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O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Manuel Rovisco - Um Senhor Forcado!

Manuel Rovisco Pais.png

No sábado, dia 14 de Dezembro de 2019, realizou-se no Monte das Flores um almoço onde num bom convívio de várias dezenas de amigos se sinalizou o final de mais uma época – a 57ª. – de cinquenta e seis anos consecutivos de actuações do Grupo de Forcados Amadores de Évora.

Um Grupo de Forcados Amadores é constituído pelos forcados actuais, pelos amigos e pelos forcados antigos e exactamente por esta ordem, porque como se sabe nem todos os antigos forcados são amigos do Grupo a que pertenceram.

Assim sendo, e tendo o Grupo por base os forcados actuais tem como suporte os amigos e se nesses amigos estiverem antigos forcados é, sempre, um conforto para o Cabo.

Qualquer forcado deixa o seu nome no historial do Grupo. Todos os Cabos deixam o seu nome não só no Grupo mas também na história da tauromaquia portuguesa e essa também fica enriquecida com os nomes de alguns forcados que se distinguiram nos seus Grupos.

Tal como em outros Grupos, os Amadores de Évora também tiveram diversos elementos que foram grandes forcados e cujos nomes ficarão gravados para sempre na memória dos aficionados e no historial da mais portuguesa manifestação tauromáquica que é a Pega.

Neste final de época de 2019 é de elementar justiça fazer-se referência a um forcado de excepção, que vestiu pela primeira vez a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Évora em 14 de Abril de 2001 e que tem pegado toiros consecutivamente durante estes 18 anos: Manuel Gomes Crespo Rovisco Pais – um Senhor Forcado!

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Emblema do Grupo de Forcados Amadores de Évora.jp

 

 

 

Arenas

 

Arenas-capa.jpg

 

(…) deve o forcado saber estar e moderar-se em atitudes menos próprias quando o grupo aguarda o toque do cornetim para a pega. O forcado perde o senhorio, o saber estar com dignidade, quando faz enormes contorções de corpo, ginástica de pescoço e mãos, flexões, chapadas na cara e gritos de guerra – para disfarçar o medo – que, vistas pelo público, em nada o dignifica, não obstante poder vir a executar uma boa pega.

Como um dia ouvi dizer a Joaquim José Murteira Correia, um veteraníssimo forcado amador, meu amigo e colega de curso, recomendando por telemóvel para a trincheira a alguém que estava próximo do “seu” Grupo de Forcados Amadores de Montemor:

-- A ginástica já deve ter sido feita antes da corrida!

Concordo!

 

in “Arenas” - 2016

 

Livro editado pelo Círculo Taurino do Alentejo para fins de beneficência

 

À barbela!

Livro À Barbela!.jpg

 

Livro À Barbela! – explicação da capa e contracapa:

  • A tira vertical, com as cores nacionais representa a defesa da corrida à portuguesa.
  • A cor do título do livro (fúcsia) é a mesma dos capotes de tourear.
  • As fotos, sendo de duas pegas à barbela não foram escolhidas ao acaso, mas com a ideia de demonstrar “a enorme importância do rabejador entrar a tempo”.
  •  
  • Na foto da capa (Évora - 1964) numa pega a um toiro bem difícil de ganadaria Passanha, nota-se que o rabejador – João Mário de Saldanha – conseguiu entrar antes das segundas ajudas e o seu contributo foi determinante para a boa realização da pega.
  •  
  • Na foto da contracapa (Vila Viçosa - 1980) nota-se que o toiro partiu as tábuas com o forcado da cara, fechado à barbela, não tendo acontecido o pior por mero acaso. Isso só ocorreu porque o rabejador não entrou a tempo (teoricamente antes das 3ªs ajudas) e o toiro conseguiu chegar à trincheira em linha recta por não estar rabejado.
  •  
  • Qualquer toiro tem enorme poder nos quartos traseiros – rins – e se for rabejado como deve ser, divide forças não se aplicando só a derrotar na cara mas tentando também atingir o rabejador, facilitando a pega.

 

Contra-capa À Barbela.jpg

 

Os Forcados nos Concursos de Ganadarias d'Évora

Livro Concursos de Ganadarias.png

 

(…) Este livro pretende registar, como se um álbum fosse, os momentos de glória – e de angústia também – dos Grupos de Forcados que pisaram a arena desta Praça para pegarem os toiros nos Concursos de Ganadarias no período de 1960 a 2005. Para eles, e como diria António Abreu, primeiro cabo do mais antigo grupo de forcados do mundo: VENHA VINHO!

in “Os Forcados nos Concursos de Ganadarias d’Évora"

 

 

 

Grupo de Forcados Amadores de Évora

Livro 40 Anos do Grupo de Forcados Amadores de Év

(…) Neste começo do milénio, ninguém saberá por quanto mais tempo estará em actividade o Grupo de Forcados Amadores de Évora. Os que por lá passaram, os que gostam do Grupo desejam certamente a sua continuidade por longos anos, com dignidade, sabendo estar dentro e fora da praça, com a ética do forcado amador, com amor pela Festa e com profundo respeito pelo toiro.

Este é um livro de recordações de forcados. Livro de saudade que recorda o passado de 40 anos dos Amadores de Évora. É impossível alguém ter amigos sem ter no presente lembranças do passado. Um grupo de forcados é, antes de tudo, um grupo de amigos que nas arenas consolida a amizade para o resto da vida.

 

in “40 Anos do Grupo de Forcados Amadores de Évora” - 2003

 

Cabo de Forcados

 

João Patinhas.tif

 

(…) quando se vulgarizou a pega, o grupo de forcados passou a ser constituído por oito elementos, mantendo-se as características militarizadas (dos antigos alabardeiros da Guarda Real). Ao chefe ou comandante do grupo continuou a chamar-se “cabo”, ao tarje chama-se farda e a “antiguidade dos forcados é respeitada. Durante as cortesias os forcados dão a direita ao cabo, formam por antiguidade e o último elemento que estiver formado à esquerda é o forcado mais novo.

A chefia do grupo deverá ser aceite por todos os elementos e só o cabo é que deve comandar e chamar a si todas as resoluções inerentes à admissão de novos forcados, acordo com empresários e deliberações relacionadas com a actuação do grupo e orientação das pegas.

O cabo não deve faltar no grupo, principalmente nos piores momentos. Só ele é que deve mandar. Ele deverá ser o garante dos valores do forcado amador e da defesa das tradições do seu grupo. Ele deve chamar a si a responsabilidade de tudo o que corra mal no grupo e dar ao grupo a melhor imagem, incutindo no espírito de todos os elementos – forcados actuais e antigos – que o colectivo está sempre por cima e primeiro de qualquer atitude individual.

Se o cabo for colhido ou na impossibilidade de estar presente, toma a chefia o forcado mais velho. Não o forcado que tiver mais idade, mas o mais antigo no grupo.

Contudo, a nomeação de novo cabo não terá a ver com a antiguidade mas com o reconhecimento do grupo pelas qualidades de um dos elementos e aceite pela maioria.

In “40 Anos do Grupo de Forcados Amadores de Évora (1963 – 2003)”

Edição da Associação de Forcados Amadores de Évora – Junho de 2003

Livro 40 Anos do Grupo de Forcados Amadores de Év

 

 

 

 

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