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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

Arronches e uma toureira francesa - 1963

Cartaz de Arronches 25.05.1963.jpg

Pierrett le Bourdiec nasceu em Paris em 1934 e frequentou a Escola Taurina de Arles, que era dirigida pelo matador espanhol Luis Muñoz. Actou em diversas praças de França e Portugal como novilheira e apresentou-se em 26 de Abril de 1956 na Praça de Toiros do Campo Pequeno.

Como o regulamento taurino de Espanha não permitia as mulheres tourearem a pé, Pierrett resolveu aprender equitação e receber lições de rejoneio, tendo assim lidado a cavalo a partir de 1965 em algumas praças espanholas com o apodo de “Princesa de Paris” e em 12 de Outubro de 1969 apresentou-se em Madrid.

Na sua passagem em Portugal como novilheira teve a oportunidade de lidar em algumas praças e a empresa de Afonso Ramalho contratou-a para o segundo festejo da Feira de Maio de 1963 em Arronches para, na tarde do dia 25, lidar um novilho em pontas e tendo sido anunciada como “famosa matadora de novilhos”…

No cartaz desse “Grandioso Espectáculo de Variedades Taurinas” lidaram-se também 5 vacas “de uma famosa ganadaria do Alentejo” pelos cavaleiros João Romão Tavares e Dom João Dias Coutinho e para as pegas os Forcados Amadores de Portalegre, composto por Luís Saramago (cabo), Joaquim Ramalho Corvo, José Landeiro, Joaquim Partilheiro, Luís Filipe, António Caldeira e Francisco Barradas.

Este curioso cartaz foi elaborado na Tipografia “A Persistente” da Chamusca.

 

Tertúlia Tauromáquica Eborense – Janeiro 2020

TTE 6.01.2019.JPG

Em 4 de Setembro de 2019 completaram-se 80 anos sobre a data da Fundação do Grupo de Forcados Amadores de Montemor sob o comando de Simão Malta numa garraiada na Praça de Montemor-o-Novo.

Depois dessa data muitas corridas foram realizadas pelos Amadores de Montemor em Praças de Portugal e também no estrangeiro, sendo um dos Grupos mais prestigiados e que melhor tem defendido ao longo dos anos a ética do forcado amador e demonstrado, com galhardia, a nobre arte de pegar toiros.

Assim, foi o Grupo de Forcados Amadores de Montemor o convidado de honra da Tertúlia Tauromáquica Eborense no jantar que se realizou no Dia de Reis de 2020 na Pousada dos Loios, tendo estado em sua representação o cabo António Vacas de Carvalho acompanhado por Francisco Borges.

Foi uma interessante noite de Tertúlia onde se abordaram diversos aspectos taurinos recordados pelos convidados e também por antigos forcados, nomeadamente pelo veteraníssimo Simão Nunes Comenda que é sempre indispensável para testemunhar muitos e muitos momentos da sua longa carreira de forcado amador no seu Grupo de sempre, os Amadores de Montemor.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

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Na foto: Francisco Borges, António Vacas de Carvalho, Nico Mexia de Almeida (cuidador da TTE) e Simão Nunes Comenda

Emblema da Tertúlia Tauromáquica Eborense.png

 

 

A vergonha do Aumento do IVA nas touradas

João Patinhas-Vila Viçosa 8.9.1063.png

 

Hoje em Portugal e nalguns pontos da União Europeia há quem pense que pode mandar nas vidas, tradições e culturas dos povos, onde a diversidade deveria ser respeitada. Quem são e por quem são constituídos os tais movimentos anti-taurinos e animalistas?

Quantos são os que não querem que se realizem touradas? Quem lhes paga? A quem interessa que sejam destruídas as ganadarias bravas?

Os aficionados terão que se movimentar no sentido que seja criado um Observatório Tauromáquico que estude, analise e dê a resposta adequada a estes movimentos de carácter destruidor.

Como é do conhecimento geral, a corrida de toiros contém uma série de valores éticos representados pelo toureio, reconhecido por elevado número de pensadores e artistas, resultando avultadas manifestações artísticas e culturais no domínio da literatura, escultura, pintura, teatro, fotografia e cinema.

A tauromaquia terá que ser defendida! Defendida porque faz parte da cultura popular e inclui, no caso português, as artes de lidar a cavalo e pegar os toiros. Defendida porque faz parte da economia agrária defensora do ecossistema rural, gera muitos postos de trabalho e um espectáculo só possível porque nele é introduzido o toiro de raça brava, combativo, que permite o toureio. Tauromaquia que possibilita um espectáculo à porta fechada com a assistência que paga o ingresso, portanto, os impostos. Os diversos impostos nos quais se destaca o IVA, que agora será aumentado da taxa de 6% para 23% segundo versão preliminar do Orçamento de Estado para 2020 apresentado pelo Governo, com o apoio dos Partidos Políticos conotados contra a tauromaquia como é o caso de parte dos deputados do Partido Socialista, do Bloco de Esquerda e o Partido dos Animais e da Natureza.

