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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

Dia de Finados

Évora - 20 de Setembro de 1964.png

Na Praça de Toiros de Évora em 20 de Setembro de 1964, quatro elementos fundadores do Grupo de Forcados Amadores de Évora: João Nunes Patinhas, Manuel Ramos de Figueiredo, Dom João Mário de Saldanha e João Bonneville Franco, que infelizmente já não estão entre nós, tal como Joaquim Manuel Goucha, Joaquim Serrão Fialho e António Oleiro Maltez.

Aqui faz-se referência aos fundadores mas naturalmente que esta recordação de saudade é extensiva a todos os outros que também envergaram a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Évora e que infelizmente já faleceram.

No começo de Novembro é habitual uma invocação aos familiares que já partiram e o Grupo de Évora é, também, uma grande família.

Descansem em paz.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Emblema do Grupo de Forcados Amadores de Évora.jp

 

Que falta faz…

Pega de caras-Mercado Santarém.jpg

Que falta faz…

Acerca da pega, Ramalho Ortigão disse e escreveu que admirava os moços de forcado desta singular forma:

“É por esse Ribatejo fora, às corridas de Alhandra, de Vila Franca, de Samora Correia, de Salvaterra de Magos, que irei mais este verão, de jaleca ao ombro, faca no bolso e melancia debaixo do braço, refazer-me da nacionalidade, de força, de literatura e de poesia, na sagrada tradição da minha terra.”

Hoje quando a moda é falar-se de globalização – ordenada pelas multinacionais que mandam nos governos – e onde a invocação do nacionalismo parece ser o antídoto das políticas correntes internacionalistas e, portanto, algo que não está de acordo com o politicamente correcto, acrescido da quase proibição ao povo de invocar as sua tradições culturais.

Que falta faz agora e por cá quem como a “Ramalhal Figura” reclame a nacionalidade e a sagrada tradição na nossa terra. Que falta faz quem perceba que o estar sereno em frente de um toiro só eleva a coragem e a determinação da nossa raça.

Que falta faz quem, como ele, volte a dizer:

“Eu como humilde intérprete do povo só uma coisa oponho: é que má raios partam o zelo tísico de tanto maricas, de tanto chochinha, de tanto lambisgóia!”

Que falta faz quem mande e entenda a nossa cultura.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Ramalho Ortigão.jpg

José Duarte Ramalho Ortigão (1836-1915)

 

 

No Cartaxo – 1 de Novembro

Cartaz Cartaxo 1.11.2019.jpg

Durante muitas épocas as temporadas tauromáquicas iniciavam-se do Domingo de Páscoa na Praça Monumental do Campo Pequeno e encerravam no dia 1 de Novembro na castiça Praça de Toiros do Cartaxo.

Nas tertúlias, museus taurinos e nas colecções de diversos aficionados isso se pode verificar facilmente e confirmar em que anos se realizaram essas corridas.

Já o cartaz que anuncia a próxima corrida do primeiro de Novembro na Praça do Cartaxo foi preparado por quem não tem essa sensibilidade e ao ano não diz nada.

A corrida de toiros é uma Festa especial e os cartazes deveriam ser elaborados por quem entenda o que está a fazer e não devem ser feitos com a mesma ligeireza de quem faz um folheto para uma promoção qualquer de um supermercado.

Assim, se alguém guardar o programa desta próxima corrida não se deve esquecer de acrescentar o ano.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

A resposta do Provedor da RTP

Cortesias -C.Pequeno 10.10.2019.png

Depois da Corrida à Antiga Portuguesa que se realizou na Praça de Toiros do Campo Pequeno enviei para a RTP a seguinte mensagem por ter realizado a transmissão:

Quero felicitar a RTP1 pela transmissão de ontem da corrida de toiros à antiga portuguesa da Praça do Campo Pequeno.
Neste tipo de transmissões - apesar de muito poucas - a RTP tem a oportunidade de fazer chegar a muitos locais distantes da capital um espectáculo que é do agrado da maioria dos portugueses e que faz parte da sua cultura popular. Há diversas tauromaquias mas a portuguesa tem no forcado um ex-libris do nosso país e a RTP, como canal de televisão nacional, deveria ter isso em atenção e transmitir mais espectáculos taurinos.
Aproveito para enviar os meus cumprimentos ao Senhor Provedor e que são extensivos a todo o Pessoal que fez esta reportagem da Praça de Toiros do Campo Pequeno.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Recebi do Provedor a seguinte informação caracterizada pela sua opinião pessoal de tendência anti-taurina e que não reflecte necessariamente a opinião dos telespectadores porque as audiências do canal público sobem, e muito, cada vez que a RTP faz transmissões das corridas de toiros:

