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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

Eu digo que não

Ginés-Cartagena.jpg

A arte do “rejoneio”, que durante muitos anos apareceu quase que envergonhada nas praças de Espanha a que alguns puristas denominavam “el número del caballito”, teve um incremento importante nas últimas décadas e em terras espanholas quatro rejoneadores se destacaram: Moreno Pidal, Ginés Cartagena, Pablo Hermoso de Mendoza e Diego Ventura, rejoneadores que fizeram escola e deixaram raízes em muitos outros interpretes do rejoneio.

Ultimamente em Espanha há um crescente interesse pela lide dos toiros a cavalo e os nossos “marialvas” têm sentido a necessidade de se afirmarem nas praças espanholas a ponto de alguns lá confirmarem as alternativas… Facto que se inverteu, porque em anos não muito distantes o grande objectivo de um rejoneador espanhol era triunfar nas principais praças portuguesas.

Assim sendo, são os nossos marialvas a prestar vassalagem aos espanhóis e talvez tenham razão porque nos últimos tempos não se pode considerar a Monumental do Campo Pequeno como a “Catedral do Toureio a Cavalo” porque há governantes, autarcas locais e deputados da república que querem proibir as corridas de toiros em Lisboa.

Isto se, e só se, os aficionados deixarem. Eu, que sou só um simples eleitor, digo que não!

 

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Matador espontâneo

Miguelin -1968.png

18 de Maio de 1968

Faz hoje precisamente 52 anos que na Praça de Las Ventas, em Madrid, quando El Cordobés lidava um toiro, saltou à arena e como espontâneo o matador de toiros Miguel Mateo “Miguelín”, querendo demonstrar que o toiro era demasiadamente manso para ser toureado.

“Miguelin” pretendia ter uma rivalidade com El Cordobés” e considerava-se como aquele no que diz respeito a um estilo de toureio heterodoxo misturado com toureio clássico.

Provavelmente todo isto estaria montado pelos apoderados e empresas para tentar uma suposta rivalidade nas arenas, o que seria impossível porque Manuel Benítez tinha um estilo único e inimitável.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Ganadarias e a pandemia do coronavírus

Galeana...25.04.2018.png

“El ministro de Cultura, José Manuel Rodríguez Uribes, se ha puesto en contacto con la Fundación Toro de Lidia (FTL) para infundir tranquilidad y con el compromiso de abordar con el sector taurino los planes de ayuda en medio de la crisis sanitaria del coronavirus, el estado de alarma y la pavorosa situación que se cierne sobre la tauromaquia. Rodriguez Uribes ha sido el destinatario de las cartas que se han escrito desde los diferentes estamentos taurinos, la primera de ellas firnada por el presidente de la FTL, Victorino Martín.”

Esta uma notícia do jornal EL Mundo onde se pode verificar a preocupação do governo do Reino de Espanha nas ajudas aos ganaderos de bravo, os suportes da Tauromaquia. Tauromaquia considerada como fazendo parte do património cultural de Espanha

Em Portugal há que aguardar o que o governo da República terá a dizer sobre o assunto, mas estando o Ministério da Cultura dirigido por uma ministra de perfil anti-taurino, o sector ganadero dificilmente será protegido e não poderá ser defendido convenientemente.

Esta a triste realidade nacional.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

 

Festa da Tauromaquia em Lisboa

Campo Pequeno - 29.02.2020.png

Quase toda a comunicação social – televisões, rádios, jornais, etc. – querendo estar ao lado de não sei quem, não fez referência à “Festa da Tauromaquia” que se realizou no dia 29 de Fevereiro de 2020 no Campo Pequeno, que atravessa um momento de indefinição empresarial e onde parece haver agora dúvida no que diz respeito às directrizes de gestão na utilização como Praça de Toiros – o objectivo para que foi construída – e na hipótese de se recentrar noutro tipo de espectáculos.

Milhares de pessoas estiveram no Campo Pequeno ontem, no Dia da Tauromaquia e outros milhares assistiram ao Festival Taurino em transmissão directa pela internet. Porém as direcções das televisões e dos jornais nada disseram e parece que têm receio de difundir hoje algo que ultrapasse o triste e baixo nível das notícias relacionadas com o racismo, violência e a corrupção no futebol que tanto gostam de divulgar.

