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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Sem Polícia

Canal Toros.png

 

O espanhol “Canal Toros” nesta temporada de 2018 tem vindo a transmitir corridas das principais Praças de Toiros de Espanha e França e esta última de Madrid – da Feira de Outono – onde foram lidados toiros de Victoriano del Rio, Cortés e de Conde de Mayalde, teve alguns motivos de interesse, com destaque para a confirmação da alternativa do sevilhano Pablo Aguado, toureiro clássico mas que tem tido poucas corridas e esta orelha que recebeu após a lide do sexto toiro talvez lhe abra outros contratos.

Que bem esteve Alejandro Talavante no seu primeiro, toiro que não era fácil e que o matador lidou com mestria.

Angustia quando Saúl Jiménez Fortes entrou a matar o quinto – um sobrero da ganadaria do Conde de Mayalde - e foi colhido, seguindo para a enfermaria e depois para o hospital.

Mas a curiosidade sobre a transmissão em directo desta corrida foi ter sido referido que o comando da Polícia de Madrid não destacou nenhum contingente para a Praça de Las Ventas, não obstante estarem mais de 20 mil espectadores a assistir.

Muito interessante se ter considerado que o público dos toiros sabe estar e não tem comparação com o de outros eventos, onde os espectadores têm que ser revistados e ficam sob observação atenta de enormes estruturas policiais, antes, durante e no final de cada espectáculo.

Aos toiros assistem espectadores atentos, que fazem silêncio nos momentos de maior emoção, que entram e saem da Praça ordeiramente.

Num mundo actual de terrores, agressões, insultos e tragédias, destacam-se os espectadores tauromáquicos que, não obstante serem aos milhares, não criam conflitos e esses problemas só acontecem quando os animalistas anti-taurinos se aproximam dos locais onde nunca deveriam estar.

Ora aqui está um assunto que os políticos portugueses menos atentos á nossa cultura e tradições populares ainda não tiveram tempo de reflectir.

Assim, por exemplo, no caso da Praça de Toiros do Campo Pequeno a Polícia só faz falta para tomar conta dos animalistas que, como se sabe, se portam muito mal.

Madrid 28.09.2018.png

Praça de Las Ventas em Madrid, com mais de 20.000 espectadores e sem Polícia

 

Carta aberta a Sérgio Sousa Pinto

Semanário Expresso.png

 

Caro Sr. Sérgio Sousa Pinto

Gostei, muito, do seu artigo “Marrada derradeira”, publicado no semanário Expresso de 14 de Julho de 2018 e que só agora, tardiamente, faço referência, porque o seu escrito deveria ter tido logo direito a “volta a arena” mas fui adiando este meu agradecimento sem motivo justificável.

 Agradeço eu e também outros aficionados o deveriam ter feito, “saído ao quite”, logo a seguir à publicação da “Marrada derradeira” relacionado com a votação no Parlamento sobre a “proibição da tourada” posta á votação por sugestão do Senhor dos Animais que já tendo conseguido a introdução dos cães nos restaurantes queria agora a retirada dos toiros das arenas.

 Portanto quero manifestar o meu apreço pela sua coragem ao escrever e publicar algo sobre a tauromaquia o que já não se vê muito, por os articulistas gostarem de estar ao lado do que parece politicamente correcto.

 Como disse e bem: “As touradas são permitidas. Vai quem quer.”

 Tanto mais que é um espectáculo à porta fechada.

 Mas o que mais admirei no seu texto, foi aquele “remate final” relacionado com os abolicionistas, que vão também, embora fiquem lá fora “como testemunhas de Jeová em crise de zelo” e “A polícia mantém a ordem e assegura a paz e as liberdades públicas. Uns e outros, infinitamente mais civilizados do que os arruaceiros das claques do futebol. É num país assim que vale a pena viver. É este o grande consenso fundamental. Todos cabemos nele.”

 Nem mais!

 Os meus cumprimentos e as melhores saudações taurinas.