Exmo Senhor Manuel Peralta Godinho e Cunha,
Agradeço a sua mensagem.
Como saberá a RTP passou a emitir as touradas depois das 22h30, para colocar tais transmissões fora do período em que a Lei da Televisão proíbe a emissão de programas que podem ferir a sensibilidade de públicos infantis e juvenis.
Apesar de ser um espetáculo com boa recetividade por parte do público da RTP estou em crer que , pelo menos no formato em que existem, as touradas deixarão, em breve, de fazer parte da programação RTP.
m/cumprimentos,
Jorge Wemans
Provedor do Telespetador"

Uma definição da “sorte”

Picador-penumbra.png

No “Diccionário Ilustrado de Términos Taurinos” de Luis Nieto Manjón, escritor e crítico taurino, define-se a “sorte” como “a acção do toureio que, valendo-se do engano como a capa, muleta ou mesmo o corpo, faz com que o toiro passe próximo dele e engana a rês”.

Não se pode aceitar, completamente, esta definição porque não é integralmente verdadeira para o caso espanhol no que se refere ao picador e também no caso português no que se refere ao forcado.

O picador na sorte de varas cita e recebe o toiro parado, não tendo o toiro mais do que se arrancar em linha recta e meter a cabeça a direito.

Na pega de caras, quando bem executada, o forcado marca os tempos do toureio durante o cite: manda, pára e templa. Mas, na pega de caras, não há engano para que o toiro passe próximo. O forcado ao fechar-se tem o toiro nos seus braços, no peito, junto ao coração.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Campo Pequeno-Ant. Torres.png

 

 

Nuno Casquinha no jantar da Tertúlia Tauromáquica Eborense

Tert.Eborense 7.10,2019.JPG

As dificuldades de ser toureiro a pé em Portugal são enormes e quem persistir nessa ilusão e conseguir tirar a alternativa de “matador de toiros” facilmente chega à conclusão que não poderá exercer essa profissão no seu país. Não, porque é proibida a estocada em Portugal; não, porque as oportunidades de se lidarem toiros a pé neste país são diminutas.

Há Espanha aqui ao lado, França um pouco mais distante, mas as oportunidades nesses países são poucas, muito poucas, para um estrangeiro. Em Espanha – o país do toureio a pé – as primeiras oportunidades são para os espanhóis e as segundas também. São algumas dezenas de jovens que saem anualmente das escolas de toureio em Espanha e é natural que essas ocasiões taurinas sejam para os naturais do país. Poucas oportunidades, porque em Espanha não há um número de novilhadas suficientes para por a funcionar todos esses alunos das escolas de toureio.

Depois em Espanha um toureiro estrangeiro terá muitas dificuldades de actuar, a não ser que apareça com a imagem de “figura”. “Figuras” no toureio são poucas, além de ter que haver um singular equilíbrio entre os factores “Valor toureiro/Apoderado/Empresas”.

Uma das hipóteses de alguém que nestas condições queira progredir nesta arte será, talvez, tentar a sua sorte na América, nos países onde a Festa Brava tem alguma expressão como o México, Colômbia, Peru, etc. e foi essa a opção que Nuno Casquinha tomou em consideração e já há uns anos reside na República de Peru, onde tem tido a sua base de evolução artística não obstante o afastamento familiar, dos seus amigos, de um esforço enorme e sacrificado de viver num país longínquo e com outra cultura, onde se adaptou e gosta de estar, mas tendo sempre em mente poder actuar com regularidade em Espanha, a pátria do toureio a pé e onde todos os “diestros” gostariam de triunfar.

E foi o matador de toiros Nuno Casquinha o convidado de honra no jantar de Outubro de 2019 da Tertúlia Tauromáquica Eborense que como habitualmente se realizou na Pousada dos Loios em Évora, desta vez com a ausência justificada do cuidador Nico Mexia de Almeida, mas com Zeca Pereira fazendo a sua substituição na apresentação do convidado.

Como habitualmente foi um agradável jantar de tertúlia.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Um cartaz incompleto

Cartaz-Alcácer do Sal 5.10.2019.png

Há cartazes tauromáquicos mais importantes do que outros porque se referem a corridas de toiros de interesse especial tais como são as comemorativas de datas; de alternativas de toureiros; de homenagem a Chefes de Estado e outras personalidades; de beneficência; de despedidas de toureiros, cabos de forcados, etc.

