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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Na México o Senhor Enrique Ponce

Praça México - Temporada Grande -5.'2.2019.png

Graças ao Canal Toros, os deste lado do “charco” tiveram a grata possibilidade de ver a “Temporada Grande 2018-19” e desta última corrida de aniversário da “Plaza México” com a presença de cerca de 40.000 espectadores, ficou na nossa memória a mestria de Pablo Hermoso – o mais clássico executor do rejoneio espanhol – e as duas maravilhosas faenas do Senhor Enrique Ponce, a primeira premiada com duas orelhas. Depois, no seu segundo, quinto da ordem, deu uma lição de toureio em frente ao de Los Encinos, que tinha o nº. 49 e o peso de 502 Kg. – com o curioso nome de García Lorca – um manso encastado, que fugiu ao picador e que o matador ensinou a investir. Uma maravilha de faena completa, não obstante a má sorte com a espada. Toiro que não deveria ter sido premiado com arraste lento. Bem foi a justificada volta à arena do matador.

Aos animalistas anti-taurinos deve ser recomendado e facilitado verem o Senhor Enrique Ponce a tourear logo que seja possível, para assim terem a possibilidade de se redimirem, entendendo e respeitando a bela arte do toureio.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Enrique Ponce-Praça México - 5.02.2019.png

 

 

Cartaz imperfeito da Praça México

Temporada México.png

Anunciar uma corrida de toiros não é o mesmo que o fazer com outro espectáculo qualquer.

A tauromaquia tem regras que têm sido respeitadas na generalidade e conceitos de ética perfeitamente definidos como, por exemplo, a antiguidade.

O matador mais antigo lidará o primeiro toiro para o toureio a pé e o mais moderno o último. É assim e deverá continuar a ser assim. Mesmo quando há a cerimónia da concessão da alternativa, o primeiro toiro é para o matador mais velho, só que este cede-o ao novilheiro que vai receber a alternativa

Neste cartaz da Temporada Grande da Monumental Praça México, numa das corridas Roca Rey aparece anunciado à frente de Joselito Adame e de “Calita”, sendo estes mais antigos de alternativa.

Também na corrida de 5 de Fevereiro, Luís David está anunciado primeiro que Sérgio Flores.

Durante as corridas foi respeitada a ordem, o que para o espectador menos atento pode causar alguma dúvida.

Passaram 73 anos depois da inauguração da Praça, mais do que os suficientes para a Empresa respeitar as tradições tauromáquicas.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Praça México.png

 

“Forcados Amadores”

Jornal Festa Brava.jpg

Na arrumação de alguns papéis encontrei um artigo intitulado “Forcados Amadores” que escrevi e foi publicado em 13 de Fevereiro de 1997 no “Festa Brava”, jornal taurino e equestre, que era dirigido por Francisco Morais Sarmento.

Nesse artigo, retirei e para aqui colocar uma parte do texto por o considerar pertinente não obstante já terem passado 22 anos:

“Na época do defeso, durante o Inverno, os grupos de forcados, nomeadamente os seus cabos, devem reflectir sobre alguns aspectos mais desagradáveis:

  1. O exagerado número de forcados fardados por corrida para as pegas de 3 toiros. Há alguns anos atrás para 3 toiros não se fardavam mais do que 12 forcados. Por outro lado, na festa brava não devem existir figurantes. Só nas cortesias são suficientes os forcados que irão actuar para pegar um toiro. Foi exemplo a não esquecer Ricardo Rhodes Sérgio que como cabo do Grupo de Forcados Amadores de Santarém durante 21 anos nunca se limitou a fazer as cortesias e mesmo com avançada idade dava, sempre, terceiras ajudas no primeiro toiro de cada corrida.
  2. O número de forcados mal fardados que se vê em alguns Grupos. Uns sem jaqueta, outros com meias de campino, calções remendados e sujos, etc., não podem dar boa imagem do forcado amador.
  3. A ginástica que alguns forcados fazem nos momentos que antecedem as pegas. Chutos na trincheira e outros “aquecimentos”, não ficam bem e fazem perder a dignidade do forcado amador.
  4. A falta de atenção de muitos forcados durante a lide dos toiros, mais interessados em olhar para a assistência do que para o toiro que está a ser lidado. Como dizia e bem o antigo cabo João Patinhas “o forcado nunca deve perder a cara ai toiro” e isso quer dizer que o forcado deve olhar para o toiro do começo ao final da lide.
  5. As diversas instruções que são dadas para a arena, quando o forcado está em frente do toiro, devem ser evitadas. O forcado que vai pegar o toiro é que manda. É ele é que deve ordenar aos peões de brega onde é que o toiro deve ser colocado e ele, e só ele, é que deve tomar as resoluções adequadas para a realização da pega. Quando salta para a arena o forcado já deve levar a lição estudada e instruções a haver só devem ser dadas pelo cabo – e de forma discreta – quando a pega não resulta à primeira tentativa.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

