Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

Praça de Toiros de Albufeira

Praça de Toiros de Albufeira.png

Hoje foi divulgada a trágica notícia tauromáquica na comunicação social, a Praça de Toiros de Albufeira vai ser desactivada e destruída para dar lugar a um outro empreendimento turístico.

Sabe-se pouco deste negócio, mas sendo a Praça de Toiros de Albufeira propriedade privada, os proprietários que adquiriram este complexo turístico em 2020, composto por quatro dezenas de apartamentos, um centro comercial com sala de cinema, discoteca e sala de bingo mais a praça de toiros, resolveram em conformidade com as actuais circunstâncias adversas à tauromaquia e a todos os espectáculos em geral por causa do vírus Covid 19, reformular o negócio que será destinado a outros fins.

 Da parte do Município não terá havido qualquer acção em defender algo que atraía turismo taurino. Também se desconhece se houve o interesse de alguma organização taurina na aquisição desta Praça com capacidade para cerca de 3.800 espectadores.

A certeza é que o Algarve ficará sem a única Praça de Toiros que funcionava com regularidade desde 1982.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Simão Comenda

Brinde - Simão Comenda 20.11.2020.png

Recebi a triste notícia que faleceu hoje num hospital de Lisboa e vítima do COVID o meu grande Amigo Simão Nunes Comenda.

Conhecido nos meios aficionados por ter sido um enorme rabejador do Grupo de Forcados Amadores de Montemor, foi sempre um grande aficionado e era um dos elementos da Tertúlia Tauromáquica Eborense.

Paz à sua alma.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Grupo de Montemor.png

 

Eu próprio

André Ventura-Jan.2021.png

Há uns tempos os comentadores das rádios e televisões referiam-se ao novo Partido Chega como sendo qualquer coisa de gente que se juntava a dizer umas coisas, gente anti-democrática, pró-fascista, reaccionária, bolorenta e que portanto não duraria muito.

Previsões políticas não sei fazer, mas sempre me pareceram essas conversas – mais ou menos enviesadas de esquerda – como uma posição muito aligeirada de quem acha que sabe tudo e que não percebe que um tal movimento político poderia também captar, logo nas primeiras eleições onde estivesse presente, os votos dos contestatários do sistema político que tem permitido enormes corrupções do poder. Pensei que assim fosse, penso que assim é e sei de uma pessoa que votou nesse sentido: eu próprio.

Também me pareceu mal o Partido Socialista, que suporta o governo, ter acedido à imposição de um outro Partido no sentido de prejudicar a tauromaquia fazendo aprovar uma lei que não autoriza as crianças a assistir às touradas, que são e sempre foram em Portugal um espectáculo onde se vai com a família e que agora o governo pretende alterar a situação impondo que devem ser afastados das praças de toiros em dias de festejos taurinos os jovens menores de 18 anos, embora tal não constasse no seu programa eleitoral.

O Partido Socialista a troco de apoio favorável do PAN, acedeu a uma imposição animalista e sem ter em conta que há muito mais aficionados à tauromaquia do que a soma dos votantes desse Partido a que recorreu para o tal arranjo parlamentar. E na primeira oportunidade eleitoral sei que muitos aficionados assim pensaram e tenho a certeza que pelo menos  um votou no candidato André Ventura, por ser exactamente ele que se insurgiu no Parlamento contra a tal lei que proíbe as crianças de verem um espectáculo tauromáquico que gostam: eu próprio.

Ontem num daqueles programas de debate de ideias transmitido à noite  numa das televisões e onde se falou das ultimas eleições para a Presidência da República, um dos intervenientes – Luís Pedro Nunes – referiu-se exactamente ao efeito dessa proibição tauromáquica como catalisadora de algum eleitorado para o candidato André Ventura que somou mais de meio milhão de votos e ficou em terceiro lugar, para espanto dos comentadores que há uns anos, há uns meses, há uns dias, o consideravam sem qualquer hipótese de obter uma votação significativa, num Partido condenado a desaparecer e que apelidam de extrema-direita, portanto do seu entender fora do baralho das esquerdas que tanto admiram.

Depois de ter visto esse programa chamado de “Eixo do Mal” admito que alguns aficionados tenham concordado com a intervenção de Luís Pedro Nunes ao referir que a defesa da tauromaquia na Assembleia da República protagonizada por André Ventura lhe tenha trazido votos e que houve aficionados que votaram na sua candidatura exactamente por esse facto. Sei de um: eu próprio.

                                                                                                                                                   Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Um convidado de honra

TTEborense-Jan.2021.png

Os aficionados em geral gostam de se reunir e falar de assuntos tauromáquicos em troca de opiniões de tertúlia e só na troca dessas opiniões esses aficionados adquirem o significado do que ao longo dos anos forem verificando nas arenas e a sua “aficion” se foi materializando numa arrumação de ideias.

