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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Os animalistas radicais

animalista radial colhido em Carcassone.png

Há quem conteste sem saber o que está a contestar e se passa uma manifestação lá vão eles atrás, com o punho erguido acompanhando com palavras de ordem sem saber exactamente porque gritam e porque ali estão.

Nisso – e talvez por escassa capacidade intelectual – grande parte dos animalistas enquadram-se perfeitamente neste tipo de manifestantes.

Depois alguns mais furiosos fazem diabruras medonhas. como os que em Roterdão, na Holanda, invadiram a pista equestre quando se realizava um concurso de saltos de obstáculos onde decorria o Campeonato da Europa de Equitação. No grupo de manifestantes estava um tal Peter Janssen que gosta muito de aparecer nas televisões a fazer estas maldades, que são muito aplaudidas por gente que detesta também os jardins zoológicos, as touradas, os circos, a pesca, a produção de leite, a criação de gado, etc.

Em Carcosse, França, quando se realizava uma novilhada no passado dia 27 de Agosto, dois animalistas furiosos resolveram saltar à arena quando estava a ser lidado um novilho da ganadaria Miura e com a intenção de prejudicar a lide. Acontece que um deles foi colhido e só não ficou mais maltratado por o novilho ter sido prontamente desviado com lances de capote por um dos bandarilheiros.

Mais uma demonstração da nobreza da Festa.

O contrário seria impossível, porque os animalistas regozijam-se sempre que algum toureiro ou forcado é colhido.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

animalista estúpido salvo em Carcassone.png 

Animalista salvo em Carcassone.png

 

                                           

Anti taurino, animalista, salvo por um toureiro depois de ter sido colhido por um novilho da ganadaria Miura

A pega e a raça

Na Póvoa de Varzim.png

Os aficionados à corrida à portuguesa têm, em geral, a ideia que se hoje existem muitos grupos de forcados, tal não era assim em meados do século passado e há quem afirme que na prática existiam só alguns Grupos de Profissionais, com destaque para o de Lisboa (Adelino de Carvalho) e poucos Grupos Amadores com realce para os de Santarém (Ricardo Rhodes Sérgio), os de Montemor (Joaquim José Capoulas) e os de Lisboa (Nuno Salvação Barreto).

Porém, nos anos 60, vários Grupos de Amadores estavam à disposição das empresas para além dos já indicados, como por exemplo – e só para citar alguns – os Académicos de Montemor (J. Pereira Batista); Académicos de Santarém (Ruy Manuel); Alcochete (Gaspar Penetra - filho); Alenquer (José Castelo Branco); Alentejo (António Galamba de Almeida); Bombarral (Norberto Nicolau); Borda d’Água (Manuel da Cruz); Cascais (José Júlio Costa); Coruche (José Luís); Évora (João Nunes Patinhas); Golegã (Eugénio Augusto Teixeira); Juvenis de Vila Franca (José Carradinhas); Montijo    (Jacinto Carvalheira); Ponte de Lima (Luís Taretas); Portalegre (Luís Saramago); Ribatejo (Chinita de Mira); Saltimbancos (António Lavradio); Tertúlia Tauromáquica do Montijo (Renato Manuel Dias); Viana do Castelo (Isidro Palmeira), etc.

Alguns destes Grupos não terão grande historial e parte deles fizeram pouco mais de que algumas corridas na Praça de Toiros da sua terra e não servindo para dar antiguidade a outros Grupos que se formaram mais tarde e com o mesmo nome.

Em Portugal formar um Grupo de Forcados é relativamente fácil. O difícil é dar-lhe continuidade, por isso muitos Grupos de Forcados Amadores se iniciaram e desapareceram ao fim de algum tempo, mas o pegar toiros tem a ver com a alma e o querer dos portugueses e assim continuará certamente, como referiu o saudoso cronista Leopoldo Nunes em 1965:

“A pega mostra a perene potencialidade da nossa raça”

Manuel Peralta Godinho e Cunha

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Foto:

Toiro da ganadaria de Lima Monteiro pegado pelo Grupo de Forcados Amadores de Évora na Praça de Toiros da Póvoa de Varzim em 1964.

 

 

 

Uma revista taurina – Novo Burladero

Burladero - Agosto 2019.jpg

Em Portugal e presentemente só é existe uma revista taurina mensal e com regularidade há muitos anos e tal só é possível graças há persistência de um aficionado de “primeira água” que se chama João Queiroz.

