Intolerância

O caso da independência da Catalunha, não sendo um problema a que a Portugal diga respeito é, muito naturalmente, um assunto da Europa e o que lá se passa terá reflexos em todo o território peninsular.
Os Partidos apoiantes da independência, que não se sabe se têm a maioria dos eleitores da Catalunha, são em muitos casos pouco tolerantes e têm querido apagar todos os símbolos que possam ligar a Catalunha a Madrid.
Recordamos, por exemplo, o que resolveram os parlamentares da Catalunha, em Julho de 2010, quando proibiram os aficionados daquela região de poderem assistir ao seu espectáculo preferido e ao encerramento das Praças para as corridas de toiros, com especial incidência na emblemática Praça Monumental de Barcelona que foi inaugurada em 1916.
Nessa votação anti-taurina onde teve grande influência a “Esquerra Republicana de Catalunya” votaram a favor da proibição das corridas de toiros 68 deputados, 55 contra e houve 9 abstenções. Portanto foram 4 deputados a votarem a mais do que os que não queriam ou não sabiam se queriam a abolição da tauromaquia. Quatro! O suficiente para se tentar apagar um histórico taurino nas terras da Catalunha. Quatro votos a favor de se esconder um passado de 118 alternativas de matador de toiros na arena de Barcelona no período de 1864 a 2009, desde Pedro Aixelà “Peroy” até Enrique Guillén…Porém os registos de festejos taurinos em Barcelona remontam ao ano de 1387.
Democraticamente é suficiente um voto a mais em muitas votações, porém uma escassa maioria não deveria ter a possibilidade de proibir a cultura e tradição catalã ligada ao toiro e ao toureio.
Muitos catalães não concordaram com a decisão e para assistirem às corridas de toiros tiveram que passar a se deslocar a outras regiões de Espanha ou ao sul de França.
Em termos económicos a Catalunha beneficiou com a abolição das corridas de toiros ou foi só mais uma demonstração de alguns contra uma Espanha unida?

