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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

Grupo de Forcados Amadores de Évora - Fundadores

Emblema do Grupo de Forcados Amadores de Évora.jp

Grupo de Forcados Amadores de Évora

1963 – 2020

57 anos

a promover a Arte de Pegar Toiros e a cidade de Évora

 

FUNDADORES

João António Nunes Patinhas (cabo)                      †

Manuel José Ramos de Figueiredo                          †

Joaquim Manuel Goucha                                          †

João Mário Rosazza Ferraris de Saldanha              †

João Bonneville Franco                                            †

João Adriano Berthelot Cortes

Estevam Maria de Sá Coutinho de Lancastre

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Luís Rui de Sousa Campos Cabral

Francisco José Serra Picão Abreu

Evaristo Manuel Alves Cutileiro

José Eduardo Martinho Colaço

Joaquim Augusto Serrão Fialho                               †

José do Rosário Oleiro Maltez

António Oleiro Maltez                                                †

 

Manuel Rovisco - Um Senhor Forcado!

Manuel Rovisco Pais.png

No sábado, dia 14 de Dezembro de 2019, realizou-se no Monte das Flores um almoço onde num bom convívio de várias dezenas de amigos se sinalizou o final de mais uma época – a 57ª. – de cinquenta e seis anos consecutivos de actuações do Grupo de Forcados Amadores de Évora.

Um Grupo de Forcados Amadores é constituído pelos forcados actuais, pelos amigos e pelos forcados antigos e exactamente por esta ordem, porque como se sabe nem todos os antigos forcados são amigos do Grupo a que pertenceram.

Assim sendo, e tendo o Grupo por base os forcados actuais tem como suporte os amigos e se nesses amigos estiverem antigos forcados é, sempre, um conforto para o Cabo.

Qualquer forcado deixa o seu nome no historial do Grupo. Todos os Cabos deixam o seu nome não só no Grupo mas também na história da tauromaquia portuguesa e essa também fica enriquecida com os nomes de alguns forcados que se distinguiram nos seus Grupos.

Tal como em outros Grupos, os Amadores de Évora também tiveram diversos elementos que foram grandes forcados e cujos nomes ficarão gravados para sempre na memória dos aficionados e no historial da mais portuguesa manifestação tauromáquica que é a Pega.

Neste final de época de 2019 é de elementar justiça fazer-se referência a um forcado de excepção, que vestiu pela primeira vez a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Évora em 14 de Abril de 2001 e que tem pegado toiros consecutivamente durante estes 18 anos: Manuel Gomes Crespo Rovisco Pais – um Senhor Forcado!

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Emblema do Grupo de Forcados Amadores de Évora.jp

 

 

 

Dia de Finados

Évora - 20 de Setembro de 1964.png

Na Praça de Toiros de Évora em 20 de Setembro de 1964, quatro elementos fundadores do Grupo de Forcados Amadores de Évora: João Nunes Patinhas, Manuel Ramos de Figueiredo, Dom João Mário de Saldanha e João Bonneville Franco, que infelizmente já não estão entre nós, tal como Joaquim Manuel Goucha, Joaquim Serrão Fialho e António Oleiro Maltez.

Aqui faz-se referência aos fundadores mas naturalmente que esta recordação de saudade é extensiva a todos os outros que também envergaram a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Évora e que infelizmente já faleceram.

No começo de Novembro é habitual uma invocação aos familiares que já partiram e o Grupo de Évora é, também, uma grande família.

Descansem em paz.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Emblema do Grupo de Forcados Amadores de Évora.jp

 

Uma revista taurina – Novo Burladero

Burladero - Agosto 2019.jpg

Em Portugal e presentemente só é existe uma revista taurina mensal e com regularidade há muitos anos e tal só é possível graças há persistência de um aficionado de “primeira água” que se chama João Queiroz.

