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O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Santarém e a Praça Maior

Corrida da CAP - Santarém- 16.06.2017.png

Na 3ª. corrida de toiros que se realizou este ano na Monumental de Santarém ficou comprovado que houve bom senso da Santa Casa da Misericórdia ao não ter colocado a concurso a gestão da Praça para esta época e ter aproveitado o generoso contributo da Associação Praça Maior para resolver – melhor do que qualquer empresário – a situação caótica em que se encontrava a Celestino Graça em 2018.

Certamente que os milhares de espectadores que viram a corrida saíram ontem da Praça satisfeitos como esta decorreu e os aficionados agradados com os toiros de Veiga Teixeira, o desempenho dos jovens cavaleiros João Moura Jr, João Ribeiro Telles II e Francisco Palha e o valioso e desinteressado desempenho dos Forcados Amadores de Santarém e de Montemor.

Depois das corridas de toiros há sempre um ou outro aspecto que nos fica na memória e que anos depois faremos referência, de um ou outro pormenor, de um ou outro motivo taurino.

Desta Corrida de Toiros da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) fiquei com duas recordações principais que provavelmente não esquecerei. Uma, negativa, quando parte de um sector se manifestou contra o brinde de uma das pegas ao Ministro da Agricultura Luís Capoulas Santos.

Realmente, quando a maioria dos políticos e governantes do país desprezam a tauromaquia e não entendem que esta faz parte da cultura portuguesa, ter estado na Praça de Santarém um Ministro a assistir à Corrida da CAP seria um motivo de satisfação dos aficionados, que deveriam apoiar e aplaudir que lhe fosse brindada a lide ou a pega de um toiro. Teve essa elevada atitude o Grupo de Forcados Amadores de Santarém, através de Francisco Graciosa. Brinde que foi vaiado por um sector do público num protesto desnecessário.

A recordação positiva relaciona-se com as duas extraordinárias tentativas do forcado Francisco Borges no último e poderoso toiro da corrida, difícil de ajudar, numa magnífica pega de caras e onde foi determinante o desempenho atempado do rabejador Francisco Godinho. Que bem que está este rabejador!

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Grupo de Montemor-Pega Francisco Borges-16.06.2019

 

  Pega de Francisco Borges - Grupo de Montemor

 

 

Praça Maior num jantar de aficionados em Évora

Praça Maior-Santarém.png

Como é habitual na primeira segunda-feira de cada mês os elementos da Tertúlia Tauromáquica Eborense reúnem-se num jantar na Pousada dos Loios e neste mês de Junho de 2019 os convidados de honra foram os elementos que constituem a “Praça Maior” a Associação de se dispôs gerir a Praça de Toiros Monumental de Santarém que tem estado em degradação continuada desde os tempos áureos de Celestino Graça. Degradação física das estruturas da Praça, praticamente sem beneficiação desde o 25 de Abril de 1974 e ultimamente com deficit de gestão empresarial a ponto de em 2018 não se terem efectuado espectáculos tauromáquicos.

Neste jantar a “Praça Maior” esteve representada por Diogo Sepúlveda, Diogo Palha, João Torres e João Cabaço que explicaram o que a Associação já fez e o que tenciona fazer para Santarém voltar a ter em funcionamento a maior Praça de Toiros do país.

A atitude desta Associação sem fins lucrativos e constituída por antigos elementos do Grupo de Forcados Amadores de Santarém irá permitir à Santa Casa da Misericórdia retomar uma Praça de Toiros com a dignidade que a capital do Ribatejo merece.

Não há palavras suficientes de louvor ao trabalho destes aficionados.

Neste jantar o Cuidador da Tertúlia, Nico Mexia de Almeida, teve também a feliz ideia de convidar Pedro Horta Osório, aficionado de “primeira água”, que muito honrou a Tertúlia Tauromáquica Eborense com a sua simpática presença.