8 forcados.jpg

 

 

A pega do Monumento ao Forcado

Pega de Estevam Lancastre-1964.jpg

Em 12 de Abril de 1964 realizou-se uma corrida na Praça Monumental do Campo Pequeno de homenagem aos Príncipes do Mónaco e num dos camarotes esteve a Princesa Grace Patrícia Grimaldi (Grace Kelly) e os seus filhos.

Lidaram-se 8 toiros, sendo 4 da ganadaria de Norberto Pedroso para os cavaleiros Pedro Louceiro e José Maldonado Cortes e para os Forcados Amadores de Évora comandados por João Nunes Patinhas, mais 4 toiros da ganadaria de Manuel César Rodrigues para os espadas José Falcão e Óscar Rosmano.

Praça completamente cheia e grande triunfo dos Amadores de Évora com quatro excelentes pegas de caras e o Grupo chamado à Praça.

Na lide a pé um enorme êxito de José Falcão.

Captadas pelo fotógrafo taurino Lucílio Figueiredo há algumas fotos dessa corrida e uma delas da pega que foi executada por Dom Estevam de Lancastre com excelente primeira ajuda de João Bonneville Franco.

Essa foto foi a escolhida e aproveitada muito mais tarde pelo escultor Domingos Soares Branco que a utilizou como base de trabalho quando efectuou o conjunto escultórico do Monumento ao Forcado que está colocado em Santarém, desde 10 de Junho de 1997, na Rotunda António Gomes de Abreu.

Atelier de Domingos Soares Branco.jpg

No seu atelier o escultor Domingos Soares Branco com Dom Estevam de Lancastre e João Bonneville Franco.

Nota-se a foto que serviu de mostra para a escultura.

 

Grupo de Évora

 

Tertúlia T.E. 7.01.2019.png

 

Realizou-se em 7 de Janeiro de 2019, e como habitualmente na Pousada dos Loios, o jantar mensal da Tertúlia Tauromáquica Eborense e desta vez de homenagem ao Grupo de Forcados Amadores de Évora que em 2018 completou 55 anos ininterruptos na nobre arte de pegar toiros.

Assim e como convidado de honra esteve presente o actual cabo João Pedro Nunes Oliveira e que se fez acompanhar pelos antigos cabos João Pedro Soares Oliveira e António Vaz Freire Alfacinha que deram os seus testemunhos recordando diversos momentos do interessante Historial de um Grupo que pela primeira vez se apresentou ao público em 11 de Agosto de 1963 e sob o comando de João Nunes Patinhas e que ao longo destes 55 anos honrou a Tauromaquia Portuguesa, o Forcado Amador e divulgou a cidade de Évora em todas as Praça de Toiros portuguesas e em muitas outras no estrangeiro.

Foi mais um agradável jantar de uma Tertúlia de amigos aficionados e que desejam continuar a defender a tauromaquia.

Tertúlia Tauromáquica Eborense.jpg

 

 

El Juli em Évora

Emblema da Tertúlia Tauromáquica Eborense.png

 

Foi com enorme satisfação que a Tertúlia Tauromáquica Eborense recebeu na Pousada dos Loios – a que o Grupo Pestana teimosamente chama agora Pousada do Convento de Évora – uma figura do toureio: Julián López Escobar “El Juli”.

Sim foi El Juli o convidado de honra em 10 de Dezembro, no último jantar de 2018 desta Tertúlia de amigos e aficionados.

Todos os jantares da Tertúlia são motivo de conversas e trocas de opiniões relacionadas com a Festa, mas este teve o especial motivo de termos à nossa mesa alguém que é figura do toureio e matador de toiros há mais de 20 anos e que foi “apresentado” por Joaquim Grave, que nestas suas conversas taurinas tem um “temple” que é uma delícia para quem o ouve. E assim foi, Joaquim Grave disse de Julián López o que já sabíamos mas que ficámos a saber melhor: El Juli mistura e bem a arte, o saber, a valentia e a entrega a uma profissão que o apaixona.

