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O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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O mínimo

Borlader-Jul.2020.jpg

Nestes tempos do vírus chinês, que de repente veio afectar a saúde e a economia dos povos, os toiros vão pastando nos campos como se nada de anormal acontecesse e, no entanto, serão os “ganaderos” provavelmente os mais afectados pela crise que paira sobre a tauromaquia e que vêem os seus produtos em direcção aos matadouros sem a passagem pelas arenas.

Este não é nem será o pior momento da história da tauromaquia e do campo bravo que na península ibérica e no sul de França já ultrapassou períodos de guerras civis e mundiais e também outra pandemia há exactamente 100 anos, a tal pneumónica devastadora e de tão má memória.

Toda a fileira do toiro está a ser afectada e naturalmente a imprensa taurina que já teve uma importante baixa com o encerramento de uma revista espanhola que se publicou com regularidade nos últimos 29 anos: “6 TOROS 6”.

Em Portugal a revista “Novo Burladero” teve também que suspender a publicação durante quatro meses e agora reapareceu com a promessa de que, durante algum tempo, será bimestral, um esforço empresarial de âmbito taurino que terá que ter a compreensão dos aficionados.

Sim. cabe aos aficionados a resposta de não deixar cair este baluarte da nossa Festa, se e só se, comprarem a revista neste mês de Julho e também em Setembro e Novembro, com a natural esperança que o “Novo Burladero” volte a ter a periodicidade mensal a partir de Janeiro de 2021.

É o mínimo que os aficionados podem demonstrar neste ano de 2020.

O seu director João Queiroz e a chefe de redacção Catarina Bexiga bem o merecem.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

 

Uma revista taurina – Novo Burladero

Burladero - Agosto 2019.jpg

Em Portugal e presentemente só é existe uma revista taurina mensal e com regularidade há muitos anos e tal só é possível graças há persistência de um aficionado de “primeira água” que se chama João Queiroz.

Destaco algumas frases da revista nº. 365, de Agosto de 2019:

“A nossa Festa é, cada vez mais, uma festinha de famílias, amigos e…conveniências.” – João Queiroz – Burladero do Director

“O touro bravo não é, necessariamente, sinónimo de touro bom. Por vezes estão situados nos antípodas. Depende do prisma por onde se olha.” – David Leandro – Tertúlia “NB”

“A epifania de Tomás revelou-se à cidade de Granada e ao mundo, a todo o universo, Urbi et Orbi.” – Bernardo Patinhas – Crónicas do Burladero

“ A realidade de Santarém demonstrou que a maioria dos nossos empresários não são competentes.” – Luís Toucinho – Os picotazos de…

“ Por fim, saiu um toiro que investiu no toureio a pé, notando-se a alegria do público com tal facto. Pena que o toureiro não tivesse executado o toureio que as nobres e codiciosas investidas do toiro pediam.” – José Paulo Lima – Angra do Heroísmo

“É famoso no mundo das artes. Pintor e desenhador que tem obra vasta e meritória em temas ligados ao campo. Os toiros e principalmente os cavalos Lusitanos, preenchem a maioria dos seus óleos, aguarelas e desenhos magníficos. O seu nome é bem conhecido, é José Serrão de Faria.” – António José Zuzarte – Recordações a Preto e Branco

“O cabo João Pedro Oliveira apenas concretizou à quinta” – Catarina Bexiga – Évora

E é sobre esta crónica da corrida de São Pedro de 2019 em Évora, onde Catarina Bexiga descreve com cuidado e bem as actuações dos cavaleiros João Moura Jr., Francisco Palha e António Prates e a boa presença dos toiros enviados pelo ganadero Joaquim Grave, que poderia ter ser acrescentado, no que diz respeito à pega no 5º. toiro – um “cinqueño” com 635 Kg. – que o cabo reservou para si não obstante ser o toiro mais poderoso e que aparentava ter maiores problemas para a pega de caras e que tendo sido pegado “apenas à quinta tentativa”, João Pedro Nunes Oliveira deu volta à arena e teve uma chamada especial ao centro e escutado “apenas” a maior ovação da corrida. Isto quando o seu Grupo de Évora aceitou uma “encerrona” de 6 Graves 6, quando uma grande parte dos Grupos pegam só dois toiros por corrida. Só essa “encerrona” merecia uma chamada de atenção especial na respectiva crónica. Porque quando um Grupo de Forcados Amadores se dispõe a pegar 6 ou mais toiros numa só corrida deve ter o respeito e menção especial por parte da comunicação taurina.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Guga Oliveira-29.Jun.2019.png