Destaco algumas frases da revista nº. 365, de Agosto de 2019:

“A nossa Festa é, cada vez mais, uma festinha de famílias, amigos e…conveniências.” – João Queiroz – Burladero do Director

“O touro bravo não é, necessariamente, sinónimo de touro bom. Por vezes estão situados nos antípodas. Depende do prisma por onde se olha.” – David Leandro – Tertúlia “NB”

“A epifania de Tomás revelou-se à cidade de Granada e ao mundo, a todo o universo, Urbi et Orbi.” – Bernardo Patinhas – Crónicas do Burladero

“ A realidade de Santarém demonstrou que a maioria dos nossos empresários não são competentes.” – Luís Toucinho – Os picotazos de…

“ Por fim, saiu um toiro que investiu no toureio a pé, notando-se a alegria do público com tal facto. Pena que o toureiro não tivesse executado o toureio que as nobres e codiciosas investidas do toiro pediam.” – José Paulo Lima – Angra do Heroísmo

“É famoso no mundo das artes. Pintor e desenhador que tem obra vasta e meritória em temas ligados ao campo. Os toiros e principalmente os cavalos Lusitanos, preenchem a maioria dos seus óleos, aguarelas e desenhos magníficos. O seu nome é bem conhecido, é José Serrão de Faria.” – António José Zuzarte – Recordações a Preto e Branco

“O cabo João Pedro Oliveira apenas concretizou à quinta” – Catarina Bexiga – Évora

E é sobre esta crónica da corrida de São Pedro de 2019 em Évora, onde Catarina Bexiga descreve com cuidado e bem as actuações dos cavaleiros João Moura Jr., Francisco Palha e António Prates e a boa presença dos toiros enviados pelo ganadero Joaquim Grave, que poderia ter ser acrescentado, no que diz respeito à pega no 5º. toiro – um “cinqueño” com 635 Kg. – que o cabo reservou para si não obstante ser o toiro mais poderoso e que aparentava ter maiores problemas para a pega de caras e que tendo sido pegado “apenas à quinta tentativa”, João Pedro Nunes Oliveira deu volta à arena e teve uma chamada especial ao centro e escutado “apenas” a maior ovação da corrida. Isto quando o seu Grupo de Évora aceitou uma “encerrona” de 6 Graves 6, quando uma grande parte dos Grupos pegam só dois toiros por corrida. Só essa “encerrona” merecia uma chamada de atenção especial na respectiva crónica. Porque quando um Grupo de Forcados Amadores se dispõe a pegar 6 ou mais toiros numa só corrida deve ter o respeito e menção especial por parte da comunicação taurina.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Guga Oliveira-29.Jun.2019.png

 

 

Tradição e respeito

Praça de toiros de Azpeitia.png

"No se puede reducir a estar a favor o en contra de los toros. Yo reivindico un tercer espacio, basado en que la decisión sobre los toros corresponde a la mayoría social, por lo que no pueden ser prohibidos por un acuerdo municipal".

Eneko Etxeberría

Alcaide de Azpeitia

Assim se refere o Alcaide de Azpeitia, povoação basca que tem cultura e tradição taurina desde 1518 e em cuja Praça de Toiros se recorda com respeito, em todas as corridas, a memória de José Ventura Laka – colhido de morte em Agosto de 1841, quando bandarilhava um toiro na quadrilha de José Ituarte “Zapaterito” – e o público ouve respeitosamente, em todas as corridas, após a lide do terceiro toiro, a música fúnebre executada em sua memória. Um exemplo, inédito, de simbólica recordação a um toureiro falecido naquela Praça há quase 180 anos.

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Que bom que teria sido uma conversa entre o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim com o Alcaide de Azpeitia. Os dois não são aficionados taurinos, mas uma explicação ética deste basco, professor universitário e político responsável pela autarquia de Azpeitia, poderia certamente esclarecer e muito qual a atitude mais adequada de um autarca para com o povo que representa e uma informação apropriada sobre a cultura popular taurina dos povos da Ibéria.

 

Manuel Peralta Godinho e Cunha

            Eneko Etxeberría    

Eneko Etxeberría-alcaide de Azpeitia.png

 

Recordando “Opinion Y Toros”

Pla Ventura.png

Na despedida, após 15 anos de crónicas taurinas em “OpinionyToros.com”, um pequeno extracto desse excelente artigo “Eternamente…Grácias” publicado em 1 de Abril de 2019, onde Pla Ventura se refere, com mágoa, aos políticos de Espanha que não defendem a “Fiesta” e até a atacam.

Com a devida vénia, aqui se transcreve algumas das suas sábias palavras:

“Aquí nos cupo la dicha de defender la fiesta de los toros contra los ataques furibundos que recibíamos y seguimos recibiendo de tantos descerebrados que odian la fiesta de los toros y que para nuestra desdicha ejercen como políticos, todos ellos, con su parcela de poder, el que podían haber utilizado para hacer el bien en todos los órdenes de la sociedad, pero no, en su inmensa mayoría se dedicaron y lo siguen haciendo a la defenestración de nuestra singular fiesta de los toros que, mientras queden aficionados como nosotros siempre les ganaremos la batalla a tanto desaprensivos que, lo peor es que no entienden de toros, lo realmente grave es que no entienden de seres humanos.”