Mais um agradável jantar que fica na memória dos aficionados que estiveram presentes.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

TTE com Praça Maior 3.06.2019.jpg

 

 

Época Zero em Santarém

Praça de Santarém.png

A Praça Monumental de Santarém – a maior do país – não deu até este momento nenhuma corrida de toiros nesta época de 2018 e poderá acontecer que no seu historial seja registado zero espectáculos taurinos até ao final do ano, o que seria um caso inédito na capital do Ribatejo.

Claro que os tempos são outros, mas há quem se recorde de muitas corridas com o cunho taurino de Celestino Graça, esse enorme aficionado que foi um dos impulsionadores da construção da Monumental em 1964 e que se manteve no auxílio à Santa Casa da Misericórdia como responsável taurino durante vários anos e sem os benefícios financeiros de qualquer empresário. Outros tempos certamente, mas que deixaram a marca de duas corridas realizadas no mesmo dia em Santarém e na mesma Praça como aconteceu em 23 de Setembro de 1972 e em 9 de Junho de 1973, com corridas à tarde e à noite e enormes enchentes como a da despedida do cabo do Grupo de Santarém – Ricardo Rhodes Sérgio – em 1 de Junho de 1969 e o célebre espectáculo de 4 de Junho de 1972 numa corrida abrilhantada com 20 bandas de música. São só alguns exemplos dos muitos que poderiam ser mencionados.

Para Santarém há que ter imaginação na composição dos cartazes e aproveitar as datas da Feira do Ribatejo em Junho e da Piedade em Outubro.

Li há pouco tempo uma “carta aberta”, escrita pela Senhora D. Maria da Conceição Abreu Alpoim Cabral, à Santa Casa Misericórdia de Santarém e que foi publicada no jornal Correio do Ribatejo em 6 de deste corrente mês de Julho, lamentando a falta de iniciativa taurina neste ano. Concordando com o conteúdo da carta, desejo realçar o seu final:

“Compete, portanto, à Santa Casa da Misericórdia de Santarém, a quem foi deixado este legado de zelar pela praça de toiros, não permitir que situações destas se repitam. Os antepassados que tanto fizeram pela Festa Brava merecem respeito e a Santa Casa tem uma dívida para com eles e para com a cidade promovendo o espectáculo tauromáquico”.

Nem mais!

 

 

Corpus Christi

Praça de Santarém.jpg

 

Evento católico que se realiza na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade e conhecido em Portugal como Dia do Corpo de Deus.

Aproveitando o feriado, este dia tem sido assinalado com inúmeras corridas de toiros na Península Ibérica ao longo dos anos.

Também no historial taurino de Santarém se pode verificar que desde o começo do século XX se realizaram touradas nesse dia santo e há registos nos jornais de curiosas notícias relacionadas com os festejos executados nas Praças de Toiros de Santarém, como por exemplo a de 21 de Maio de 1910 onde se relata que um dos toiros saltou as duas trincheiras e no sector do sol investiu no público, depois voltou para a arena e novamente saltou para as bancadas, desta vez da sombra, tendo colhido o espectador Alfredo Senna Azevedo que era o Administrador da Casa Cadaval “que ficou muito danificado”.

Ultimamente o feriado do Dia do Corpo de Deus não tem sido aproveitado pelas Empresas para a realização de corridas na Praça Monumental de Santarém – propriedade da Santa Casa da Misericórdia – e tal bem poderia ter sido neste ano de 2017 porque coincidiu no período da Feira Nacional de Agricultura, Feira que alguns ainda a querem chamar “do Ribatejo” não obstante os organizadores do Ribatejo estarem esquecidos.

Livro Praças de Toiros de Santarém.png

 

Praças de Toiros de Santarém

 

 

Livro Praças de Toiros de Samtarém.png

(…) Se por absurdo fosse retirado aos portugueses, o espectáculo de toiros, acabaria uma festa popular, uma tradição, uma cultura. Quando a Festa portuguesa terminar, termina o forcado e terminará a masculinidade que tem sido timbre destes homens de Portugal que à “unha” pegam toiros.

in “Praças de Toiros de Santarém – Actuações dos Grupos de Forcados no Séc. XX”

 

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