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O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Madrid – 30 de Maio de 2018

Sebastiám Castella.30.05.208-colhida em Madrid.pn

 

Numa corrida interessante – a de 30.Maio.2018 em Madrid – ficou a recordação da arte e a mestria de Enrique Ponce frente a dois mansos de ganadarias diferentes; a facilidade de bandarilhar e boas maneiras do prometedor Jesús Colombo; a valentia, determinação, raça e saber numa emotiva actuação de Sebastián Castella depois de aparatosa colhida, com estocada perfeita e com o reconhecido direito à Porta Grande de Las Ventas.

Praça que esta tarde teve a indicação de “no hay billetes” para desgosto dos animalistas, anti-taurinos e demais angustiados.

Lidaram-se quatro toiros de Garcigrande (1º. 4º, 5º e 6º), um de Domingo Hernández (3º) e o sobrero de Valdefresno (2º).

Sebastián Castella-30.05.2018.png

 

O quinto foi indultado

Indulto em Málaga-18.08.2017.jpg

Ao quinto toiro da ordem, terceiro para Enrique Ponce na Praça de Toiros de Málaga, o presidente da corrida, Ildefonso Dell’Olmo, colocou o lenço cor de laranja que indica o indulto do toiro. O público, delirante, aplaudiu de pé uma belíssima faena e um excelente toiro.

A Corrida Picassiana, que se realizou em 18 de Agosto de 2017 ficou assim assinalada para a História da Tauromaquia com a devolução ao campo do toiro “Jaraiz”. Toiro bravo e com provas dadas na arena para ser mais um semental da ganadaria de Juan Pedro Domecq.

Corrida diferente, um espectáculo de música e toiros que agradou ao público presente e a uns bons milhares de telespectadores do Canal Toros, em distintas partes do mundo.

Dois matadores de prestígio: Enrique Ponce e Javier Conde e as vozes de Estrella Morente, Pitingo e Alba Chantar acompanhadas, e bem, pela banda de música Miraflores transformada em orquestra sinfónica.

Porém, alguns aficionados e cronistas mais “puristas” consideraram este tipo de espectáculo um desvio da tauromaquia. Mas na verdade não é um espectaculo taurino/musical que aparece para substituir a corrida tradicional mas um que pode completar o calendário taurino espanhol e com agrado geral do público. Talvez até um motivo para atrair novos interessados na tauromaquia. Um espectáculo do século XXI.

E como já tinha dito o empresário francês Simón Casas:

“Yo me considero produtor de emociones, de estética y sueños”

E essas emoções e estética tiveram oportunidade de ver e sentir os que assistiram a este espectáculo. Fica o sonho de um dia se repetir.

                                                  

Estrella Morente-.png

 

Bilbau - a cor das bandarilhas

bandarilhas espanholas em Bilbau.png

 

Gostaria de ter estado hoje em Bilbau, na Praça de Vista Alegre, para ver e aplaudir o veteraníssimo Enrique Ponce a cortar duas orelhas no seu segundo toiro, depois de uma bela faena e uma estocada imponente; gostaria de ver e aplaudir também o pundonor de Cayetano Rivera a reivindicar as cores da bandeira de Espanha nas bandarilhas; presenciar a determinação do jovem Ginés Marín num poderio de arte que o irá, certamente, situar ao lado das maiores figuras do toureio num futuro muito próximo.

Uma corrida de Victoriano del Rio com toiros bem apresentados, encastados mas díficeis.

A Espanha é um país de várias nações com lutas nacionalistas em determinadas regiões e com um passado de triste memória no País Basco numa luta armada traiçoeira encabeçada por uma ETA criminosa que deixou abertas feridas de medo difíceis de esquecer. E lá, muitos a favor de uma independência, não aceitam a cores da Espanha como unidade nacional. Muitos outros querem uma Espanha unida. Não é a primeira vez que as cores espanholas são contestadas nas bandarilhas na Praça de Toiros de Bilbau. Cayetano teve essa coragem ao ordenar que dois dos pares de bandarilhas fossem com o adorno de encarnado e amarelo e foi aplaudido de pé pela maioria dos espectadores.O outro par de bandarilhas com a cor branca pela paz entre os povos de Espanha.

Vi a corrida na televisão transmitida pelo Canal Toros. Se por um lado fiquei com pena de não ter estado na Praça de Vista Alegre para aplaudir os momentos que mais me sensibilizaram, por outro lado tive a oportunidade de ver e rever as excelentes imagens transmitidas pelas diversas câmaras televisivas. Imagens de grande qualidade e rigor técnico só possíveis por terem sido captadas por grandes profissionais com enorme entendimento da tauromaquia.

Bilbao-Brasão de armas.png

 

Para quê?

Enrique Ponce.jpg

 

Enrique Ponce é um toureiro extraordinário, direi um mito vivo da tauromaquia.

Mais um seu enorme sucesso em Ustress, em terras aficionadas de França em 19 de Junho de 2016. Um triunfo redondo ao lidar sozinho 6 toiros 6.

O ter despido o “traje de luces” para tourear os dois últimos toiros vestido com smoking parece-me uma publicidade exagerada, gratuita e só interessante para as revistas do tipo rosa, as que gostam de comentar a vida alheia de figuras públicas e que invadem a privacidade dos que, por qualquer motivo, são capas dessas revistas muito ao gosto da coscuvilhice espanhola. Não vale a pena enunciar o nome dessas publicações, por serem demais conhecidas.

Enrique Ponce é um génio do toureio e ao ter despido o “traje de luces” antes de terminar o festejo taurino, só abriu um precedente. Não faltarão mais a aparecer assim, trajados de qualquer coisa para serem fotografados e serem notícias.

Esperemos que por cá não apareça um grupo de forcados, vestido a rigor, como que para um casamento, a brincarem com o que deve ser sério. Também não ficará bem um grupo de amigos ir trajado de forcados a um casamento. Cada coisa no seu sítio.

Enrique Ponce não precisava disso, depois de indultar um toiro e ter triunfado também nos três que lidou antes.

Publicidade barata, extravagante, que não dignifica a tauromaquia.

 

 

 

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