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O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

Atribuição do Prémio da TTE de 2019

TTE - 3.02.2020.png

Em 3 de Dezembro passado a Tertúlia Tauromáquica Eborense analisou o que mais  importante aconteceu na Arena d’Évora durante a temporada de 2019, tendo ficado acordado que o “Prémio” deveria ser atribuído à ganadaria Murteira Grave.

Assim, no jantar que se realizou ontem, 3 de Fevereiro de 2020, o convidado de honra da Tertúlia foi o Dr. Joaquim Grave a quem foi entregue o “Prémio do Motivo Toureiro de 2019”.

Como é habitual foi um agradável jantar de tertúlia, com a troca de ideias taurinas e na base da criação do toiro de lide, nomeadamente segundo o critério do ganadero convidado que deu todos os esclarecimentos solicitados sobre o seu conceito de selecção e também sobre o historial desta ganadaria que no ano passado comemorou os 75 anos de existência.

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Na foto um poker de ases taurinos:

Manuel Calejo Pires, Joaquim Grave, Nico Mexia de Almeida e Manuel Passanha Sobral

 

Emblema da Tertúlia Tauromáquica Eborense.png

 

Atribuição do Prémio da T.T.Eborense

Ferro e divisa Murteira Grave.png

No jantar mensal da Tertúlia Tauromáquica Eborense, que se realizou na noite de 2 de Dezembro na Pousada dos Loios, foi atribuído à Ganadaria Murteira Grave o prémio correspondente ao motivo taurino de maior interesse na temporada de 2019 na Arena d’Évora.

Nico Mexia de Almeida, cuidador da Tertúlia, apresentou uma cuidadosa listagem de aspectos taurinos relacionados com todas as corridas desta temporada, que foram analisados pelos elementos presentes tendo chegado a acordo e por maioria que o prémio deverá ser atribuído à ganadaria que este ano comemorou o 75º aniversário e por ter apresentado no último Concurso de Ganadarias de Évora o toiro “Gravato” que foi considerado o mais bravo de uma corrida onde a bravura se destacou em 4 dos 6 toiros corridos mas com destaque para o de Murteira Grave.

Foi como habitualmente um jantar de aficionados, de verdadeira tertúlia, que decorreu muito bem e com a satisfação de ter sido analisada a boa temporada de 2019 em Évora da responsabilidade de uma empresa interessada em posicionar bem alto a tauromaquia portuguesa nesta Praça alentejana.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Emblema da Tertúlia Tauromáquica Eborense.png

 

 

Uma revista taurina – Novo Burladero

Burladero - Agosto 2019.jpg

Em Portugal e presentemente só é existe uma revista taurina mensal e com regularidade há muitos anos e tal só é possível graças há persistência de um aficionado de “primeira água” que se chama João Queiroz.

Destaco algumas frases da revista nº. 365, de Agosto de 2019:

“A nossa Festa é, cada vez mais, uma festinha de famílias, amigos e…conveniências.” – João Queiroz – Burladero do Director

“O touro bravo não é, necessariamente, sinónimo de touro bom. Por vezes estão situados nos antípodas. Depende do prisma por onde se olha.” – David Leandro – Tertúlia “NB”

“A epifania de Tomás revelou-se à cidade de Granada e ao mundo, a todo o universo, Urbi et Orbi.” – Bernardo Patinhas – Crónicas do Burladero

“ A realidade de Santarém demonstrou que a maioria dos nossos empresários não são competentes.” – Luís Toucinho – Os picotazos de…

“ Por fim, saiu um toiro que investiu no toureio a pé, notando-se a alegria do público com tal facto. Pena que o toureiro não tivesse executado o toureio que as nobres e codiciosas investidas do toiro pediam.” – José Paulo Lima – Angra do Heroísmo

“É famoso no mundo das artes. Pintor e desenhador que tem obra vasta e meritória em temas ligados ao campo. Os toiros e principalmente os cavalos Lusitanos, preenchem a maioria dos seus óleos, aguarelas e desenhos magníficos. O seu nome é bem conhecido, é José Serrão de Faria.” – António José Zuzarte – Recordações a Preto e Branco