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Curiosamente “Opinion y Toros” que se manteve durante três lustros sob a orientação de Pla Ventira e Antolín Castro encerrou a sua actividade em Abril de 2019, continua a ter visibilidade e pode ser motivo de consulta dos aficionados.

 

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

OpinionyToros.jpg

 

TRANSMISSÕES TAUROMÁQUICAS

Transmissão da RTP.jpg

Decisão ou prepotência?

 

Mensagem que enviei ao Provedor do Espectador da RTP em 8.Jul.2019:

A transmissão da Corrida de Toiros de Tomar pela RTP 1 teve a maior audiência na sexta-feira passada.
A RTP bem poderia aumentar o número de transmissões não só das corridas mas também a inclusão de um programa taurino semanal, tanto mais porque as corridas de toiros são o segundo espectáculo com mais interesse pelo público e logo a seguir ao futebol.”

Resposta que recebi do Provedor em 15.Jul.2019:

"Agradeço a mensagem que nos enviou.
Apesar de lhe interessar, creio que pouco a pouco as touradas deixarão de ser transmitidas pela RTP."
m/cumprimentos,
Jorge Wemans
Provedor do Telespetador"

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Parece uma opinião pessoal de alguém que deveria ser um moderador de espírito aberto, imparcial, tolerante e respeitador das opiniões dos telespectadores.

Tal não se verifica. É fundamental ressaltar que a frieza da resposta é tendenciosa e pouco atenta ao gosto de um largo sector da opinião pública.

Não é isto que se espera do Provedor do Telespectador da Rádio Televisão de Portugal.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

RTP.jpg

 

 

 

 

Lá estão eles no Parlamento Europeu

Novo Burladero-Jul.2019.jpg

“A Europa política, nas passadas eleições para o Parlamento Europeu, deu nova viragem, uma viragem para ideologia ambientalista (…) Portugal elegeu pela primeira vez um deputado do Partido Animais e Natureza, PAN, e com isso confere representatividade deste partido que pouco tem de ambientalista e muito tem de sectarista, radical e fundamentalista, preconiza mentiras que, como diz o povo, repetidas tantas vezes podem até tornar-se verdades.

Este deputado vai juntar-se á família ambientalista, que por mero desconhecimento e ignorância voluntária, insiste em condenar, extinguir e aniquilar, sem sequer pesar as suas consequências. Não me refiro exclusivamente à Tauromaquia, mas também à Caça, sobretudo estas duas actividades e tudo o que as mesmas significam, do ponto de vista económico, histórico cultural e, imagine-se! ambientalista.”

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Este extracto de um excelente artigo de Bernardo Salgueiro Patinhas inserido na revista “Novo Burladero” de Julho de 2019 aborda o caso de um Partido Político que tem assento na Assembleia da República e no Parlamento Europeu e que pretende denegrir sistematicamente parte da cultura portuguesa.

O mundo vê nos ambientalistas uma esperança e oportunidade de correcção dos distúrbios causados pelo homem no planeta, mas a obstinação do PAN situa-se na destruição da tourada e da caça enquanto passeia o cão nos meios urbanos, conspurcando as vias públicas e num desconhecimento completo da ruralidade e com um discurso incendiário contra toureiros, ganaderos e caçadores.

Bem esteve Bernardo Salgueiro Patinhas neste seu artigo intitulado “O vento não se toureia”. Artigo para se ler, reler e guardar.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Bernardo Salgueiro Patinhas.png

Bernardo Salgueiro Patinhas

 

 

Ana Batista - 25 anos depois

Contracapa Arenas.jpg

Faz exactamente 25 anos que a cavaleira Ana Batista se apresentou na Praça Monumental do Campo Pequeno.

Que hoje tenha sorte, porque valor tem.

 

Recordo o texto da contra-capa do meu livro “Arenas”:

Sem a presença trágica a tourada seria também bela, mas onde os artistas se vestiriam num “faz de conta”. Ora o toureiro veste-se a rigor sabendo que pode ser a última vez. Tal não acontece no teatro ou na ópera, onde as cenas serão repetidas na sessão seguinte. No toureio não há duas faenas iguais. No toureio igual é só o perigo de morte.”

 

Ana Batista foi colhida em 6 de Julho de 2019 na corrida de toiros em Coruche tendo sido assistida no Hospital de Santarém e hoje – 5 dias depois – irá apresentar-se na Praça do Campo Pequeno para lidar um toiro da ganadaria de Jorge Carvalho.

Olé Ana Batista!

