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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

Lançamento do livro "Brinde"

 

CULTURA

Apresentação do livro “Brinde” no Évora Hotel em 20.11.2020, por Simão Nunes Comenda

Brinde -Lançamento em 20.Nov.2020.png

Foi para mim uma honra ser convidado pelo meu amigo Manuel Peralta para fazer a apresentação do seu novo livro “Brinde”.

Foi com prazer que aceitei apesar da consciência que tenho das minhas limitações como orador e da dificuldade de falar duma personalidade impar e multifacetada como é o Manuel!

Fez-se como forcado, bebendo do espírito taurino que se vivia com toda a intensidade nas Escolas de Regentes Agrícolas de Santarém e Évora que frequentou e que eram então o maior alfobre de forcados que existia.

É co-fundador do Grupo de Forcados Amadores de Évora, donde se despediu em 10 de Agosto de 1967, mas não despiu a jaqueta, envergando-a ainda hoje, porque ao longo dos anos tem mantido uma intima ligação à Festa de Touros em geral, mas muito particularmente à apologia  do forcado, a mais portuguesa manifestação da cultura taurina…Mas esta minha afirmação  prova-se primeiro pela sua obra literária já vasta , de que saliento, para além de outros, os livros “PRAÇAS DE TOIROS DE SANTARÉM – Actuações dos Grupos de Forcados no Século XX” e “JOÃO PATINHAS – Um forcado”. São obras de exaltação ao forcado, mas revelam uma nova faceta do seu autor, a sua capacidade de investigação, o seu respeito pela cronologia, a sua busca da verdade e de precisão. E prova-se ainda diariamente, no seu blogue “Partebilhas” onde mantém viva a Festa, o Forcado, a investigação sobre Grupos de Forcados, notícias e argumentação contra anti-taurinos.

Mas atenção, o blogue “Partebilhas” é mais do que isso…nele contactamos com outro Manuel, em que a sua cultura se agiganta noutras áreas, quando escreve sobre períodos ou acontecimentos da nossa História e as relaciona com a época contemporânea.

Ainda há pouco li um oportuno texto sobre a cólera-morbo, que em 1833 assolou o país durante a guerra civil e aprendi, numa sua troca de ideias com um anti-taurino,  que um dos primeiros anti-taurinos foi um cardeal do tempo do Papa Paulo IV – no século dezasseis – que em simultâneo era também, imaginem, o inquisidor-mor!

A cultura taurina tem tido os seus detractores ao longo dos tempos, mas conseguiu sempre reformular-se e renascer das cinzas…nunca foi tão atacada como hoje, atravessa tempos difíceis, mas tem entre os seus defensores um homem como o Manuel Peralta que nos oferece este BRINDE !

É um livro simpático, facilmente manuseável com a capa que homenageia os forcados através de uma foto do Grupo de Forcados de Évora que efectuam um brinde e na contra-capa uma fotografia que é uma homenagem a um grande cabo e um enorme forcado – JOSÉ MARIA CORTES !

Quanto ao seu conteúdo, que tive o gosto de ler atempadamente, é uma colectânea de textos que, ao longo dos anos de 2016 até ao início de 2020 o autor foi publicando no seu blogue “Partebilhas”…e para aguçar o vosso interesse digo-vos que tem textos muito variados, mas onde se pode ver, por exemplo, o enorme respeito do autor pelo cumprimento das regras em todo o espectáculo taurino, começando na elaboração de programas, nas cortesias…chegando a criticar Enrique Ponce por ter toureado vestido de smoking os dois últimos toiros na praça francesa de Ustress em Junho de 2016.

Encontramos também o seu pesar pelo fosso existente entre a classe política portuguesa e a Festa dos Touros, contrapondo o apoio que a Festa espanhola tem da Casa Real e de figuras importantes, como a Presidente da Comunidade de Madrid.

