Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

A vida a suplantar a morte

Indulto em Sevilha 30.05.2011.png

A tauromaquia é uma arte de carácter universal, referenciada por pintores, músicos, escultores e escritores como Goya, Sorolla, Picasso, Orson Welles, Ramalho Ortigão, Góngora, Quecedo, Mariano Benlliure, Lorca, Alberti, Vargas Llosa, Hemingway, Ortega y Gasset e tantos outros.

Na imagem o registo fotográfico de um momento maior da tauromaquia de Espanha: o sinal, cor de laranja, da concessão do perdão da morte na arena do toiro que foi lidado e demonstrou a bravura suficiente para regressar ao campo.

Um aspecto a que os detractores da corrida de toiros não fazem referência. Um aspecto da vida a suplantar a morte que não deve ser desconhecido, mas sim enaltecido por todos. Momento que demonstra a elevação do conceito dos aficionados tauromáquicos à bravura do toiro.

Os anti-taurinos também não referem que o toiro bravo é o guardião do espaço de mais de 550.000 hectares e que permite a conservação de um dos ecossistemas da Europa, de uma Europa dão degradada pela poluição, pela desertificação e pela erosão, onde presentemente mais de 52 milhões de hectares de terra estão em risco (Diário de Notícias de 29.04.2005).

A imagem aqui exposta  assinala o indulto do toiro “Arrojado” da ganadaria de Núnez  del Cuvillo na Real Maestranza de Caballeria de Sevilla em 30 de Maio de 2011.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

 

O mínimo

Borlader-Jul.2020.jpg

Nestes tempos do vírus chinês, que de repente veio afectar a saúde e a economia dos povos, os toiros vão pastando nos campos como se nada de anormal acontecesse e, no entanto, serão os “ganaderos” provavelmente os mais afectados pela crise que paira sobre a tauromaquia e que vêem os seus produtos em direcção aos matadouros sem a passagem pelas arenas.

Este não é nem será o pior momento da história da tauromaquia e do campo bravo que na península ibérica e no sul de França já ultrapassou períodos de guerras civis e mundiais e também outra pandemia há exactamente 100 anos, a tal pneumónica devastadora e de tão má memória.

Toda a fileira do toiro está a ser afectada e naturalmente a imprensa taurina que já teve uma importante baixa com o encerramento de uma revista espanhola que se publicou com regularidade nos últimos 29 anos: “6 TOROS 6”.

Em Portugal a revista “Novo Burladero” teve também que suspender a publicação durante quatro meses e agora reapareceu com a promessa de que, durante algum tempo, será bimestral, um esforço empresarial de âmbito taurino que terá que ter a compreensão dos aficionados.

Sim. cabe aos aficionados a resposta de não deixar cair este baluarte da nossa Festa, se e só se, comprarem a revista neste mês de Julho e também em Setembro e Novembro, com a natural esperança que o “Novo Burladero” volte a ter a periodicidade mensal a partir de Janeiro de 2021.

É o mínimo que os aficionados podem demonstrar neste ano de 2020.

O seu director João Queiroz e a chefe de redacção Catarina Bexiga bem o merecem.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

 

Tertúlia Tauromáquica Eborense – Jantar de Novembro de 2019

Tert.Eborense 5.11.2019.JPG

Num comentário que há dias vi na internet de uma anti-taurina, animalista e vegetariana, certamente generosa para o seu cãozinho de colo mas descontente com uma mensagem taurina colocada nas redes sociais por um dos meus Amigos, argumentava ela, entre outras ideias, que a tauromaquia estava condenada na Ibéria e no sul de França, a prazo relativamente curto, porque teria ouvido dizer que os ganaderos de bravo perdem sempre dinheiro e que portanto com a sua falência e desaparecimento regular não seriam substituídos nessa função. Era ou parecia ser a sua vã esperança no afundamento da tauromaquia e consequentemente a extinção do gado bravo.

Se por absurdo – e só por absurdo – essa generosa defensora dos animais tivesse estado presente no jantar de Novembro de 2019 da Tertúlia Tauromáquica Eborense, que se realizou ontem e como habitualmente na Pousada dos Loios, talvez mudasse de opinião depois de ouvir Álvaro Núñez Benjumea.

Na verdade este o convidado de honra da Tertúlia e foi um encanto ver e ouvir o entusiasmo como descreveu a sua ligação à ganadaria Núñez del Cubillo, iniciada por seu pai Joaquín Núnez del Cuvillho, e agora o começo de uma nova ganadaria em terras de Portugal em São Marcos de Ataboeira, no concelho de Castro Verde, onde vive com a sua família e já começou a aprender o português.

A paixão como fala de tudo o que se relaciona com a preparação desta sua nova ganadaria, com um detalhe toureiro só possível aos mestres taurinos, tudo indica que será mais um criador de toiros com todos os critérios necessários para o sucesso e seguramente um benefício para a tauromaquia em geral e para a criação do bravo em Portugal.

Foi, na verdade, um belo jantar de tertúlia e uma agradável conversa relacionada com tudo o que exactamente os aficionados gostam de ouvir, comentar e aprender.

E eis como a Tertúlia Tauromáquica Eborense teve a honra de receber e conhecer este GANADERO.

Olé Álvaro Núñez Benjumea!

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Emblema da Tertúlia Tauromáquica Eborense.png

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D