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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

Uma aficionada em Madrid

Isabel Ayuso Madrid.png

Isabel Díaz Ayuso reforçou a posição do “Partido Popular” no executivo regional de Madrid e conseguiu que Pablo Iglesias, do Partido esquerdista “Podemos”, anunciasse que se vai dedicar a outra actividade e deixa a política.

O esquerdista Pablo Iglesias disse durante a campanha eleitoral que retiraria todas as ajudas públicas à tauromaquia e que encerraria o Centro de Assuntos Taurinos de Madrid caso ganhasse estas eleições.

Assim, com Pablo Iglesias, os anti-taurinos perderam. E Iglesias chegou agora à conclusão que “não é uma figura política que possa contribuir para melhorar” e disse também: “Deixo todos os meus cargos, deixo a política.”

Muito diferente a vencedora Isabel Díaz Ayuso, uma respeitadora da cultura espanhola e aficionada tauromáquica.

Assim, com Isabel Ayuso, a tauromaquia ganhou.

É dela a frase: «Defiendo los toros porque son la expresión de la libertad y censuro el intento de prohibirlos»

Em Portugal alguns políticos são exactamente o inverso, como o actual Presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, que num excesso de zelo contra os aficionados tauromáquicos, até mandou retirar os símbolos taurinos nas ruas de Lisboa de indicação rodoviária para o Campo Pequeno.

Pensa ele que assim atrai os votos dos animalistas que são e sempre foram em número inferior aos espectadores taurinos.

Outros socialistas, com outra elevação, que também foram Presidentes da Câmara de Lisboa não tomaram atitudes contra a tauromaquia, como foi o caso de Jorge Sampaio e João Soares que sempre a apoiaram.

Portanto a tauromaquia não é um problema entre a esquerda e a direita eleitoral, porque é transversal aos Partidos Políticos. Em Portugal, com excepção do Bloco de Esquerda e do Partido dos Animais e da Natureza (PAN), há certamente eleitores interessados na tauromaquia em todas as facções políticas, porque esta faz parte da cultura tradicional portuguesa.

                                                                                                                                                  Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

A preocupação do eurodeputado

L.Rouxinol.png

Segundo uma pequena notícia publicada no jornal Correio da Manhã de 12.03.2021. o eurodeputado Francisco Guerreiro, que integra o Grupo Parlamentar dos Verdes / Aliança Livre Europeia, enviou uma carta à Presidência Portuguesa pedindo a erradicação de subsídios europeus às touradas.

Este animalista, que se desvinculou do PAN em 2020, está preocupado com a extinção das touradas quando a economia do país atravessa momentos tão difíceis em consequência do Covid 19.

A realidade dramática do encerramento de centenas de empresas, de um desemprego assustador, da indefinição com esta pandemia que ameaça não nos deixar tão depressa, deveria motivar o senhor deputado a ter verdadeiras preocupações com a recuperação da economia do país e não na destruição de um valor zootécnico tão importante como é a raça brava que é garante do ecossistema e proporciona milhares de postos de trabalho numa actividade que está ligada à cultura tradicional portuguesa.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Faleceu Alfredo Guaparrão

Alfredo Guaparrão.png

Joaquim Alfredo Dias Guaparrão, natural de Portalegre, antigo forcado dos Amadores de Cascais, aficionado à tauromaquia e ao fado, monárquico de sempre, faleceu no sábado vítima de leucemia e com 68 anos de idade.

Mais um amigo que partiu.

Paz à sua alma.

                                                                                     Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Bandeira da Monarquia Constitucional.jpg

 

 

Praça de Toiros de Albufeira

Praça de Toiros de Albufeira.png

Hoje foi divulgada a trágica notícia tauromáquica na comunicação social, a Praça de Toiros de Albufeira vai ser desactivada e destruída para dar lugar a um outro empreendimento turístico.

Sabe-se pouco deste negócio, mas sendo a Praça de Toiros de Albufeira propriedade privada, os proprietários que adquiriram este complexo turístico em 2020, composto por quatro dezenas de apartamentos, um centro comercial com sala de cinema, discoteca e sala de bingo mais a praça de toiros, resolveram em conformidade com as actuais circunstâncias adversas à tauromaquia e a todos os espectáculos em geral por causa do vírus Covid 19, reformular o negócio que será destinado a outros fins.

 Da parte do Município não terá havido qualquer acção em defender algo que atraía turismo taurino. Também se desconhece se houve o interesse de alguma organização taurina na aquisição desta Praça com capacidade para cerca de 3.800 espectadores.

A certeza é que o Algarve ficará sem a única Praça de Toiros que funcionava com regularidade desde 1982.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Simão Comenda

Brinde - Simão Comenda 20.11.2020.png

Recebi a triste notícia que faleceu hoje num hospital de Lisboa e vítima do COVID o meu grande Amigo Simão Nunes Comenda.

