Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Partebilhas

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.

Amália Rodrigues

João Patinhas e Amália-Set 1957.jpg

Hoje, dia 23 de Julho de 2020, faz 100 anos que foi feito o registo oficial de nascimento de Amália, se bem que ela tivesse sempre dito que nasceu em 1 de Julho de 1920.

Sobre Amália Rodrigues já tudo foi dito e escrito e para a generalidade dos portugueses ela terá sido a maior fadista de sempre e a sua voz foi reconhecida como divina nos maiores palcos do mundo.

Para os aficionados ela também foi uma referência importante e assistia com regularidade ao espectáculo português de que tanto gostava.

Na realidade a tourada e o fado sempre estiveram ligados e em geral os retiros onde se canta o fado estão decorados com motivos taurinos e cartazes de toiros.

Nesta foto o forcado João Nunes Patinhas – dos Amadores de Santarém – recebendo de Amália um ramo de flores, depois de ter pegado um dos toiros na inauguração da Praça de Toiros do Montijo em 1 de Setembro de 1957.

Uma foto que é uma relíquia.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

O mínimo

Borlader-Jul.2020.jpg

Nestes tempos do vírus chinês, que de repente veio afectar a saúde e a economia dos povos, os toiros vão pastando nos campos como se nada de anormal acontecesse e, no entanto, serão os “ganaderos” provavelmente os mais afectados pela crise que paira sobre a tauromaquia e que vêem os seus produtos em direcção aos matadouros sem a passagem pelas arenas.

Este não é nem será o pior momento da história da tauromaquia e do campo bravo que na península ibérica e no sul de França já ultrapassou períodos de guerras civis e mundiais e também outra pandemia há exactamente 100 anos, a tal pneumónica devastadora e de tão má memória.

Toda a fileira do toiro está a ser afectada e naturalmente a imprensa taurina que já teve uma importante baixa com o encerramento de uma revista espanhola que se publicou com regularidade nos últimos 29 anos: “6 TOROS 6”.

Em Portugal a revista “Novo Burladero” teve também que suspender a publicação durante quatro meses e agora reapareceu com a promessa de que, durante algum tempo, será bimestral, um esforço empresarial de âmbito taurino que terá que ter a compreensão dos aficionados.

Sim. cabe aos aficionados a resposta de não deixar cair este baluarte da nossa Festa, se e só se, comprarem a revista neste mês de Julho e também em Setembro e Novembro, com a natural esperança que o “Novo Burladero” volte a ter a periodicidade mensal a partir de Janeiro de 2021.

É o mínimo que os aficionados podem demonstrar neste ano de 2020.

O seu director João Queiroz e a chefe de redacção Catarina Bexiga bem o merecem.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

 

Festa da Tauromaquia em Lisboa

Campo Pequeno - 29.02.2020.png

Quase toda a comunicação social – televisões, rádios, jornais, etc. – querendo estar ao lado de não sei quem, não fez referência à “Festa da Tauromaquia” que se realizou no dia 29 de Fevereiro de 2020 no Campo Pequeno, que atravessa um momento de indefinição empresarial e onde parece haver agora dúvida no que diz respeito às directrizes de gestão na utilização como Praça de Toiros – o objectivo para que foi construída – e na hipótese de se recentrar noutro tipo de espectáculos.

Milhares de pessoas estiveram no Campo Pequeno ontem, no Dia da Tauromaquia e outros milhares assistiram ao Festival Taurino em transmissão directa pela internet. Porém as direcções das televisões e dos jornais nada disseram e parece que têm receio de difundir hoje algo que ultrapasse o triste e baixo nível das notícias relacionadas com o racismo, violência e a corrupção no futebol que tanto gostam de divulgar.

A Festa Brava deve ser um motivo de notícia porque envolve largos milhares de pessoas, é importante da economia nacional e faz parte da arte e da cultura portuguesa.

As notícias na tal comunicação social tradicional foram escassas, quase um silêncio, numa colaboração com o politicamente correcto.