Mas são, no entanto, três os temas mais focados e que passo a citar:

  • Os jantares da Tertúlia Tauromáquica Eborense, mencionando os diferentes convidados – permitindo-me chamar a atenção para o jantar de 6 de Novembro de 2017, em que o convidado foi o matador de touros José Trincheira, que trouxe o velho Alentejo com toda a sua pureza e que é imperativo que se leia.
  • Dá também relevo aos jantares da Tertúlia realizados fora de Évora, como o de Almeirim na Tertúlia de João Simões e o de Montemor em casa deste vosso amigo
  • O Grupo de Forcados Amadores de Évora, o Grupo do seu coração, de que referencia efemérides como a primeira corrida do grupo em 1963 no Redondo, a primeira actuação no Campo Pequeno também em 1963 ou a corrida de São Pedro em 2018 em que se fez homenagem aos fundadores do grupo de Évora.

Ao longo dos seus textos homenageia os amigos que vão desaparecendo, mas que a palavra escrita torna imortais.

O último tema marcante em toda a obra é a consciência que Manuel Peralta foi tendo ao longo destes anos, de como evoluiu o ataque sistemático à Festa dos Touros em todo o mundo taurino. Foi um processo lento, primeiro refere algumas manifestações anti-taurinas no sul de França, depois em 2018 menciona um grupo animalista que ousa manifestar-se em Pamplona no “Sanfermin”, depois o caso da Praça de Toiros de Barcelona e finalmente em Portugal, apontando o caso da Praça da Póvoa de Varzim.

A oposição a todo este processo surge em textos importantes, como a carta aberta ao Município da Póvoa de Varzim em Julho de 2018; a carta aberta a Sérgio Sousa Pinto, então deputado do PS; a falta de cultura da Ministra baseado num texto do jornalista Henrique Monteiro, de Outubro de 2018.

E finalmente a consciência do autor, de que o cerco se aperta quando refere aos animalistas radicais…

Meus Senhores, neste momento tão difícil, que a pandemia ainda veio agravar mais, que bom ter um taurino como o Manuel Peralta, que nos trás memórias, mas que usa a palavra para lutar por aquilo que gosta e sobretudo pela sua liberdade.

Livro Brinde.png

 

 

 

 

O prefácio

Livros taurinos MPGC.png

Gosto de entrar nas livrarias, pegar nos livros, folheá-los. Raramente compro algum sem ler o prefácio.Quando me oferecem livros – e têm sido muitos – também é sempre pelo prefácio que inicio a leitura. Sou, assumidamente, um leitor de prefácios.

O prefácio é a mensagem de alguém para os leitores e também um conjunto de palavras pensadas para o autor. Não precisa de ser extenso e o importante é ser sincero e transmita o estado de espírito de quem o escreveu e relacionado com a leitura da obra em questão. Há quem saiba escrever prefácios pequenos mas muito grandes de mensagem, o que sugestiona o leitor para o que vai ler, para o conteúdo do livro que tem na sua frente.

O prefácio tem a honra de primeira página e esta é concedida pelo autor a alguém que convidou para o efeito, tal como deve dar a sua direita a quem muito respeita.

Nos livros de conteúdo taurino que escrevi, convidei Amigos para redactores de prefácios, primeiro por me conhecerem há muitos anos mas sobretudo por serem grandes entendedores da tauromaquia em geral.

Aqui vai a minha homenagem, na leitura de alguns extractos, do que escreveram nos meus livros:

“O cuidado e o empenho na recolha de elementos posto pelo Manuel Peralta, denunciam uma paixão inequívoca pela corrida à portuguesa e pelo protagonismo evidente do forcado amador nessa mesma corrida.”

Joaquim Manuel de Vasconcellos e Sá Grave

“Praças de Toiros de Santarém” – Setembro de 2000

 

“Escrever sobre a efeméride como ele o faz, destacando a glória de um PASSADO, o brilho de um PRESENTE e perspectivando para uma geração vindoura um FUTURO promissor, é citar “sabiamente” os três tempos que constituem o historial de um Grupo de Forcados Amadores.”

Evaristo Manuel Alves Cutileiro

“40 Anos do Grupo de Forcados Amadores de Évora” – Junho de 2003

 

“O autor, meu amigo, colega de curso, forcado amador e também escritor, pesquisador das coisas taurinas mais portuguesas da nossa Festa, mostrou toda a sensibilidade, dedicação, procura de verdade histórica e até humor, às vezes mais ou menos cáustico, mas obras que publicou.”