Esses cartazes são guardados com grande cuidado por aficionados e coleccionadores e muitos são emoldurados e expostos em tertúlias e outros locais visitados por quem gosta de motivos taurinos.

Isto a propósito do Grupo de Forcados Amadores de Montemor comemorar este ano o 80º aniversário da sua Fundação.

Na realidade em 4 de Setembro de 1939 realizou-se um festejo taurino em Montemor-o-Novo, com garraios oferecidos pelo ganadero António Teixeira, de Coruche. A receita da bilheteira foi a favor do Asilo Montemorense de Infância Desvalida e actuaram dois Grupos de Forcados Amadores, um de Évora, comandado por António Vaz Freire e outro de Montemor comandado por Simão Malta.

Esse Grupo de Évora só reapareceu em 1942 e por pouco tempo – cerca de três épocas – mas Simão Malta continuou com o Grupo de Montemor sob o seu comando, tendo ocupado no historial da tauromaquia uma posição de relevo, actuando nas principais praças de toiros e dignificando a figura do forcado amador até 12 de Setembro de 1949.

Assim, no ano do 80º. aniversário da sua Fundação, vai o Grupo de Forcados Amadores de Montemor – comandado por António Vacas de Carvalho – comemorar numa corrida que se realizará no dia 5 de Outubro de 2019 em Alcácer do Sal. Corrida com 8 toiros da ganadaria de Jorge Mendes.

Este é um dos cartazes que muitos aficionados querem certamente guardar e provavelmente alguns serão emoldurados. Mas para se entender em que ano foi realizada esta corrida comemorativa terá que se acrescentar à mão o ano de 2019, porque a empresa da Praça de Alcácer do Sal não teve esse cuidado.

Na realidade não é só um cartaz comemorativo dos 80 anos da fundação do Grupo de Montemor. É também um cartaz onde se assinala que um Grupo de Forcados Amadores irá pegar 8 toiros 8, o que por si só e nos dias de hoje é mais do que um caso raro, por ser um caso raríssimo.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Os animalistas radicais

animalista radial colhido em Carcassone.png

Há quem conteste sem saber o que está a contestar e se passa uma manifestação lá vão eles atrás, com o punho erguido acompanhando com palavras de ordem sem saber exactamente porque gritam e porque ali estão.

Nisso – e talvez por escassa capacidade intelectual – grande parte dos animalistas enquadram-se perfeitamente neste tipo de manifestantes.

Depois alguns mais furiosos fazem diabruras medonhas. como os que em Roterdão, na Holanda, invadiram a pista equestre quando se realizava um concurso de saltos de obstáculos onde decorria o Campeonato da Europa de Equitação. No grupo de manifestantes estava um tal Peter Janssen que gosta muito de aparecer nas televisões a fazer estas maldades, que são muito aplaudidas por gente que detesta também os jardins zoológicos, as touradas, os circos, a pesca, a produção de leite, a criação de gado, etc.

Em Carcosse, França, quando se realizava uma novilhada no passado dia 27 de Agosto, dois animalistas furiosos resolveram saltar à arena quando estava a ser lidado um novilho da ganadaria Miura e com a intenção de prejudicar a lide. Acontece que um deles foi colhido e só não ficou mais maltratado por o novilho ter sido prontamente desviado com lances de capote por um dos bandarilheiros.

Mais uma demonstração da nobreza da Festa.

O contrário seria impossível, porque os animalistas regozijam-se sempre que algum toureiro ou forcado é colhido.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

animalista estúpido salvo em Carcassone.png 

Animalista salvo em Carcassone.png

 

                                           

Anti taurino, animalista, salvo por um toureiro depois de ter sido colhido por um novilho da ganadaria Miura

A pega e a raça

Na Póvoa de Varzim.png

Os aficionados à corrida à portuguesa têm, em geral, a ideia que se hoje existem muitos grupos de forcados, tal não era assim em meados do século passado e há quem afirme que na prática existiam só alguns Grupos de Profissionais, com destaque para o de Lisboa (Adelino de Carvalho) e poucos Grupos Amadores com realce para os de Santarém (Ricardo Rhodes Sérgio), os de Montemor (Joaquim José Capoulas) e os de Lisboa (Nuno Salvação Barreto).