“O cabo João Pedro Oliveira apenas concretizou à quinta” – Catarina Bexiga – Évora

E é sobre esta crónica da corrida de São Pedro de 2019 em Évora, onde Catarina Bexiga descreve com cuidado e bem as actuações dos cavaleiros João Moura Jr., Francisco Palha e António Prates e a boa presença dos toiros enviados pelo ganadero Joaquim Grave, que poderia ter ser acrescentado, no que diz respeito à pega no 5º. toiro – um “cinqueño” com 635 Kg. – que o cabo reservou para si não obstante ser o toiro mais poderoso e que aparentava ter maiores problemas para a pega de caras e que tendo sido pegado “apenas à quinta tentativa”, João Pedro Nunes Oliveira deu volta à arena e teve uma chamada especial ao centro e escutado “apenas” a maior ovação da corrida. Isto quando o seu Grupo de Évora aceitou uma “encerrona” de 6 Graves 6, quando uma grande parte dos Grupos pegam só dois toiros por corrida. Só essa “encerrona” merecia uma chamada de atenção especial na respectiva crónica. Porque quando um Grupo de Forcados Amadores se dispõe a pegar 6 ou mais toiros numa só corrida deve ter o respeito e menção especial por parte da comunicação taurina.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Guga Oliveira-29.Jun.2019.png

 

 

Carta aberta a João Pedro Nunes Oliveira

Guga Oliveira-29.06.2019.png

Meu Caro Guga

A tradicional Corrida de S. Pedro teve dois triunfadores. O primeiro o curro apresentado da ganadaria do Dr. Joaquim Grave, que naturalmente foi importantíssimo para o êxito do espectáculo. E o êxito de uma ganadaria é sempre um motivo de satisfação, nomeadamente quando esse sucesso tem a ver com a seriedade do curro apresentado que, apesar de desigual, correspondeu à expectativa da maioria do público que encheu a Praça.

O segundo triunfador foi o nosso Grupo de Évora e ainda hoje – uns dias depois da corrida – quem passar nas imediações da Arena d’Évora poderá “ouvir” os ecos dos aplausos do público em pé e que exigiu no centro da arena um forcado que fez cinco enormes tentativas ao quinto e enorme toiro de Murteira Grave. E o público de Évora que sabe fazer silêncio durante o cite na pega de caras – em sinal de respeito pelo forcado – respondeu com uma ovação de luxo e retribuiu demoradamente com a única compensação a um forcado amador: os aplausos.

Esse forcado foste tu, meu caro Guga, que mais uma vez demonstraste porque és o cabo do nosso Grupo.

Há momentos importantíssimos em que um cabo de forcados deve evidenciar em Praça o que é ser o símbolo do Grupo a que pertence e quando – no centro da arena – agradeceste essa imensa ovação recordei uma outra atitude de enorme valentia e pundonor quando, na mesma arena em 1993 decorriam as comemorações do 30º aniversário dos Amadores de Évora, o teu Pai, então cabo do Grupo, emendou João Nunes Patinhas que tinha ido para a enfermaria quando tentou pegar o primeiro toiro dessa celebre corrida.

São momentos como estes que enaltecem a tauromaquia portuguesa e inesquecíveis no historial do Grupo de Forcados Amadores de Évora.

Nesta corrida de 29 de Junho de 2019 o momento mais alto e que correspondeu a prolongada ovação foi, sem dúvida a tua pega, com as cinco tentativas, só possíveis a quem teve a coragem e o saber de se colocar serenamente em frente desse toiro “cinqueño” com 635 Kg. da respeitável ganadaria Murteira Grave.

Estão os Amadores de Évora a atravessar um bom momento reflectido também nos forcados que nessa tarde pegaram de caras: Gonçalo Pires (1ª); José Maria Caeiro (1ª); Miguel Direito (2ª.); António Torres Alves (1ª) e Ricardo Sousa (1ª).

