Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

Uma alternativa a um rejoneador de dinastia

Alternativa de G. Mendoza - 5.05.2019.png

Na foto o momento da alternativa de rejoneador Guillermo Hermoso de Mendoza na Praça de Sevilha, em 5 de Maio de 2019, concedida por seu Pai.

Não ficaria mal – e até seria de boa educação – a jovem cavaleiro descobrir-se durante esse acto. Fê-lo depois, atrasado.

Quanto ao rejoneio em si, com os rojões de castigo e colocação de bandarilhas com os toiros parados, deixa muito a desejar. Rejoneio é uma coisa e toureio a cavalo é outra. O seu Pai – Pablo Hermoso – tem conseguido e bem as duas: rejoneio lá e toureio a cavalo cá.

O jovem Guillermo já está anunciado este ano para uma corrida em Évora. Como em Portugal é diferente e mais exigente do que Espanha, vamos aguardar como se comporta numa corrida à portuguesa. Mestre tem tido.

Quem lida toiros a cavalo, será reconhecido se estiver bem em Portugal. Em Espanha podem dar piruetas, voltas e reviravoltas, muitas habilidades com os cavalos, etc. Em Portugal terão que seguir as regras da cavalaria e sem rojões de castigo para parar os toiros.

Assim tem sido e esperemos que assim continue.

 

Pela tauromaquia em carta aberta

Hélder Milheiro.jpg

“Podia ficar-me por aqui mesmo. Pelo “obrigado”, porque quando é sincero o “obrigado” e do tamanho daquele que lhe quero dizer, nem fazem falta mais palavras. O que está a mais só estraga. Fosse esta carta só para si e nela só se veria escrito “obrigado”. Peço desculpa, o obrigado que lhe quero escrever não merece a minúscula inicial. É um “Obrigado”, assim como este, maiúsculo(…)

É essa sensatez, essa resistência e dignidade que me trazem aqui hoje. Essa capacidade de ainda não ter dito “bardamerda p’ra esta gente”, e de ainda aqui estar connosco e por nós, a lutar contra quem deve, a lutar pelo que interessa. Obrigado por essa Nobreza. Obrigado a sério! Obrigado por tudo! Obrigado por estar connosco!”

Um pequeno extracto da “Carta aberta” de Duarte Palha a Hélder Milheiro – da ProToiro – publicada em Tauronews.

A ler e reler!

 

http://tauronews.com/carta-aberta-a-helder-milheiro/

 

Dificuldades empresariais

Empresa De Caras.jpg

Com a devida vénia, aqui fica um pequeníssimo extracto da entrevista concedida por Alfredo Tomás – da empresa “De caras – Tauromaquia” de Coruche – à prestigiada revista “Novo Burladero” (Maio de 2019):

“Não temos de estar preocupados com os anti-taurinos. Os que estão dentro da Festa é que vão acabar com ela! (…) Nunca alterámos um cartel, nunca mudámos um toiro…surgiram várias situações de toureiros que não alternam com determinados colegas, de toureiros que não toureiam determinados toiros, de toureiros que querem escolher os toiros…mas nós nunca cedemos a essas exigências, impusemos sempre a nossa ideia e pusemos sempre em prática a estratégia com que iniciámos esta experiência empresarial.”

Para reflexão.

 

Manuel da Cruz – um cabo de forcados

Barrete de forcado.png

Em 25 de Julho de 1963 o Jornal do Ribatejo noticiou que se iria constituir em Santarém um novo grupo de forcados e que faria a sua apresentação em Agosto desse ano.

O grupo, comandado por Manuel da Cruz, seria denominado Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo e constituído pelos seguintes aficionados: Manuel Lourenço, Correia Morais, Joaquim Augusto Fontes, Jorge Faria Moedas, Henrique Campeão, Manuel Martins Cordeiro, Manzoni de Sequeira, Carlos Faria d’Almeida, Manuel Pires de Lima, João Luís Cardoso e Abílio dos Santos Nogueira.

 

Em 12 de Setembro de 1963 o Jornal do Ribatejo noticiou que um novo Grupo, denominado Grupo de Forcados Amadores da Borda d’Água se apresentou pela primeira vez do domingo anterior, dia 8 de Setembro, na Praça de toiros da Nazaré. Este Grupo pegou nessa tarde cinco novilhos, que já anteriormente tinham sido lidados noutra praça. Foram efectuadas 4 pegas de caras pelos forcados: António Timóteo, Manuel Cordeiro, Manuel da Cruz e Jorge Faria Moedas. Houve também uma pega de cernelha efectuada por Joaquim Augusto Fontes e Augusto Barbosa. O cabo deste Grupo foi Manuel da Cruz.

 

Não obstante, poucos dias depois, Manuel da Cruz apresentou-se a comandar um novo Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo no dia 22 de Setembro de 1963, na Praça de Toiros da Nazaré. Segundo o Jornal do Ribatejo de 26 de Setembro de 1963, o Grupo teve boa actuação.

 

Curiosamente Manuel da Cruz reaparece em 27 de Outubro de 1963 a comandar novamente o Grupo de Forcados Amadores da Borda d’Água, no último espectáculo que se realizou na Praça Velha de Santarém – num festival onde tourearam a cavalo Joaquim Lavareda Simões e Gustavo Zenkl – alternando com o Grupo da Escola de Regentes Agrícolas de Santarém, com Inácio França Alves a cabo.

