O conteúdo deste blogue é da responsabilidade de MANUEL PERALTA GODINHO E CUNHA e pode ser reproduzido noutros sítios que não pertençam ao autor porque o importante é a divulgação da tauromaquia.
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Calos II quando faleceu em 1700 não tinha descendentes directos, tendo sido o último monarca da Casa de Habsburgo e nomeou o seu sobrinho-neto Filipe, como seu sucessor – o francês duque de Anjou – que foi o primeiro rei da Dinastia de Bourbon em Espanha tendo sido coroado como Filipe V.
Habituado aos bailes de Versalhes e às festas da corte de Luís XIV, não era partidário dos espectáculos tauromáquicos por “motivos de consciência” e motivou os nobres espanhóis a não tourearem a cavalo.
Assim, em Espanha a nobreza deixou de se interessar pelo toureio a cavalo, para agradar ao rei, mas o povo não se conformou, tendo surgido mais tarde as primeiras escolas de toureio a pé.
Um francês que foi coroado como rei de Espanha e que não gostava da tauromaquia, motivou o aparecimento e a divulgação de outro tipo de toureio.
José Falcão foi o primeiro matador português a morrer na arena. Tendo sido promissor novilheiro da escola de Coruche – dos irmãos António e Manuel Badajoz no começo dos anos 60 – este toureiro natural de Vila Franca de Xira, apresentou-se pela primeira vez vestido de “luces” em Maio de 1962 na praça do Montijo e uns dias depois na praça de Évora e, nessas duas novilhadas, alternando com Óscar Rosmano.
Com o serviço militar pelo meio, com muitos novilhos toureados em 1966 José Falcão seguiu para Salamanca, lida em Espanha, França e Portugal. Em 23 de Junho de 1968 recebeu a alternativa em Badajoz, com Paco Camino e Paquirri. Em 27 de Julho de 1969 confirma a alternativa em Madrid com Vicente Punzón e García Higares.
Toureiro valoroso e muito valente, sofreu diversas colhidas e inúmeros triunfos em praças de Espanha, França, América e Portugal. Foi matador de toiros durante sete anos.
Em 11 de Agosto de 1974, na Praça de Barcelona foi colhido mortalmente pelo toiro “Cuchareto” com ferro de Hoyo de la Gitana, pertencente a Fernando Pérez Tabernero.
Numa tarde de 1966, na Feira de Santo Isidro, o matador António Chenel “Antoñete” lidou de maravilha um bravo toiro, branco, da ganadaria de Osborne, chamado “Atrevido”.
“La faena del toro blanco”, ficou para o historial da tauromaquia e imortalizou o toureiro.
Estiveram a assistir a esta corrida de toiros os Chefes de Estado da Espanha e da Nicarágua: Francisco Franco e René Schick Gutiérrez.
Rafael Molina “Lagartijo” (1841-1900) e Salvador Sánchez "Frascuelo" (1842-1898) foram dois toureiros que marcaram nas arenas uma rivalidade saudável e que levava às praças de toiros público numa competitividade tal que se esgotavam os bilhetes.
Os dois foram muito importantes para a tauromaquia nessas épocas. Grandes e geniais matadores de toiros espanhóis.