Destaco algumas frases da revista nº. 365, de Agosto de 2019:

“A nossa Festa é, cada vez mais, uma festinha de famílias, amigos e…conveniências.” – João Queiroz – Burladero do Director

“O touro bravo não é, necessariamente, sinónimo de touro bom. Por vezes estão situados nos antípodas. Depende do prisma por onde se olha.” – David Leandro – Tertúlia “NB”

“A epifania de Tomás revelou-se à cidade de Granada e ao mundo, a todo o universo, Urbi et Orbi.” – Bernardo Patinhas – Crónicas do Burladero

“ A realidade de Santarém demonstrou que a maioria dos nossos empresários não são competentes.” – Luís Toucinho – Os picotazos de…

“ Por fim, saiu um toiro que investiu no toureio a pé, notando-se a alegria do público com tal facto. Pena que o toureiro não tivesse executado o toureio que as nobres e codiciosas investidas do toiro pediam.” – José Paulo Lima – Angra do Heroísmo

“É famoso no mundo das artes. Pintor e desenhador que tem obra vasta e meritória em temas ligados ao campo. Os toiros e principalmente os cavalos Lusitanos, preenchem a maioria dos seus óleos, aguarelas e desenhos magníficos. O seu nome é bem conhecido, é José Serrão de Faria.” – António José Zuzarte – Recordações a Preto e Branco

“O cabo João Pedro Oliveira apenas concretizou à quinta” – Catarina Bexiga – Évora

E é sobre esta crónica da corrida de São Pedro de 2019 em Évora, onde Catarina Bexiga descreve com cuidado e bem as actuações dos cavaleiros João Moura Jr., Francisco Palha e António Prates e a boa presença dos toiros enviados pelo ganadero Joaquim Grave, que poderia ter ser acrescentado, no que diz respeito à pega no 5º. toiro – um “cinqueño” com 635 Kg. – que o cabo reservou para si não obstante ser o toiro mais poderoso e que aparentava ter maiores problemas para a pega de caras e que tendo sido pegado “apenas à quinta tentativa”, João Pedro Nunes Oliveira deu volta à arena e teve uma chamada especial ao centro e escutado “apenas” a maior ovação da corrida. Isto quando o seu Grupo de Évora aceitou uma “encerrona” de 6 Graves 6, quando uma grande parte dos Grupos pegam só dois toiros por corrida. Só essa “encerrona” merecia uma chamada de atenção especial na respectiva crónica. Porque quando um Grupo de Forcados Amadores se dispõe a pegar 6 ou mais toiros numa só corrida deve ter o respeito e menção especial por parte da comunicação taurina.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Guga Oliveira-29.Jun.2019.png

 

 

Carta aberta a João Pedro Nunes Oliveira

Guga Oliveira-29.06.2019.png

Meu Caro Guga

A tradicional Corrida de S. Pedro teve dois triunfadores. O primeiro o curro apresentado da ganadaria do Dr. Joaquim Grave, que naturalmente foi importantíssimo para o êxito do espectáculo. E o êxito de uma ganadaria é sempre um motivo de satisfação, nomeadamente quando esse sucesso tem a ver com a seriedade do curro apresentado que, apesar de desigual, correspondeu à expectativa da maioria do público que encheu a Praça.

O segundo triunfador foi o nosso Grupo de Évora e ainda hoje – uns dias depois da corrida – quem passar nas imediações da Arena d’Évora poderá “ouvir” os ecos dos aplausos do público em pé e que exigiu no centro da arena um forcado que fez cinco enormes tentativas ao quinto e enorme toiro de Murteira Grave. E o público de Évora que sabe fazer silêncio durante o cite na pega de caras – em sinal de respeito pelo forcado – respondeu com uma ovação de luxo e retribuiu demoradamente com a única compensação a um forcado amador: os aplausos.

Esse forcado foste tu, meu caro Guga, que mais uma vez demonstraste porque és o cabo do nosso Grupo.

Há momentos importantíssimos em que um cabo de forcados deve evidenciar em Praça o que é ser o símbolo do Grupo a que pertence e quando – no centro da arena – agradeceste essa imensa ovação recordei uma outra atitude de enorme valentia e pundonor quando, na mesma arena em 1993 decorriam as comemorações do 30º aniversário dos Amadores de Évora, o teu Pai, então cabo do Grupo, emendou João Nunes Patinhas que tinha ido para a enfermaria quando tentou pegar o primeiro toiro dessa celebre corrida.