Foi isso que Joaquim Tapada, convidado de honra da Tertúlia Tauromáquica Eborense, quis transmitir numa agradável conversa de testemunho de muitos anos a ver, falar e escrever sobre toiros e todo o ambiente taurino.

Foi Joaquim Tapada o primeiro convidado desta Tertúlia no ano de 2021. O ano seguinte ao do início do vírus chinês que está a destruir a economia do mundo e muito naturalmente a afectar a tauromaquia.

Mas os aficionados gostam de conversar sobre assuntos taurinos e abordarem esses temas. É isso o que a Tertúlia Tauromáquica Eborense faz há mais de 20 anos, sempre com convidados de excelência, como foi ocaso do veteraníssimo Joaquim Tapada que nos deu, em Évora, o especial prazer da sua companhia neste frio mês de Janeiro, no início de um segundo ano muito difícil para as lides taurinas.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

--Na foto. Zeca Pereira, Joaquiim Tapada, Nico Mexia de Almeida (cuidador da Tertúlia) e Simão Nunes Comenda

 

Emblema da Tertúlia Tauromáquica Eborense.png

 

Toiros na “Mais Alentejo”

Revista Mais Alentejo.jpg

Hoje uma grande parte da comunicação social tem enorme receio de noticiar com regularidade acontecimentos taurinos e são muito raros os jornais que têm “coragem” para tal, sendo excepções o Diário do Sul. o Correio do Ribatejo e poucos mais.

Quase todos os outros jornais e revistas têm presentemente as direcções conotadas com Partidos Políticos que preferem não ser confrontadas com agrupamentos anti-taurinos e receiam opinar sobre o assunto, até porque são desconhecedoras de tudo o que seja relacionado com a tauromaquia.

Porém, a revista Mais Alentejo, que se publica em Beja e que agora comemora o seu vigésimo aniversário, resolveu e bem conceder espaço para um confronto de ideias sobre o tema tauromáquico, que é motivo de capa e como diz António Sancho, jornalista e director desta revista, “uns dos assuntos que, nos últimos anos, mais amores e ódios tem gerado junto dos portugueses”

Não querendo mostrar a sua opinião pessoal sobre este assunto que “guarda para si”, António Sancho, colocou em confronto, em debate de opiniões, o coordenador da Plataforma Basta Touradas e um ganadero alentejano conhecidíssimo pela sua afamada ganadaria na Herdade da Galeana  e um dos mais esclarecidos taurinos de Portugal.

São várias as opiniões dos dois entrevistados, onde se pode destacar uma, pelo menos, “curiosa” argumentação de Sérgio Caetano que afirma que “existem testemunhos de dopagem dos touros e cavalos. Em quase todas as praças fixas e nas desmontáveis são usados bastões eléctricos para forçar os touros a entrar na arena”...

De Joaquim Grave todas as suas respostas são interessantes, abalizadas e esclarecedoras, onde se encontra uma séria defesa da tauromaquia, mas onde também poderemos destacar um aspecto importantíssimo e aqui tão bem realçado:

“Os ganadeiros que criam o toiro bravo são herdeiros de um modelo de gestão baseado na tradição, num conhecimento moderno da exploração agrícola e um profundo respeito pelo meio ambiente, favorecendo a biodiversidade da flora e da fauna autóctones.”

Muito interessante a revista “Mais Alentejo” ter abordado o assunto tauromáquico, que pode ser apreciado por este confronto de ideias que não sendo suficiente para demover convicções pode servir para um esclarecimento inteligente.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Livro “Brinde”

Livro Brinde.png

Em 20 de Novembro de 2020 foi lançado em Évora o livro “Brinde” e cerca de 10 dias depois está praticamente esgotado.

Como autor desejo agradecer aos meus Amigos que tiveram influência nesta publicação em livro de diversas crónicas que já tinham sido divulgadas nos meus blogues Partebilhas e Partebilhas’s .

Assim, agradeço a Manuel Calejo Pires a quem falei no “Brinde” pela primeira vez, solicitando-lhe o especial favor de escrever o Prefácio e onde abordámos a ideia do livro ser editado pela nossa Tertúlia Tauromáquica Eborense.

Ao Nico Mexia de Almeida, cuidador da Tertúlia e que de imediato apoiou a ideia, colaborando nos diversos detalhes para materializar este nosso projecto de forma a que o livro tivesse o lançamento antes do Natal de 2020.

Ao Simão Nunes Comenda, meu Amigo há mais de 50 anos, que fez uma excelente apresentação pública e virtual deste livro e que recebeu tantos elogios, que não posso deixar de o repetir caso eu ainda consiga publicar o meu décimo livro. Fica já feito o convite.

Aos que se disponibilizaram e conseguiram apoios para a publicação do “Brinde” – Simão Nunes Comenda, José do Rosário Maltez e Nico Mexia de Almeida – sem os quais a edição teria sido muito problemática, o meu obrigado que é também um agradecimento da Tertúlia Tauromáquica Eborense.

