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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Intolerância

Bandeiras da Catalunha.png

 

O caso da independência da Catalunha, não sendo um problema a que a Portugal diga respeito é, muito naturalmente, um assunto da Europa e o que lá se passa terá reflexos em todo o território peninsular.

Os Partidos apoiantes da independência, que não se sabe se têm a maioria dos eleitores da Catalunha, são em muitos casos pouco tolerantes e têm querido apagar todos os símbolos que possam ligar a Catalunha a Madrid.

Recordamos, por exemplo, o que resolveram os parlamentares da Catalunha, em Julho de 2010, quando proibiram os aficionados daquela região de poderem assistir ao seu espectáculo preferido e ao encerramento das Praças para as corridas de toiros, com especial incidência na emblemática Praça Monumental de Barcelona que foi inaugurada em 1916.

Nessa votação anti-taurina onde teve grande influência a “Esquerra Republicana de Catalunya” votaram a favor da proibição das corridas de toiros 68 deputados, 55 contra e houve 9 abstenções. Portanto foram 4 deputados a votarem a mais do que os que não queriam ou não sabiam se queriam a abolição da tauromaquia. Quatro! O suficiente para se tentar apagar um histórico taurino nas terras da Catalunha. Quatro votos a favor de se esconder um passado de 118 alternativas de matador de toiros na arena de Barcelona no período de 1864 a 2009, desde Pedro Aixelà “Peroy” até Enrique Guillén…Porém os registos de festejos taurinos em Barcelona remontam ao ano de 1387.

Democraticamente é suficiente um voto a mais em muitas votações, porém uma escassa maioria não deveria ter a possibilidade de proibir a cultura e tradição catalã ligada ao toiro e ao toureio.

Muitos catalães não concordaram com a decisão e para assistirem às corridas de toiros tiveram que passar a se deslocar a outras regiões de Espanha ou ao sul de França.

Em termos económicos a Catalunha beneficiou com a abolição das corridas de toiros ou foi só mais uma demonstração de alguns contra uma Espanha unida?

Monumental de Barcelona.jpg

 

Toiros de Morte

Toureiro.png

Em Portugal nunca houve uma tradição de toiros de morte não obstante algumas tentativas da sua regularização e manutenção em festas regionais sendo excepção o caso de Barrancos.

Assim, a União dos Criadores de Toiros de Lide, que teve Sede na vila da Golegã, apresentou em 1921 uma exposição ao Governo da República, pedindo que fosse permitida a lide à espanhola com toiros de morte nos últimos dois toiros de cada corrida. Essa pretensão não foi aceite.

Mais tarde, em 1930, uma Comissão de Senhoras acompanhadas por José Van-Zeller Pereira Palha e por Bernardo José da Costa de Sousa de Macedo (Mesquitella), foi recebida pelo Presidente do Ministério – general Domingos Augusto Alves da Costa Oliveira – que solicitou ao governo da Ditadura Nacional a criação, em Vila Franca de Xira, de uma zona exclusiva para a realização de corridas de toiros de morte, chamando à atenção do que se passava no sul de França, revertendo as receitas líquidas a favor da Assistência Nacional aos Tuberculosos. Apresentado o pedido ao Conselho de Ministros, não mereceu a sua aprovação.

Após a revolução de 25 de Abril de 1974 e na confusão completa de ideias e políticas que se seguiram no país, houve tentativas de se implementarem corridas de toiros de morte e com a sua realização em Vila Franca de Xira e Salvaterra de Magos onde, apesar de não terem sido anunciadas como tal, os toiros foram lidados a pé e estoqueados nessas arenas com a aceitação geral do público que encheu as respectivas Praças de Toiros.

 

Dom Miguel I e a Praça de Sant'Anna

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A Praça de Toiros do Campo de Sant’Anna, em Lisboa, foi mandada construir por Dom Miguel, infante de Portugal, ainda durante o reinado do seu pai o rei Dom João VI e projectada pelo arquitecto Ferreira Leal. Tinha capacidade para cerca de 6.000 espectadores.

Porém, só foi inaugurada em 3 de Julho de 1831 na presença de Dom Miguel I, rei de Portugal, com uma corrida de 16 toiros da ganadaria real para os cavaleiros João Ferreira Grillo e António Máximo de Amorim Velloso e para um grupo de forcados oriundo do Ribatejo. Os toiros destinados ao toureio a pé foram lidados pelos espadas Sebastião Garcia e Pedro José Rodrigues.

Até à sua demolição em 1891, todos os resultados das touradas realizadas nessa praça foram destinados à Real Casa Pia de Lisboa.

O rei D. Miguel I que foi sempre contrário aos ideais e práticas da Maçonaria, foi deposto e expulso de Portugal pelo seu irmão – D. Pedro I, imperador do Brasil – após a Batalha da Asseiceira e a Convenção de Évoramonte em 1834.

Em 20 de Setembro de 1834 a filha do primeiro imperador do Brasil, Dona Maria da Glória, realizou o seu juramento em Lisboa, no palácio de São Bento, como rainha de Portugal (Dona Maria II).

Ainda em 1834, em 19 de Dezembro, a rainha Dona Maria II – então com 15 anos de idade – promulgou a Lei do Banimento que destituiu o seu tio Dom Miguel I do estatuto de realeza e dos direitos de sucessão de todos os seus descendentes ao trono de Portugal.

Dom Miguel I faleceu exilado na Alemanha, em 14 de Novembro de 1866.