Claro que também houve momentos de valor no toureio a cavalo, nomeadamente João Moura Jr, mas também de Francisco Palha e António Prates que quiseram corresponder à responsabilidade de lidar “graves” na Arena d’Évora.

Foi uma corrida séria que contrasta com muitas outras com “toiros boiantes”.

Para ti, meu Caro Guga, um forte abraço extensivo ao Grupo e um pedido que te faço e que penso que é também o desejo de muitos aficionados: uma cernelha na próxima “encerrona” dos Amadores de Évora.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Santarém, 2 de Julho de 2019

 

Sobre João Patinhas (11)

Concurso de Ganadarias - 1974.jpg

Palavras de Nuno Cabral – antigo forcado do Grupo de Forcados Amadores de Évora :

“Seguido de um minuto de silêncio em homenagem ao falecido António Maltez, começou a corrida.

O primeiro toiro que coube ao Grupo de Évora foi pegado por João Patinhas, que brindou no meio da arena em memória do grande amigo e forcado António Maltez.

Citando de mais de meia praça, executou com galhardia e arte uma grande e rija pega.

O segundo foi pegado pelo José Manuel Navalhinhas e o terceiro por Lela Brito.

Rabejei três.

O prémio de bravura coube ao ganadero David Ribeiro Telles e o de apresentação ao Engº. Joaquim Grave.”

 

Testemunho relacionado com a corrida Concurso de Ganadarias de 26 de Maio de 1974 - no livro 40 Anos do Grupo de Forcados Amadores de Évora

1ª. Edição: Novembro de 2008

 

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Na Foto: O cabo João Patinhas brindando à memória de António Maltez.

 

12 Toiros 12

Para o dia 1 de Junho de 1972 esteve anunciada para a Monumental do Campo Pequeno a famosa Corrida a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro e no programa constava que os 6 poderosos toiros de Dom Luís Passanha seriam pegados pelos Forcados Amadores de Santarém e de Montemor, mas cerca de uma semana antes foi divulgada a notícia de que José Manuel Souto Barreiros, cabo do Grupo de Santarém, teria rejeitado a corrida.

Assim, foi anunciado que sozinho o Grupo de Montemor pegaria os 6 toiros. Uma encerrona!

Foi uma corrida duríssima e cinco dos poderosos toiros foram valorosamente pegados de caras e com o significativo reaparecimento de forcados já retirados, como Simão Comenda e Zita Cortes que se voltaram a fardar à pressa para completar o Grupo que já estava desfalcado por alguns terem recolhido à enfermaria e o Cabo António José Zuzarte para o hospital.

A pega de João Caixinha, ao segundo da ordem, foi uma maravilha. Marcou os tempos do toureio – Parar, Mandar e Templar – e realizou a melhor pega da noite.

Um toiro não foi pegado, não obstante as diversas tentativas de vários forcados. Porém o público reconheceu o enorme esforço e valentia e a imprensa taurina manifestou nas crónicas a dignidade e ética do Grupo de Forcados Amadores de Montemor.

Entretanto o Grupo de Santarém não demorou a dar resposta e para o dia 29 de Junho de 1972 anunciou-se para pegar 12 toiros, sendo 8 em Évora na corrida de São Pedro (4 de Veiga Teixeira e 4 de Murteira Grave) e mais 4 na corrida nocturna do Campo Pequeno (da ganadaria de Dona Maria Ana Passanha).

12 toiros para o Grupo comandado por José Manuel Souto Barreiros.

Cerca de 6. 000 Kgs. de toiros para um só Grupo e em menos de 24 horas nunca tal tinha acontecido! Provavelmente nunca mais aconteceu.

José Manuel S. Barreiros.jpg

 

Na foto José Manuel Souto Barreiros, cabo do Grupo de Forcados Amadores de Santarém no período de 1 de Junho de 1969 a 17 de Junho de 1979.

 

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