Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

As corridas de toiros da CAP

CAP.jpg

Com a Monumental de Santarém alindada por iniciativa da Associação Praça Maior, que à Santa Casa da Misericórdia lega uma Praça limpa, asseada e melhorada, vai realizar-se amanhã – 16 de Junho de 2019 – a Corrida dos Agricultores, que se espera ter uma moldura humana como a Celestino Graça merece.

Estão anunciados toiros da afamada ganadaria Veiga Teixeira para os cavaleiros João Moura Jr., João Ribeiro Telles II e Francisco Palha, com a colaboração dos Grupos de Forcados Amadores de Santarém e de Montemor, comandados por João Grave e António Vacas de Carvalho.

No exterior aguardam-se cerca de 22 animalistas que talvez consigam vociferar as palavras de ordem que estão recomendados pelo respectivo Partido desde as 17,30 horas e até ao final da lide do primeiro toiro. Muito bem ensaiados estarão protegidos pela Polícia para poderem gritar na vã expectativa de convencerem os aficionados a não comprarem bilhetes. Estes militantes anti-taurinos já têm sido vistos noutros locais onde se realizam corridas de toiros, gritando contra a tauromaquia portuguesa.

Longe vão os tempos de 1976, quando Portugal esteve à beira de uma guerra civil e grande parte das empresas agrícolas foram ocupadas e se realizou em Santarém, em 24 de Outubro desse ano, a 1ª. Corrida da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), com toiros de diversas ganadarias para os cavaleiros Fernando Salgueiro, David Ribeiro Telles, José Samuel Lupi, Gustavo Zenkl, José Luís Sommer d’Andrade e João Moura e os Grupos de Forcados Amadores de Santarém e de Évora comandados por José Manuel Souto Barreiros e João Nunes Patinhas.

Pelo Grupo de Santarém pegaram de caras Nuno Megre, Manuel Paim e Joaquim Grave. Pelo Grupo de Évora as pegas foram concretizadas por José Manuel Navalhinhas, Carlos Caixinha e José Mexia de Almeida.

Essa memorável corrida de 24 de Outubro de 1976, com a Praça esgotada, foi considerada como uma das primeiras manifestações políticas contra a chamada Reforma Agrária e a favor do associativismo agrícola de Portugal que tinha como secretário-geral o regente agrícola José Manuel Casqueiro.

 

Praça Maior num jantar de aficionados em Évora

Praça Maior-Santarém.png

Como é habitual na primeira segunda-feira de cada mês os elementos da Tertúlia Tauromáquica Eborense reúnem-se num jantar na Pousada dos Loios e neste mês de Junho de 2019 os convidados de honra foram os elementos que constituem a “Praça Maior” a Associação de se dispôs gerir a Praça de Toiros Monumental de Santarém que tem estado em degradação continuada desde os tempos áureos de Celestino Graça. Degradação física das estruturas da Praça, praticamente sem beneficiação desde o 25 de Abril de 1974 e ultimamente com deficit de gestão empresarial a ponto de em 2018 não se terem efectuado espectáculos tauromáquicos.

Neste jantar a “Praça Maior” esteve representada por Diogo Sepúlveda, Diogo Palha, João Torres e João Cabaço que explicaram o que a Associação já fez e o que tenciona fazer para Santarém voltar a ter em funcionamento a maior Praça de Toiros do país.

A atitude desta Associação sem fins lucrativos e constituída por antigos elementos do Grupo de Forcados Amadores de Santarém irá permitir à Santa Casa da Misericórdia retomar uma Praça de Toiros com a dignidade que a capital do Ribatejo merece.

Não há palavras suficientes de louvor ao trabalho destes aficionados.

Neste jantar o Cuidador da Tertúlia, Nico Mexia de Almeida, teve também a feliz ideia de convidar Pedro Horta Osório, aficionado de “primeira água”, que muito honrou a Tertúlia Tauromáquica Eborense com a sua simpática presença.

Mais um agradável jantar que fica na memória dos aficionados que estiveram presentes.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

TTE com Praça Maior 3.06.2019.jpg

 

 

Um Presidente zangado

Leonardo Hernandez-Madrid 2.06.2019.jpg

Na quente tarde de 2 de Junho de 2019 realizou-se na Praça Monumental de Las Ventas em Madrid mais uma corrida de rojões com a presença portuguesa dos toiros, bem apresentados, da ganadaria de Maria Guiomar Cortes de Moura para os rejoneadores Diego Ventura, Leonardo Hernández e Juan Manuel Munera que confirmou a alternativa sem brilho.