Conhecido nos meios aficionados por ter sido um enorme rabejador do Grupo de Forcados Amadores de Montemor, foi sempre um grande aficionado e era um dos elementos da Tertúlia Tauromáquica Eborense.

Paz à sua alma.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Grupo de Montemor.png

 

Eu próprio

André Ventura-Jan.2021.png

Há uns tempos os comentadores das rádios e televisões referiam-se ao novo Partido Chega como sendo qualquer coisa de gente que se juntava a dizer umas coisas, gente anti-democrática, pró-fascista, reaccionária, bolorenta e que portanto não duraria muito.

Previsões políticas não sei fazer, mas sempre me pareceram essas conversas – mais ou menos enviesadas de esquerda – como uma posição muito aligeirada de quem acha que sabe tudo e que não percebe que um tal movimento político poderia também captar, logo nas primeiras eleições onde estivesse presente, os votos dos contestatários do sistema político que tem permitido enormes corrupções do poder. Pensei que assim fosse, penso que assim é e sei de uma pessoa que votou nesse sentido: eu próprio.

Também me pareceu mal o Partido Socialista, que suporta o governo, ter acedido à imposição de um outro Partido no sentido de prejudicar a tauromaquia fazendo aprovar uma lei que não autoriza as crianças a assistir às touradas, que são e sempre foram em Portugal um espectáculo onde se vai com a família e que agora o governo pretende alterar a situação impondo que devem ser afastados das praças de toiros em dias de festejos taurinos os jovens menores de 18 anos, embora tal não constasse no seu programa eleitoral.

O Partido Socialista a troco de apoio favorável do PAN, acedeu a uma imposição animalista e sem ter em conta que há muito mais aficionados à tauromaquia do que a soma dos votantes desse Partido a que recorreu para o tal arranjo parlamentar. E na primeira oportunidade eleitoral sei que muitos aficionados assim pensaram e tenho a certeza que pelo menos  um votou no candidato André Ventura, por ser exactamente ele que se insurgiu no Parlamento contra a tal lei que proíbe as crianças de verem um espectáculo tauromáquico que gostam: eu próprio.

Ontem num daqueles programas de debate de ideias transmitido à noite  numa das televisões e onde se falou das ultimas eleições para a Presidência da República, um dos intervenientes – Luís Pedro Nunes – referiu-se exactamente ao efeito dessa proibição tauromáquica como catalisadora de algum eleitorado para o candidato André Ventura que somou mais de meio milhão de votos e ficou em terceiro lugar, para espanto dos comentadores que há uns anos, há uns meses, há uns dias, o consideravam sem qualquer hipótese de obter uma votação significativa, num Partido condenado a desaparecer e que apelidam de extrema-direita, portanto do seu entender fora do baralho das esquerdas que tanto admiram.

Depois de ter visto esse programa chamado de “Eixo do Mal” admito que alguns aficionados tenham concordado com a intervenção de Luís Pedro Nunes ao referir que a defesa da tauromaquia na Assembleia da República protagonizada por André Ventura lhe tenha trazido votos e que houve aficionados que votaram na sua candidatura exactamente por esse facto. Sei de um: eu próprio.

                                                                                                                                                   Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Um convidado de honra

TTEborense-Jan.2021.png

Os aficionados em geral gostam de se reunir e falar de assuntos tauromáquicos em troca de opiniões de tertúlia e só na troca dessas opiniões esses aficionados adquirem o significado do que ao longo dos anos forem verificando nas arenas e a sua “aficion” se foi materializando numa arrumação de ideias.

Foi isso que Joaquim Tapada, convidado de honra da Tertúlia Tauromáquica Eborense, quis transmitir numa agradável conversa de testemunho de muitos anos a ver, falar e escrever sobre toiros e todo o ambiente taurino.

Foi Joaquim Tapada o primeiro convidado desta Tertúlia no ano de 2021. O ano seguinte ao do início do vírus chinês que está a destruir a economia do mundo e muito naturalmente a afectar a tauromaquia.

Mas os aficionados gostam de conversar sobre assuntos taurinos e abordarem esses temas. É isso o que a Tertúlia Tauromáquica Eborense faz há mais de 20 anos, sempre com convidados de excelência, como foi ocaso do veteraníssimo Joaquim Tapada que nos deu, em Évora, o especial prazer da sua companhia neste frio mês de Janeiro, no início de um segundo ano muito difícil para as lides taurinas.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

--Na foto. Zeca Pereira, Joaquiim Tapada, Nico Mexia de Almeida (cuidador da Tertúlia) e Simão Nunes Comenda

 

Emblema da Tertúlia Tauromáquica Eborense.png

 

Toiros na “Mais Alentejo”

Revista Mais Alentejo.jpg

Hoje uma grande parte da comunicação social tem enorme receio de noticiar com regularidade acontecimentos taurinos e são muito raros os jornais que têm “coragem” para tal, sendo excepções o Diário do Sul. o Correio do Ribatejo e poucos mais.

