espectadores.O outro par de bandarilhas com a cor branca pela paz entre os povos de Espanha.

Vi a corrida na televisão transmitida pelo Canal Toros. Se por um lado fiquei com pena de não ter estado na Praça de Vista Alegre para aplaudir os momentos que mais me sensibilizaram, por outro lado tive a oportunidade de ver e rever as excelentes imagens transmitidas pelas diversas câmaras televisivas. Imagens de grande qualidade e rigor técnico só possíveis por terem sido captadas por grandes profissionais com enorme entendimento da tauromaquia.

Bilbao-Brasão de armas.png

 

Campo Pequeno - 125 anos

Campo Pequeno.png

Ontem voltou a TVI a transmitir uma corrida de toiros depois de uma ausência prolongada em mais de 5 anos. Belo regresso.

Voltámos a escutar com atenção o Dr.Joaquim Grave. Excelente!

Linda a Praça Monumental do Campo Pequeno repleta de público que se divertiu.

Pena esse condensado de publicidade tão prolongado do quarto para o quinto toiro que afastou muitos telespectadores que já não aguentam tanta demora.

Ao desligar a televisão ficou-me a memória da seriedade de António Ribeiro Telles no seu refinado toureio à portuguesa e num momento excelente, numa época bem conseguida, que os aficionados devem aproveitar.

Recordei João Moura, não desta mas de outras corridas.

Também em memória as actuações de Luís Rouxinol, que conseguiu por o manso de Oliveira Irmãos a dar algumas investidas e a sua valorosa actuação frente ao de Passanha, último da noite, numa lide à altura dos 125 anos da Monumental do Campo Pequeno.

Não dá para esquecer a fabulosa pega de Francisco Borges, dos Amadores de Montemor, num toiro que o pisou, mas onde o forcado se emendou o suficiente para por o público em pé.

Gostei do trapio do toiro da ganadaria Passanha. Lindo toiro!

Gostei de ver o brinde do Grupo de Lisboa a João Soares e a Elisio Summavielle, dois políticos aficionados que defendem a nossa Festa.

Depois, fiquei a pensar que se fosse em Espanha o Chefe de Estado estaria presente nos 125 anos da primeira Praça de toiros do país…o Rei estaria presente certamente. Por cá…é assim. Manda-se uma mensagem para ser lida na arena. É pouco…

Não é uma data qualquer de uma Festa nossa. É uma data histórica da mais bela Praça de Toiros do mundo: o Campo Pequeno. Muitos portugueses sentem orgulho de ter esta relíquia em Lisboa. Há que a dignificar!

TVI Olé!.jpg

 

 

A antiguidade do Grupo de Forcados Amadores de Évora

Emblema do Grupo de Forcados Amadores de Évora.jp

 

1963 - 2017

Grupo de Forcados Amadores de Évora

54 anos

 

A antiguidade de um Grupo de Forcados tem a ver com a sua permanência ao longo dos anos em contínuas actuações e em épocas seguidas.

Tal tem acontecido ao Grupo de Forcados Amadores de Évora que de 1963 a 2017 actuou em todos os anos mantendo portanto a data da sua Fundação como data de Antiguidade: 11 de Agosto de 1963.

Este conceito parece estar esquecido em alguns Grupos que estiveram parados alguns anos e que querem fazer passar a ideia de que é igual pegar ou ver pegar toiros e que portanto acrescentam a um suposto historial anos de jaquetas nos armários, confundido o cheiro de naftalina com o das arenas.

Porém, o cheiro da naftalina nas jaquetas não conta, nem pode contar, não obstante a Associação Nacional de Grupos de Forcados (ANGF) saber isso perfeitamente – porque tem um estudo sobre o assunto, elaborado nos anos de 2006/08 sob a orientação de Tiago Prestes e com a colaboração de uma comissão constituída por antigos forcados que analisou todos os casos duvidosos – havendo um Relatório que só não foi divulgado publicamente porque a Associação assim não entendeu.