A Festa Brava deve ser um motivo de notícia porque envolve largos milhares de pessoas, é importante da economia nacional e faz parte da arte e da cultura portuguesa.

As notícias na tal comunicação social tradicional foram escassas, quase um silêncio, numa colaboração com o politicamente correcto.

Na foto a mensagem da arena para o exterior:”Esta é a nossa casa”

O circo é num outro local.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Campo Pequeno 29.Fevereiro.2020.png

 

A bravura e a vida

Ant.Ferrera e toiro indultado na Praça México em

Praça México - em 9.Fevereiro.2020

Este toiro da ganadaria de La Joya lidado na Praça México pelo matador espanhol Antonio Ferrera, foi indultado a pedido do público.

A Festa tem disto, perdoa a morte aos toiros bravos que voltam para o campo com a finalidade de serem sementais e deixarem na ganadaria os seus genes de bravura.

Um conceito que os animalistas anti-taurinos ainda não compreenderam, mas que é necessário que lhes seja explicado:

Toiro bravo, toiro indultado.

Animalistas que preconizam exactamente o inverso da vida: a castração química de cães e gatos abandonados e devolvidos às ruas. Porque a castração é o inverso da vida e a violência do homem sobre o animal!

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

-- Desta corrida da Praça México com 6 matadores e toiros de várias ganadarias, que tive o privilégio de ver em directo no Canal Toros, ficou-me de memória o indulto do toiro “Tocayo” da ganadaria de La Joya, excelentemente lidado pelo mestre Antonio Ferrera e também o brilhante tércio de bandarilhas no segundo toiro de Joselito Adame acompanhado por Antonio Ferrera e Luis David.

A Associação de Matadores de Toiros concedeu e bem o “Estoque de Ouro” a Antonio Ferrera.

 

 

 

Praça México.png

 

Tertúlia Tauromáquica Eborense – Janeiro 2020

TTE 6.01.2019.JPG

Em 4 de Setembro de 2019 completaram-se 80 anos sobre a data da Fundação do Grupo de Forcados Amadores de Montemor sob o comando de Simão Malta numa garraiada na Praça de Montemor-o-Novo.

Depois dessa data muitas corridas foram realizadas pelos Amadores de Montemor em Praças de Portugal e também no estrangeiro, sendo um dos Grupos mais prestigiados e que melhor tem defendido ao longo dos anos a ética do forcado amador e demonstrado, com galhardia, a nobre arte de pegar toiros.

Assim, foi o Grupo de Forcados Amadores de Montemor o convidado de honra da Tertúlia Tauromáquica Eborense no jantar que se realizou no Dia de Reis de 2020 na Pousada dos Loios, tendo estado em sua representação o cabo António Vacas de Carvalho acompanhado por Francisco Borges.

Foi uma interessante noite de Tertúlia onde se abordaram diversos aspectos taurinos recordados pelos convidados e também por antigos forcados, nomeadamente pelo veteraníssimo Simão Nunes Comenda que é sempre indispensável para testemunhar muitos e muitos momentos da sua longa carreira de forcado amador no seu Grupo de sempre, os Amadores de Montemor.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

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Na foto: Francisco Borges, António Vacas de Carvalho, Nico Mexia de Almeida (cuidador da TTE) e Simão Nunes Comenda

Emblema da Tertúlia Tauromáquica Eborense.png

 

 

Manuel Rovisco - Um Senhor Forcado!

Manuel Rovisco Pais.png

No sábado, dia 14 de Dezembro de 2019, realizou-se no Monte das Flores um almoço onde num bom convívio de várias dezenas de amigos se sinalizou o final de mais uma época – a 57ª. – de cinquenta e seis anos consecutivos de actuações do Grupo de Forcados Amadores de Évora.

Um Grupo de Forcados Amadores é constituído pelos forcados actuais, pelos amigos e pelos forcados antigos e exactamente por esta ordem, porque como se sabe nem todos os antigos forcados são amigos do Grupo a que pertenceram.

Assim sendo, e tendo o Grupo por base os forcados actuais tem como suporte os amigos e se nesses amigos estiverem antigos forcados é, sempre, um conforto para o Cabo.

Qualquer forcado deixa o seu nome no historial do Grupo. Todos os Cabos deixam o seu nome não só no Grupo mas também na história da tauromaquia portuguesa e essa também fica enriquecida com os nomes de alguns forcados que se distinguiram nos seus Grupos.

