Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

Corrida de São Pedro – Évora – 2018

Pega de Diniz Caeiro - 29.06.2018.JPG

Com 6 toiros da ganadaria de Canas Vigouroux realizou-se na noite de 29 de Junho de 2018 a tradicional Corrida de São Pedro na Arena d’Évora.

Casa cheia, o que é sempre bonito em qualquer Praça de Toiros.

Lidaram a cavalo Rui Fernandes e Diego Ventura com mestria e valor.

Uma bela lide e digna de registo de António Prates no seu primeiro toiro, terceiro da ordem. Lide que o jovem cavaleiro não irá esquecer. Pena não se poder recrear também no último toiro, um manso encastado que não quis correr, que complicou a lide e que retirou ao cavaleiro a hipótese de êxito completo.

Também será recordada a valorosa prestação do Grupo de Forcados Amadores de Évora frente aos seis toiros, com poder, de Canas Vigouroux, nesta corrida tão importante do calendário taurino de Évora.

Fez-se o habitual silêncio durante os cites nas pegas. O tal silêncio que o público eborense sabe demonstrar num respeito ao forcado amador.

Pegaram de caras  – e bem – João Madeira (1ª), Gonçalo Pires (3ª), Diniz Caeiro (1ª), António Torres (1º), João Pedro Nunes Oliveira (2ª. ) e Ricardo Sousa (1ª).

Em cima um excelente momento da pega de Diniz Caeiro, bem ajudado e muito bem rabejado por João Madeira. É assim mesmo, entrada rápida e eficiente do rabejador, o que está aqui demonstrado na bela foto de consagrado fotógrafo taurino João Silva.

----

Quiseram os Amadores de Évora homenagear os fundadores do Grupo. que foram à arena – 55 anos depois – sendo muito aplaudidos pelo público que encheu a Praça.

Na foto: O cabo do Grupo João Pedro Nunes Oliveira e oito dos elementos fundadores: João Bonneville Franco, João Berthelot Cortes, Dom Estevam de Lancastre, Manuel Peralta, Francisco José Abreu, Evaristo Cutileiro, José do Rosário Maltez e Luís Rui Cabral.

Fundadores do Grupo de Évora ~29.06.2018.png

 

Cartazes de toiros

Cartaz de 1900.jpg

Para alguns aficionados os cartazes das corridas têm uma importância acrescida. Quer dizer, servem naturalmente para dar a informação da data e hora da realização do espectáculo, da ganadaria ou ganadarias a apresentar, dos nomes dos toureiros, do grupo de forcados, etc., mas também para guardar como recordação. Alguns têm autênticas colecções e com anotações curiosas sobre cada cartaz.

Também os intervenientes das corridas gostam de guardar os cartazes que muitas vezes são emoldurados e ficam patentes como recordações extremamente importantes e sendo relíquias de família.

Ora, na óptica do coleccionador, uma das principais informações que o cartaz deve ter é a data da corrida e essa é procurada um primeiro lugar quando alguém interessado olha para um cartaz que está exposto em casa, numa tertúlia ou num museu taurino.

Aqui podemos observar um cartaz da Praça de Setúbal e verificar facilmente que é do ano de 1900.

Tal não acontece no segundo cartaz aqui exposto e relacionado com a corrida que se realizou no passado dia 29 de Outubro na Arena d’Évora. Na verdade o ano não está visível. Para a empresa isso não foi importante.

Quem trabalha com assuntos relacionados com a tauromaquia deveria ter em atenção este pormenor da data do espectáculo, porque não é a mesma coisa anunciar uma corrida de toiros ou uma promoção semanal de qualquer produto num supermercado.

Admitindo que a gráfica não tenha essa sensibilidade e não entenda nada do assunto, a empresa deveria ter esse cuidado. Não só cuidado de divulgar o festejo taurino com fins comerciais mas também de preservar a sua memória.

 

Cartaz ArenaEvora.jpg

 

 

 

Tentativas

Quando na pega de caras o forcado faz as tentativas necessárias para pegar o toiro há uma demonstração da alma portuguesa, da garra, da determinação das gentes lusitanas que não viram a cara às dificuldades.

Quem se coloca sereno em frente de um toiro para o pegar de caras recebendo simplesmente um sorriso de mulher, demonstra a grandiosidade do coração de um povo.

Povo de Portugal que assiste ao cite na pega de caras em silêncio – o silêncio de respeito. O respeito ao forcado. O respeito à manifestação mais portuguesa de toda a tauromaquia: a pega.

 

 

J.M.Passanha-4 tentativa-29.10.2017.png

José Maria Passanha, do Grupo de Forcados Amadores de Évora, na 4ª. tentativa da pega de caras ao toiro da ganadaria de São Torcato lidado em quarto lugar na Arena d’Évora em 29 de Outubro de 2017

 

 

Bela pega!

