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O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Torga e os castradores

Toiro de lide.png

Não obstante as teorias baseadas em estudos e pesquisas antigas que admitem que o toiro bravo teria sido enfrentado na Europa em tempos imemoriais como provam algumas gravuras da Grécia antiga, foi nos povos da Península Ibérica que a tauromaquia teve origem, onde os cavaleiros lanceavam toiros bravos aproveitando as condições de acometer dessa raça de bovinos.

Antes de surgirem os reinos que deram origem a Portugal e Espanha, já os historiadores romanos se referiam aos povos da Lusitânia dizendo que estes costumavam “combater a cavalo os toiros que têm fúria”. Esses cavaleiros, nesses combates, faziam exercícios para adestrar os cavalos, treinar os seus reflexos e prepara-los para as batalhas na defesa das populações e do território.

Mais tarde desenvolveu-se o toureio a cavalo, como espectáculo, tendo sempre por base as regras da cavalaria ao enfrentar os toiros de frente e dando-lhes a vantagem de permitir a investida de largo.

Passados alguns séculos, quando em Espanha o francês duque de Anjou se fez coroar como Filipe V, a tauromaquia teve uma paragem nesse país porque o toureio a cavalo desenvolvido pelos nobres não tinha o agrado daquele monarca. Porém o povo espanhol não se conformou com essa proibição e desenvolveu-se o toureio a pé.

“Toureio a pé” e não toureio apeado, porque não foram os nobres que se apearam dos cavalos para tourear mas sim os homens do povo que a pé e com a capa dominavam os toiros e lhes davam a morte com a espada.

Enquanto que em Espanha se desenvolveu o toureio a pé - com a sorte de varas executada pelo picador – e com a lide a cargo do matador e da sua quadrilha, com o capote, as bandarilhas, a muleta e a estocada final para dar morte ao toiro. Em Portugal continuou o toureio a cavalo e mais tarde a introdução nas arenas do moço de forcado para executar as pegas de caras e de cernelha. Têm portanto estas diferentes tauromaquias fortes tradições nos povos peninsulares e elas fazem parte das suas raízes, sendo hoje manifestações culturais das nações ibéricas, dos povos do sul de França e de alguns países americanos com destaque para o México. Manifestações essas que contém um conjunto de símbolos, conceitos e significados que foram sendo construídos ao longo da História. O toureiro, tal como o aficionado, tem pelo toiro admiração e respeito e para todos o toiro é o principal e indispensável elemento da Festa.

Filósofos e pensadores à tauromaquia se têm referido e se, por exemplo, José Ortega y Gasset se expressou como “não ser possível entender a História de Espanha sem ter em conta a festa dos toiros”, em Portugal o nosso Miguel Torga referiu-se à triologia campino-cavalo-toiro como “as últimas forças viris da Criação, das eras selvagens e testiculares que a civilização castrou”.

Na verdade a Festa Brava tem sido ultimamente muito perseguida e atacada. Bruxelas dá o mote e os nossos políticos obedientes aceitam as diabruras dos animalistas anti-taurinos que se enquadram na figura dos tais castradores a que Torga se referiu.

 

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