Tal como em outros Grupos, os Amadores de Évora também tiveram diversos elementos que foram grandes forcados e cujos nomes ficarão gravados para sempre na memória dos aficionados e no historial da mais portuguesa manifestação tauromáquica que é a Pega.

Neste final de época de 2019 é de elementar justiça fazer-se referência a um forcado de excepção, que vestiu pela primeira vez a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Évora em 14 de Abril de 2001 e que tem pegado toiros consecutivamente durante estes 18 anos: Manuel Gomes Crespo Rovisco Pais – um Senhor Forcado!

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Emblema do Grupo de Forcados Amadores de Évora.jp

 

 

 

Atribuição do Prémio da T.T.Eborense

Ferro e divisa Murteira Grave.png

No jantar mensal da Tertúlia Tauromáquica Eborense, que se realizou na noite de 2 de Dezembro na Pousada dos Loios, foi atribuído à Ganadaria Murteira Grave o prémio correspondente ao motivo taurino de maior interesse na temporada de 2019 na Arena d’Évora.

Nico Mexia de Almeida, cuidador da Tertúlia, apresentou uma cuidadosa listagem de aspectos taurinos relacionados com todas as corridas desta temporada, que foram analisados pelos elementos presentes tendo chegado a acordo e por maioria que o prémio deverá ser atribuído à ganadaria que este ano comemorou o 75º aniversário e por ter apresentado no último Concurso de Ganadarias de Évora o toiro “Gravato” que foi considerado o mais bravo de uma corrida onde a bravura se destacou em 4 dos 6 toiros corridos mas com destaque para o de Murteira Grave.

Foi como habitualmente um jantar de aficionados, de verdadeira tertúlia, que decorreu muito bem e com a satisfação de ter sido analisada a boa temporada de 2019 em Évora da responsabilidade de uma empresa interessada em posicionar bem alto a tauromaquia portuguesa nesta Praça alentejana.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Emblema da Tertúlia Tauromáquica Eborense.png

 

 

Dia de Finados

Évora - 20 de Setembro de 1964.png

Na Praça de Toiros de Évora em 20 de Setembro de 1964, quatro elementos fundadores do Grupo de Forcados Amadores de Évora: João Nunes Patinhas, Manuel Ramos de Figueiredo, Dom João Mário de Saldanha e João Bonneville Franco, que infelizmente já não estão entre nós, tal como Joaquim Manuel Goucha, Joaquim Serrão Fialho e António Oleiro Maltez.

Aqui faz-se referência aos fundadores mas naturalmente que esta recordação de saudade é extensiva a todos os outros que também envergaram a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Évora e que infelizmente já faleceram.

No começo de Novembro é habitual uma invocação aos familiares que já partiram e o Grupo de Évora é, também, uma grande família.

Descansem em paz.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Emblema do Grupo de Forcados Amadores de Évora.jp

 

Que falta faz…

Pega de caras-Mercado Santarém.jpg

Que falta faz…

Acerca da pega, Ramalho Ortigão disse e escreveu que admirava os moços de forcado desta singular forma:

“É por esse Ribatejo fora, às corridas de Alhandra, de Vila Franca, de Samora Correia, de Salvaterra de Magos, que irei mais este verão, de jaleca ao ombro, faca no bolso e melancia debaixo do braço, refazer-me da nacionalidade, de força, de literatura e de poesia, na sagrada tradição da minha terra.”

Hoje quando a moda é falar-se de globalização – ordenada pelas multinacionais que mandam nos governos – e onde a invocação do nacionalismo parece ser o antídoto das políticas correntes internacionalistas e, portanto, algo que não está de acordo com o politicamente correcto, acrescido da quase proibição ao povo de invocar as sua tradições culturais.

Que falta faz agora e por cá quem como a “Ramalhal Figura” reclame a nacionalidade e a sagrada tradição na nossa terra. Que falta faz quem perceba que o estar sereno em frente de um toiro só eleva a coragem e a determinação da nossa raça.

Que falta faz quem, como ele, volte a dizer:

“Eu como humilde intérprete do povo só uma coisa oponho: é que má raios partam o zelo tísico de tanto maricas, de tanto chochinha, de tanto lambisgóia!”

Que falta faz quem mande e entenda a nossa cultura.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Ramalho Ortigão.jpg

José Duarte Ramalho Ortigão (1836-1915)

 

 

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