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Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

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Cartazes de toiros

Cartaz de 1900.jpg

Para alguns aficionados os cartazes das corridas têm uma importância acrescida. Quer dizer, servem naturalmente para dar a informação da data e hora da realização do espectáculo, da ganadaria ou ganadarias a apresentar, dos nomes dos toureiros, do grupo de forcados, etc., mas também para guardar como recordação. Alguns têm autênticas colecções e com anotações curiosas sobre cada cartaz.

Também os intervenientes das corridas gostam de guardar os cartazes que muitas vezes são emoldurados e ficam patentes como recordações extremamente importantes e sendo relíquias de família.

Ora, na óptica do coleccionador, uma das principais informações que o cartaz deve ter é a data da corrida e essa é procurada um primeiro lugar quando alguém interessado olha para um cartaz que está exposto em casa, numa tertúlia ou num museu taurino.

Aqui podemos observar um cartaz da Praça de Setúbal e verificar facilmente que é do ano de 1900.

Tal não acontece no segundo cartaz aqui exposto e relacionado com a corrida que se realizou no passado dia 29 de Outubro na Arena d’Évora. Na verdade o ano não está visível. Para a empresa isso não foi importante.

Quem trabalha com assuntos relacionados com a tauromaquia deveria ter em atenção este pormenor da data do espectáculo, porque não é a mesma coisa anunciar uma corrida de toiros ou uma promoção semanal de qualquer produto num supermercado.

Admitindo que a gráfica não tenha essa sensibilidade e não entenda nada do assunto, a empresa deveria ter esse cuidado. Não só cuidado de divulgar o festejo taurino com fins comerciais mas também de preservar a sua memória.

 

Cartaz ArenaEvora.jpg

 

 

 

Toiros de Morte

Toureiro.png

Em Portugal nunca houve uma tradição de toiros de morte não obstante algumas tentativas da sua regularização e manutenção em festas regionais sendo excepção o caso de Barrancos.

Assim, a União dos Criadores de Toiros de Lide, que teve Sede na vila da Golegã, apresentou em 1921 uma exposição ao Governo da República, pedindo que fosse permitida a lide à espanhola com toiros de morte nos últimos dois toiros de cada corrida. Essa pretensão não foi aceite.

Mais tarde, em 1930, uma Comissão de Senhoras acompanhadas por José Van-Zeller Pereira Palha e por Bernardo José da Costa de Sousa de Macedo (Mesquitella), foi recebida pelo Presidente do Ministério – general Domingos Augusto Alves da Costa Oliveira – que solicitou ao governo da Ditadura Nacional a criação, em Vila Franca de Xira, de uma zona exclusiva para a realização de corridas de toiros de morte, chamando à atenção do que se passava no sul de França, revertendo as receitas líquidas a favor da Assistência Nacional aos Tuberculosos. Apresentado o pedido ao Conselho de Ministros, não mereceu a sua aprovação.

Após a revolução de 25 de Abril de 1974 e na confusão completa de ideias e políticas que se seguiram no país, houve tentativas de se implementarem corridas de toiros de morte e com a sua realização em Vila Franca de Xira e Salvaterra de Magos onde, apesar de não terem sido anunciadas como tal, os toiros foram lidados a pé e estoqueados nessas arenas com a aceitação geral do público que encheu as respectivas Praças de Toiros.

 

Setembro de luto

Pedro Miguel Primo.png

Pedro Miguel Primo - Forcados Amadores de Cuba

 

Os Amadores de Cuba e os Amadores de Alcochete estão de luto. A tauromaquia está de luto.

O mês de Setembro de 2017 ficou assinalado por colhidas mortais nas arenas de Cuba e da Moita.

Na tarde de sábado, dia 2, depois de ter tentado a pega de caras a um toiro na Praça de Cuba (Alentejo) faleceu uns dias depois num hospital em Lisboa o forcado Pedro Miguel Primo, dos Amadores de Cuba. Tinha dito que seria a sua última actuação como forcado e que se iria despedir das arenas.

Na corrida – concurso de ganadarias – que se realizou na Moita na noite sexta-feira 15, também neste mês de Setembro, aquando da segunda tentativa da pega de caras ao quarto toiro, da ganadaria Prudêncio, o experiente forcado Fernando Reynolds Quintela, dos Amadores de Alcochete, foi violentamente colhido e faleceu no Hospital de São José em Lisboa.