 

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Santarém, 12 de Setembro de 2018

Toiro de lide.png

 

Na Pousada dos Loios em 3 de Setembro de 2018

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Francisco Palha tem estado nesta temporada com a tal força, determinação e valor que leva os aficionados às praças de toiros para o verem tourear à portuguesa e com emoção. A tal agitação no toureio a cavalo reapareceu com este jovem cavaleiro tal como em tempos sucedeu com José Mestre Batista, Luís Miguel da Veiga, José João Zoio, Manuel Jorge de Oliveira, João Moura, António Ribeiro Telles, toureiros que sacudiram a aficion em determinadas épocas e que se destacaram na mui nobre arte de tourear a cavalo.

Francisco Palha está em bom momento com montadas à altura para se apresentar em qualquer praça e com um carisma que é fruto de muito trabalho e dedicação na preparação dos cavalos e da experiencia de 10 anos em Espanha e depois em Portugal.

Francisco Palha parece romper com a aquela imagem dos cavaleiros a lidarem toiros boiantes. Para ele podem sair toiros sérios e quem quiser tourear assim terá que se preparar para isso ou então só serve para compor cartel.

Estas e outras observações foram abordadas no jantar de Setembro de 2018 da Tertúlia Tauromáquica Eborense que se realizou na Pousada dos Loios em Évora onde o Convidado e Honra foi Francisco Palha e que foi acompanhado pelo empresário e apoderado Rafael Vilhais.

Uma bela noite taurina, como são sempre os jantares mensais da Tertúlia Tauromáquica Eborense agora sob a orientação do cuidador Nico Mexia de Almeida.

Na foto: Nico Palha, Francisco Palha, Nico Mexia de Almeida e Rafael Vilhais

 

 

Tauromaquia – cortesias

Cortesias à espanhola-24.08.2018 - Campo Pequeno.

 

Em Portugal a apresentação na arena de todos os intervenientes na tourada chama-se “cortesias” e é um ritual taurino de grande beleza onde os cavaleiros devem fazer os “quartos” para cumprimentarem o público.

Portugal é o último reduto do toureio clássico a cavalo e nas “cortesias” pode-se verificar se os cavaleiros se apresentam aprumados nas selas, dominadores dos cavalos mandando-os mais com as pernas do que as rédeas, porque o perfeito conhecimento da equitação é uma condicionante para quem deseja tourear a cavalo à portuguesa.

A manutenção da actual tourada à portuguesa deve-se, em grande parte, às atitudes do cavaleiro João Branco Núncio, primeiro ao exigir a lide com toiros puros, que permitiu um toureio com mais arte e depois quando em 1945 firmou com a empresa do Campo Pequeno um contrato para quatro corridas nessa época e impôs como principal condição que só participaria nelas se tivesse que alternar com outro cavaleiro profissional e não sozinho como a empresa vinha a fazer em corridas anteriores onde eram lidados dois toiros para cavalo e seis toiros para a lide a pé.

O gesto de João Branco Núncio contrariou o “movimento espanholado” que se esboçava da tentativa a eliminação das cortesias à portuguesa e da não inclusão de forcados.

Mais tarde nos anos sessenta e já durante a responsabilidade de Manuel dos Santos na empresa do Campo Pequeno, também houve a tentativa de se lidarem toiros desembolados a cavalo e sem a intervenção dos forcados no final dessas lides, numa aproximação do “rejoneio” à espanhola e onde era incluído nesses cartazes o andaluz Álvaro Domecq Romero.

Tudo tentativas de se “espanholar” a corrida e que não foram bem aceites pelo público.

Vem isto a propósito de nas “cortesias” da última “Corrida TVI”, os cavaleiros não terem feito os “quartos” e se tal aconteceu deve ter sido por indicação da empresa, porém com a aceitação dos cavaleiros e a autorização do director da corrida.

 Se são “cortesias a despachar” e mais fáceis para os cavaleiros, na realidade não passa de uma descaracterização da corrida de toiros à portuguesa e que não se deveria repetir nas praças de toiros de Portugal e muito menos no Campo Pequeno que é, por enquanto, a Catedral do Toureio a Cavalo.

Há diversas tauromaquias e todas devem ser respeitadas nos seus usos e costumes nos diversos países e regiões.

Esperemos que na próxima corrida que se realizará na Monumental do Campo Pequeno na noite de 6 deste mês de Setembro as cortesias sejam à portuguesa, porque estamos em Portugal.

....

Na foto, captada pelo fotógrafo taurino João Silva, as "cortesias a despachar" que foram apresentadas pela televisão ao país.

 

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