Na foto a mensagem da arena para o exterior:”Esta é a nossa casa”

O circo é num outro local.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Campo Pequeno 29.Fevereiro.2020.png

 

Arronches e uma toureira francesa - 1963

Cartaz de Arronches 25.05.1963.jpg

Pierrett le Bourdiec nasceu em Paris em 1934 e frequentou a Escola Taurina de Arles, que era dirigida pelo matador espanhol Luis Muñoz. Actou em diversas praças de França e Portugal como novilheira e apresentou-se em 26 de Abril de 1956 na Praça de Toiros do Campo Pequeno.

Como o regulamento taurino de Espanha não permitia as mulheres tourearem a pé, Pierrett resolveu aprender equitação e receber lições de rejoneio, tendo assim lidado a cavalo a partir de 1965 em algumas praças espanholas com o apodo de “Princesa de Paris” e em 12 de Outubro de 1969 apresentou-se em Madrid.

Na sua passagem em Portugal como novilheira teve a oportunidade de lidar em algumas praças e a empresa de Afonso Ramalho contratou-a para o segundo festejo da Feira de Maio de 1963 em Arronches para, na tarde do dia 25, lidar um novilho em pontas e tendo sido anunciada como “famosa matadora de novilhos”…

No cartaz desse “Grandioso Espectáculo de Variedades Taurinas” lidaram-se também 5 vacas “de uma famosa ganadaria do Alentejo” pelos cavaleiros João Romão Tavares e Dom João Dias Coutinho e para as pegas os Forcados Amadores de Portalegre, composto por Luís Saramago (cabo), Joaquim Ramalho Corvo, José Landeiro, Joaquim Partilheiro, Luís Filipe, António Caldeira e Francisco Barradas.

Este curioso cartaz foi elaborado na Tipografia “A Persistente” da Chamusca.

 

A pega do Monumento ao Forcado

Pega de Estevam Lancastre-1964.jpg

Em 12 de Abril de 1964 realizou-se uma corrida na Praça Monumental do Campo Pequeno de homenagem aos Príncipes do Mónaco e num dos camarotes esteve a Princesa Grace Patrícia Grimaldi (Grace Kelly) e os seus filhos.

Lidaram-se 8 toiros, sendo 4 da ganadaria de Norberto Pedroso para os cavaleiros Pedro Louceiro e José Maldonado Cortes e para os Forcados Amadores de Évora comandados por João Nunes Patinhas, mais 4 toiros da ganadaria de Manuel César Rodrigues para os espadas José Falcão e Óscar Rosmano.

Praça completamente cheia e grande triunfo dos Amadores de Évora com quatro excelentes pegas de caras e o Grupo chamado à Praça.

Na lide a pé um enorme êxito de José Falcão.

Captadas pelo fotógrafo taurino Lucílio Figueiredo há algumas fotos dessa corrida e uma delas da pega que foi executada por Dom Estevam de Lancastre com excelente primeira ajuda de João Bonneville Franco.

Essa foto foi a escolhida e aproveitada muito mais tarde pelo escultor Domingos Soares Branco que a utilizou como base de trabalho quando efectuou o conjunto escultórico do Monumento ao Forcado que está colocado em Santarém, desde 10 de Junho de 1997, na Rotunda António Gomes de Abreu.

Atelier de Domingos Soares Branco.jpg

No seu atelier o escultor Domingos Soares Branco com Dom Estevam de Lancastre e João Bonneville Franco.

Nota-se a foto que serviu de mostra para a escultura.

 

Respeito pela tauromaquia

 

No meu entender é uma Festa que pode estar em crescendo, desde que seja transmitida pela via da cultura, é uma arte antes mesmo de ser uma tradição. Nunca há-de ser uma festa de massas, pois requer uma sensibilidade apurada para a saber apreciar

Dr. Joaquim Grave

Jornal Vida Ribatejana – 10.02.2010

 

 

Na foto António Costa numa barreira do Campo Pequeno e assistindo a uma tourada ao lado do excelente aficionado Elísio Santos Summavielle que certamente lhe terá explicado o que se estava passando na arena.

