O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.
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A pega realizada em 21 de Junho de 1980 por esse grande forcado que se chama Joaquim Pedro Torres – dos Amadores de Santarém – ficou perpetuada na capa deste livro editado pela Santa Casa da Misericórdia em Outubro de 2000 e o autor ainda recorda a ovação extraordinária que todo o público da Monumental Celestino Graça lhe concedeu quando executou com arte e valor essa inesquecível pega de cernelha.
Foi uma pega de cernelha singular. Singular por ser raro só um forcado pegar um toiro; singular por tal nunca antes ter acontecido na Praça Monumental de Santarém; singular por dificilmente voltar a acontecer.
2018 terá sido o “annus horribilis” da Praça de Santarém, o ano em que a Monumental se manteve encerrada, triste, desprezada, voltada para o encerramento, isto numa cidade que tem muitos e bons aficionados e o grupo de forcados amador mais antigo e um dos mais prestigiados do mundo.
Eis se não quando, em 2019 e quase como por artes mágicas, surge a “Praça Maior - Cultura e Identidade”, gente que sabe o que quer fazer, renova a Praça, dá-lhe estatuto, cria os abonos, programa a época…e aí está a Praça de Santarém, a maior de Portugal a desempenhar as funções para que foi criada: as corridas de toiros.
Santarém reabriu e bem, com cerca de 9.000 espectadores. Lindo de se ver.
De tal forma, que até os animalistas apareceram a Santarém, habituados a gritar nas imediações do Campo Pequeno, desta vez combinaram-se e em excursão vieram até ao Ribatejo apanhar os ares do planalto de Santarém. Que bem que el@s gritavam, esganiçad@s, agarrad@s aos megafones de tal maneira que, não sendo, pareciam ser mais de uns vinte, tal o barulho que fazeram, contentes a ver passar os aficionados. Uma ternura de menin@s, tod@s bem ensaiad@s, gritaram, gritaram e lá regressaram a Lisboa felizes e ainda a tempo de passearem os cãezinhos lá naquelas avenidas.
Quanto à corrida, saíram os espectadores satisfeitos por verem a Praça ressuscitada e agradados com a arte de João Moura e António Ribeiro Telles, as lides brilhantes de Francisco Palha e a habitual valentia dos Forcados, os Amadores de Santarém e os Amadores de Vila Franca.
Dos toiros que foram lidados, encastados e cumprindo bem nos cavalos e nas pegas, salientaram-se o 5º e o 6º da ordem.
Atenção a este Francisco Palha que volta em 16 de Junho à Celestino Graça. Atenção!
Quanto ao Cartaz que se deve mandar emoldurar por anunciar a data de 17 de Março, a adicionar ao historial taurino de Santarém, tem um lapso: não consta o ano, que terá que ser acrescentado a tinta e à mão para mais tarde se recordar: 2019.
Olé Praça Maior!
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Na foto a valorosa tentativa e Fernando Montoya dos Amadores de Santarém. Uma tentativa que teria merecido melhor sorte, porque o forcado esteve muito bem no cite – parando, mandando e templando – e fechando-se com valentia na cara do toiro.