Estão de luto os forcados portugueses. Está de luto a tauromaquia.

Momentos de enorme tristeza e angustia que envolve a nossa Festa. Festa Brava que tem sempre um mesclado de glória e perigo e que no caso português tem esta figura singular que é o forcado amador, que arrisca a vida quando se coloca em frente do toiro para a mais portuguesa manifestação tauromáquica, a pega.

Forcados Amadores que pisam as arenas por aficion e sem qualquer interesse económico, que gostam de pegar toiros e que diferenciam a nossa das outras tauromaquias com a pega. Pega que é da tauromaquia portuguesa desde tempos imemoriais e que caracteriza o nosso povo.

Este mês de Setembro, um Setembro carregado de luto, uma tragédia para a enorme família dos forcados de Portugal.

 

Fernando Quintela - brinde 15.09.2017.png

Fernando Reynolds Quintela - Forcados Amadores de Alcochete 

Bela pega!

Evora 9.09.2017.jpg

Com toiros das ganadarias de São Marcos e Falé Filipe realizou-se a nocturna de 9 de Setembro de 2017 na Arena d’Évora. Toiros que não saíram fáceis nem boiantes para os cavaleiros João Moura, Luís Rouxinol e Manuel Telles Bastos que se viram confrontados com ferragem deficiente que dificultou a colocação dos ferros.

Os cavaleiros sentiram alguma dificuldade na lide dos toiros mas, não obstante os toques das montadas, todos ouviram música amavelmente distribuída pelo Sr. Agostinho Borges, Director da Corrida, que certamente não a considerou como prémio aos artistas mas sim um alegre complemento do espectáculo.

Haja música!

Toiros duros que não foram fáceis para os cavaleiros e forcados e saímos da Praça com a grata recordação da vistosa pega de João Fortunato – cabo dos Amadores de São Manços – que durante o cite marcou os tempos do toureio tão bem definidos por Juan Belmonte: PARAR, MANDAR e TEMPLAR e que realizou uma valorosa pega à primeira tentativa, num toiro que o forcado não conseguiu tapar bem a cara quando se fechou, que se defendeu com força até às tábuas e que foi rabejado atempadamente e bem por Paulo Gomes, como se pode verificar na imagem bem oportuna do fotógrafo João Silva. Na pega de caras o rabejador pode evitar o pior, como foi o caso, permitindo aos ajudas fechar e concretizar a pega. Uma bela pega!

Depois recordámos as três pegas ao primeiro toiro realizadas por João Madeira, que só contou a última, quando o Grupo de Évora conseguiu ajudar. Porque da parte de João Madeira foi tudo feito e bem. Tal como do jovem Miguel Direito, ao quinto da ordem, que também esteve bem em frente do toiro e que realizou a pega à terceira tentativa por situações idênticas.

Gostámos do silêncio que se sentiu durante os cites nas seis pegas. Silêncio que demonstra o respeito que o público de Évora tem pelo forcado amador.

Pena a Arena d’Évora não ter estado esgotada, não por falta da aficion desta cidade mas sim pelos elevados preços dos bilhetes. Foi uma boa e agradavel noite taurina.

A Empresa Toiros e Tauromaquia já anunciou uma próxima corrida para 29 deste mês de Setembro com a informação que é "o maior curro da temporada". Aproveitamos para recomendar que se nessa noite tiver que ser substituído algum dos toiros a Empresa deverá fazer o favor de informar de quem é a ganadaria, o peso e a idade do toiro, coisa que não aconteceu desta vez. É uma questão de respeito pelo público e pelo ganadero e que não se deve perder.

Aguardamos.

Pega de João Fortunato-S.Manços-9.09.2017.png

 

Na bela foto do fotógrafo João Silva à pega do 4º toro da ordem, cheio de força e poder para derrotar próximo das tábuas e pegado pelo cabo João Fortunato, pode verificar-se a intervenção oportuna do rabejador Paulo Gomes e a correcta colocação dos ajudas, três de cada lado, do Grupo de Forcados Amadores de São Manços.