 

 

Lá estão eles no Parlamento Europeu

Novo Burladero-Jul.2019.jpg

“A Europa política, nas passadas eleições para o Parlamento Europeu, deu nova viragem, uma viragem para ideologia ambientalista (…) Portugal elegeu pela primeira vez um deputado do Partido Animais e Natureza, PAN, e com isso confere representatividade deste partido que pouco tem de ambientalista e muito tem de sectarista, radical e fundamentalista, preconiza mentiras que, como diz o povo, repetidas tantas vezes podem até tornar-se verdades.

Este deputado vai juntar-se á família ambientalista, que por mero desconhecimento e ignorância voluntária, insiste em condenar, extinguir e aniquilar, sem sequer pesar as suas consequências. Não me refiro exclusivamente à Tauromaquia, mas também à Caça, sobretudo estas duas actividades e tudo o que as mesmas significam, do ponto de vista económico, histórico cultural e, imagine-se! ambientalista.”

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Este extracto de um excelente artigo de Bernardo Salgueiro Patinhas inserido na revista “Novo Burladero” de Julho de 2019 aborda o caso de um Partido Político que tem assento na Assembleia da República e no Parlamento Europeu e que pretende denegrir sistematicamente parte da cultura portuguesa.

O mundo vê nos ambientalistas uma esperança e oportunidade de correcção dos distúrbios causados pelo homem no planeta, mas a obstinação do PAN situa-se na destruição da tourada e da caça enquanto passeia o cão nos meios urbanos, conspurcando as vias públicas e num desconhecimento completo da ruralidade e com um discurso incendiário contra toureiros, ganaderos e caçadores.

Bem esteve Bernardo Salgueiro Patinhas neste seu artigo intitulado “O vento não se toureia”. Artigo para se ler, reler e guardar.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Bernardo Salgueiro Patinhas.png

Bernardo Salgueiro Patinhas

 

 

Uma revista taurina

Emblema da Tertúlia Tauromáquica Eborense.png

 

No jantar da Tertúlia Tauromáquica Eborense que se realizou na Pousada dos Loios em 7 de Maio de 2018 esteve presente João Queiroz como convidado de honra e que se fez acompanhar pelo seu colaborador David Leandro

Quando se completam 40 anos sobre o aparecimento da revista Novo Burladero, foi um motivo de satisfação a Tertúlia ter à sua mesa o Director desta conceituada revista taurina.

Nunca em Portugal uma revista exclusivamente taurina teve esta longevidade e tal só acontece devido à enorme aficion, persistência e abnegação de João Queiroz que ao longo destas quatro décadas soube sempre ultrapassar as dificuldades e manter uma publicação mensal destinada a quem gosta e pretende continuar a gostar da Festa Brava

Fazendo parte da nossa cultura e profundamente enraizada nas tradições populares, esta Festa que é ibérica, tem em Portugal características próprias. Assim, enquanto uma publicação com motivos taurinos e que se edite em Espanha, terá sempre a possibilidade de ser vendida nos países da América de língua castelhana e onde se lidam toiros, como é o caso do México, Venezuela, Perú, Colômbia e Equador, uma revista taurina portuguesa tem uma penetração muito mais ténue e limitada quase exclusivamente ao pequeno território de Portugal.

Tal superioridade geográfica e com a corrida de toiros como que um seu ex-libris, permite a Espanha publicar anualmente vários livros e revistas de temas tauromáquicos, enquanto neste lado da península a literatura taurina é escassa e quase inexistente.

Por isso há que louvar todos os que no Novo Burladero colaboraram nestes 40 anos sob a orientação de João Queiroz.