Evora 9.09.2017.jpg

Com toiros das ganadarias de São Marcos e Falé Filipe realizou-se a nocturna de 9 de Setembro de 2017 na Arena d’Évora. Toiros que não saíram fáceis nem boiantes para os cavaleiros João Moura, Luís Rouxinol e Manuel Telles Bastos que se viram confrontados com ferragem deficiente que dificultou a colocação dos ferros.

Os cavaleiros sentiram alguma dificuldade na lide dos toiros mas, não obstante os toques das montadas, todos ouviram música amavelmente distribuída pelo Sr. Agostinho Borges, Director da Corrida, que certamente não a considerou como prémio aos artistas mas sim um alegre complemento do espectáculo.

Haja música!

Toiros duros que não foram fáceis para os cavaleiros e forcados e saímos da Praça com a grata recordação da vistosa pega de João Fortunato – cabo dos Amadores de São Manços – que durante o cite marcou os tempos do toureio tão bem definidos por Juan Belmonte: PARAR, MANDAR e TEMPLAR e que realizou uma valorosa pega à primeira tentativa, num toiro que o forcado não conseguiu tapar bem a cara quando se fechou, que se defendeu com força até às tábuas e que foi rabejado atempadamente e bem por Paulo Gomes, como se pode verificar na imagem bem oportuna do fotógrafo João Silva. Na pega de caras o rabejador pode evitar o pior, como foi o caso, permitindo aos ajudas fechar e concretizar a pega. Uma bela pega!

Depois recordámos as três pegas ao primeiro toiro realizadas por João Madeira, que só contou a última, quando o Grupo de Évora conseguiu ajudar. Porque da parte de João Madeira foi tudo feito e bem. Tal como do jovem Miguel Direito, ao quinto da ordem, que também esteve bem em frente do toiro e que realizou a pega à terceira tentativa por situações idênticas.

Gostámos do silêncio que se sentiu durante os cites nas seis pegas. Silêncio que demonstra o respeito que o público de Évora tem pelo forcado amador.

Pena a Arena d’Évora não ter estado esgotada, não por falta da aficion desta cidade mas sim pelos elevados preços dos bilhetes. Foi uma boa e agradavel noite taurina.

A Empresa Toiros e Tauromaquia já anunciou uma próxima corrida para 29 deste mês de Setembro com a informação que é "o maior curro da temporada". Aproveitamos para recomendar que se nessa noite tiver que ser substituído algum dos toiros a Empresa deverá fazer o favor de informar de quem é a ganadaria, o peso e a idade do toiro, coisa que não aconteceu desta vez. É uma questão de respeito pelo público e pelo ganadero e que não se deve perder.

Aguardamos.

Pega de João Fortunato-S.Manços-9.09.2017.png

 

Na bela foto do fotógrafo João Silva à pega do 4º toro da ordem, cheio de força e poder para derrotar próximo das tábuas e pegado pelo cabo João Fortunato, pode verificar-se a intervenção oportuna do rabejador Paulo Gomes e a correcta colocação dos ajudas, três de cada lado, do Grupo de Forcados Amadores de São Manços.

 

 

A última de Évora - depois das 5 da tarde

Arena d'Évora - José Maria Menéres-Out.2016.jpg

Mais uma vez a tauromaquia ao lado dos que mais precisam, com a Corrida de encerramento da temporada de 2016 na Arena d’Évora em benefício da Associação de Dadores Benévolos de Sangue do Distrito de Évora.

Os toiros de Veiga Teixeira cumpriram com realce para os dois últimos.

Com cerca de três quartos de bilheteira, o público assistiu à actuação de 6 cavaleiros com destaque para o veteraníssimo António Ribeiro Telles que foi o que esteve melhor, com um belo triunfo na lide do primeiro toiro.

Face à dureza dos toiros, o pundonor do Grupo de Forcados Amadores de Évora comandado por António Vaz Freire Alfacinha com belas pegas de caras, tendo ficado na memória de todos a pega duríssima de João Madeira – à terceira tentativa – ao quarto toiro da ordem com 535 Kg. e que foi lidado pelo cavaleiro Brito Paes.

O ganadero, que já tinha triunfado no último Concurso de Ganadarias, foi chamado à arena após a lide do quinto toiro e deu volta de agradecimento com o forcado João Pedro Nunes Oliveira.

Bela Tarde de Toiros à portuguesa para encerramento de época na Arena d’Évora.

Nota baixa para Agostinho Borges que só se apresentou no seu lugar de Director da Corrida vários minutos depois da hora prevista para o início da Corrida.

E esta deveria ter começado às cinco em ponto da tarde!

 

 

Na foto o forcado José Maria Menéres, excelente primeiro-ajuda, que se despediu nessa tarde.

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D