 

 

O quinto foi indultado

Indulto em Málaga-18.08.2017.jpg

Ao quinto toiro da ordem, terceiro para Enrique Ponce na Praça de Toiros de Málaga, o presidente da corrida, Ildefonso Dell’Olmo, colocou o lenço cor de laranja que indica o indulto do toiro. O público, delirante, aplaudiu de pé uma belíssima faena e um excelente toiro.

A Corrida Picassiana, que se realizou em 18 de Agosto de 2017 ficou assim assinalada para a História da Tauromaquia com a devolução ao campo do toiro “Jaraiz”. Toiro bravo e com provas dadas na arena para ser mais um semental da ganadaria de Juan Pedro Domecq.

Corrida diferente, um espectáculo de música e toiros que agradou ao público presente e a uns bons milhares de telespectadores do Canal Toros, em distintas partes do mundo.

Dois matadores de prestígio: Enrique Ponce e Javier Conde e as vozes de Estrella Morente, Pitingo e Alba Chantar acompanhadas, e bem, pela banda de música Miraflores transformada em orquestra sinfónica.

Porém, alguns aficionados e cronistas mais “puristas” consideraram este tipo de espectáculo um desvio da tauromaquia. Mas na verdade não é um espectaculo taurino/musical que aparece para substituir a corrida tradicional mas um que pode completar o calendário taurino espanhol e com agrado geral do público. Talvez até um motivo para atrair novos interessados na tauromaquia. Um espectáculo do século XXI.

E como já tinha dito o empresário francês Simón Casas:

“Yo me considero produtor de emociones, de estética y sueños”

E essas emoções e estética tiveram oportunidade de ver e sentir os que assistiram a este espectáculo. Fica o sonho de um dia se repetir.

                                                  

Estrella Morente-.png

 

Uma mulher sem medo

 

 

Valente pega de caras.png

Fernanda Serrano disse, muito naturalmente, que gosta de touradas e foi vista a assistir, acompanhada pelo seu marido, na última corrida transmitida pela TVI.

Naturalmente que terá o direito de assistir aos espectáculos que entender e é uma manifestação da sua parte de bom gosto e sensibilidade pela arte e cultura. O facto de ter dito que gosta de corridas de toiros, como uma grande parte dos portugueses, pôs umas dezenas de animalistas a gesticular e em bicos dos pés fazendo comentários de tipo mais ou menos insultuoso contra a artista. Os inscritos no partido dos animais e de outras associações animalescas não gostam de toiros, toureiros e forcados e querem que os outros também não gostem. Pensam que têm o exclusivo da razão. Atitude um pouco disparatada. tipo pensamento único e fora de moda.

Quando se verifica em Portugal uma parte dos políticos, artistas e personagens públicas terem receio de serem vistos próximo de uma praça de toiros para estarem à moda do “politicamente correcto”, quando esses de braço dado com os anti-touradas admitem a destruição da ganadaria brava e de toda a economia que envolve o espectáculo tauromáquico, desejo enaltecer e manifestar a minha admiração e respeito pela artista Fernanda Serrano que, sem medos, disse para a quem a quis ouvir que gosta de assistir às corridas de toiros. Tem esse direito!

Quando não gostamos de um espectáculo basta não estarmos presente, o que me acontece quando vejo anunciados artistas que não aprecio. Simplesmente não vou, mas não arregimento uns amigos para protestar à porta. Nada disso. Não vou, mas aceito perfeitamente que haja alguém que queira ir, nomeadamente aqueles que não pagam e entram nos espectáculos sem comprar o bilhete. Esses vão a todas, nem sempre para verem mas mais para serem vistos.

Fernanda Serrano-aficionada.png

 

Pensamento imposto?

animalista estúpido.jpg

Gosto dos excelentes e ponderados artigos de Cristina Miranda e acabei agora de ler com atenção “A Estupidez da Igualdade de Género”, onde faz uma análise da formatação de opinião muito ao gosto dos marxistas que defendem a ideologia de pensamento único. Publicado no “Blasfémias”, recomenda-se a sua leitura.

Neste artigo verifica-se uma boa análise à tal “igualdade de género”, aos tais que defendem que não tem nada que haver meninos e meninas, homens e mulheres, mas só géneros.