Por isso foi com grande satisfação que a Tertúlia Tauromáquica Eborense teve à sua mesa este cronista que tem dedicado a sua vida à tauromaquia e que mantem com dignidade há quatro décadas o Novo Burladero.

Para ele as nossas saudações taurinas.

 

TTE com João Queiroz.JPG

Nico Mexia de Almeida, cuidador da Tertúlia Tauromáquica Eborense, com João Queiroz e David Leandro

Os forcados no Novo Burladero

Nuno Salvação Barreto.jpg

 

A revista “Novo Burladero” – a comemorar os seus 40 anos de existência – dedicou a edição deste mês de Março aos forcados.

Uma boa e merecida iniciativa do Director desta revista taurina – João Queiroz – porque nos últimos anos são os grupos de forcados o suporte das bilheteiras na Festa em Portugal.

E se esta edição já estava programada há muito tempo sobre este tema, o que não se esperava há uns meses é que na capa da revista aparecessem as fotos de duas figuras que à pega dedicaram grande parte das suas vidas: João Nunes Patinhas e António Manuel Cardoso, antigos cabos de grupos de forcados e que faleceram no mesmo dia: 1 de Fevereiro de 2018. Assim e muito naturalmente algumas páginas da revista são em sua memória.

Também os habituais e interessantes artigos de opinião do Director “Uma frase para meditar” – a de Néstor García; de David Leandro “A Temporada” – que tendo em conta a música e as voltas à arena, há sempre um, dois ou três triunfos em cada corrida; de Martim Avillez Figueiredo – que propõe apenas que se entenda que a liberdade da comoção não pode ser proibida; de Bernardo Patinhas – apresentando o quase amaricado toiro “Ferdinando” que se tivesse a sorte de investir em vez de vir com uma mensagem muito pouco sublimar, olharia pelo canto do olho para ver se via pendurado no Palco Presidencial o lenço laranja e a possibilidade de regressar ao campo e às vacas; de Luís Valença – o “Menino” vendido e comprado anualmente, por seis vezes, pelo mesmo vendedor e comprador e habitante solitário num Palacete do Campo Grande; de Catarina Bexiga – o silêncio do inverno e o não aproveitamento para se encontrarem soluções precisas para Festa em Portugal e em Espanha; de António José Zuzarte – Uma Senhora das Candeias mais negra com as notícias do falecimento, no mesmo dia, de dois amigos; de José Cáceres – a progressiva selecção do toiro de lide que tem proporcionado a evolução do forcado e a pega cada vez mais técnica; de Jorge Faria – as recordações dos forcados e pegas que lhe ficaram de memória. Também, entre outras notícias, os oportunos Picotazos de Luís Toucinho.

Enfim, uma revista com muito para ler… que não esqueceu também de Hélder Antoño, uma memória de Alcochete. Que não esqueceu essa lenda da forcadagem de Santarém, esse enorme cernelheiro e cabo de forcados inesquecível, que foi Ricardo Rhodes Sérgio.

Ricardo Rhodes Sérgio, também recordado – numa antiga entrevista – por Nuno Salvação Barreto, que demonstrou enorme elevação ao se referir com apreço ao cabo do Grupo de Santarém. Grupo que, nesses tempos, não repartia a arena com o Grupo de Lisboa.

Parabéns a João Queiroz por esta revista tão bem concebida.

Um reparo:

Nuno Salvação Barreto nunca poderia ter “subjugado” mais de 500 toiros. Nem ele nem ninguém!

O Grupo de Forcados Amadores de Lisboa teve a sua fundação em 1944. Nuno Salvação Barreto tentou fazer a última das suas pegas de caras em Julho de 1964, na corrida onde actuou também o matador de toiros espanhol El Cordobés. De 1944 a 1964 passaram 20 anos. Para Nuno Salvação Barreto ter tido a possibilidade de pegar 500 toiros teria que o seu Grupo ter actuado em 25 corridas por ano e nesse período o cabo ter pegado em todas as corridas. É uma questão de matemática…

Novo Burladero.Março2018.jpg

 

Fotos Antigas

Novo Burlader - Maio 2017.jpg

Leio a revista Novo Burladero com regularidade e respeito muito o trabalho do seu Director – João Queiroz – que a tem mantido ao longo dos anos com grande talento, sabendo escolher os seus colaboradores, quase todos de grande qualidade.

Nesses, nos melhores, está incluído António José Zuzarte, meu grande amigo e colega de curso, que consegue “dar vida” às fotos antigas das suas recordações, como a que foi publicada na revista nº. 338, deste mês de Maio, onde podemos ver uma imagem do jantar do Grupo de Forcados Amadores de Montemor depois da corrida nocturna que se realizou a 4 de Agosto de 1960, com toiros do Dr. António Silva e onde Fernando Castelbranco realizou uma excelente pega de caras.

Nesse ano eu frequentava a Escola de Regentes Agrícolas de Santarém e fui a Vila Franca de Xira para assistir à corrida. Valeu!

Corrida de 8 toiros, tendo sido 4 lidados a cavalo por Manuel Conde e David Ribeiro Telles e 4 toiros lidados a pé por Manuel dos Santos e pelo venezuelano Curro Giron.

António José Zuzarte foi forcado do Grupo de Montemor durante muitos anos e seu cabo num período bem complicado. Tem centenas de fotografias que podem ser publicadas e valorizadas com os seus textos.

Por cá vamos aguardando a continuação das suas “Recordações a Preto e Branco”.

 

 

Parar, Templar e Mandar...

Imagem.jpg

O toureio moderno e carregar a sorte

 

“No plano ético, o enfrentamento de um homem com o touro só se justifica se esse enfrentamento corresponder a um combate leal, em que a exposição do toureiro seja máxima, onde o risco seja máximo, as vantagens do touro sejam inequívocas, para daí partir para a superação e a submissão do seu oponente.”

 

David Leandro

"Toureio moderno e carregar a sorte"

Revista “Novo Burladero” – Abril 2017

 

 

O número de jornais, revistas e livros sobre temas taurinos reflecte o interesse dos aficionados sobre a tauromaquia em cada país.

A revista “Novo Burladero” que tem sido publicada com regularidade mensal ao longo dos anos é um baluarte na defesa da Festa. É importante, muito importante, que os aficionados o reconheçam e que as vendas sejam aumentadas demonstrando um vasto apoio dos aficionados à tauromaquia.

Crónica de Bernardo Patinhas

NB - Set.2016.jpg

A monotonia que se nota em muitas lides no toureio, a cavalo e a pé, pode ser muito interessante para os puristas, para aqueles que o tourear só tem um sentido, para aqueles que não admitem a inovação, para os clássicos fundamentalistas que raramente aplaudem as lides e que têm um conceito de toureio muito compartimentado.

Mas a Festa só continuará se as praças estiverem cheias. Só assim os empresários poderão pagar aos ganaderos, aos toureiros e aos outros taurinos que permitem a realização do espectáculo.

Gostei da crónica “A Festa vive” de Bernardo Patinhas na revista Novo Burladero deste mês de Setembro, principalmente quando refere à motivação do público, começando com a juventude:

 

“(…) A tauromaquia está mais uma vez a mudar. Devemos então aproveitar este movimento e mostrar aos empresários que queremos coisas novas, queremos romper a monotonia e demonstrar que esta competição funciona como incentivo para os toureiros, quer sejam a pé ou a cavalo, como que uma motivação para quem quer ser alguém nesta difícil escolha de vida. (…) As conclusões a tirar são clarividentes. Primeiro o mal-afamado toureio rejoneo, para uns circo, para outros, exibição equestre, para outros ainda, carrossel…esgota, interessa e leva todos à praças de touros. Haverá então qualquer coisa de errado, ou na cultura taurina ou no próprio toureio.”

 

Recomendo a leitura completa desta Crónica de Burladero. Vale a pena fazer uma reflexão sobre a Festa Brava porque, como diz o Autor, “o Toureio não é português, espanhol ou francês…o Toureio é universal, é linguagem sem vocabulário.”

Também para mim, meu caro Bernardo!

 

 

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