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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Ser aficionado dá muito trabalho

Revista Sanjoaninas2017.jpg

 

“(…) Respeito de fato os anti-taurinos, compreendo a sua ignorância pois em boa verdade o mundo da festa de toiros é tão fechado e egoísta, que o que parece e é simples não transparece para toda a gente”

José Paulo Pacheco Lima

“Porque sim”

Sanjoaninas 2017

 

 

Na verdade o meio aficionado é um pouco fechado e os conceitos tauromáquicos não são divulgados como seria desejado no sentido da difusão da Festa ser mais aberta ao conhecimento.

 

Parece um contra-senso, quando a Festa Brava é um espectáculo de agrado e adesão popular ao longo dos séculos. Porém, a tourada nunca foi um espectáculo barato se bem que era aproveitado pelo povo em geral que em datas tradicionais assistia regularmente e onde ia e vai a família numa diversão muito ao gosto dos povos da Península Ibérica e do Sul da França.

 

Eram e são esses espectadores aficionados?

 

Não. Não no sentido que o aficionado é um entendedor do que se passa na arena e a maioria dos espectadores aprecia mais a valentia de quem serenamente se coloca em frente de um toiro do que propriamente a apreciação técnica do toureio.

 

Essa apreciação não é fácil e necessita de uma aprendizagem que é feita gradualmente desde a juventude, não só na verificação atenta do toureio mas também nas conversas de tertúlia, nas leituras de crónicas de revistas e jornais da especialidade, da leitura atenta de livros taurinos, na audição de debates taurinos na rádio e televisão, etc.

 

Portanto, a tal elite taurina existe mas não tanto por ser um mundo fechado mas porque ser aficionado requer um interesse e uma atenção que só alguns querem atingir. Quem quiser atinge, mas precisa querer, saber ouvir, ler, estudar. E, como em tudo, esses são a elite. Na mesma família uns são aficionados e outros podem não ser. Ser aficionado não tem a ver com o berço mas com o interesse pelos assuntos tauromáquicos.

 

Não conheço nenhum aficionado que saiba tudo da tauromaquia, mas os que sabem alguma coisa tiveram que aprender. Aprender e muito.

 

E o saber dá muito trabalho.

 

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