O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.
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Uma pequeníssima homenagem a alguns cavaleiros, já falecidos, que apreciei muito o seu toureio: Simão da Veiga Jr., Fernando Salgueiro, João Branco Núncio; José Barahona Núncio, David Ribeiro Telles e José Mestre Batista.
Fermín Bohórquez Domecq esteve na noite de 8 de Janeiro de 2024 em Évora tendo sido o convidado de honra da Tertúlia Tauromáquica Eborense neste jantar do começo do ano e foi acompanhado pelo cavaleiro Jorge d’Almeida.
Fermín Bohórquez, neto e filho de ganaderos de bravo, foi excelente rejoneador e é um aficionado que defende a Festa, como se verificou nas suas intervenções durante o jantar, fazendo referência a toda uma vida taurina, com enorme vínculo aos cavalos, aos toiros e ao campo. Ao seu campo de Jerez de la Frontera, na província de Cadiz, onde começou a montar ainda criança e depois, com as lições de seu Pai, tornou-se rejoneador de alto prestígio, tendo alternado com as principais figuras do rejoneio de Espanha, tendo actuado em diversas praças do mundo taurino, nomeadamente em Portugal.
Foi, portanto, um jantar de tertúlia agradável e interessantíssimo, onde o convidado fez referência a algumas situações da sua vida, nomeadamente como ganadero e respondeu a diversas perguntas.
Também o cavaleiro Jorge d’Almeida fez um grande elogio a Fermín Bohórquez Domecq, por conhecer o percurso taurino deste rejoneador e ser seu amigo há muitos anos.
Na fotografia, na Pousada dos Loios, o convidado Fermín Bohórquez, Nico Mexia de Almeida (cuidador da Tertúlia Tauromáquica Eborense) e Jorge d’Almeida
O poema não reflete uma corrida de toiros em particular, mas sim o somatório de muitas imagens da nossa Festa que nos ficaram na memória.
Há diversas definições do toureio, porém Juan Belmonte deu-lhe o seguinte significado em três tempos: “Parar, Mandar e Templar”. Tal pode acontecer na pega de caras quando o forcado consegue marcar esses três momentos durante o cite: Quando “Pára”, marcando a figura e mostrando-se ao toiro; quando “Manda”, provocando a investida do toiro; quando “Templa”, ao recuar, trazendo o toiro para dentro do grupo. Quando isso acontece durante o cite houve, na realidade, momentos de toureio.
Quanto ao silêncio durante o cite na pega de caras, é um sinal que o público está com o forcado e o respeito que tem pela pega. O mesmo acontece em Espanha na sorte de matar, onde se suspende a música e o público se cala.
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Na fotografia: Grupo de Forcados Amadores de Alcochete.
O toureio a cavalo, em Espanha denominado de “rejoneio”, tem tido, ultimamente, na francesa Lea Vicens, uma valorosa executante, com diversas actuações e triunfos em Praças espanholas e francesas.
Acontece que numa corrida em Béziers no ano de 2020, onde lidou a cavalo, surpreendeu o público quando saiu de picadora para executar a sorte de varas, no sobrero oferecido para ser lidado pelos matadores.
“La Casa de la Misericordia de Montijo... ¿tiene realmente interés en que su plaza de toros siga adelante, o quiere que el concurso de explotación del Tauródromo quede desierto para así tener justificación para vender aquel espacio y que alguien monte allí un hipermercado, pongamos por caso...?”
Tribuna da Tauromaquia Ibérica
3 de Janeiro de 2024
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Uma pertinente pergunta do aficionadíssimo Eugénio Eiroa Franco, da Tribuna da Tauromaquia Ibérica, sobre o que se está a passar contra a tauromaquia no Montijo, com uma das principais Praças de Toiros do país a poder ficar inativa e que preocupa os taurinos e os aficionados portugueses.