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O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Carta aberta a João Pedro Nunes Oliveira

Guga Oliveira-29.06.2019.png

Meu Caro Guga

A tradicional Corrida de S. Pedro teve dois triunfadores. O primeiro o curro apresentado da ganadaria do Dr. Joaquim Grave, que naturalmente foi importantíssimo para o êxito do espectáculo. E o êxito de uma ganadaria é sempre um motivo de satisfação, nomeadamente quando esse sucesso tem a ver com a seriedade do curro apresentado que, apesar de desigual, correspondeu à expectativa da maioria do público que encheu a Praça.

O segundo triunfador foi o nosso Grupo de Évora e ainda hoje – uns dias depois da corrida – quem passar nas imediações da Arena d’Évora poderá “ouvir” os ecos dos aplausos do público em pé e que exigiu no centro da arena um forcado que fez cinco enormes tentativas ao quinto e enorme toiro de Murteira Grave. E o público de Évora que sabe fazer silêncio durante o cite na pega de caras – em sinal de respeito pelo forcado – respondeu com uma ovação de luxo e retribuiu demoradamente com a única compensação a um forcado amador: os aplausos.

Esse forcado foste tu, meu caro Guga, que mais uma vez demonstraste porque és o cabo do nosso Grupo.

Há momentos importantíssimos em que um cabo de forcados deve evidenciar em Praça o que é ser o símbolo do Grupo a que pertence e quando – no centro da arena – agradeceste essa imensa ovação recordei uma outra atitude de enorme valentia e pundonor quando, na mesma arena em 1993 decorriam as comemorações do 30º aniversário dos Amadores de Évora, o teu Pai, então cabo do Grupo, emendou João Nunes Patinhas que tinha ido para a enfermaria quando tentou pegar o primeiro toiro dessa celebre corrida.

São momentos como estes que enaltecem a tauromaquia portuguesa e inesquecíveis no historial do Grupo de Forcados Amadores de Évora.

Nesta corrida de 29 de Junho de 2019 o momento mais alto e que correspondeu a prolongada ovação foi, sem dúvida a tua pega, com as cinco tentativas, só possíveis a quem teve a coragem e o saber de se colocar serenamente em frente desse toiro “cinqueño” com 635 Kg. da respeitável ganadaria Murteira Grave.

Estão os Amadores de Évora a atravessar um bom momento reflectido também nos forcados que nessa tarde pegaram de caras: Gonçalo Pires (1ª); José Maria Caeiro (1ª); Miguel Direito (2ª.); António Torres Alves (1ª) e Ricardo Sousa (1ª).

Claro que também houve momentos de valor no toureio a cavalo, nomeadamente João Moura Jr, mas também de Francisco Palha e António Prates que quiseram corresponder à responsabilidade de lidar “graves” na Arena d’Évora.

Foi uma corrida séria que contrasta com muitas outras com “toiros boiantes”.

Para ti, meu Caro Guga, um forte abraço extensivo ao Grupo e um pedido que te faço e que penso que é também o desejo de muitos aficionados: uma cernelha na próxima “encerrona” dos Amadores de Évora.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Santarém, 2 de Julho de 2019

 

Grupo de Évora

 

Tertúlia T.E. 7.01.2019.png

 

Realizou-se em 7 de Janeiro de 2019, e como habitualmente na Pousada dos Loios, o jantar mensal da Tertúlia Tauromáquica Eborense e desta vez de homenagem ao Grupo de Forcados Amadores de Évora que em 2018 completou 55 anos ininterruptos na nobre arte de pegar toiros.

Assim e como convidado de honra esteve presente o actual cabo João Pedro Nunes Oliveira e que se fez acompanhar pelos antigos cabos João Pedro Soares Oliveira e António Vaz Freire Alfacinha que deram os seus testemunhos recordando diversos momentos do interessante Historial de um Grupo que pela primeira vez se apresentou ao público em 11 de Agosto de 1963 e sob o comando de João Nunes Patinhas e que ao longo destes 55 anos honrou a Tauromaquia Portuguesa, o Forcado Amador e divulgou a cidade de Évora em todas as Praça de Toiros portuguesas e em muitas outras no estrangeiro.

Foi mais um agradável jantar de uma Tertúlia de amigos aficionados e que desejam continuar a defender a tauromaquia.

Tertúlia Tauromáquica Eborense.jpg

 

 

Corrida de São Pedro – Évora – 2018

Pega de Diniz Caeiro - 29.06.2018.JPG

Com 6 toiros da ganadaria de Canas Vigouroux realizou-se na noite de 29 de Junho de 2018 a tradicional Corrida de São Pedro na Arena d’Évora.

Casa cheia, o que é sempre bonito em qualquer Praça de Toiros.

Lidaram a cavalo Rui Fernandes e Diego Ventura com mestria e valor.

Uma bela lide e digna de registo de António Prates no seu primeiro toiro, terceiro da ordem. Lide que o jovem cavaleiro não irá esquecer. Pena não se poder recrear também no último toiro, um manso encastado que não quis correr, que complicou a lide e que retirou ao cavaleiro a hipótese de êxito completo.

Também será recordada a valorosa prestação do Grupo de Forcados Amadores de Évora frente aos seis toiros, com poder, de Canas Vigouroux, nesta corrida tão importante do calendário taurino de Évora.

Fez-se o habitual silêncio durante os cites nas pegas. O tal silêncio que o público eborense sabe demonstrar num respeito ao forcado amador.

Pegaram de caras  – e bem – João Madeira (1ª), Gonçalo Pires (3ª), Diniz Caeiro (1ª), António Torres (1º), João Pedro Nunes Oliveira (2ª. ) e Ricardo Sousa (1ª).

Em cima um excelente momento da pega de Diniz Caeiro, bem ajudado e muito bem rabejado por João Madeira. É assim mesmo, entrada rápida e eficiente do rabejador, o que está aqui demonstrado na bela foto de consagrado fotógrafo taurino João Silva.

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Quiseram os Amadores de Évora homenagear os fundadores do Grupo. que foram à arena – 55 anos depois – sendo muito aplaudidos pelo público que encheu a Praça.

Na foto: O cabo do Grupo João Pedro Nunes Oliveira e oito dos elementos fundadores: João Bonneville Franco, João Berthelot Cortes, Dom Estevam de Lancastre, Manuel Peralta, Francisco José Abreu, Evaristo Cutileiro, José do Rosário Maltez e Luís Rui Cabral.

Fundadores do Grupo de Évora ~29.06.2018.png

 

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