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O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Jantar da Tertúlia Tauromáquica Eborense (Abril de 2023)

Jantar de abril de 2023-TTE.jpg   

João Queiroz tem defendido a tauromaquia há 45 anos, deixando escritos os seus pensamentos e reflexões na revista mensal “Novo Burladero”. Escritos que são de consulta indispensável em qualquer historial sobre a actividade tauromáquica em Portugal.

Em 3 de Abril de 2023, na Pousada dos Loios e no jantar da Tertúlia Tauromáquica Eborense foi exactamente João Queiroz o convidado de honra, que se fez acompanhar pelos seus colaboradores David Leandro e Luís Esteves – e também o tertuliano Bernardo Patinhas – que  em agradável troca de impressões e esclarecimentos foram explicando como o Novo Burladero chegou às 400 edições da publicação mais antiga da imprensa taurina portuguesa.

Quarenta e cinco anos a escrever regularmente sobre toiros e toureiros é obra!

Mais complicado quando se defende um determinado ideal, um rumo, num ambiente taurino relativamente pequeno, onde todos os intervenientes na Festa Brava se conhecem e, por vezes, não é aceite a crítica.

Mas João Queiroz tem ultrapassado isso tudo com determinação, vontade e…muita afición.

Quarenta e cinco anos a publicar o seu – e nosso – “Novo Burladero” merece uma homenagem muito maior do que este simples jantar. Porém as homenagens a figuras taurinas têm sido feitas pela Tertúlia Tauromáquica Eborense em jantares mensais. Assim sendo, João Queiroz fica já convidado para quando a revista fizer 50 anos. Já não falta muito. Apesar de ainda não terem nascido os toiros que serão lidados em 2028 e nesse ano ter direito não só ao jantar mas também uma corrida em sua honra em Évora. Ganadero já temos e os cavaleiros e forcados terão que ser de primeiríssima ordem.

 

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Abril de 2023

- - -

Na foto: Luís Esteves, João Queiroz, Nico Mexia de Almeida (cuidador da Tertúlia) e David Leandro.

 

Cervejas a mais

Burlader Maio 2022.jpg                                                                                                                                                                                       

Na revista Novo Burladero de Maio de 2022, no sábio editorial de João Queroz, há a seguinte referência: “malta jovem que entra e sai da praça constantemente para se ir abastecer de imperiais e molha todos à passagem”.

É verdade e nisso começa a haver alguma aproximação entre os públicos dos futebóis e das touradas. Há alguns anos o público dos toiros era mais comedido, outra compostura. Mais saber estar…

Parece haver uma modificação de comportamentos para pior. O que é pena.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

“Novo Burladero”

N.Burladero-Julho2021.jpg

Apesar desta crise provocada pelo Covid 19, o vírus chinês, que tem incomodado o mundo e causado enormes prejuízos nas economias de todos os países e naturalmente também em Portugal, onde todo o sector tauromáquico ficou gravemente prejudicado, a revista “Novo Burladero” continua a ser publicada e, nesta edição nº. 380, com o aliciante de um historial sobre a Praça de Toiros de Alcochete.

Interessante a pesquisa sobre a praça de toiros da terra onde se realizam, em Agosto, as famosas Festas do Barrete Verde e das Salinas.

Como escreveu e bem João Queiroz, no Burladero do Director, “é um extenso historial sobre a centenária praça de toiros de Alcochete”.

Um trabalho de pesquisa muitíssimo interessante e bem documentado com fotos de cartazes antigos, que certamente será uma delícia de leitura para os aficionados.

Mas outros motivos de interesse tem esta revista deste mês de Julho, como os excelentes escritos de Bernardo Patinhas, Luís Valença, Pedro Guerreiro, Alberto Franco, Catarina Bexiga, António José Zuzarte, os sempre interessantes “picotazos” de Luís Toucinho e naturalmente as diversas crónicas do director João Queiroz.

Fotos boas e muitas. Não pode ser publicada uma revista de toiros sem a colaboração dos fotógrafos e esta com as assinaturas de Miguel Calçada, Pedro Batalha, Miguel Matias e Fernando Henriques.

Mais uma revista “Novo Burladero” para ler e guardar.

 

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Uma revista taurina

Emblema da Tertúlia Tauromáquica Eborense.png

 

No jantar da Tertúlia Tauromáquica Eborense que se realizou na Pousada dos Loios em 7 de Maio de 2018 esteve presente João Queiroz como convidado de honra e que se fez acompanhar pelo seu colaborador David Leandro

Quando se completam 40 anos sobre o aparecimento da revista Novo Burladero, foi um motivo de satisfação a Tertúlia ter à sua mesa o Director desta conceituada revista taurina.