Claro que não basta ver, para se gostar da Festa Brava é necessário “sensibilidade apurada” e isso não se ensina, é uma questão de alma. Para a entender já dá mais trabalho. Um trabalho constante de leitura de livros, revistas e jornais taurinos; de tertúlia, ouvindo atentamente o que os aficionados dizem; assistir a corridas de toiros e ler as opiniões dos críticos, etc.

Num país onde a tourada remonta a tempos imemoriais, onde o toureio “é uma arte antes mesmo de ser tradição” os seus governantes devem ter o respeito por um espectáculo que é uma manifestação cultural dos povos da Península Ibérica.

Mas nem todos assim pensam e o actual primeiro-ministro António Costa defende agora que sejam as autarquias a decidir proibir ou não as touradas.

Graves estas posições aligeiradas de um responsável pelo Governo de Portugal. Sabendo-se que as Câmaras Municipais estão constantemente a mudar de cor política, não faz sentido que em tão curto espaço de tempo tenham o poder que lhes permita mandar encerrar e destruir as Praças de Toiros, como actualmente acontece com a maioria PPD/PSD da Póvoa de Varzim e seguidamente uma outra maioria tentar refazer o que outros desfizeram.

Também parece grave o primeiro-ministro – em carta de resposta a Manuel Alegre – ficar “chocado” por o serviço público de televisão transmitir em directo algumas touradas, porque sendo um espectáculo que não pode ser barato muitos portugueses apesar de gostar de ver, tal não o podem fazer por uma questão económica.

Nem todos podem comprar o bilhete de ingresso numa Praça de Toiros e muito menos assistir numa barreira ao seu espectáculo preferido.

Barreira Campo Pequeno 9.04.2010.png

 

Comissão liquidatária da Tauromaquia?

J.P.Oliveira-2ª. tentativa - S.Pedro2018.png

Em artigo relacionado com a Tauromaquia, o jornalista Luciano Alvarez colocou no jornal Público de hoje as posições dos Partidos em relação à polémica atitude discriminatória da Ministra da Cultura, que tutela a Tauromaquia mas que pretende o fim das touradas, como referiu e bem durante o debate a deputada centrista Vânia Dias da Silva.

Como é do conhecimento geral o Governo apresentou na discussão do Orçamento e no que diz respeito à Cultura uma descida do IVA para alguns espectáculos mas deixando o imposto de 13% inalterado no que diz respeito à Tauromaquia, opinião reforçada pela Ministra Graça Fonseca que em resposta ao CDS disse que “a tauromaquia não é uma questão de gosto, é uma questão de civilização”. Já o Bloco de Esquerda e de acordo com o seu eleitorado anti-taurino, diz agora que a tourada não é um espectáculo cultural e propõe a alteração do IVA aos artistas tauromáquicos e às empresas taurinas para aplicação da taxa máxima de 23% (M.Mortágua- Jornal I).

Toda esta polémica roda à volta das moções para a extinção das touradas propostas pelo deputado do PAN – o senhor dos animais – que não perde uma oportunidade para atacar a Tauromaquia, apoiado pelo Bloco de Esquerda, pelos Verdes e alguns deputados do Partido Socialista, agora protegidos por quem tem a tutela da Tauromaquia.

Como é sabido decorre uma petição para o afastamento de Graça Fonseca do Ministério da Cultura. Outra coisa não seria de esperar quando se verifica que alguém que tem a tutela da Cultura tenha atitudes de quem parece estar à frente de uma comissão liquidatária da tauromaquia portuguesa.

António Ribeiro Telles.jpg

 

 

 

Despedida de Pedro Gonçalves

Bilhete Santarém 21.10.2018.jpg

 

Pedro Gonçalves despediu-se na Monumental de Santarém no dia 21 de Outubro de 2018.

Na sua despedida Pedro Gonçalves merecia ter mais gente na Praça, tanto mais porque esta foi a única corrida que se realizou este ano em Santarém. Mais gente que pagasse o bilhete, mesmo aqueles que em Santarém são habituais a entrar sem pagar, mais ou menos os mesmos, uns centos que só assistem a espectáculos oferecidos e que lhes parece mal pagar, os tais “borlistas” que esperam pelo bilhete do costume e que nesta corrida deveriam ter tido outra atitude. Merecia ter nas bancadas mais profissionais e amadores do toureio e da pega, porque Pedro Gonçalves vestiu a jaqueta de forcado amador durante dez anos e antes de se ter tornado “toureiro de prata”. Um toureiro que fica no historial da tauromaquia portuguesa.