Os “murubes” que saíram boiantes, como é habitual, ficaram rapidamente parados como gostam os lidadores a cavalo à “la usanza española” depois da colocação dos rojões de castigo o que permite a execução de piruetas e outras habilidades a cavalo.

Mas em Espanha é assim e ao gosto da assistência, que foi de 23.624 espectadores nessa tarde em Las Ventas del Espíritu Santo.

Diego Ventura, premiado com uma orelha do seu primeiro toiro, teve pormenores interessantes de excelente cavaleiro e com o seu saber bem poderia substituir os agressivos rojões de castigo pelos suaves ferros compridos à portuguesa.

Ganhava com isso a cavalaria espanhola.

Leonardo Hernández praticou lides ao gosto dos espectadores que com insistência pediram o prémio das orelhas. Concedida a custo a primeira e com muito mais dificuldade a do 5º. da ordem. que o senhor Presidente da Corrida teimava em não conceder e a custo e com um gesto muito feio lá sacou do lenço a dar o sinal do prémio mas a contra-gosto. Orelha que abriu a Porta Grande ao rejoneador.

Os Presidentes em Madrid e desde que as corridas estejam a ser televisionadas gostam muito de ter protagonismo, com as câmaras apontadas para eles numa pose pouco “inteligente” de se fazerem difíceis na atribuição de troféus.

Não sei o nome deste Presidente, que fingiu não ver que a petição era mais do que maioritária.

Não sei se terá faltado à aula que ensina aos candidatos a Presidentes das Corridas que a primeira orelha terá que ser sempre concedida se o pedido for maioritário.Pode ter sido!

Com atitudes assim, este tipo de autoridade só colabora com os anti-taurinos e à Festa não acrescenta absolutamente nada.

 

 

Uma alternativa a um rejoneador de dinastia

Alternativa de G. Mendoza - 5.05.2019.png

Na foto o momento da alternativa de rejoneador Guillermo Hermoso de Mendoza na Praça de Sevilha, em 5 de Maio de 2019, concedida por seu Pai.

Não ficaria mal – e até seria de boa educação – a jovem cavaleiro descobrir-se durante esse acto. Fê-lo depois, atrasado.

Quanto ao rejoneio em si, com os rojões de castigo e colocação de bandarilhas com os toiros parados, deixa muito a desejar. Rejoneio é uma coisa e toureio a cavalo é outra. O seu Pai – Pablo Hermoso – tem conseguido e bem as duas: rejoneio lá e toureio a cavalo cá.

O jovem Guillermo já está anunciado este ano para uma corrida em Évora. Como em Portugal é diferente e mais exigente do que Espanha, vamos aguardar como se comporta numa corrida à portuguesa. Mestre tem tido.

Quem lida toiros a cavalo, será reconhecido se estiver bem em Portugal. Em Espanha podem dar piruetas, voltas e reviravoltas, muitas habilidades com os cavalos, etc. Em Portugal terão que seguir as regras da cavalaria e sem rojões de castigo para parar os toiros.

Assim tem sido e esperemos que assim continue.

 

Pela tauromaquia em carta aberta

Hélder Milheiro.jpg

“Podia ficar-me por aqui mesmo. Pelo “obrigado”, porque quando é sincero o “obrigado” e do tamanho daquele que lhe quero dizer, nem fazem falta mais palavras. O que está a mais só estraga. Fosse esta carta só para si e nela só se veria escrito “obrigado”. Peço desculpa, o obrigado que lhe quero escrever não merece a minúscula inicial. É um “Obrigado”, assim como este, maiúsculo(…)

É essa sensatez, essa resistência e dignidade que me trazem aqui hoje. Essa capacidade de ainda não ter dito “bardamerda p’ra esta gente”, e de ainda aqui estar connosco e por nós, a lutar contra quem deve, a lutar pelo que interessa. Obrigado por essa Nobreza. Obrigado a sério! Obrigado por tudo! Obrigado por estar connosco!”

Um pequeno extracto da “Carta aberta” de Duarte Palha a Hélder Milheiro – da ProToiro – publicada em Tauronews.

A ler e reler!

