O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.
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Palavras de João Pedro Murteira Rosado – 3º. Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Évora:
“Teve uma longevidade impressionante como forcado, passou por momentos complicados, aos quais deu sempre a volta por cima, com a sua tenacidade e entrega, mas passou sobretudo por momentos de triunfos e alegrias. É ainda hoje uma referência dentro do Grupo, amigo presente em todas as horas, crítico e exigente como devem de ser aqueles que só se contentam com o melhor para os seus. A nós a responsabilidade de seguir o seu legado, com a dignidade que merece.”
Parte da Nota de Abertura do livro João Patinhas – Um Forcado
“O João foi o Mestre de uma das melhores escolas de vida onde tive o privilégio de estar, o Grupo de Forcados Amadores de Évora. Foi, como rapaz novo que eu era, importante para a minha vida, cultivar e aperfeiçoar algumas qualidades que nos fazem falta todos os dias, como sejam a camaradagem, o espírito de grupo, a serenidade, a coragem, a lealdade e o sacrifício.
O João Patinhas deu sempre o exemplo: O primeiro, à frente, na cara, em Praça e fora da Praça. Por isso lhe estou grato.”
Parte do prefácio do livro João Patinhas – Um Forcado
1ª. Edição: Novembro de 2008
2ª. Edição: Maio de 2009
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Na foto: Brinde do cavaleiro José João Zoio a João Patinhas na corrida que se realizou em 15 de Agosto de 1978 na Praça de Toiros de Reguengos de Monsaraz.
A tauromaquia portuguesa teve a felicidade de ter tido no Campo Pequeno nos anos 60 e 70 do século passado uma Empresa de elevada competência que proporcionou à aficion cartazes de grande qualidade.
Essa Empresa – Sociedade Campo Pequeno, Ldª. – de Manuel dos Santos foi, até ao momento, a que teve o melhor desempenho na Praça Monumental do Campo Pequeno e a que conseguiu apresentar um conjunto de espectáculos de enorme qualidade e rigor.
Aqui está o cartaz da corrida de 8 toiros da ganadaria de António Cabral de Ascenção, que se realizou em 3 de Agosto de 1972, para as grandes figuras do toureio desse tempo: os cavaleiros Manuel Conde e Luís Miguel da Veiga, os espadas Paquirri e Júlio Robles e para o Grupo de Forcados Amadores de Évora comandado por João Nunes Patinhas.
Na foto quatro Senhores da tauromaquia: o cavaleiro Manuel Conde, os bandarilheiros Guilherme Pereira e Olegário Nunes e o forcado amador João Nunes Patinhas dando a volta à arena.
João António Nunes Patinhas faleceu hoje em Alcanena.
Grande parte da sua vida foi dedicada à tauromaquia portuguesa tendo sido forcado amador dos Grupos de Santarém e de Montemor e cabo do Grupo de Évora desde 11 de Agosto de 1963 a 21 de Maio de 1989.
Quando perguntado, João Patinhas respondia que pegou toiros mas nunca ninguém o ouviu dizer quantos pegou porque, para ele, o importante foi ter dado à Festa portuguesa o seu contributo de pegar e ter ensinado a pegar toiros.
João Patinhas fardou-se de forcado dezenas de vezes e nalguns casos a acompanha-lo só estavam os forcados suficientes para as cortesias. Tal aconteceu em Portugal em 1978 e também no México em 1980/81 e, nem por isso, deixou de pisar as arenas com a mesma determinação e garra de um forcado de eleição.
Para ser cabo de um grupo de forcados é necessário estar presente e aparecer no momento oportuno, não só para mandar e saber mandar mas também para dar o exemplo. Porque tudo o que acontece no grupo terá a ver com as suas atitudes e só os que verdadeiramente comandam é que são cabos dos grupos por longos períodos. Assim foi com João Patinhas.
Depois de se ter retirado como forcado amador João Patinhas demonstrou sempre a sua grande aficion aparecendo com regularidade nas corridas de toiros ou em qualquer evento taurino e foi um dos fundadores da Tertúlia Tauromáquica Eborense a que se dedicou até ao final da sua vida.