Do convidado ficámos também com a agradável certeza de que é um bom conversador e grande aficionado que relatou diversos factos da sua vida como matador de toiros e também das dificuldades de ser ganadero.

Do que disse ficou na nossa memória a elevação de se referir com respeito a outros toureiros, nomeadamente ao jovem Andrés Roca Rey.

Também El Juli referiu a importância da falta de comunicação, dos responsáveis da Festa e dos aficionados em geral, quase sempre ausente nas notícias nas televisões e que não se entende como, por exemplo, durante a “Isidrada” em que em dias seguidos se realizam mais de 30 corridas de toiros na Praça de Las ventas em Madrid, com médias de 20.000 espectadores por corrida e as televisões generalistas espanholas não passam qualquer notícia taurina. Isto na pátria do toureio a pé…

Interessante também a sua ideia de que o toureio não deve ser conotado com os políticos de direita espanhola, porque a Festa é transversal a todo o povo e não será bom querer encostar ou ligar a tauromaquia a Partidos políticos. A tauromaquia é muito mais do que isso.

Enfim, um excelente jantar da Tertúlia Tauromáquica Eborense a encerrar o primeiro ano em que Nico Mexia de Almeida é o “cuidador”.

Tertúlia T.Eborense-10.12.2018.jpg

Miguel Moreno Pidal, Joaquim Grave, El Juli, Nico Mexia de Almeida

e Luís Miguel da Veiga

Desobediência premiada

Praça México.png

15 de Abril de 1951 – Praça México

No cartaz:

O rejoneador Juan Cañedo e os matadores Luis Procuna, Paco Muñoz e Rafael Rodríguez.

 

Procuna esteve excelente na lide do seu primeiro, um toiro de Ernesto Cuevas com o nome de “Muñeco”. Toiro que cumpriu nos três tércios e de tal forma que o público da Monumental – e pela primeira vez no historial da Praça – começou a acenar os lenços pedindo o indulto.

O indulto, o maior prémio que só está ao alcance de um toiro muito bravo e se tiver um bom lidador que lhe realce os caracteres inerentes: a prontidão na investida, o humilhar, o repetir, a nobreza, o recorrido, a “fijeza”, a transmissão…Tudo isso apresentou “Muñeco” para satisfação do ganadero, do matador, dos aficionados e do público em geral. Público que pela primeira vez pedia a vida de um toiro “na México” e como este foi sempre “a mais” a petição cresceu, cresceu, até que o Presidente mostrou o lenço cor de laranja.

Mas sucedeu o insólito: Luís Procuna desautorizando tudo e todos, aponta uma extraordinária estocada, sendo premiado com duas orelhas do toiro que não deveria ter morrido.

Pergunta-se: a desobediência pode ser premiada?

Ferro e divisa de Ernesto Cuevas.jpg

 

 

 

 

Camarada contra camaradas

Pedro Gonçalves-farol.png

Quem chamou a Manuel Alegre, a Miguel Sousa Tavares e a alguns parlamentares de “forcados da política” por defenderem a Tauromaquia e não concordarem com a senhora Graça Fonseca na questão do IVA, foi Alfredo Barroso num artigo de opinião intitulado “Viagem ao fundo da liberdade de tourear” inserido no “jornal i” de 19 de Novembro de 2018.

O articulista, demonstrando que não entende nada de corridas de toiros resolveu opinar, atirando para todos os lados, caluniando quem não pensa como ele, escrevinhando que “o touro é torturado até sangrar retirando-lhe a energia bastante para que os forcados o peguem de caras sem grande perigo”.

Com um chorrilho de asneiras deste tipo, Alfredo Barroso resolveu também ultrapassar a fronteira e adiantar as suas ideias sobre a corrida ao uso de Espanha argumentando que lá abrevia-se o sofrimento na arena e “se o bicho não morre logo, espetam-lhe um punhal na cabeça e é um descanso”.

Que triste quando as pessoas resolvem debitar opiniões sobre assuntos que desconhecem.

Provavelmente descontente e angustiado com as opiniões daqueles que sendo socialistas não concordam com as concepções anti-taurinas do senhor António Costa e da senhora Graça, Alfredo Barroso esbraceja no final do artigo com requintes de malvadez contra o seu camarada Carlos César.

O que faz escrever alguém contra os seus camaradas de Partido e que se julga politicamente correcto, admitindo na sua reduzida compreensão tauromáquica que “a tourada é um espectáculo bárbaro e cruel, em que o animal indefeso é alvo de tortura contínua para gáudio do público”?