Portanto a criança nascer com pilinha não quer dizer que seja menino e ter pipi já não quer dizer que seja menina. Parece que teremos que evitar esse “erro de distinção à nascença” e permitir que mais tarde a criatura se defina. Os papéis de género tradicionais estão ultrapassados, dizem el@s. A criatura é que deve dizer se gosta mais de ser o que não é ou manter o que é.

Este um dos tipos de pensamento único que as minorias pretendem confrontar a maioria. Maioria que tem mais que fazer do que pensar na “estupidez da igualdade de género” e que já é bem assediada por outras minorias que se intitulam de vegetarianos, de veganos, de gays, de animalistas e que tais, sempre pront@s a estar presentes em manifestações mais ou menos coloridas e extravagantes como aquela gente que apita, grita e esbraceja em bicos dos pés nas imediações da Monumental do Campo Pequeno e de outras Praças de Toiros quando se realizam as touradas.

Claro que essa gente tem todo o direito de não gostar de touradas. Porém, deveria manifestar-se sim num outro local qualquer e não criar complicações à Polícia que tem que tomar conta deles. Polícia paga pelos contribuintes e que nesse preciso momento estará a fazer falta noutros pontos da cidade onde se verificam roubos, estupros, violações, agressões, confusões no trânsito, etc.

Parece que caminhamos, cada vez mais, para uma sociedade mal estruturada, pseudo intelectual e estupidificante. A tal sociedade da “ideologia do pensamento único e formatação dos indivíduos” que aparece abusivamente nas democracias.

animalista salvo por toureiro.png

Aqui está uma curiosa fotografia que mostra um toureiro salvando a vida de um animalista que saltou à arena de Carcassonne para se manifestar contra as touradas e que foi gravemente colhido por um novilho da ganadaria de Miura.

 

Grupo de Forcados Amadores de Santarém

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Subsídios para a História

do

Grupo de Forcados Amadores de Santarém

 

 

1915 – Na vila de Almeirim, António Gomes de Abreu, com 17 anos, apresentou-se como cabo do Grupo de Forcados Amadores de Santarém.

 

1922 – Em 13 de Agosto o Grupo de Forcados Amadores de Santarém comandado por Joaquim Aguiar, actuou na Praça de Toiros de Setúbal, numa corrida onde foram lidados 11 toiros.

Cavaleiros: Dom Vasco Fontalva e Honorato Sepúlveda.

 

1923 – No dia 10 de Junho apresentou-se pela primeira vez na Praça de Toiros de Santarém o Grupo de Forcados Amadores de Santarém, comandado por António Gomes de Abreu. Toiros da ganadaria de António dos Santos Jorge.

 

1929 – No dia 9 de Junho, António Gomes de Abreu fez parte de um Grupo de Forcados Amadores comandado por João Marcelino de Azevedo que actuou em Santarém.

 

No dia 9 de Outubro, o Grupo de Forcados Amadores de Santarém comandado por Jayme Godinho, actou em Sevilha. António Gomes de Abreu fez parte desse Grupo.

 

1945 – Em Lisboa, na Praça de Toiros do Campo Pequeno, António Gomes de Abreu fez a sua despedida. O Grupo de Forcados Amadores de Santarém passou a ser comandado por Dom Fernando de Mascarenhas (Torre).

 

O bom aficionado

castella.jpg

Ser aficionado tauromáquico quer dizer mais do que estar interessado em presenciar uma tourada.

Quer dizer ter um sentimento especial por todo o ambiente relacionado com o toiro bravo, com os toureiros e demais intervenientes na tourada ou “corrida de toiros”, como muitos gostam mais de a chamar.

Como a tauromaquia não é uma ciência exacta, os aficionados em geral poderão ter pontos de vista diferentes, não só pela sua cultura taurina mas também porque o entendimento e modo de ver a mesma “faena”, de observar a lide em ângulos diferentes da praça poderá provocar diferentes opiniões. Opiniões que muitas vezes são corrigidas depois de se verem filmes e fotos de uma lide que foi presenciada na praça de toiros.

Assim, poderemos considerar que aficionado está acima de espectador e que “bom aficionado” está mais além do que aficionado. Direi, ainda mais acima.