Nunca em Portugal uma revista exclusivamente taurina teve esta longevidade e tal só acontece devido à enorme aficion, persistência e abnegação de João Queiroz que ao longo destas quatro décadas soube sempre ultrapassar as dificuldades e manter uma publicação mensal destinada a quem gosta e pretende continuar a gostar da Festa Brava

Fazendo parte da nossa cultura e profundamente enraizada nas tradições populares, esta Festa que é ibérica, tem em Portugal características próprias. Assim, enquanto uma publicação com motivos taurinos e que se edite em Espanha, terá sempre a possibilidade de ser vendida nos países da América de língua castelhana e onde se lidam toiros, como é o caso do México, Venezuela, Perú, Colômbia e Equador, uma revista taurina portuguesa tem uma penetração muito mais ténue e limitada quase exclusivamente ao pequeno território de Portugal.

Tal superioridade geográfica e com a corrida de toiros como que um seu ex-libris, permite a Espanha publicar anualmente vários livros e revistas de temas tauromáquicos, enquanto neste lado da península a literatura taurina é escassa e quase inexistente.

Por isso há que louvar todos os que no Novo Burladero colaboraram nestes 40 anos sob a orientação de João Queiroz.

Por isso foi com grande satisfação que a Tertúlia Tauromáquica Eborense teve à sua mesa este cronista que tem dedicado a sua vida à tauromaquia e que mantem com dignidade há quatro décadas o Novo Burladero.

Para ele as nossas saudações taurinas.

 

TTE com João Queiroz.JPG

Nico Mexia de Almeida, cuidador da Tertúlia Tauromáquica Eborense, com João Queiroz e David Leandro

Os forcados no Novo Burladero

Nuno Salvação Barreto.jpg

 

A revista “Novo Burladero” – a comemorar os seus 40 anos de existência – dedicou a edição deste mês de Março aos forcados.

Uma boa e merecida iniciativa do Director desta revista taurina – João Queiroz – porque nos últimos anos são os grupos de forcados o suporte das bilheteiras na Festa em Portugal.

E se esta edição já estava programada há muito tempo sobre este tema, o que não se esperava há uns meses é que na capa da revista aparecessem as fotos de duas figuras que à pega dedicaram grande parte das suas vidas: João Nunes Patinhas e António Manuel Cardoso, antigos cabos de grupos de forcados e que faleceram no mesmo dia: 1 de Fevereiro de 2018. Assim e muito naturalmente algumas páginas da revista são em sua memória.

Também os habituais e interessantes artigos de opinião do Director “Uma frase para meditar” – a de Néstor García; de David Leandro “A Temporada” – que tendo em conta a música e as voltas à arena, há sempre um, dois ou três triunfos em cada corrida; de Martim Avillez Figueiredo – que propõe apenas que se entenda que a liberdade da comoção não pode ser proibida; de Bernardo Patinhas – apresentando o quase amaricado toiro “Ferdinando” que se tivesse a sorte de investir em vez de vir com uma mensagem muito pouco sublimar, olharia pelo canto do olho para ver se via pendurado no Palco Presidencial o lenço laranja e a possibilidade de regressar ao campo e às vacas; de Luís Valença – o “Menino” vendido e comprado anualmente, por seis vezes, pelo mesmo vendedor e comprador e habitante solitário num Palacete do Campo Grande; de Catarina Bexiga – o silêncio do inverno e o não aproveitamento para se encontrarem soluções precisas para Festa em Portugal e em Espanha; de António José Zuzarte – Uma Senhora das Candeias mais negra com as notícias do falecimento, no mesmo dia, de dois amigos; de José Cáceres – a progressiva selecção do toiro de lide que tem proporcionado a evolução do forcado e a pega cada vez mais técnica; de Jorge Faria – as recordações dos forcados e pegas que lhe ficaram de memória. Também, entre outras notícias, os oportunos Picotazos de Luís Toucinho.

Enfim, uma revista com muito para ler… que não esqueceu também de Hélder Antoño, uma memória de Alcochete. Que não esqueceu essa lenda da forcadagem de Santarém, esse enorme cernelheiro e cabo de forcados inesquecível, que foi Ricardo Rhodes Sérgio.

Ricardo Rhodes Sérgio, também recordado – numa antiga entrevista – por Nuno Salvação Barreto, que demonstrou enorme elevação ao se referir com apreço ao cabo do Grupo de Santarém. Grupo que, nesses tempos, não repartia a arena com o Grupo de Lisboa.

Parabéns a João Queiroz por esta revista tão bem concebida.

Um reparo:

Nuno Salvação Barreto nunca poderia ter “subjugado” mais de 500 toiros. Nem ele nem ninguém!

O Grupo de Forcados Amadores de Lisboa teve a sua fundação em 1944. Nuno Salvação Barreto tentou fazer a última das suas pegas de caras em Julho de 1964, na corrida onde actuou também o matador de toiros espanhol El Cordobés. De 1944 a 1964 passaram 20 anos. Para Nuno Salvação Barreto ter tido a possibilidade de pegar 500 toiros teria que o seu Grupo ter actuado em 25 corridas por ano e nesse período o cabo ter pegado em todas as corridas. É uma questão de matemática…

Novo Burladero.Março2018.jpg

 

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