 

Torga e os castradores

Toiro de lide.png

Não obstante as teorias baseadas em estudos e pesquisas antigas que admitem que o toiro bravo teria sido enfrentado na Europa em tempos imemoriais como provam algumas gravuras da Grécia antiga, foi nos povos da Península Ibérica que a tauromaquia teve origem, onde os cavaleiros lanceavam toiros bravos aproveitando as condições de acometer dessa raça de bovinos.

Antes de surgirem os reinos que deram origem a Portugal e Espanha, já os historiadores romanos se referiam aos povos da Lusitânia dizendo que estes costumavam “combater a cavalo os toiros que têm fúria”. Esses cavaleiros, nesses combates, faziam exercícios para adestrar os cavalos, treinar os seus reflexos e prepara-los para as batalhas na defesa das populações e do território.

Mais tarde desenvolveu-se o toureio a cavalo, como espectáculo, tendo sempre por base as regras da cavalaria ao enfrentar os toiros de frente e dando-lhes a vantagem de permitir a investida de largo.

Passados alguns séculos, quando em Espanha o francês duque de Anjou se fez coroar como Filipe V, a tauromaquia teve uma paragem nesse país porque o toureio a cavalo desenvolvido pelos nobres não tinha o agrado daquele monarca. Porém o povo espanhol não se conformou com essa proibição e desenvolveu-se o toureio a pé.

“Toureio a pé” e não toureio apeado, porque não foram os nobres que se apearam dos cavalos para tourear mas sim os homens do povo que a pé e com a capa dominavam os toiros e lhes davam a morte com a espada.

Enquanto que em Espanha se desenvolveu o toureio a pé - com a sorte de varas executada pelo picador – e com a lide a cargo do matador e da sua quadrilha, com o capote, as bandarilhas, a muleta e a estocada final para dar morte ao toiro. Em Portugal continuou o toureio a cavalo e mais tarde a introdução nas arenas do moço de forcado para executar as pegas de caras e de cernelha. Têm portanto estas diferentes tauromaquias fortes tradições nos povos peninsulares e elas fazem parte das suas raízes, sendo hoje manifestações culturais das nações ibéricas, dos povos do sul de França e de alguns países americanos com destaque para o México. Manifestações essas que contém um conjunto de símbolos, conceitos e significados que foram sendo construídos ao longo da História. O toureiro, tal como o aficionado, tem pelo toiro admiração e respeito e para todos o toiro é o principal e indispensável elemento da Festa.

Filósofos e pensadores à tauromaquia se têm referido e se, por exemplo, José Ortega y Gasset se expressou como “não ser possível entender a História de Espanha sem ter em conta a festa dos toiros”, em Portugal o nosso Miguel Torga referiu-se à triologia campino-cavalo-toiro como “as últimas forças viris da Criação, das eras selvagens e testiculares que a civilização castrou”.

Na verdade a Festa Brava tem sido ultimamente muito perseguida e atacada. Bruxelas dá o mote e os nossos políticos obedientes aceitam as diabruras dos animalistas anti-taurinos que se enquadram na figura dos tais castradores a que Torga se referiu.

 

Desistiram

Antitaurinos estúpidos.png

De França uma boa notícia, os movimentos animalistas e antitaurinos “Comité Radical Anticorrida” e “Comité Radical Anticorrida Europa” – dada a legislação que os obrigou a não poderem fazer as manifestações a menos de um quilómetro das Praças de Toiros – e porque assim deixaram de ter o protagonismo de aparecerem nas fotos e imagens da televisão, verificaram que passaram a ter cada vez menos interessados.

Ultimamente essas tristes manifestações no sul de França tinham pouco mais de uma dúzia de contestatários que tinham que gritar muito mais para serem ouvidos, não obstante irem mascarados e sujos de cores avermelhadas a fingir sangue na espectativa de alguém olhar para el@s.

Assim, resolveram por fim a estas associações e desistiram de aparecer nas imediações das Praças de Toiros. Fizeram bem!

Mas como são “veganos” e “ditos amigos dos animais”, resolveram passar a exercer a sua acção junto dos matadouros para se manifestarem e contestar a criação de animais para abate e consumo de carne.

Amiga dos animais.png

 

No Monte da Caravela

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No Monte da Caravela

Raramente o jantar mensal da Tertúlia Tauromáquica Eborense se realiza fora de Évora e tal só acontece quando há um evento especial e assim foi neste mês de Outubro de 2017.

A convite de Simão Nunes Comenda o jantar realizou-se ontem na Monte da Caravela, em Montemor-o-Novo.

Excelente convívio de aficionados, um óptimo jantar com quase todos os elementos da Tertúlia, em animadas conversas taurinas, que se prolongou pela noite e sempre com o extraordinário acolhimento e simpatia do anfitrião. Uma noite de ambiente taurino a não esquecer.

Simão Comenda recordou diversos momentos da sua vida. Interessantes momentos passados nas arenas e também na sua casa agrícola. Excelentes recordações de uma vida taurina e de lavoura.

Foram também analisadas as propostas de alguns dos presentes para fazerem parte desta Tertúlia os seguintes aficionados: Luís Miguel da Veiga, João Maria Roque dos Santos, Diamantino Sarrabulho e Manuel Cabral da Silveira. Admitidos por unanimidade.

O próximo jantar da Tertúlia Tauromáquica Eborense será em Novembro e como é habitual em Évora e na Pousada dos Loios.

TTE.Monte Caravela.Out.2017.JPG

 

 

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