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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Mais abonos em Las Ventas

Emilio de Justo-Madrid 30.09.2018.png

Os aficionados que podem e querem compraram os abonos para as Feiras em Madrid com 20% de desconto.

Segundo a imprensa da especialidade espanhola na Praça de Las Ventas foram vendidos nesta Feira de Outono mais 500 abonos do que na última Feira de Santo Isidro.

Muito bom. Sinal que há mais aficion? Sinal que há mais poder de compra? Sinal que o público se agradou da composição dos cartazes?

Claro que tudo é relativo e é mais fácil comprar abono para 5 espectáculos na Feira de Outono do que para 33 da Feira de Santo Isidro.

No entanto, há que realçar o facto de mais espectadores presentes e que compraram as entradas por abono. Isso é bom.

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Na foto Emilio de Justo na demonstração de como se matam toiros, o que lhe valeu a saída pela Porta Grande de Las Ventas em 30 de Setembro de 2018. Data que o matador nunca mais irá esquecer.

 

Sem Polícia

Canal Toros.png

 

O espanhol “Canal Toros” nesta temporada de 2018 tem vindo a transmitir corridas das principais Praças de Toiros de Espanha e França e esta última de Madrid – da Feira de Outono – onde foram lidados toiros de Victoriano del Rio, Cortés e de Conde de Mayalde, teve alguns motivos de interesse, com destaque para a confirmação da alternativa do sevilhano Pablo Aguado, toureiro clássico mas que tem tido poucas corridas e esta orelha que recebeu após a lide do sexto toiro talvez lhe abra outros contratos.

Que bem esteve Alejandro Talavante no seu primeiro, toiro que não era fácil e que o matador lidou com mestria.

Angustia quando Saúl Jiménez Fortes entrou a matar o quinto – um sobrero da ganadaria do Conde de Mayalde - e foi colhido, seguindo para a enfermaria e depois para o hospital.

Mas a curiosidade sobre a transmissão em directo desta corrida foi ter sido referido que o comando da Polícia de Madrid não destacou nenhum contingente para a Praça de Las Ventas, não obstante estarem mais de 20 mil espectadores a assistir.

Muito interessante se ter considerado que o público dos toiros sabe estar e não tem comparação com o de outros eventos, onde os espectadores têm que ser revistados e ficam sob observação atenta de enormes estruturas policiais, antes, durante e no final de cada espectáculo.

Aos toiros assistem espectadores atentos, que fazem silêncio nos momentos de maior emoção, que entram e saem da Praça ordeiramente.

Num mundo actual de terrores, agressões, insultos e tragédias, destacam-se os espectadores tauromáquicos que, não obstante serem aos milhares, não criam conflitos e esses problemas só acontecem quando os animalistas anti-taurinos se aproximam dos locais onde nunca deveriam estar.

Ora aqui está um assunto que os políticos portugueses menos atentos á nossa cultura e tradições populares ainda não tiveram tempo de reflectir.

Assim, por exemplo, no caso da Praça de Toiros do Campo Pequeno a Polícia só faz falta para tomar conta dos animalistas que, como se sabe, se portam muito mal.

Madrid 28.09.2018.png

Praça de Las Ventas em Madrid, com mais de 20.000 espectadores e sem Polícia

 

Madrid – 30 de Maio de 2018

Sebastiám Castella.30.05.208-colhida em Madrid.pn

 

Numa corrida interessante – a de 30.Maio.2018 em Madrid – ficou a recordação da arte e a mestria de Enrique Ponce frente a dois mansos de ganadarias diferentes; a facilidade de bandarilhar e boas maneiras do prometedor Jesús Colombo; a valentia, determinação, raça e saber numa emotiva actuação de Sebastián Castella depois de aparatosa colhida, com estocada perfeita e com o reconhecido direito à Porta Grande de Las Ventas.

Praça que esta tarde teve a indicação de “no hay billetes” para desgosto dos animalistas, anti-taurinos e demais angustiados.

Lidaram-se quatro toiros de Garcigrande (1º. 4º, 5º e 6º), um de Domingo Hernández (3º) e o sobrero de Valdefresno (2º).

Sebastián Castella-30.05.2018.png

 

Oportunidade em dívida

 

Madrid 27.05.2018~Toros de Dolores Aguirre.png

Quem nunca tivesse visto uma corrida em Espanha e se pela primeira vez entrasse ontem em Las Ventas ficaria com uma medonha ideia do que é tourear.

A três jovens matadores de toiros que têm tido poucas oportunidades em “praças de primeira” a empresa de Simón Casas largou na arena de Las Ventas os seis “dolorosos” de Aguirre, uma ganadaria muito ao gosto de quem aprecia os filmes de terror da antiga Roma com Nero a mandar os prisioneiros a enfrentar feras.

Depois de um minuto de silêncio em memória do antigo matador Marcos de Celis, sairam à Praça seis reses com o peso total de 3.646 Kg. os mansos e agressivos toiros dos herdeiros de Dolores Aguirre Ybarra – que ficou conhecida como “la doña de ferro del campo bravo” – com forte procedência e muito sangue da antiga ganadaria de Atanasio Fernandez.

A empresa de Madrid fica, se tiver consciência, a dever a estes três toureiros, que ontem conseguiram sair vivos e por seu pé de Las Ventas, uma outra oportunidade. Uma oportunidade diferente, mas com toiros de lide, com toiros que se deixem lidar. Assim queira Simón Casas pagar esta dívida de honra a estes valentes toureiros.

Este tipo de toiros não servem para toureio. Não servem para as figuras e muito menos para jovens com muito menos experiência. Penso que não servem para os aficionados em geral e nem para aqueles que se juntam em determinado sector da Praça para protestar e que assobiam a tudo e a todos e parece que estão sempre zangados.