 

http://tauronews.com/carta-aberta-a-helder-milheiro/

 

Dificuldades empresariais

Empresa De Caras.jpg

Com a devida vénia, aqui fica um pequeníssimo extracto da entrevista concedida por Alfredo Tomás – da empresa “De caras – Tauromaquia” de Coruche – à prestigiada revista “Novo Burladero” (Maio de 2019):

“Não temos de estar preocupados com os anti-taurinos. Os que estão dentro da Festa é que vão acabar com ela! (…) Nunca alterámos um cartel, nunca mudámos um toiro…surgiram várias situações de toureiros que não alternam com determinados colegas, de toureiros que não toureiam determinados toiros, de toureiros que querem escolher os toiros…mas nós nunca cedemos a essas exigências, impusemos sempre a nossa ideia e pusemos sempre em prática a estratégia com que iniciámos esta experiência empresarial.”

Para reflexão.

 

Manuel da Cruz – um cabo de forcados

Barrete de forcado.png

Em 25 de Julho de 1963 o Jornal do Ribatejo noticiou que se iria constituir em Santarém um novo grupo de forcados e que faria a sua apresentação em Agosto desse ano.

O grupo, comandado por Manuel da Cruz, seria denominado Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo e constituído pelos seguintes aficionados: Manuel Lourenço, Correia Morais, Joaquim Augusto Fontes, Jorge Faria Moedas, Henrique Campeão, Manuel Martins Cordeiro, Manzoni de Sequeira, Carlos Faria d’Almeida, Manuel Pires de Lima, João Luís Cardoso e Abílio dos Santos Nogueira.

 

Em 12 de Setembro de 1963 o Jornal do Ribatejo noticiou que um novo Grupo, denominado Grupo de Forcados Amadores da Borda d’Água se apresentou pela primeira vez do domingo anterior, dia 8 de Setembro, na Praça de toiros da Nazaré. Este Grupo pegou nessa tarde cinco novilhos, que já anteriormente tinham sido lidados noutra praça. Foram efectuadas 4 pegas de caras pelos forcados: António Timóteo, Manuel Cordeiro, Manuel da Cruz e Jorge Faria Moedas. Houve também uma pega de cernelha efectuada por Joaquim Augusto Fontes e Augusto Barbosa. O cabo deste Grupo foi Manuel da Cruz.

 

Não obstante, poucos dias depois, Manuel da Cruz apresentou-se a comandar um novo Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo no dia 22 de Setembro de 1963, na Praça de Toiros da Nazaré. Segundo o Jornal do Ribatejo de 26 de Setembro de 1963, o Grupo teve boa actuação.

 

Curiosamente Manuel da Cruz reaparece em 27 de Outubro de 1963 a comandar novamente o Grupo de Forcados Amadores da Borda d’Água, no último espectáculo que se realizou na Praça Velha de Santarém – num festival onde tourearam a cavalo Joaquim Lavareda Simões e Gustavo Zenkl – alternando com o Grupo da Escola de Regentes Agrícolas de Santarém, com Inácio França Alves a cabo.

 

Por estes apontamentos retirados dos jornais da época, Manuel da Cruz apresentou-se no mesmo ano, alternadamente, como cabo destes dois Grupos, sendo o mais antigo, os Amadores da Borda d’Água sido extinto para dar origem aos Amadores do Ribatejo.

 

 

 

A arte de pegar toiros

Quando o forcado pelo seu saber e valentia – e também por intuição – consegue vencer o medo, o perigo e as dificuldades que o toiro apresenta e alcança emoção e domínio, pode dizer-se que atinge a perfeição. Mas essa perfeição só é atingida quando demonstra naturalidade durante o cite e facilidade em dobrar-se, a receber e a fechar-se no toiro.

Cada forcado é dotado de determinados recursos e uns, melhor do que outros, conseguem demonstrar em Praça as suas faculdades. Uns mais valentes, outros mais técnicos e outros mais artistas. Alguns forcados conseguem reunir essas três qualidades e quando executam a pega, criando beleza ante o perigo, serenos e dominadores, marcando os tempos do verdadeiro toureio durante o cite da pega de caras, conseguem transmitir ao público uma impressão de facilidade que se transforma em arte: a arte de pegar toiros.

Pega de Diniz Caeiro - 29.06.2018.JPG

Pega de caras - Grupo de Forcados Amadores de Évora

Dinis Caeiro - 29 de Junho de 2018

(foto de João Silva)

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D