São momentos como estes que enaltecem a tauromaquia portuguesa e inesquecíveis no historial do Grupo de Forcados Amadores de Évora.

Nesta corrida de 29 de Junho de 2019 o momento mais alto e que correspondeu a prolongada ovação foi, sem dúvida a tua pega, com as cinco tentativas, só possíveis a quem teve a coragem e o saber de se colocar serenamente em frente desse toiro “cinqueño” com 635 Kg. da respeitável ganadaria Murteira Grave.

Estão os Amadores de Évora a atravessar um bom momento reflectido também nos forcados que nessa tarde pegaram de caras: Gonçalo Pires (1ª); José Maria Caeiro (1ª); Miguel Direito (2ª.); António Torres Alves (1ª) e Ricardo Sousa (1ª).

Claro que também houve momentos de valor no toureio a cavalo, nomeadamente João Moura Jr, mas também de Francisco Palha e António Prates que quiseram corresponder à responsabilidade de lidar “graves” na Arena d’Évora.

Foi uma corrida séria que contrasta com muitas outras com “toiros boiantes”.

Para ti, meu Caro Guga, um forte abraço extensivo ao Grupo e um pedido que te faço e que penso que é também o desejo de muitos aficionados: uma cernelha na próxima “encerrona” dos Amadores de Évora.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Santarém, 2 de Julho de 2019

 

Escutar o silêncio

Francisco Tadeu Garcia - 25.09.2009-Toiro de Alcur

 

Há quem diga que foi em Évora que se instituiu o silêncio durante o cite na pega de caras.

Na verdade e desde sempre a pega de caras é vista com respeito do público da Praça de Évora que guarda silêncio durante o cite, um momento tão grande num tempo tão curto.

Noutras Praças começou a notar-se essa prática e o Campo Pequeno passou também a dar o exemplo e a “escutar o silêncio” o que não acontecia noutros tempos.

O momento do cite na pega de caras está para os portugueses como a estocada está para os espanhóis e se for bem feito resulta. Se não, há um clamor geral e perigo acrescentado.

Não é por sorte que um homem fica na cara de um toiro para o pegar de caras e, para tal, o cite deverá ter a trilogia: parar, mandar e templar. Quando assim é, o forcado conseguiu momentos de toureio.

Quando a expectativa é grande e o risco enorme, só o silêncio realça o respeito por quem está serenamente em frente de um toiro e isso com naturalidade acontece nas terras lusas, onde a cultura ancestral guarda a mais portuguesa manifestação taurina: a pega!

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Francisco Tadeu Garcia-- 2009- Toiro de Alcurrucé

 

 

--Nas fotos de Maria Filomana Maltez o cite e a poderosa pega de Francisco Tadeu Garcia ao toiro da ganadaria de Alcurrucén que abriu praça na Arena d’Évora em 25 de Setembro de 2009 - Grupo de Forcados Amadores de Évora.

 

 

A arte de pegar toiros

Quando o forcado pelo seu saber e valentia – e também por intuição – consegue vencer o medo, o perigo e as dificuldades que o toiro apresenta e alcança emoção e domínio, pode dizer-se que atinge a perfeição. Mas essa perfeição só é atingida quando demonstra naturalidade durante o cite e facilidade em dobrar-se, a receber e a fechar-se no toiro.

Cada forcado é dotado de determinados recursos e uns, melhor do que outros, conseguem demonstrar em Praça as suas faculdades. Uns mais valentes, outros mais técnicos e outros mais artistas. Alguns forcados conseguem reunir essas três qualidades e quando executam a pega, criando beleza ante o perigo, serenos e dominadores, marcando os tempos do verdadeiro toureio durante o cite da pega de caras, conseguem transmitir ao público uma impressão de facilidade que se transforma em arte: a arte de pegar toiros.