António José Gomes de Sousa Zuzarte

“Os Forcados nos Concursos de Ganadarias d’Évora” – Novembro de 2005

 

“Conhecemo-nos na Escola Agrícola de Évora nos anos sessenta onde andámos juntos e foi a partir daí que se fundou o Grupo de Évora onde nos fardámos um par de anos, com a tropa em Angola pelo meio.

O Manuel Peralta, com a sua aficion, o seu entusiasmo, o seu trabalho notável de investigação – e sempre na boa linha da Corrida à Portuguesa e do Forcado Amador – tem sido um grande defensor desta nobre arte que é bem e só portuguesa.”

Estevam Maria de Sá Coutinho de Lancastre

“João Patinhas – Um Forcado” – Novembro de 2008

 

 “Que delicia, sim porque isto é um pequeno jardim de delicias a leitura deste livro, que reforça a nossa afición e nos faz sentir mais inteligentes, porque a exigência em matéria taurina do Manuel Peralta é enorme, conferindo-lhe a qualidade de aficionado CARO. Com este livro ganhamos todos, os aficionados e a tauromaquia.”

 Joaquim Fernando da Silveira Policarpo

“Arenas” – Abril de 2016

 

Reflexão Taurina

Galeana ..25.04.2018.png

 

Terá que haver uma ajuda aos ganaderos de bravo porque com a falta actual de corridas de toiros ficarão numa situação económica e financeira aflitiva.

As Praças de Toiros que pertencem às Misericórdias deveriam promover, logo que possível, espectáculos taurinos com o principal objectivo de compensar os ganaderos e pagando os toiros acima do valor do mercado.

Está – ou vai estar – na hora das Misericórdias retribuírem aos ganaderos os benefícios que deles receberam ao longo de séculos.

Foram realizadas muitas centenas de corridas de toiros nos séculos XVIII, XIX e XX a favor das Santas Casas. Esses contributos continuarão certamente desde que sejam mantidas as ganadarias de bravo.

Porém, só neste ano e durante os meses de Março, Abril ficaram por lidar mais de 200 toiros na Península Ibérica, número que será mais do que duplicado nos próximos meses de Maio e Junho se continuar o surto do coroavírus Covid-19, como é o mais provável.

Está na hora das Misericórdias darem o seu contributo taurino.

“Com el permiso de la autoridad y si el coronavíros no lo impíde”

 

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Atribuição do Prémio da TTE de 2019

TTE - 3.02.2020.png

Em 3 de Dezembro passado a Tertúlia Tauromáquica Eborense analisou o que mais  importante aconteceu na Arena d’Évora durante a temporada de 2019, tendo ficado acordado que o “Prémio” deveria ser atribuído à ganadaria Murteira Grave.

Assim, no jantar que se realizou ontem, 3 de Fevereiro de 2020, o convidado de honra da Tertúlia foi o Dr. Joaquim Grave a quem foi entregue o “Prémio do Motivo Toureiro de 2019”.

Como é habitual foi um agradável jantar de tertúlia, com a troca de ideias taurinas e na base da criação do toiro de lide, nomeadamente segundo o critério do ganadero convidado que deu todos os esclarecimentos solicitados sobre o seu conceito de selecção e também sobre o historial desta ganadaria que no ano passado comemorou os 75 anos de existência.

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Na foto um poker de ases taurinos:

Manuel Calejo Pires, Joaquim Grave, Nico Mexia de Almeida e Manuel Passanha Sobral

 

Emblema da Tertúlia Tauromáquica Eborense.png

 

Grupo de Forcados Amadores de Santarém

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Subsídios para a História

do

Grupo de Forcados Amadores de Santarém

 

 

1915 – Na vila de Almeirim, António Gomes de Abreu, com 17 anos, apresentou-se como cabo do Grupo de Forcados Amadores de Santarém.

 

1922 – Em 13 de Agosto o Grupo de Forcados Amadores de Santarém comandado por Joaquim Aguiar, actuou na Praça de Toiros de Setúbal, numa corrida onde foram lidados 11 toiros.