Porém, têm sido anunciadas antiguidades de Grupos que nem os próprios cabos saberão justificar porque há temporadas onde simplesmente não existiram e outras onde por qualquer motivo esses Grupos não tiveram elementos suficientes para pegar toiros durante mais de uma época. O Relatório está feito. A Associação deveria dar esse esclarecimento para se evitar o aparecimento de falsas informações de antiguidades publicitadas em cartazes de corridas de toiros.

Ora o historial de qualquer Grupo de Forcados só se faz nas arenas, não obstante no imaginário dos responsáveis desses Grupos o passado estar de tal modo esbatido que nem saberão explicar perfeitamente onde está o histórico, quem foram os cabos e os elementos que constituíram os Grupos em anos duvidosos e actuações inexistentes.

Assim e para que fique registado no que diz respeito ao Grupo de Forcados Amadores de Évora, desde 1963 e nestes 54 anos e sem interrupções os cabos foram os seguintes: João Nunes Patinhas, João Pedro Soares Oliveira, João Pedro Murteira Rosado, Bernardo Salgueiro Patinhas, António Vaz Freire Alfacinha e João Pedro Nunes Oliveira.

GFAE-foto de Carlos Cazalis.jpg

Pega de caras do Grupo de Forcados Amadores de Évora - Excelente foto do fotógrafo mexicano Carlos Cazalis 

A propósito das bandarilhas

bandarilheiro.png

 

 

“Los aplausos cuando coge las banderillas nada valen. Los que valen son los aplausos cuando termina de banderillar.”

Gregorio Corrochano (1882-1961)

 

 

Esta pequena frase é uma grande lição e se pode aplicar a tudo na vida. Alguns dos nossos cavaleiros tauromáquicos bem a poderiam repetir até a memorizarem e evitar-se o triste espectáculo de se virarem para o público pedindo os aplausos indevidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ser aficionado dá muito trabalho

Revista Sanjoaninas2017.jpg

 

“(…) Respeito de fato os anti-taurinos, compreendo a sua ignorância pois em boa verdade o mundo da festa de toiros é tão fechado e egoísta, que o que parece e é simples não transparece para toda a gente”

José Paulo Pacheco Lima

“Porque sim”

Sanjoaninas 2017

 

 

Na verdade o meio aficionado é um pouco fechado e os conceitos tauromáquicos não são divulgados como seria desejado no sentido da difusão da Festa ser mais aberta ao conhecimento.

 

Parece um contra-senso, quando a Festa Brava é um espectáculo de agrado e adesão popular ao longo dos séculos. Porém, a tourada nunca foi um espectáculo barato se bem que era aproveitado pelo povo em geral que em datas tradicionais assistia regularmente e onde ia e vai a família numa diversão muito ao gosto dos povos da Península Ibérica e do Sul da França.

 

Eram e são esses espectadores aficionados?

 

Não. Não no sentido que o aficionado é um entendedor do que se passa na arena e a maioria dos espectadores aprecia mais a valentia de quem serenamente se coloca em frente de um toiro do que propriamente a apreciação técnica do toureio.

 

Essa apreciação não é fácil e necessita de uma aprendizagem que é feita gradualmente desde a juventude, não só na verificação atenta do toureio mas também nas conversas de tertúlia, nas leituras de crónicas de revistas e jornais da especialidade, da leitura atenta de livros taurinos, na audição de debates taurinos na rádio e televisão, etc.

 

Portanto, a tal elite taurina existe mas não tanto por ser um mundo fechado mas porque ser aficionado requer um interesse e uma atenção que só alguns querem atingir. Quem quiser atinge, mas precisa querer, saber ouvir, ler, estudar. E, como em tudo, esses são a elite. Na mesma família uns são aficionados e outros podem não ser. Ser aficionado não tem a ver com o berço mas com o interesse pelos assuntos tauromáquicos.

 

Não conheço nenhum aficionado que saiba tudo da tauromaquia, mas os que sabem alguma coisa tiveram que aprender. Aprender e muito.

 

E o saber dá muito trabalho.

 

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