Pega de Diniz Caeiro - 29.06.2018.JPG

Pega de caras - Grupo de Forcados Amadores de Évora

Dinis Caeiro - 29 de Junho de 2018

(foto de João Silva)

 

A pega do Monumento ao Forcado

Pega de Estevam Lancastre-1964.jpg

Em 12 de Abril de 1964 realizou-se uma corrida na Praça Monumental do Campo Pequeno de homenagem aos Príncipes do Mónaco e num dos camarotes esteve a Princesa Grace Patrícia Grimaldi (Grace Kelly) e os seus filhos.

Lidaram-se 8 toiros, sendo 4 da ganadaria de Norberto Pedroso para os cavaleiros Pedro Louceiro e José Maldonado Cortes e para os Forcados Amadores de Évora comandados por João Nunes Patinhas, mais 4 toiros da ganadaria de Manuel César Rodrigues para os espadas José Falcão e Óscar Rosmano.

Praça completamente cheia e grande triunfo dos Amadores de Évora com quatro excelentes pegas de caras e o Grupo chamado à Praça.

Na lide a pé um enorme êxito de José Falcão.

Captadas pelo fotógrafo taurino Lucílio Figueiredo há algumas fotos dessa corrida e uma delas da pega que foi executada por Dom Estevam de Lancastre com excelente primeira ajuda de João Bonneville Franco.

Essa foto foi a escolhida e aproveitada muito mais tarde pelo escultor Domingos Soares Branco que a utilizou como base de trabalho quando efectuou o conjunto escultórico do Monumento ao Forcado que está colocado em Santarém, desde 10 de Junho de 1997, na Rotunda António Gomes de Abreu.

Atelier de Domingos Soares Branco.jpg

No seu atelier o escultor Domingos Soares Branco com Dom Estevam de Lancastre e João Bonneville Franco.

Nota-se a foto que serviu de mostra para a escultura.

 

Grupo de Évora

 

Tertúlia T.E. 7.01.2019.png

 

Realizou-se em 7 de Janeiro de 2019, e como habitualmente na Pousada dos Loios, o jantar mensal da Tertúlia Tauromáquica Eborense e desta vez de homenagem ao Grupo de Forcados Amadores de Évora que em 2018 completou 55 anos ininterruptos na nobre arte de pegar toiros.

Assim e como convidado de honra esteve presente o actual cabo João Pedro Nunes Oliveira e que se fez acompanhar pelos antigos cabos João Pedro Soares Oliveira e António Vaz Freire Alfacinha que deram os seus testemunhos recordando diversos momentos do interessante Historial de um Grupo que pela primeira vez se apresentou ao público em 11 de Agosto de 1963 e sob o comando de João Nunes Patinhas e que ao longo destes 55 anos honrou a Tauromaquia Portuguesa, o Forcado Amador e divulgou a cidade de Évora em todas as Praça de Toiros portuguesas e em muitas outras no estrangeiro.

Foi mais um agradável jantar de uma Tertúlia de amigos aficionados e que desejam continuar a defender a tauromaquia.

Tertúlia Tauromáquica Eborense.jpg

 

 

Grupo de Évora - 55 anos apegar toiros

Emblema do Grupo de Forcados Amadores de Évora.jp

 

Grupo de Forcados Amadores de Évora

 

1963 – 2018

 

55 anos

A promover a Arte de Pegar Toiros e a cidade de Évora

 

Corrida da estreia do Grupo na Praça de Toiros do Redondo em 11.08.1963

6 toiros de Manuel Lampreia 6

Estreia do Grupo-Redondo 1963.jpg

                                                     1º toiro                    João Nunes Patinhas

                                                     2º. toiro                   Estevam de Lancastre

                                                     3º. toiro                   Evaristo Cutileiro

                                                     4º. toiro                   Rui Cabral/João de Saldanha (cernelha)

                                                     5º. toiro                   Francisco José Abreu

                                                     6º. toiro                   Manuel Ramos de Figueiredo              

 

 

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