Assim e para terem uma oportunidade em Madrid, com mais de 15.000 espectadores a assistir, prestaram-se a enfrentar os seis mansos – grandes e cornalões, que nunca galoparam, que não tiveram investidas francas e que só acometeram a escabecear com arreões destinados a acabar com a carreira de qualquer toureiro – os jovens Rubén Pinar, José Carlos Venegas e Gómez del Pilar que os mataram com estocadas de decisão.

Eles e as quadrilhas numa luta que não se pode chamar de toureio, em 27 de Maio de 2018 e onde, um toureiro de prata, David Adalid, ao quinto da ordem, bandarilhou com mestria e arte, num dos poucos apontamentos taurinos da tarde.

Olé David Adalid!

 

David Adalid-bandarilheiro.jpg

Bandarilheiro David Adalid 

 

Brinde ao rei

Juan Carlos I.jpg

 

Hoje em Las Ventas houve vivas ao rei Juan Carlos I após um dos brindes dos matadores.

Como é natural José María Manzanares, Cayetano e o peruano Joaquín Galdós brindaram o rei emérito.

Porém na tarde do dia de Santo Isidro só Curro Díaz é que brindou o rei emérito. Nem Paco Ureña nem López Simón tiveram esse gesto de simpatia com o ex-Chefe de Estado.

Fizeram mal, porque Juan Carlos I tem sido um grande defensor da tauromaquia.

 

Fotógrafos fora de sítio

Em Sevilha.jpg

O início do espectáculo tauromáquico começa com a abertura das portas do pátio das quadrilhas e o desfile dos intervenientes ao som de música que em Portugal tem o nome de “cortesias” e em Espanha “paseíllo”. Sendo diferentes, têm a mesma finalidade que é a apresentação ao público dos artistas que irão actuar, sendo de grande agrado popular pelas cores e brilho dos trajes.

A foto é do início do “paseíllo” da tarde do dia 5 de Maio de 2017 na Praça de Sevilha e tal como em muitas corridas em Espanha estão diversos fotógrafos taurinos querendo registar imagens dos toureiros num corrupio desordenado que, visto das bancadas, desfeia um aspecto do espectáculo que não deve perder a dignidade.

Não havendo dúvida sobre a inestimável valia dos registos fotográficos nem da sua continuação, porém, com o avanço da tecnologia que se tem verificado em todo o material utilizado para fotografar, hoje não há a necessidade da presença dos fotógrafos naquele local da arena e em frente dos toureiros.

Um hábito feio e que deslustra uma imagem que poderia ser bonita e que hoje não tem razão de ser.

Continuariam a aparecer as fotos porque há material suficiente e capaz para isso e muito mais.

É  de Simon Casas, empresário da Praça de Toiros de Las Ventas, a frase lapidar:

«La ecuación para velar por la tauromaquia es adaptarse a la modernidad respetando la esencia y lo ancestral: lo que no evoluciona desaparece».

 

María Bollaín - uma aficionada

Aficionada María Bollaín.jpg

“La tauromaquia es una sínteses de las bellas artes (…) Además, creo que es un arte efímero; después, en la televisión, no es lo mismo: notas que el torero há echado un pasito atrás o que le han tocado la muleta.”

María Bollaín

Aficionada e conferencista taurina

 

 

María Bollaín em mais de 70 anos assistiu às corridas na Praça de Las Ventas, na primeira fila do sector 8, entre o sol e a sombra.

Desde sempre aficionada. Quando muito nova, com 12 anos e num colégio de freiras, lhe pediram uma redação, escreveu sobre Juan Belmonte.

 

Gravura de Rafael Sánchez de Icaza.jpg

 

 

1982 – Plaza de Toros de Las Ventas del Espíritu Santo

Victorino Martín.jpg

O ano de 1982 foi muito importante para a ganadaria de Victorino Martín.

 

-- Em 1 de Junho, na Praça de Madrid realizou-se uma excelente corrida, que mais tarde foi considerada “A Corrida do Século”.

Saíram em ombros pela Porta Grande: Francisco Ruíz Miguel, Luís Francisco Esplá e José Luís Palomar e também o ganadero Victorino Martín.

Para Luís Francisco Esplá o triunfo ainda foi maior, porque foi-lhe atribuído o troféu “Andanada” por ter colocado o melhor par de bandarilhas da Feira de Santo Isidro desse ano.

 

-- Em 19 de Julho, também em Las Ventas, na tradicional Corrida da Imprensa – Concurso de Ganadarias – foram lidados toiros de Eduardo Miura, Hernandez Plá, Victorino Martín, Salvador Guardiola, Fermín Bohórquez e Celestino Cuadri.

“Belador” lidado pelo matador José Ortega Cano foi, até hoje, o único toiro indultado em Madrid e regressou ao campo tendo ficado como semental da ganadaria de Victotino Martín durante 8 anos.

 

 

Na foto, o ganadero Victorino Martín Andrés

 

 

Respeito pela cultura

fotonoticia_20160602090701_980.jpg

A Espanha respeitando a sua cultura e tradição secular.

Rei Juan Carlos e Infanta Elena na Praça de Las Ventas apoiando a tauromaquia durante a corrida de toiros de beneficência que se realizou em 1 de Junho de 2016.

Praça cheia, com 23.500 pessoas assistindo ao espectáculo e que aplaudiram com forte ovação o Rei quando entrou no camarote de honra.

Belas actuações dos matadores de toiros Sebastián Castella, José María Manzanares e Alberto López Simón.

Las Ventas.png

 

 

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