Poderá dizer-se que o “bom aficionado” é aquele que vê com atenção este seu espectáculo preferido, o que vê muitas corridas de toiros e em diversas praças, que conhece o vocabulário taurino e que sabe estar mais silencioso do que opinativo quando sentado a observar a lide. Enfim, o que se contém sem estar dando recados desnecessários para o toureiro ou forcado que não o pode ouvir e para os outros que no mesmo sector estão sentados a seu lado e que gostariam de assistir ao espectáculo sem serem incomodados com pretensas teorias mais ou menos pedantes e convencidas.

O “bom aficionado” chega com facilidade à conclusão que sabe pouco e considera com apreço todo aquele que serenamente se coloca em frente de um toiro.

O “bom aficionado” não deixa de olhar o toiro durante toda a corrida e considera que tudo tem a ver com a sua bravura, maior ou menor. Com as dificuldades que este apresenta ao lidador e como essas dificuldades são superadas com arte e valentia.

Os conhecimentos do “bom aficionado” são adquiridos ao longo da vida, com muitas conversas de tertúlia, com leituras de crónicas e criticas das corridas a que assistiu. Com leituras e meditação dos textos de livros taurinos, independentemente de concordar ou não com os autores.

O “bom aficionado” deve ler e reflectir no que leu. Ler com atenção.

O “bom aficionado” chega facilmente à conclusão que sabe pouco. Muito pouco.

 

 

As artes do toureio

Cortesias.jpg

Arte de Marialva

 

No reinado de D. João V - de 1706 a 1750 - as minas de ouro e de pedras preciosas descobertas no Brasil permitiram a realização de grandes investimentos em Portugal, destacando-se a construção do Aqueduto das Águas Livres em Lisboa e o convento de Mafra.

Este monarca também se interessou pelo desenvolvimento cultural e fundou a Real Academia de História, o Observatório Astrológico do Colégio de Santo Antão e a Biblioteca da Universidade de Coimbra.

Também foi D. João V que mandou construir, no Palácio de Belém, o Picadeiro Real e fundou a Coudelaria de Alter.

Nesses tempos, a Europa desejava seguir a moda de França e em Portugal os cavaleiros passaram a trajar à Luís XV.

Já no reinado seguinte – de D. José, de 1750 a 1777  – destacou-se como “Estribeiro-Mor” D. Pedro de Alcântara e Meneses,  4º. marquês de Marialva, que era um dos melhores cavaleiros e que também toureava a cavalo.

Foi “Mestre de Picaria” outro notável cavaleiro desse tempo, chamado Manuel Carlos de Andrade, que escreveu um excelente tratado de equitação denominado “LUZ DA LIBERAL E NOBRE ARTE DA CAVALARIA” inspirado na arte do marquês de Marialva.

Teve tão grande impacto a fama do marquês de Marialva e o livro de Manuel Carlos de Andrade que ainda hoje perdura a designação de “à Marialva” tudo o que se refere ao método de equitação e ao traje dos cavaleiros tauromáquicos portugueses.

 

Arte de Montes

 

Na história da tauromaquia e no que se refere ao toureio a pé dois toureiros tiveram enorme influência em meados do Século XVIII: Joaquin Rodriguez “Costillares” e Pedro Romero.

Enquanto Pedro Romero, da “escola de Ronda”  – neto de Francisco Romero – o seu toureio foi caracterizado pela sobriedade e seriedade, sem adornos, frio, pensado e medido, o toureio de “Costillares” da “escola de Sevilha” tem improvisação e graça e foi este o inventor do lance à verónica e da estocada “a volapie”.

Pedro Romero foi nomeado em 1830 pelo rei Fernando VII, portanto com 76 anos, director da Escola de Tauromaquia de Sevilha. Escola que teve também como mestre o matador de toiros Jerónimo José Cândido e foi frequentada por diversos alunos, no período de 1830 a 1834,  sendo um deles Francisco Montes Reina “Paquiro”, um verdadeiro génio do toureio que sabia matar “recebendo” como Pedro Romero e executar o “volapié” como “Costillares”.

Foi Francisco Montes “Paquiro” que deu um conceito colectivo de lide, ao ser o primeiro a disciplinar e organizar a sua “quadrilha”, onde os picadores e bandarilheiros passaram a ter uma missão específica debaixo da direcção suprema do espada.

 

Riviera Ordóñez.png

 

 

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