Manifesto tauromáquico
A tauromaquia deve ser preservada
Desde a Idade Média a sua história
Em toda a Ibéria tem sido observada
Nas arenas a arte da sua glória
Em Portugal o toureio a cavalo
A estética na pega do forcado
Na Arte Marialva que vos falo
Perpétua evolução que deu brado
Sempre, desde tempos imemoriais
Cavaleiros e forcados intemporais
Nas Espanhas da Galiza a Aragão
De Navarra, Castela e Andaluzia
Arte de Montes mais que pregão
Toureio a pé do povo que queria
Nas arenas outros horizontes
Desde “Paquiro”, grande lidador
Apodo dado a Francisco Montes
Génio do toureio e matador
Que as quadrilhas disciplinou
Toureiro que toureiros ensinou
Manuel Peralta Godinho e Cunha
Abril de 2024
- - -
Na fotografia: O matador de toiros Francisco Montes Reina "Paquiro".
“Paquiro” foi um dos alunos e mais tarde professor da Escola de Tauromaquia de Sevilha, cujo director foi Pedro Romero. Escola fundada em 1830, durante o reinado de Fernando VII.
Francisco Montes Reina “Paquiro” – um verdadeiro génio de toureio – que sabia matar, recebendo, como Pedro Romero e executar o “volapié” como Costillares.
Foi também “Paquiro” o toureiro que deu um conceito colectivo de lide, ao ser o primeiro a organizar e disciplinar a sua “quadrilha”, onde os picadores e bandarilheiros passaram a ter uma missão especifica debaixo da direcção suprema do espada.
O seu toureio foi de tal maneira notável, que é costume chamar-se ao toureio a pé a “Arte de Montes”. “Paquiro” foi gravemente colhido em Madrid pelo toiro “Rumbón”, tendo falecido em virtude desta colhida em 4 de Abril de 1851.