Provavelmente este assunto do aumento do IVA para as touradas será debatido na especialidade no Parlamento e certamente haverá um número significativo de deputados que defenderá a taxa mínima para esse espectáculo tutelado pelo Ministério da Cultura, não obstante a respectiva Ministra não o defender.

A palavra “vergonha” tem sido muito utilizada ao longo dos anos na Assembleia da República, nomeadamente pelo seu actual Presidente nos tempos em que era deputado da oposição nas discussões parlamentares e para manifestar alguma indignação. Palavra que se adapta perfeitamente à cedência do Governo face aos Partidos anti-taurinos que têm assento na Assembleia da República – uma vergonha!

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Manuel Rovisco - Um Senhor Forcado!

Manuel Rovisco Pais.png

No sábado, dia 14 de Dezembro de 2019, realizou-se no Monte das Flores um almoço onde num bom convívio de várias dezenas de amigos se sinalizou o final de mais uma época – a 57ª. – de cinquenta e seis anos consecutivos de actuações do Grupo de Forcados Amadores de Évora.

Um Grupo de Forcados Amadores é constituído pelos forcados actuais, pelos amigos e pelos forcados antigos e exactamente por esta ordem, porque como se sabe nem todos os antigos forcados são amigos do Grupo a que pertenceram.

Assim sendo, e tendo o Grupo por base os forcados actuais tem como suporte os amigos e se nesses amigos estiverem antigos forcados é, sempre, um conforto para o Cabo.

Qualquer forcado deixa o seu nome no historial do Grupo. Todos os Cabos deixam o seu nome não só no Grupo mas também na história da tauromaquia portuguesa e essa também fica enriquecida com os nomes de alguns forcados que se distinguiram nos seus Grupos.

Tal como em outros Grupos, os Amadores de Évora também tiveram diversos elementos que foram grandes forcados e cujos nomes ficarão gravados para sempre na memória dos aficionados e no historial da mais portuguesa manifestação tauromáquica que é a Pega.

Neste final de época de 2019 é de elementar justiça fazer-se referência a um forcado de excepção, que vestiu pela primeira vez a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Évora em 14 de Abril de 2001 e que tem pegado toiros consecutivamente durante estes 18 anos: Manuel Gomes Crespo Rovisco Pais – um Senhor Forcado!

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Emblema do Grupo de Forcados Amadores de Évora.jp

 

 

 

Atribuição do Prémio da T.T.Eborense

Ferro e divisa Murteira Grave.png

No jantar mensal da Tertúlia Tauromáquica Eborense, que se realizou na noite de 2 de Dezembro na Pousada dos Loios, foi atribuído à Ganadaria Murteira Grave o prémio correspondente ao motivo taurino de maior interesse na temporada de 2019 na Arena d’Évora.

Nico Mexia de Almeida, cuidador da Tertúlia, apresentou uma cuidadosa listagem de aspectos taurinos relacionados com todas as corridas desta temporada, que foram analisados pelos elementos presentes tendo chegado a acordo e por maioria que o prémio deverá ser atribuído à ganadaria que este ano comemorou o 75º aniversário e por ter apresentado no último Concurso de Ganadarias de Évora o toiro “Gravato” que foi considerado o mais bravo de uma corrida onde a bravura se destacou em 4 dos 6 toiros corridos mas com destaque para o de Murteira Grave.

Foi como habitualmente um jantar de aficionados, de verdadeira tertúlia, que decorreu muito bem e com a satisfação de ter sido analisada a boa temporada de 2019 em Évora da responsabilidade de uma empresa interessada em posicionar bem alto a tauromaquia portuguesa nesta Praça alentejana.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Emblema da Tertúlia Tauromáquica Eborense.png

 

 

Veca (1926-2011)

Veca.jpg

Dia de São Martinho e São Martinho na Golegã para Manuel Sabino Nunes Duarte era mais do que um compromisso e durante muitos anos a sua figura a cavalo foi um ex-líbris daquela Feira tão ribatejana.

Veca – como era conhecido pelos amigos – Ribatejano, do Pombalinho, uma aldeia que não era menos portuguesa do que a Azinhaga, como ele dizia. Uma de Santarém e outra de Golegã. Assim foi, mas deixou de ser e as duas agora pertencem, e bem, ao concelho da Golegã.

Nestas noites de Feira de São Martinho quando pela madrugada e quando começa a haver silêncio na Golegã mas ainda cheira a castanhas assadas, naquele Largo do Arneiro já escurecido e com as luzes apagadas passará certamente o espírito do Veca, a cavalo certamente, com o seu garbo característico, olhando lá de cima, com aquele seu sorriso de quem está bem com os seus amigos, com todos e com tudo.