 

Por estes apontamentos retirados dos jornais da época, Manuel da Cruz apresentou-se no mesmo ano, alternadamente, como cabo destes dois Grupos, sendo o mais antigo, os Amadores da Borda d’Água sido extinto para dar origem aos Amadores do Ribatejo.

 

 

 

A pega em México desde 1978

Pega de Antonio Segura- Forc.Mexicanos- .jpg

“Dentro del toreo a la uzanza portuguesa, existe una suerte en la que ocho hombres arriesgan la vida debatiéndose a cuerpo limpio con un toro de lidia. Hasta antes de 1978, esta prueba al valor humano se practicaba exclusivamente en Portugal. En esse año nacieron los Forcados Mexicanos y desde entonces, jóvenes de nuestro país han desarrollado esta impresionante tradición.”

Geraldo del Villar Cervantes

Presidente – Asociación de Forcados Mexicanos

in “A cuerpo limpio!”

 

---

 

Na foto: A pega de Antonio Segura com primeira ajuda de Horacio Sánchez Torres, a um toiro da ganadaria de Rancho Seco - Grupo de Forcados Mexicanos.

Praça México – 1988

O México e a pega

Forcados de Mazatlán.jpg

México – um país que tem a corrida de toiros “a la usanza española” e um dos territórios onde a tauromaquia tem imensos seguidores e grande importância no calendário taurino internacional, tem no seu toureio a cavalo uma forte influência portuguesa e há umas dezenas de anos que lá se pratica a pega por forcados amadores originários deste país na América do Norte.

Porém há que destacar o respeito que têm à pega como símbolo de Portugal e esse cuidado no Regulamento:

 

Los Grupos de Forcados deberán actuar como tales, com respeto a la usanza portuguesa, tanto en el desarrollo del acto taurino como en los trajes con que se presenten, por ningún motivo podrán variar su atuendo.”

 

Olé México!

Bandeira do México.png

 

 

A arte de pegar toiros

Quando o forcado pelo seu saber e valentia – e também por intuição – consegue vencer o medo, o perigo e as dificuldades que o toiro apresenta e alcança emoção e domínio, pode dizer-se que atinge a perfeição. Mas essa perfeição só é atingida quando demonstra naturalidade durante o cite e facilidade em dobrar-se, a receber e a fechar-se no toiro.

Cada forcado é dotado de determinados recursos e uns, melhor do que outros, conseguem demonstrar em Praça as suas faculdades. Uns mais valentes, outros mais técnicos e outros mais artistas. Alguns forcados conseguem reunir essas três qualidades e quando executam a pega, criando beleza ante o perigo, serenos e dominadores, marcando os tempos do verdadeiro toureio durante o cite da pega de caras, conseguem transmitir ao público uma impressão de facilidade que se transforma em arte: a arte de pegar toiros.

Pega de Diniz Caeiro - 29.06.2018.JPG

Pega de caras - Grupo de Forcados Amadores de Évora

Dinis Caeiro - 29 de Junho de 2018

(foto de João Silva)

 

Santarém ressuscitada

Cartaz Santarém - 2019.jpg

2018 terá sido o “annus horribilis” da Praça de Santarém, o ano em que a Monumental se manteve encerrada, triste, desprezada, voltada para o encerramento, isto numa cidade que tem muitos e bons aficionados e o grupo de forcados amador mais antigo e um dos mais prestigiados do mundo.

Eis se não quando, em 2019 e quase como por artes mágicas, surge a “Praça Maior - Cultura e Identidade”, gente que sabe o que quer fazer, renova a Praça, dá-lhe estatuto, cria os abonos, programa a época…e aí está a Praça de Santarém, a maior de Portugal a desempenhar as funções para que foi criada: as corridas de toiros.

Santarém reabriu e bem, com cerca de 9.000 espectadores. Lindo de se ver.

De tal forma, que até os animalistas apareceram a Santarém, habituados a gritar nas imediações do Campo Pequeno, desta vez combinaram-se e em excursão vieram até ao Ribatejo apanhar os ares do planalto de Santarém. Que bem que el@s gritavam, esganiçad@s, agarrad@s aos megafones de tal maneira que, não sendo, pareciam ser mais de uns vinte, tal o barulho que fazeram, contentes a ver passar os aficionados. Uma ternura de menin@s, tod@s bem ensaiad@s, gritaram, gritaram e lá regressaram a Lisboa felizes e ainda a tempo de passearem os cãezinhos lá naquelas avenidas.

Quanto à corrida, saíram os espectadores satisfeitos por verem a Praça ressuscitada e agradados com a arte de João Moura e António Ribeiro Telles, as lides brilhantes de Francisco Palha e a habitual valentia dos Forcados, os Amadores de Santarém e os Amadores de Vila Franca.

Dos toiros que foram lidados, encastados e cumprindo bem nos cavalos e nas pegas, salientaram-se o 5º e o 6º da ordem.

Atenção a este Francisco Palha que volta em 16 de Junho à Celestino Graça. Atenção!

Quanto ao Cartaz que se deve mandar emoldurar por anunciar a data de 17 de Março, a adicionar ao historial taurino de Santarém, tem um lapso: não consta o ano, que terá que ser acrescentado a tinta e à mão para mais tarde se recordar: 2019.

Olé Praça Maior!

---

Na foto a valorosa tentativa e Fernando Montoya dos Amadores de Santarém. Uma tentativa que teria merecido melhor sorte, porque o forcado esteve muito bem no cite – parando, mandando e templando – e fechando-se com valentia na cara do toiro.

Fernando Montoya.JPG

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D