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Ana Batista-cavaleira.png

 

 

 

 

 

 

 

A notícia da Corrida em Coruche

J.Moura Jr. 6.07.2019.jpg

Raramente os jornais portugueses inserem notícias relacionadas com a tauromaquia seguindo as recomendações dos animalistas, anti-taurinos, que sendo em minoria – como se pode verificar no número de votos no PAN – não deixam de intimidar as redacções dos órgãos de informação.

Assim, hoje verificámos a notícia do “Jornal i “ que só aparece com uma informação taurina porque houve colhidas na Praça de Toiros de Coruche na corrida de toiros que se realizou na noite de 6 de Julho de 2019, não obstante fazer referência também a uma análise comparativa do número de espectadores de 2011 a 2018 e a tendência comprovada de maior afluência nas bilheteiras das Praças.

Rita Pereira de Carvalho, a articulista, anotou e bem a comunicação da “PróToiro” onde se constata que neste ano de 2019 e até ao momento já se realizaram 89 espectáculos tauromáquicos e com 25% de aumento dos espectadores. Informação que não interessa de todo aos animalistas mas que é muito agradável ao governo da República que assim lá vai recebendo os impostos de um espectáculo que se realiza á porta fechada, sem subsídios do Estado, que paga muitas taxas e que é uma atracção turística.

Neste seu artigo, Rita Pereira de Carvalho fazendo referência à corrida em Coruche escreveu:

(…) Os cavaleiros Ana Batista e João Moura, da ganadaria de São Torcado, com ferimentos.”

Desconheço onde nasceram Ana Batista e João Moura Jr. mas em São Torcato não foi certamente.

“Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão?” – como diz e bem a antiga expressão proverbial portuguesa.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Carta aberta a João Pedro Nunes Oliveira

Guga Oliveira-29.06.2019.png

Meu Caro Guga

A tradicional Corrida de S. Pedro teve dois triunfadores. O primeiro o curro apresentado da ganadaria do Dr. Joaquim Grave, que naturalmente foi importantíssimo para o êxito do espectáculo. E o êxito de uma ganadaria é sempre um motivo de satisfação, nomeadamente quando esse sucesso tem a ver com a seriedade do curro apresentado que, apesar de desigual, correspondeu à expectativa da maioria do público que encheu a Praça.

O segundo triunfador foi o nosso Grupo de Évora e ainda hoje – uns dias depois da corrida – quem passar nas imediações da Arena d’Évora poderá “ouvir” os ecos dos aplausos do público em pé e que exigiu no centro da arena um forcado que fez cinco enormes tentativas ao quinto e enorme toiro de Murteira Grave. E o público de Évora que sabe fazer silêncio durante o cite na pega de caras – em sinal de respeito pelo forcado – respondeu com uma ovação de luxo e retribuiu demoradamente com a única compensação a um forcado amador: os aplausos.

Esse forcado foste tu, meu caro Guga, que mais uma vez demonstraste porque és o cabo do nosso Grupo.

Há momentos importantíssimos em que um cabo de forcados deve evidenciar em Praça o que é ser o símbolo do Grupo a que pertence e quando – no centro da arena – agradeceste essa imensa ovação recordei uma outra atitude de enorme valentia e pundonor quando, na mesma arena em 1993 decorriam as comemorações do 30º aniversário dos Amadores de Évora, o teu Pai, então cabo do Grupo, emendou João Nunes Patinhas que tinha ido para a enfermaria quando tentou pegar o primeiro toiro dessa celebre corrida.

São momentos como estes que enaltecem a tauromaquia portuguesa e inesquecíveis no historial do Grupo de Forcados Amadores de Évora.

Nesta corrida de 29 de Junho de 2019 o momento mais alto e que correspondeu a prolongada ovação foi, sem dúvida a tua pega, com as cinco tentativas, só possíveis a quem teve a coragem e o saber de se colocar serenamente em frente desse toiro “cinqueño” com 635 Kg. da respeitável ganadaria Murteira Grave.

Estão os Amadores de Évora a atravessar um bom momento reflectido também nos forcados que nessa tarde pegaram de caras: Gonçalo Pires (1ª); José Maria Caeiro (1ª); Miguel Direito (2ª.); António Torres Alves (1ª) e Ricardo Sousa (1ª).

Claro que também houve momentos de valor no toureio a cavalo, nomeadamente João Moura Jr, mas também de Francisco Palha e António Prates que quiseram corresponder à responsabilidade de lidar “graves” na Arena d’Évora.

Foi uma corrida séria que contrasta com muitas outras com “toiros boiantes”.

Para ti, meu Caro Guga, um forte abraço extensivo ao Grupo e um pedido que te faço e que penso que é também o desejo de muitos aficionados: uma cernelha na próxima “encerrona” dos Amadores de Évora.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Santarém, 2 de Julho de 2019

 

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