Veca marcou presença com grande dignidade em muitas Feiras de São Martinho e a sua imagem a cavalo do Largo do Arneiro permanecerá durante muito tempo e dificilmente aparecerá na Golegã e em qualquer São Martinho uma figura tão carismática, tão castiça, tão genuinamente portuguesa.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Tertúlia Tauromáquica Eborense – Jantar de Novembro de 2019

Tert.Eborense 5.11.2019.JPG

Num comentário que há dias vi na internet de uma anti-taurina, animalista e vegetariana, certamente generosa para o seu cãozinho de colo mas descontente com uma mensagem taurina colocada nas redes sociais por um dos meus Amigos, argumentava ela, entre outras ideias, que a tauromaquia estava condenada na Ibéria e no sul de França, a prazo relativamente curto, porque teria ouvido dizer que os ganaderos de bravo perdem sempre dinheiro e que portanto com a sua falência e desaparecimento regular não seriam substituídos nessa função. Era ou parecia ser a sua vã esperança no afundamento da tauromaquia e consequentemente a extinção do gado bravo.

Se por absurdo – e só por absurdo – essa generosa defensora dos animais tivesse estado presente no jantar de Novembro de 2019 da Tertúlia Tauromáquica Eborense, que se realizou ontem e como habitualmente na Pousada dos Loios, talvez mudasse de opinião depois de ouvir Álvaro Núñez Benjumea.

Na verdade este o convidado de honra da Tertúlia e foi um encanto ver e ouvir o entusiasmo como descreveu a sua ligação à ganadaria Núñez del Cubillo, iniciada por seu pai Joaquín Núnez del Cuvillho, e agora o começo de uma nova ganadaria em terras de Portugal em São Marcos de Ataboeira, no concelho de Castro Verde, onde vive com a sua família e já começou a aprender o português.

A paixão como fala de tudo o que se relaciona com a preparação desta sua nova ganadaria, com um detalhe toureiro só possível aos mestres taurinos, tudo indica que será mais um criador de toiros com todos os critérios necessários para o sucesso e seguramente um benefício para a tauromaquia em geral e para a criação do bravo em Portugal.

Foi, na verdade, um belo jantar de tertúlia e uma agradável conversa relacionada com tudo o que exactamente os aficionados gostam de ouvir, comentar e aprender.

E eis como a Tertúlia Tauromáquica Eborense teve a honra de receber e conhecer este GANADERO.

Olé Álvaro Núñez Benjumea!

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Emblema da Tertúlia Tauromáquica Eborense.png

 

Dia de Finados

Évora - 20 de Setembro de 1964.png

Na Praça de Toiros de Évora em 20 de Setembro de 1964, quatro elementos fundadores do Grupo de Forcados Amadores de Évora: João Nunes Patinhas, Manuel Ramos de Figueiredo, Dom João Mário de Saldanha e João Bonneville Franco, que infelizmente já não estão entre nós, tal como Joaquim Manuel Goucha, Joaquim Serrão Fialho e António Oleiro Maltez.

Aqui faz-se referência aos fundadores mas naturalmente que esta recordação de saudade é extensiva a todos os outros que também envergaram a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Évora e que infelizmente já faleceram.

No começo de Novembro é habitual uma invocação aos familiares que já partiram e o Grupo de Évora é, também, uma grande família.

Descansem em paz.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Emblema do Grupo de Forcados Amadores de Évora.jp

 

Que falta faz…

Pega de caras-Mercado Santarém.jpg

Que falta faz…

Acerca da pega, Ramalho Ortigão disse e escreveu que admirava os moços de forcado desta singular forma:

“É por esse Ribatejo fora, às corridas de Alhandra, de Vila Franca, de Samora Correia, de Salvaterra de Magos, que irei mais este verão, de jaleca ao ombro, faca no bolso e melancia debaixo do braço, refazer-me da nacionalidade, de força, de literatura e de poesia, na sagrada tradição da minha terra.”

Hoje quando a moda é falar-se de globalização – ordenada pelas multinacionais que mandam nos governos – e onde a invocação do nacionalismo parece ser o antídoto das políticas correntes internacionalistas e, portanto, algo que não está de acordo com o politicamente correcto, acrescido da quase proibição ao povo de invocar as sua tradições culturais.

Que falta faz agora e por cá quem como a “Ramalhal Figura” reclame a nacionalidade e a sagrada tradição na nossa terra. Que falta faz quem perceba que o estar sereno em frente de um toiro só eleva a coragem e a determinação da nossa raça.

Que falta faz quem, como ele, volte a dizer:

“Eu como humilde intérprete do povo só uma coisa oponho: é que má raios partam o zelo tísico de tanto maricas, de tanto chochinha, de tanto lambisgóia!”

Que falta faz quem mande e entenda a nossa cultura.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Ramalho Ortigão.jpg

José Duarte Ramalho Ortigão (1836-1915)

 

 

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