Cavaleiros: Dom Vasco Fontalva e Honorato Sepúlveda.

 

1923 – No dia 10 de Junho apresentou-se pela primeira vez na Praça de Toiros de Santarém o Grupo de Forcados Amadores de Santarém, comandado por António Gomes de Abreu. Toiros da ganadaria de António dos Santos Jorge.

 

1929 – No dia 9 de Junho, António Gomes de Abreu fez parte de um Grupo de Forcados Amadores comandado por João Marcelino de Azevedo que actuou em Santarém.

 

No dia 9 de Outubro, o Grupo de Forcados Amadores de Santarém comandado por Jayme Godinho, actou em Sevilha. António Gomes de Abreu fez parte desse Grupo.

 

1945 – Em Lisboa, na Praça de Toiros do Campo Pequeno, António Gomes de Abreu fez a sua despedida. O Grupo de Forcados Amadores de Santarém passou a ser comandado por Dom Fernando de Mascarenhas (Torre).

 

Jantar da Tertúlia Tauromáquica Eborense – Julho de 2016

Tert.Tauromáquica Eborense-04.07.2016.jpg

Emídio Pinto – filho do prestigiado jogador internacional de hóquei em patins com o mesmo nome, da célebre seleção nacional dos anos 40, composta também por António Raio, Edgar Soares, Jesus Correia e Correia dos Santos – iniciou a carreira de cavaleiro tauromáquico aos 13 anos na temporada de 1966 e em 1975 recebeu a alternativa concedida por Alfredo Conde na Praça Monumental do Campo Pequeno.

Foi o iniciador de uma dinastia de toureiros e presentemente o seu filho Duarte e o seu sobrinho Tomás são os continuadores na família da Arte de Marialva.

Foi Emídio Pinto que esteve no jantar de Julho de 2016 da Tertúlia Tauromáquica Eborense como convidado de honra e deliciou os participantes com uma descrição pormenorizada de toda a sua actividade taurina e dos cavalos mais importantes na sua quadra, dos outros cavaleiros que com ele alternaram nessas temporadas – com destaque para José Mestre Batista – e o realce para os cartazes de corridas que lhe ficaram de memória.

Não fui um grande cavaleiro, mas gostei de ter sido cavaleiro tauromáquico” disse com a simplicidade que o caracteriza.

Diremos que além de cavaleiro é um excelente aficionado, defensor da nossa Festa e que a Tertúlia Tauromáquica Eborense teve o prazer de receber neste jantar de Julho que se realizou, como habitualmente, na Pousada dos Loios em Évora.

Tert.Tauromáq.Eborense.jpg

 

 

Para quê?

Enrique Ponce.jpg

 

Enrique Ponce é um toureiro extraordinário, direi um mito vivo da tauromaquia.

Mais um seu enorme sucesso em Ustress, em terras aficionadas de França em 19 de Junho de 2016. Um triunfo redondo ao lidar sozinho 6 toiros 6.

O ter despido o “traje de luces” para tourear os dois últimos toiros vestido com smoking parece-me uma publicidade exagerada, gratuita e só interessante para as revistas do tipo rosa, as que gostam de comentar a vida alheia de figuras públicas e que invadem a privacidade dos que, por qualquer motivo, são capas dessas revistas muito ao gosto da coscuvilhice espanhola. Não vale a pena enunciar o nome dessas publicações, por serem demais conhecidas.

Enrique Ponce é um génio do toureio e ao ter despido o “traje de luces” antes de terminar o festejo taurino, só abriu um precedente. Não faltarão mais a aparecer assim, trajados de qualquer coisa para serem fotografados e serem notícias.

Esperemos que por cá não apareça um grupo de forcados, vestido a rigor, como que para um casamento, a brincarem com o que deve ser sério. Também não ficará bem um grupo de amigos ir trajado de forcados a um casamento. Cada coisa no seu sítio.

Enrique Ponce não precisava disso, depois de indultar um toiro e ter triunfado também nos três que lidou antes.

Publicidade barata, extravagante, que não dignifica a tauromaquia.

 

 

 

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