Porém, nos anos 60, vários Grupos de Amadores estavam à disposição das empresas para além dos já indicados, como por exemplo – e só para citar alguns – os Académicos de Montemor (J. Pereira Batista); Académicos de Santarém (Ruy Manuel); Alcochete (Gaspar Penetra - filho); Alenquer (José Castelo Branco); Alentejo (António Galamba de Almeida); Bombarral (Norberto Nicolau); Borda d’Água (Manuel da Cruz); Cascais (José Júlio Costa); Coruche (José Luís); Évora (João Nunes Patinhas); Golegã (Eugénio Augusto Teixeira); Juvenis de Vila Franca (José Carradinhas); Montijo    (Jacinto Carvalheira); Ponte de Lima (Luís Taretas); Portalegre (Luís Saramago); Ribatejo (Chinita de Mira); Saltimbancos (António Lavradio); Tertúlia Tauromáquica do Montijo (Renato Manuel Dias); Viana do Castelo (Isidro Palmeira), etc.

Alguns destes Grupos não terão grande historial e parte deles fizeram pouco mais de que algumas corridas na Praça de Toiros da sua terra e não servindo para dar antiguidade a outros Grupos que se formaram mais tarde e com o mesmo nome.

Em Portugal formar um Grupo de Forcados é relativamente fácil. O difícil é dar-lhe continuidade, por isso muitos Grupos de Forcados Amadores se iniciaram e desapareceram ao fim de algum tempo, mas o pegar toiros tem a ver com a alma e o querer dos portugueses e assim continuará certamente, como referiu o saudoso cronista Leopoldo Nunes em 1965:

“A pega mostra a perene potencialidade da nossa raça”

Manuel Peralta Godinho e Cunha

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Foto:

Toiro da ganadaria de Lima Monteiro pegado pelo Grupo de Forcados Amadores de Évora na Praça de Toiros da Póvoa de Varzim em 1964.

 

 

 

Uma revista taurina – Novo Burladero

Burladero - Agosto 2019.jpg

Em Portugal e presentemente só é existe uma revista taurina mensal e com regularidade há muitos anos e tal só é possível graças há persistência de um aficionado de “primeira água” que se chama João Queiroz.

Destaco algumas frases da revista nº. 365, de Agosto de 2019:

“A nossa Festa é, cada vez mais, uma festinha de famílias, amigos e…conveniências.” – João Queiroz – Burladero do Director

“O touro bravo não é, necessariamente, sinónimo de touro bom. Por vezes estão situados nos antípodas. Depende do prisma por onde se olha.” – David Leandro – Tertúlia “NB”

“A epifania de Tomás revelou-se à cidade de Granada e ao mundo, a todo o universo, Urbi et Orbi.” – Bernardo Patinhas – Crónicas do Burladero

“ A realidade de Santarém demonstrou que a maioria dos nossos empresários não são competentes.” – Luís Toucinho – Os picotazos de…

“ Por fim, saiu um toiro que investiu no toureio a pé, notando-se a alegria do público com tal facto. Pena que o toureiro não tivesse executado o toureio que as nobres e codiciosas investidas do toiro pediam.” – José Paulo Lima – Angra do Heroísmo

“É famoso no mundo das artes. Pintor e desenhador que tem obra vasta e meritória em temas ligados ao campo. Os toiros e principalmente os cavalos Lusitanos, preenchem a maioria dos seus óleos, aguarelas e desenhos magníficos. O seu nome é bem conhecido, é José Serrão de Faria.” – António José Zuzarte – Recordações a Preto e Branco

“O cabo João Pedro Oliveira apenas concretizou à quinta” – Catarina Bexiga – Évora

E é sobre esta crónica da corrida de São Pedro de 2019 em Évora, onde Catarina Bexiga descreve com cuidado e bem as actuações dos cavaleiros João Moura Jr., Francisco Palha e António Prates e a boa presença dos toiros enviados pelo ganadero Joaquim Grave, que poderia ter ser acrescentado, no que diz respeito à pega no 5º. toiro – um “cinqueño” com 635 Kg. – que o cabo reservou para si não obstante ser o toiro mais poderoso e que aparentava ter maiores problemas para a pega de caras e que tendo sido pegado “apenas à quinta tentativa”, João Pedro Nunes Oliveira deu volta à arena e teve uma chamada especial ao centro e escutado “apenas” a maior ovação da corrida. Isto quando o seu Grupo de Évora aceitou uma “encerrona” de 6 Graves 6, quando uma grande parte dos Grupos pegam só dois toiros por corrida. Só essa “encerrona” merecia uma chamada de atenção especial na respectiva crónica. Porque quando um Grupo de Forcados Amadores se dispõe a pegar 6 ou mais toiros numa só corrida deve ter o respeito e menção especial por parte da comunicação taurina.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Guga Oliveira-29.Jun.2019.png

 

 

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