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O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Camarada contra camaradas

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Quem chamou a Manuel Alegre, a Miguel Sousa Tavares e a alguns parlamentares de “forcados da política” por defenderem a Tauromaquia e não concordarem com a senhora Graça Fonseca na questão do IVA, foi Alfredo Barroso num artigo de opinião intitulado “Viagem ao fundo da liberdade de tourear” inserido no “jornal i” de 19 de Novembro de 2018.

O articulista, demonstrando que não entende nada de corridas de toiros resolveu opinar, atirando para todos os lados, caluniando quem não pensa como ele, escrevinhando que “o touro é torturado até sangrar retirando-lhe a energia bastante para que os forcados o peguem de caras sem grande perigo”.

Com um chorrilho de asneiras deste tipo, Alfredo Barroso resolveu também ultrapassar a fronteira e adiantar as suas ideias sobre a corrida ao uso de Espanha argumentando que lá abrevia-se o sofrimento na arena e “se o bicho não morre logo, espetam-lhe um punhal na cabeça e é um descanso”.

Que triste quando as pessoas resolvem debitar opiniões sobre assuntos que desconhecem.

Provavelmente descontente e angustiado com as opiniões daqueles que sendo socialistas não concordam com as concepções anti-taurinas do senhor António Costa e da senhora Graça, Alfredo Barroso esbraceja no final do artigo com requintes de malvadez contra o seu camarada Carlos César.

O que faz escrever alguém contra os seus camaradas de Partido e que se julga politicamente correcto, admitindo na sua reduzida compreensão tauromáquica que “a tourada é um espectáculo bárbaro e cruel, em que o animal indefeso é alvo de tortura contínua para gáudio do público”?

Será que os seus partidários e descontentes com as atitudes da senhora Graça a quem Barroso chama de marialvas, o levam a sério?

 

 

Os anti-touradas

Toiro de lide.png

 

As atitudes relacionadas com a tauromaquia portuguesa fizeram-se notar ultimamente com cartazes anti-touradas em Lisboa; uma proposta do Partido dos Animais reprovada na Assembleia da República; o anúncio de um Autarca do PSD informando que a Praça de Toiros da Póvoa de Varzim fará neste ano de 2018 as duas últimas corridas de toiros tendo sido apresentada essa proposta animalista na Assembleia Municipal que teve os seguintes resultados: os deputados do CDS votaram contra a proposta, assim como três elementos da bancada do PSD, com os votos favoráveis de PS, CDU, BE, PAN e da restante bancada do PSD.

Assim sendo, ficará a cidade da Póvoa de Varzim com a impossibilidade de ver a comemoração dos 70 anos da sua Praça de Toiros que foi inaugurada em 19 de Junho de 1949. Uma maldade da parte do anti-taurino Aires Pereira que é, por enquanto, o Presidente da Câmara Municipal que parece não entender que a tauromaquia faz parte da cultura tradicional portuguesa.

Mas isto a propósito de um excelente artigo intitulado “Mas, por outro lado” assinado por Miguel Sousa Tavares e publicado no jornal Expresso, onde o articulista, que diz não ser aficionado, se interroga sobre a publicidade anti-taurina “Cultura ou tortura?” e a acção do PAN de querer de repente e por decreto terminar com as corridas de toiros em Portugal. Miguel Sousa Tavares termina o artigo abordando o caso da Universidade de Évora ter resolvido decretar o final das tradicionais garraiadas, para estarem na onda do politicamente correcto e assim “poupar a tortura dos garraios”. Estudantes que vêem certamente que “Évora vai crescendo – feia, sem sentido, sem verde, sem respeito algum por si mesma. Porque não se preocupam antes com isso os estudantes de Évora?”

Boa pergunta para estes estudantes tão preocupados com os garraios ou, provavelmente, por não conseguirem estar à frente deles numa brincadeira taurina que a Academia de Évora teve durante tantos e tantos anos. Mas esses são os tais estudantes que estão em Évora de passagem e que não têm nem nunca tiveram qualquer ligação à cidade ou ao Alentejo. Andam lá mas não são da região nem entendem nada dos hábitos dos alentejanos. Alguns até são estrangeiros, nunca viram um toiro perto de si e andam angustiados. Efeitos da tal tentativa de globalização, que não têm em conta as diferenças regionais.

Mas sem os estudantes politicamente correctos e antitaurinos assumidos, a garraiada realizou-se, sem eles naturalmente, só com os que entendem que esse festejo faz parte das festas académicas.

 

 

 

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Miguel Sousa Tavares 

 

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