A aficion em geral e a aficion do Ribatejo em particular, deveria ter estado presente em maior número. Tal não aconteceu.

Pena, porque Pedro Gonçalves deu muito à tauromaquia e merecia ver os sectores da Monumental cheios. Isso não aconteceu. Foi uma bonita festa de despedida onde os seus amigos estiveram, mas onde faltaram muitos aficionados e profissionais da Festa.

Houve ingratidão nesta Festa de Despedida.

Parabéns Pedro Gonçalves. Obrigado por ter dado tanto à tauromaquia. A tauromaquia que irá continuar a contar com ele como AFICIONADO que sempre foi.

Olé Pedro Gonçalves!

Pedro Gonçalves.png

 

Visões da Tauromaquia

Colóqui Santarém . 12.10.2018.png

 

Promovida pelo CDS-PP realizou-se em Santarém, na noite de 12 de Outubro de 2018 a conferência “As várias visões da Tauromaquia em Portugal” sob a orientação de Gonçalo Sepúlveda e tendo a intervenção esclarecida de Hélder Milheiro, Rui Bento Vasques, António Veiga Teixeira, João Ribeiro Telles e Diogo Sepúlveda com a moderação de Ludgero Mendes.

Foi uma conferencia muito interessante e com numerosa assistência de aficionados onde foram abordados diversos temas relacionados com a tauromaquia portuguesa e a necessidade de a defender face ao movimento animalista e aos ataques de alguns deputados de extrema-esquerda que na Assembleia da República não perdem oportunidade em propor a extinção da tourada sem perceberem que esta faz parte da cultura popular portuguesa e que é um dos espectáculos que mais público acolhe.

Foi pena que ao excelente painel de conferencistas não tenha sido acrescentado um representante da Santa Casa da Misericórdia, que é a proprietária da Praça Monumental de Santarém, bem como algum responsável da Empresa para explicar a ausência de espectáculos tauromáquicos na capital do Ribatejo durante a época de 2018.

É de louvar a iniciativa do CDS-PP ter realizado esta oportuna conferência tauromáquica, demonstrando ser um Partido atento aos anseios dos aficionados.

Colóquio Santarém..12.10.2018.png

 

 

Cartazes de toiros

Cartaz de 1900.jpg

Para alguns aficionados os cartazes das corridas têm uma importância acrescida. Quer dizer, servem naturalmente para dar a informação da data e hora da realização do espectáculo, da ganadaria ou ganadarias a apresentar, dos nomes dos toureiros, do grupo de forcados, etc., mas também para guardar como recordação. Alguns têm autênticas colecções e com anotações curiosas sobre cada cartaz.

Também os intervenientes das corridas gostam de guardar os cartazes que muitas vezes são emoldurados e ficam patentes como recordações extremamente importantes e sendo relíquias de família.

Ora, na óptica do coleccionador, uma das principais informações que o cartaz deve ter é a data da corrida e essa é procurada um primeiro lugar quando alguém interessado olha para um cartaz que está exposto em casa, numa tertúlia ou num museu taurino.

Aqui podemos observar um cartaz da Praça de Setúbal e verificar facilmente que é do ano de 1900.

Tal não acontece no segundo cartaz aqui exposto e relacionado com a corrida que se realizou no passado dia 29 de Outubro na Arena d’Évora. Na verdade o ano não está visível. Para a empresa isso não foi importante.

Quem trabalha com assuntos relacionados com a tauromaquia deveria ter em atenção este pormenor da data do espectáculo, porque não é a mesma coisa anunciar uma corrida de toiros ou uma promoção semanal de qualquer produto num supermercado.

Admitindo que a gráfica não tenha essa sensibilidade e não entenda nada do assunto, a empresa deveria ter esse cuidado. Não só cuidado de divulgar o festejo taurino com fins comerciais mas também de preservar a sua memória.

 

Cartaz ArenaEvora.jpg

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D