Por fim não quero deixar de endereçar o meu sentido obrigado a Miguel de Melo Breyner, director do Évora Hotel, que disponibilizou todos os recursos para que o lançamento do livro fosse uma realidade e com toda a segurança necessária no contexto complicado do Covid-19.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Tertúlia Tauromáquica Eborense.jpg

 

 

Livro "Brinde"

Livro Brinde.jpg

(…) Foi este livro editado em 2020, o tal ano em que o vírus chinês modificou o mundo em três meses e condicionou toda a actividade mundial e muito naturalmente os espectáculos tauromáquicos, afectando economicamente ganaderos, toureiros e todos aqueles que têm a sua actividade profissional relacionada com o toiro de lide.

Tudo mudou. Tal como no passado se ultrapassaram diversas crises, outros problemas e outras pandemias, também desta vez o toiro de lide irá continuar agora e no futuro.

É este livro um pequeníssimo contributo taurino num ano de muitas preocupações tauromáquicas.

Pela Festa Brava!

 

In “Brinde”

Livro editado pela Tertúlia Tauromáquica Eborense em Novembro de 2020

Os Grupos de Forcados Amadores do Ribatejo (2)

Pega de caras..png

Não se sabe exactamente porquê, mas uma vez ou outra aparece alguém que pertenceu ao Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo a invocar datas de antanho da sua Fundação como que a querer dizer que há alguma relação deste Grupo com outros anteriores que não tiveram relevância na tauromaquia e que também não tiveram continuidade.

A presunção é tanta que até alguém resolveu inventar um historial para o Grupo escrevendo na Wikipédia uma listagem de cabos, como se fosse um só Grupo e onde se tivesse verificado a passagem de cabo para cabo, quando se sabe que alguns só fizeram uma corrida… e ao longo das temporadas foram mais os anos em que a inexistência de Grupos de Forcados do Ribatejo foi total.

Claro que na Wikipedia cada um escreve o que quer, não precisando de provar nada.

Mas a prova real dos Grupos de Forcados é nas arenas e são essas provas que servem para se escrever o Historial de qualquer Grupo de Forcados.

Como escreveu e bem Ludgero Mendes nos “Ecos do Burladero”, em 30 de Outubro de 2020, no conceituado Correio do Ribatejo, que com a devida vénia transcrevemos e que cuja leitura recomendamos a quem se interessa por esta arte bem portuguesa de pegar toiros:

“O actual Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo não necessita de remontar os seus primórdios ao ano de 1905 para salientar os seus méritos, individuais e colectivos, pois é em cada actuação que se consagra na arena a glória do grupo e dos seus forcados, e no caso vertente, os “Amadores do Ribatejo” têm dado muita boa conta de si, sendo no presente um dos Grupos mais conceituados”.

Nem mais!

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Amália Rodrigues

João Patinhas e Amália-Set 1957.jpg

Hoje, dia 23 de Julho de 2020, faz 100 anos que foi feito o registo oficial de nascimento de Amália, se bem que ela tivesse sempre dito que nasceu em 1 de Julho de 1920.

Sobre Amália Rodrigues já tudo foi dito e escrito e para a generalidade dos portugueses ela terá sido a maior fadista de sempre e a sua voz foi reconhecida como divina nos maiores palcos do mundo.

Para os aficionados ela também foi uma referência importante e assistia com regularidade ao espectáculo português de que tanto gostava.

Na realidade a tourada e o fado sempre estiveram ligados e em geral os retiros onde se canta o fado estão decorados com motivos taurinos e cartazes de toiros.

Nesta foto o forcado João Nunes Patinhas – dos Amadores de Santarém – recebendo de Amália um ramo de flores, depois de ter pegado um dos toiros na inauguração da Praça de Toiros do Montijo em 1 de Setembro de 1957.

Uma foto que é uma relíquia.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

...

14-Carlos Empis entrega a jaqueta.jpg

Despedida do Cabo

A farda do forcado é dele e o barrete uma relíquia que pode passar para um filho ou neto se algum destes pegar toiros.

Mas se a farda é do forcado, a jaqueta é do Grupo e o Cabo entrega-a a quem demonstrou qualidades. Porém quando o forcado se retira do Grupo deve devolver a jaqueta ao Cabo e se isso for em Praça terá um significado especial.

Um significado muito especial é também quando o Cabo se despede e entrega a jaqueta a quem o vai substituir. Esse momento fica gravado na memória dos aficionados e será sempre uma recordação para quem teve o privilégio de assistir.

É um momento taurino que os portugueses entendem e da sua tauromaquia.

Nesta foto de 14 de Junho de 1981 – durante a Corrida TV – Carlos Empis a entregar a jaqueta ao novo Cabo Carlos Grave.

Um momento do historial do Grupo de Forcados Amadores de Santarém.

Um momento especial da tauromaquia portuguesa.              

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub