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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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João Aranha e Jaime Ostos

Jaime_Ostos_Carmona.jpg

Em 9 de Outubro de 2014 e pelas 12:52 horas recebi um mail do cronista taurino João Aranha com o seguinte texto:

Caro Amigo

Socorro-me da sua ciência e meios de investigação para completar um trabalho que estou a escrever sobre a Feira da Piedade e não encontrei o que me falta em nenhum dos seus livros. Tudo se passou há anos, muitos anos (tanto como recordo terá sido em 10/11 de Outubro de 1953) quando coincidi, numa viagem muito engraçada, de Sevilha para Badajoz, num velho autocarro com 1ª e 2ª. classe, com o então novilheiro Jaime Ostos (que você sabe muito bem quem foi e quem é). Era ainda uma esperança e não tinha carrinha viajando nos transportes públicos. Vinha com dois jovens bandarilheiros da sua quadrilha para tourear na Feira da Piedade, ainda na Praça Velha e isso aconteceu. O que não me lembro, e isso é importante para o propósito do artigo que estou a escrever, é a composição do cartel dessa corrida e como decorreu. Mas o meu amigo saberá como lá chegar e tem 24 horas para fazer o favor de me passar essa preciosa informação. Remato com um abraço e uma meia-verónica à Ordoñez e antecipadamente agradecido com estima e respeito.

Minha resposta por e-mail no mesmo dia e às 19:36 horas:

Caro João Aranha

Cartaz de 11 de Outubro de 1953: Toiros de Manuel da Silva Vitorino; Cavaleiros Simão da Veiga Jr e Manuel Conde; Novilheiros Joaquim Marques e Jaime Ostos; Forcados Amadores de Santarém comandados por Ricardo Rhodes Sérgio, que realizaram duas pegas de caras Augusto Cabeça Ramos e Luís Rocha e duas pegas de cernelha por César Cunha Rego/Rui Roque Lopes e João Ramos de Figueiredo/António Alcobia.

Um abraço

No artigo de João Aranha no Jornal do Correio da Manhã de 10 de Outubro de 2014 destaco o seguinte:

Naturalmente meti conversa com o ‘vizinho’ de ocasião, que me disse chamar-se Jaime Ostos, ser de Ecija, e viajar para Santarém onde vinha tourear. Lá lhe expliquei que a viagem era longa mas a Feira da Piedade tinha empaque, desejando-lhe sorte. E foi então que, chegados a Los Santos, lá pelas 11 da manhã, para uns ‘churros’ e café com leite, ele e os dois da quadrilha, sacaram dos capotes e entraram numa de toureio de salão em plena ‘carretera’ logo partilhado pelo jovem frade, que até se ajeitava no manejo do percal. Os aplausos estalaram e as caras de espanto das senhoras e do padre jesuita ficaram-me na memória para sempre. 

Nunca me calhou reencontar o Jaime Ostos, que atingiu os píncaros da glória como matador de toiros, para lhe recordar este episódio.”

 

 

Bandarilhar a duas mãos

Luís Rouxinol-Par de bandarilhas.png

Luís Rouxinol

 

Há quem incorrectamente desvalorize a colocação do par de bandarilhas no toureio a cavalo.

A primeira regra na lide à portuguesa é que na reunião o toiro deve chegar ao cavalo ao estribo e haverá mais mérito quanto mais por diante for colocada a montada e depois rematar a sorte envolvendo o toiro com o quarteio.

É um costume de alguns cavaleiros cravarem um par de bandarilhas a duas mãos no final da lide e se tal for executado dando vantagem ao toiro, com o cite de frente e cravando à altura do estribo ou da silha será de grande valor. Se assim for, é um bonito adorno e há que dar mérito a quem o executou porque terá que ter perfeito domínio do cavalo.

Se a cravagem for a silhas passadas ou à garupa a sorte perde o mérito.

Quem se interessar pelo historial da tauromaquia portuguesa gostará de saber que foi João Branco Núncio o primeiro cavaleiro a executar em 1923 em Portugal a sorte de bandarilhar a duas mãos. Sorte que já tinha sido anteriormente divulgada no México por Ponciano Diaz, matador de toiros mas que também toureou a cavalo vestido de “charro”. Porém, consta que o primeiro rejoneador a colocar um par de bandarilhas a duas mãos terá sido o mexicano Ignacio Gadea em 1888.

Imediatamente depois de João Branco Núncio a sorte de bandarilhar a duas mãos foi também vulgarizada por Simão da Veiga Jr., António Luís Lopes e pelo amador Justino de Vilhena. Sorte ultimamente muito divulgada nas actuações de Joaquim Bastinhas e por Luís Rouxinol, sendo este, presentemente, o melhor executante.

 

Ponciano Díaz  

Ponciano Díaz.png

 

 

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