Quase todos os outros jornais e revistas têm presentemente as direcções conotadas com Partidos Políticos que preferem não ser confrontadas com agrupamentos anti-taurinos e receiam opinar sobre o assunto, até porque são desconhecedoras de tudo o que seja relacionado com a tauromaquia.

Porém, a revista Mais Alentejo, que se publica em Beja e que agora comemora o seu vigésimo aniversário, resolveu e bem conceder espaço para um confronto de ideias sobre o tema tauromáquico, que é motivo de capa e como diz António Sancho, jornalista e director desta revista, “uns dos assuntos que, nos últimos anos, mais amores e ódios tem gerado junto dos portugueses”

Não querendo mostrar a sua opinião pessoal sobre este assunto que “guarda para si”, António Sancho, colocou em confronto, em debate de opiniões, o coordenador da Plataforma Basta Touradas e um ganadero alentejano conhecidíssimo pela sua afamada ganadaria na Herdade da Galeana  e um dos mais esclarecidos taurinos de Portugal.

São várias as opiniões dos dois entrevistados, onde se pode destacar uma, pelo menos, “curiosa” argumentação de Sérgio Caetano que afirma que “existem testemunhos de dopagem dos touros e cavalos. Em quase todas as praças fixas e nas desmontáveis são usados bastões eléctricos para forçar os touros a entrar na arena”...

De Joaquim Grave todas as suas respostas são interessantes, abalizadas e esclarecedoras, onde se encontra uma séria defesa da tauromaquia, mas onde também poderemos destacar um aspecto importantíssimo e aqui tão bem realçado:

“Os ganadeiros que criam o toiro bravo são herdeiros de um modelo de gestão baseado na tradição, num conhecimento moderno da exploração agrícola e um profundo respeito pelo meio ambiente, favorecendo a biodiversidade da flora e da fauna autóctones.”

Muito interessante a revista “Mais Alentejo” ter abordado o assunto tauromáquico, que pode ser apreciado por este confronto de ideias que não sendo suficiente para demover convicções pode servir para um esclarecimento inteligente.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Livro “Brinde”

Livro Brinde.png

Em 20 de Novembro de 2020 foi lançado em Évora o livro “Brinde” e cerca de 10 dias depois está praticamente esgotado.

Como autor desejo agradecer aos meus Amigos que tiveram influência nesta publicação em livro de diversas crónicas que já tinham sido divulgadas nos meus blogues Partebilhas e Partebilhas’s .

Assim, agradeço a Manuel Calejo Pires a quem falei no “Brinde” pela primeira vez, solicitando-lhe o especial favor de escrever o Prefácio e onde abordámos a ideia do livro ser editado pela nossa Tertúlia Tauromáquica Eborense.

Ao Nico Mexia de Almeida, cuidador da Tertúlia e que de imediato apoiou a ideia, colaborando nos diversos detalhes para materializar este nosso projecto de forma a que o livro tivesse o lançamento antes do Natal de 2020.

Ao Simão Nunes Comenda, meu Amigo há mais de 50 anos, que fez uma excelente apresentação pública e virtual deste livro e que recebeu tantos elogios, que não posso deixar de o repetir caso eu ainda consiga publicar o meu décimo livro. Fica já feito o convite.

Aos que se disponibilizaram e conseguiram apoios para a publicação do “Brinde” – Simão Nunes Comenda, José do Rosário Maltez e Nico Mexia de Almeida – sem os quais a edição teria sido muito problemática, o meu obrigado que é também um agradecimento da Tertúlia Tauromáquica Eborense.

Por fim não quero deixar de endereçar o meu sentido obrigado a Miguel de Melo Breyner, director do Évora Hotel, que disponibilizou todos os recursos para que o lançamento do livro fosse uma realidade e com toda a segurança necessária no contexto complicado do Covid-19.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Tertúlia Tauromáquica Eborense.jpg

 

 

Livro "Brinde"

Livro Brinde.jpg

(…) Foi este livro editado em 2020, o tal ano em que o vírus chinês modificou o mundo em três meses e condicionou toda a actividade mundial e muito naturalmente os espectáculos tauromáquicos, afectando economicamente ganaderos, toureiros e todos aqueles que têm a sua actividade profissional relacionada com o toiro de lide.

Tudo mudou. Tal como no passado se ultrapassaram diversas crises, outros problemas e outras pandemias, também desta vez o toiro de lide irá continuar agora e no futuro.

É este livro um pequeníssimo contributo taurino num ano de muitas preocupações tauromáquicas.

Pela Festa Brava!

 

In “Brinde”

Livro editado pela Tertúlia Tauromáquica Eborense em Novembro de 2020

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