Será que os seus partidários e descontentes com as atitudes da senhora Graça a quem Barroso chama de marialvas, o levam a sério?

 

 

Sem cabeçada

Rejoneador Josechu Pérez de Mendoza.jpg

Josechu Pérez de Mendoza foi o primeiro rejoneador a bandarilhar a duas mãos com o cavalo sem cabeçada.

Foi também o primeiro rejoneador a sair pela Porta do Príncipe da Praça de Toiros de Sevilha em 5 de Julho de 1958.

Porém essa saída em ombros não foi pacifica porque o Presidente da Corrida só queria conceder ao rejoneador uma orelha, o que seria um prémio menor para a memorável actuação culminada com a colocação de um colossal par de bandarilhas utilizando a montada sem cabeçada depois de uma enorme e valorosíssima lide a cavalo, onde a Real Maestranza quase vinha a baixo com o público num alvoroço pedindo o prémio de uma segunda orelha que parecia não ser consentida, até que Juan Belmonte – que estava no palco presidencial nas funções de assessor – gritou para o Presidente:

-- Aquí en Sevilla mando yo y a ése torero se merece la segunda!

Jesechu Perez de Mendoza recebeu a segunda orelha, que lhe abriu a “Puerta del Príncipe de la Real Maestranza de Caballería de Sevilla” e foi levado em ombros até ao Hotel Colón.

A cabeça do toiro “Napoleón”, da ganadaria de Guardiola Soto, está exposta na Praça de Toiros como recordação deste facto.

 

João Aranha e Jaime Ostos

Jaime_Ostos_Carmona.jpg

Em 9 de Outubro de 2014 e pelas 12:52 horas recebi um mail do cronista taurino João Aranha com o seguinte texto:

Caro Amigo

Socorro-me da sua ciência e meios de investigação para completar um trabalho que estou a escrever sobre a Feira da Piedade e não encontrei o que me falta em nenhum dos seus livros. Tudo se passou há anos, muitos anos (tanto como recordo terá sido em 10/11 de Outubro de 1953) quando coincidi, numa viagem muito engraçada, de Sevilha para Badajoz, num velho autocarro com 1ª e 2ª. classe, com o então novilheiro Jaime Ostos (que você sabe muito bem quem foi e quem é). Era ainda uma esperança e não tinha carrinha viajando nos transportes públicos. Vinha com dois jovens bandarilheiros da sua quadrilha para tourear na Feira da Piedade, ainda na Praça Velha e isso aconteceu. O que não me lembro, e isso é importante para o propósito do artigo que estou a escrever, é a composição do cartel dessa corrida e como decorreu. Mas o meu amigo saberá como lá chegar e tem 24 horas para fazer o favor de me passar essa preciosa informação. Remato com um abraço e uma meia-verónica à Ordoñez e antecipadamente agradecido com estima e respeito.

Minha resposta por e-mail no mesmo dia e às 19:36 horas:

Caro João Aranha

Cartaz de 11 de Outubro de 1953: Toiros de Manuel da Silva Vitorino; Cavaleiros Simão da Veiga Jr e Manuel Conde; Novilheiros Joaquim Marques e Jaime Ostos; Forcados Amadores de Santarém comandados por Ricardo Rhodes Sérgio, que realizaram duas pegas de caras Augusto Cabeça Ramos e Luís Rocha e duas pegas de cernelha por César Cunha Rego/Rui Roque Lopes e João Ramos de Figueiredo/António Alcobia.

Um abraço

No artigo de João Aranha no Jornal do Correio da Manhã de 10 de Outubro de 2014 destaco o seguinte:

Naturalmente meti conversa com o ‘vizinho’ de ocasião, que me disse chamar-se Jaime Ostos, ser de Ecija, e viajar para Santarém onde vinha tourear. Lá lhe expliquei que a viagem era longa mas a Feira da Piedade tinha empaque, desejando-lhe sorte. E foi então que, chegados a Los Santos, lá pelas 11 da manhã, para uns ‘churros’ e café com leite, ele e os dois da quadrilha, sacaram dos capotes e entraram numa de toureio de salão em plena ‘carretera’ logo partilhado pelo jovem frade, que até se ajeitava no manejo do percal. Os aplausos estalaram e as caras de espanto das senhoras e do padre jesuita ficaram-me na memória para sempre. 

Nunca me calhou reencontar o Jaime Ostos, que atingiu os píncaros da glória como matador de toiros, para lhe recordar este episódio.”

 

 

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